A Simplicidade das Coisas — Augusto Martini

outubro 23, 2020

Quando a casa dos avós se fecha

Acho que um dos momentos mais tristes da nossa vida é quando a porta da casa dos avós se fecha para sempre, ou seja, quando essa porta se fecha, encerramos os encontros com todos os membros da família, que em ocasiões especiais quando se reúnem, exaltam os sobrenomes, como se fosse uma família real, e, sempre carregados pelo amor dos avós, como uma bandeira, eles (os avós) são culpados e cúmplices de tudo.

Minha avó paterna: Virgínia Rosin Calore Martini

Quando fechamos a casa dos avós, também terminamos as tardes felizes com tios, primos, netos, sobrinhos, pais, irmãos e até recém-casados que se apaixonam pelo ambiente que ali se respira.

Não precisa nem sair de casa, estar na casa dos avós é o que toda família precisa para ser feliz.

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setembro 29, 2020

A comida é um reflexo da nossa vida, das nossas relações, da nossa história

Fazer um bolo não é só bater gemas e açúcar, claras, colocar farinha, fermento, manteiga e leite. O jeito de fazer esse bolo, de preparar alimentos, pode mostrar a história de uma família, suas tradições, seus caminhos. O cheiro que vem da cozinha não nos induz apenas que haverá bife com cebolas para o almoço, mas nos remete às idas na casa das nossas avós e tias. O apitar da panela de pressão não nos alerta só que o feijão está pronto. O cheiro nos faz lembrar do tempero especial da mãe, da tia, da avó e todas as lembranças das conversas que já tivemos durante as refeições ou festas de aniversários que habitam nossas memórias mais queridas.

As memórias que eu tenho da cozinha e comidas de minha mãe, tias e avó percorrem todo um universo afetivo registrado próximo a fogões e mesas. Penso que a comida conta muito sobre a nossa própria história e nos ajuda a olhar e a pensar sobre a vida de um jeito especial.

Quem não tem receitas de família guardadas em cadernos ou em folhas de papéis avulsos? Como não preservar as histórias que eles nos revelam? Muitas dessas anotações trazem receitas retiradas das embalagens, das caixas e das latinhas, ou passadas por alguma pessoa conhecida. E tudo isso diz muito sobre nós, sobre a maneira como vivemos e quem somos.

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novembro 21, 2019

As 50 comidas e bebidas mais lembradas de Sampa

As 50 comidas e bebidas mais lembradas de SAMPA foram reunidas em uma lista. Quantas delas você já experimentou?

Veja e faça seu ranking!
1 — Feijoada — do Sujinho, na Consolação
2 — Pastel com Caldo de Cana — da Barraca do Zé, na Feira do Pacaembu
3 — Sanduíche de Pernil — do Bar Estadão, Viaduto Nove de Julho
4 — Bauru — do Ponto Chic, no Largo do Paiçandu
5 — Disco de Fraldinha — do Lambe-Lambe, em Higienópolis
6 — Pão de Queijo com Carne de Panela — da Venda Baianeira, na Barra Funda
7 — Picadinho — do Bar da Dona Onça, na Avenida Ipiranga
8 — Coxinha — do Veloso, na Vila Mariana
9 — Croissant de Chocolate — da Benjamin, em Higienópolis
10 — Virado à Paulista — do Bar do Vardemá, na Mooca
11 — Dadinho de Tapioca — do Mocotó, na Vila Medeiros
12 — Talharim à Corano — da Cantina Piolin, na Rua Augusta
13 — Sanduíche de Mortadela com Pão — do Mercado Municipal
14 — Esfiha de Carne — da Esfiha Juventus, na Mooca
15 — Batida de Maracujá com Limão — do Cu do Padre, em Pinheiros
16 — Hambúrguer — do Seu Oswaldo, no Ipiranga
17 — Mousse de Chocolate — do L’Entrecôte d’Olivier, na Avenida Lorena
18 — Espaguete à Carbonara — da Famiglia Mancini, na Rua Avanhandava
19 — Penne do Bruno — da Cantina C… Que Sabe!, no Bixiga

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março 11, 2019

Cada vez mais consumimos comida que mata!

Dias atrás comprei umas fatias de presunto para um lanche e percebi que cada vez mais as indústrias usam de artifícios para tornar o sabor “mais interessante”. E não é só com esse tipo de alimento, os embutidos, tão prejudiciais para a saúde. A grande maioria daqueles que encontramos nas gôndolas dos supermercados estão cheios de porcarias que nos fazem adoecer. Tenho alguém em minha família que coloca Sazon nas saladas de folhas cruas para “melhorar o sabor”, pode isso? Navegando na internet, encontrei o texto abaixo que é muito útil para que todos percebam o quanto nos envenenamos no dia a dia com aquilo que entra pela nossa boca. Vale a pena ler!

“Leite em pó não é leite, café solúvel nem é café, ninguém deveria ingerir produtos sem vida, porque somente a vida gera mais vida. Produto morto só gera morte.
Margarina não e ‘manteiga vegetal’, é bomba química. Refrigerante não e bebida, é limpa vaso sanitário. Tempero sazon/knorr para “economizar” seu tempo? Não, ele só serve para te dar uma morte lenta e dolorosa. Quer uma velhice cheia de dores, sem memória e/ou sem controle motor? Coma porcarias! 

A comida deixou de ser alimento e remédio e passou a ser um produto industrial tóxico. Tão tóxico que já é BIOCIDA: não alimenta, te vicia, não regenera seu organismo e te mata mais do que te dá vida! Comida que sai caro para o bolso e mais caro ainda para a sua saúde! Vivemos a cultura midiática do “poupa tempo”, das “facilidades em caixinhas coloridas”. Só que essa cultura está te transformando em um NADA, um ser eternamente doente, cansado, sem energia, confuso, enfezado (literalmente!) e irritável! Enquanto isso, as indústrias alimentícias (e por extensão as farmacêuticas e de saúde) ficam ricas com a lenta degradação da sua vida e da nossa terra! 
Mude o curso de sua existência.
Adquira consciência! Comece desligando a TV, depois, ABRA os olhos e a mente. Pesquise como limpar o corpo (e o mundo por extensão!) desse lixo todo. Nosso planeta precisa de consumidores mais conscientes e menos poluidores, de pessoas mais plenas, e isso só será possível quando você entender o que significa “comer porcaria”. 

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julho 25, 2017

O abate do porco

O olfato e a memória gustativa é algo fantástico. Nos remetem a lembranças do passado  que ficam guardadas com carinho no cantinho da memória.  Quem não lembra do cheiro da comida da avó, dos pães que a mãe enrolava e assava no forno, do suave aroma que vinha das panelas que ficavam sobre a chapa do fogão a lenha?

Nem precisamos provar novamente a comida. Basta lembrar para entrarmos novamente na cena que esteve tão presente em algum momento da vida. São receitas antigas, como o pão, a macarronada, o bolo de fubá, o bolinho de chuva, a linguiça caseira…

porco

Imagem: listenandlearn.com.br

Lembro muito bem das brincadeiras de infância no sítio de meu avô e com os amigos de minha rua. Mas também estão muito presentes as situações ligadas à comida. Algumas dessas últimas não tão agradáveis…

Tínhamos um quintal grande na casa popular recém-construída no bairro Vila Nova, em Rio Claro/SP, levantada com o financiamento da Caixa Econômica Federal. Era uma casa simples, de dois quartos, sala, cozinha e banheiro, com cômodos bem pequenos, mas, como dizia meu pai “um dia será nosso”. E, nesse quintal tínhamos nossa horta e um pequeno pomar, quase sempre galinhas e um porco, criado em chiqueiro. (more…)

agosto 31, 2015

CouchSurfing (CS) – adote um viajante no sofá de sua casa!

Imagine que você irá tirar férias na semana que vem e decidiu ir para a Espanha ou Itália. No roteiro, estão cidades como Barcelona, Madri, Roma, Florença, Milão e Veneza. Mas, onde se hospedar? Hotéis e pousadas não faltam nessas cidades, são inúmeras as opções. E convenhamos – todas as opções são muito caras! Mas se você tem espírito aventureiro, quer fazer novas amizades, conhecer a cultura local de um povo e ouvir boas histórias, bem vindo ao Couchsurfing (CS), uma maneira fácil e econômica que os internautas descobriram para viajar.

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Afinal, quem um dia não pensou em ir a algum lugar, mas tinha pouco dinheiro para se hospedar? Acho que isto passa pela cabeça de muitos leitores. Alguém pensou nesta questão com muita seriedade e resolveu fazer de seu sonho uma realidade, criando o movimento CouchSurfing (CS) – a rede mundial de pessoas que oferecem acolhimento de graça para viajantes nos “sofás” de suas casas. Em português este movimento recebe o nome de “surfando no sofá.” Isso mesmo! O criador desta categoria alternativa de hospedagem foi o americano Casey Fenton, em 1999. (more…)

agosto 26, 2015

Como queimar suas calorias

Estou trabalhando no computador o dia todo, cheio de problemas para resolver, pressão por todos os lados e bateu aquela fome. Comi uma barra de chocolate ao leite de 50 grs. Mas sei que as calorias que ganhei com ela não são poucas. Ainda mais para alguém que está querendo emagrecer 5 kg!

Mas você, leitor/a, deve estar pensando em me dizer: “Augusto, faça atividades físicas!”.

calorias

Eu sei que os benefícios de uma atividade física regular são numerosos: melhora do funcionamento cardíaco, controle do peso, elevação da autoestima e do bem-estar pessoal, redução do estresse e do mau humor. Com isso concordam todas as associações médicas que até emitem guias para auxiliar na redução do colesterol, dos triglicerídeos etc. Tanto sei disso que vou e volto do trabalho a pé, caminhando. E faço longos passeios de bicicleta pelas improvisadas ciclovias e ciclofaixas de São Paulo aos finais de semana. Não antes de rezar umas dez ave marias e uns 20 pai nossos antes de sair, é claro! (more…)

agosto 24, 2015

O preço do cafezinho nosso de cada dia!

Ir na padaria todo dia cedo ou ao boteco da esquina para pedir um pão na chapa e um café está cada vez mais caro. E não são só estes dois itens que estão com preços abusivos – tudo está mais caro! O dinheiro anda “curto” para todos, não é mesmo?

Aqui perto do meu trabalho eu consigo tomar um ótimo café no Sesc/Carmo. Custa R$ 2,00. Mas, bem próximo, ele pode custar entre R$ 4,00 e R$ 6,00!

Imagem do Facebook

Imagem do Facebook

Questionar o preço do cafezinho em São Paulo fez com que Carol Gutierrez, Francele Cocco, Lucas Pretti e Maurício Alcântara se juntassem para pensar em um novo formato de negócio: um lugar onde você paga o quanto achar que deve pagar pelo que consome. Assim funciona o Preto Café, uma associação sem fins lucrativos para que “as pessoas reflitam sobre o quanto custa o que elas consomem”, segundo Maurício Alcântara. (more…)

novembro 25, 2014

A família Martini, de Rio Claro/SP – parte 2

Continuação… (ver a parte 1)

Mas não era só para comer e beber vinho que nossa família se reunia – a gente também tinha que rezar o terço. Quando criança o nosso passeio era ir à missa e não víamos a hora de ter uma quermesse. A gente também gostava de rezar o terço, não por rezar o terço, mas pelas brincadeiras da molecada que havia depois que acabava o amém. E também a baciada de pipocas que minha avó fazia!

No sítio eles faziam procissão para chover. Todo o mundo em procissão para dar banho no São Benedito, porque daí não chovia muito. Lavar o santo no riacho, imagine só? Ao meio dia faziam procissão até uma encruzilhada pra jogar água nela, isso para fazer chover. Será que hoje isso funcionaria?

Meu avô, Primo Martini, com minha avô, Virgínia Calore Martini, em sua primeira foto juntos, na saída da missa, quando começaram a namorar.

Meu avô, Primo Martini, com minha avô, Virgínia Calore Martini, em sua primeira foto juntos, na saída da missa, quando começaram a namorar.

Nós, as crianças, fazíamos isso na inocência, na pureza. Minha mãe era muito devota de Nossa Senhora Aparecida e de São José – sempre rezou muito. Eram essas coisas que faziam parte de nossa “agenda”: “mês tal vai ter terço”. Um dos nossos maiores anseios era saber que ia ter terço. As ruas de Rio Claro eram mal iluminadas, a gente ia a pé para ir rezar. Não queríamos nem saber se estava chovendo, se estava frio. A gente sabia que esse era um modo de conversar com as pessoas. Nem passava pela nossa cabeça o uso telefone. Telefone, TV e geladeira não faziam parte do nosso pobre cotidiano. Então a gente saía e ia fazer visita nas casas. (more…)

A família Martini, de Rio Claro/SP – Parte 1

Como já escrevi por aqui em dois posts, sou bisneto de imigrantes italianos, que vieram para cá no século XIX, por volta de 1870.

Vieram da região de Treviso (Comune de Cornuda), Pádova (Pádua), Castello di Godego, Tirol e outros. Se instalaram primeiro na região de Araras/SP, depois em Cravinhos/SP, depois no Distrito de Ajapi, Rio Claro/SP e finalmente na cidade de Rio Claro/SP.

Meu avô paterno, Primo Martini, Filho de Luigi Martini, conseguiu comprar um sítio, denominado Boa Vista, em Ajapi, onde morava com minha avó, Virgínia Calore Martini e seus filhos – Ernesto, Marino, Antonio, Henrique, Cesar, Pedro Cirilo, Izabel e Eva.

Minha mãe, Maria Angela Gracioli Martini, com Joana Nathalina Gracioli Martini (duas irmãs, casadas com dois irmãos - Antonio Martini e Cesar Martini)

Minha mãe, Maria Angela Gracioli Martini, com Joana Nathalina Gracioli Martini (duas irmãs, casadas com dois irmãos – Antonio Martini e Cesar Martini)

Apesar de ser uma terra dura, com muita piçarra, a cultivavam e dela tiraram o sustento por muitos anos.

Aos poucos os filhos foram se casando e tomando seus próprios rumos. Em meados dos anos 70 meu avô e minha avó, já velhinhos, venderam o sítio e vieram, junto com o meu tio Pedro, morar na Vila Nova, em Rio Claro/SP, ao lado da casa de meus pais. E aqui, faço uma confissão: gostaria muito de um dia poder comprar o sítio que foi de meu avô paterno! Ele fez parte de minha infância e da infância de minhas irmãs. Éramos os primos que moravam na cidade, e que passavam finais de semana e férias com os avós e os outros primos, que moravam no sítio. (more…)

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