A Simplicidade das Coisas — Augusto Martini

outubro 14, 2019

Brasil, quando imigrantes italianos substituíram escravos: viagem ao centro de acolhimento em São Paulo

A cidade de São Paulo, no Brasil, é a maior metrópole do hemisfério sul. Além disso, é também o centro econômico mais desenvolvido do hemisfério sul, além de ser a estrela guia da América Latina. Uma megalópole que tem mais de doze milhões de habitantes apenas na área urbana. 

No entanto, há apenas 150 anos, São Paulo era uma cidade pequena. “A chegada de uma grande quantidade de imigrantes mudou e moldou a cidade”, diz Angélica Beghini, historiadora à frente da equipe de pesquisa do Museu de Imigração do Estado de São Paulo. A maioria desses imigrantes era de nacionalidade italiana. 

Eles desembarcaram no porto de Santos e chegaram ao centro de recepção diretamente de trem. Antes do embarque, muitos já haviam assinado um contrato de trabalho aqui. Após a abolição da escravidão, o governo brasileiro organizou uma grande máquina de propaganda para atrair nova mão-de-obra para substituir os escravos. Os novos trabalhadores tinham que ser preferencialmente brancos e europeus, de modo que o “recrutamento” já estava começando do outro lado do hemisfério “, segundo Angélica. 

Os italianos chegaram em massa em São Paulo, tanto que hoje, mais ou menos, um em cada três paulistas tem origem italiana. Sua chegada moldou a cidade não apenas do ponto de vista econômico, mas também do ponto de vista sociocultural, reduzindo o crescimento do centro mais importante do hemisfério sul. 

Vídeo Por Mario Di Ciommo, do repubblica.it

setembro 28, 2019

Café moído na hora

Cheiro de café lembra infância ou casa de vó. Minha avó paterna, Virgínia Rosin Calore Martini tinha um pequeno cafezal no sítio Boa Vista, onde morou até o início dos anos 70. Era um pedaço do paraíso. E era o nosso mundo. Meu, de minhas irmãs e primos. Era a porção do mundo mais distante de nossa casa que conhecíamos naquela época da infância.

O nosso mundo era ali, no meio daqueles pés de café, laranjeiras, mangueiras, e que, na época, para nós, tinham a altura de edifícios gigantescos. Pertinho da casa tinha um terreiro onde os grãos eram secados. Depois de colhido os grãos descansavam no terreiro e quando íamos para o sítio disputávamos para ver quem iria mexê-lós com o rastelão de café. Ficávamos agoniados quando víamos uma nuvem se aproximando, querendo trazer chuva, pois precisavam ser cobertos com uma lona. Mas o ponto alto era a torragem dos grãos no fogão a lenha e depois a moagem. Depois de torrado – sim, a vó Virgínia era responsável por todo o processo – fazíamos fila para moer os grãos. Mais do que qualquer outro cheiro, é o café moído ali, na hora, o meu melhor cheiro de infância e de casa de vó.

Hoje o sítio não pertence mais aos Martini. E nem é mais como antanho. Ali jazem alguns dos anos mais felizes da minha vida. O velho torrador não sei se ficou com alguém da família. Gostaria de saber. Mas o moinho está comigo. Estava empoeirado aqui em meu apartamento, em São Paulo. Quando batia a saudade do sítio era só ir até um móvel que o acomoda como peça de decoração e ficar uns minutinhos olhando para ele. Eu juro, dá até para sentir aquele cheiro de café moído, vindo direto da minha infância.

Mas hoje ele voltou a funcionar. Ganhei de Felix Franco, um hóspede e amigo do Airbnb, um pacote de grãos de um excelente café do seu país de origem. A Colômbia.

Limpei o moedor, o prendi na pedra da mesa da cozinha, transformei parte dos grãos em pó, coloquei na cafeteira italiana e fiz um dos melhores cafés que já tomei na vida. Para quem gosta de café, super recomendo: os grãos são do Norte de Santander, município de Cucutilla, Fazenda Atuesta e o cafeicultor é o Sr. Antonio Atuesta. Tem aroma e sabor que lembra laranja, avelã e chocolate. Uma delícia!

www.caffacolombia.com  

@caffacolombia

www.colombiabrasil.com/destinos

@colombiabrasil

agosto 27, 2019

Triângulo SP promove o Festival do café, com degustações e shows

Fonte: http://www.capital.sp.gov.br

Não é por acaso que São Paulo foi chamada na história de cidade dos barões do café. A própria pujança econômica da metrópole vem de uma época em que o café era o principal produto produzido aqui.

Mas o paulistano também é um apreciador da arte de beber café. E no próximo final de semana, nos dias 29, 30 e 31 de agosto, poderá percorrer a região central da cidade fazendo justamente isso: beber café.

Fonte/imagem: Blog A Vida No Centro

O Festival do Café, uma iniciativa da Secretaria Municipal do Turismo, alia as principais cafeterias da região central ao prazer de assistir a shows intimistas e passear pelo Triângulo SP, o chamado centro histórico da cidade, compreendido entre a Praça da Sé, o Largo São Francisco e o Largo São Bento.

“O Triângulo SP é um recorte dos principais pontos turísticos do Centro Histórico. O Festival é uma iniciativa para que o paulistano conheça a região e a relação que esses atrativos têm com a história do café”, comenta o Secretário de Turismo, Orlando Faria.

 Confira a programação completa do Festival:

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outubro 30, 2018

O Museu do Café, em Santos

Além de saborear ótimos cafés, você conhecerá o espaço cultural que conta a trajetória do grão até os dias atuais

Café como patrimônio e identidade nacional. A história desse produto agrícola é relatada na exposição “Café, patrimônio cultural do Brasil: ciência, história e arte”, no Museu do Café.

Instalado no edifício da antiga Bolsa Oficial de Café, na cidade de Santos, no litoral paulista, o espaço cultural visa preservar e divulgar a história do café no Brasil e no mundo.

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A exposição de longa duração contextualiza as particularidades da produção e comércio do grão ao longo da história até os dias atuais, por meio de objetos, imagens, vídeos e mapas.

Há opções de visitas especiais e mediadas que abordam, de forma didática, a história do café e curiosidades do edifício, com programas voltados para alunos e professores. Saiba mais.

 

Serviço

Bolsa Oficial de Café
Rua XV de Novembro, 95 – Centro Histórico, Santos – SP
Para mais informações: (13) 3213-1750 ou e-mail: museudocafe@museudocafe.org.br

BONDE CAFÉ

Fonte: http://www.museudocafe.org.br

O Museu do Café, em parceria com a Prefeitura de Santos, por meio da Secretaria de Turismo e a Companhia de Engenharia de Tráfego – CET Santos, lançou, no dia 9 de janeiro de 2015, o Bonde Café, a nova atração turística da cidade. O veículo temático é inédito na América Latina e fez parte das comemorações do 469º aniversário de Santos, passando a integrar a linha de bondinhos a partir da data de sua inauguração.

O diferencial do Bonde Café está na estilização criada durante sua restauração. Além de um layout exclusivo na adesivagem externa, o espaço interno do veículo é equipado com ar condicionado, duas televisões, elevador para pessoas com deficiência física, estrutura para preparação de café coado e mesas e cadeiras para acomodação e degustação gratuita de café gourmet. O bondinho comporta até 24 passageiros, além do guia, barista e maquinista.

Funcionamento

O Bonde Café sai da Estação do Valongo – Largo Marquês de Monte Alegre, 2 – Valongo,

  • às sextas, das 13h30 às 16h30, a cada uma hora;
  • aos sábados, das 11h50 às 16h50, a cada uma hora;
  • aos domingos, das 12h30 às 16h30, mantendo o mesmo intervalo.

Veiculação a partir de agendamentos

Saídas da Estação do Valongo, a cada uma hora.

  • às quintas e sextas, das 10h30 às 12h30.

O valor do ingresso é R$ 7,00.

Mais informações pelo telefone (13) 3201-8000 – Secretaria de Turismo de Santos.

agosto 24, 2015

O preço do cafezinho nosso de cada dia!

Ir na padaria todo dia cedo ou ao boteco da esquina para pedir um pão na chapa e um café está cada vez mais caro. E não são só estes dois itens que estão com preços abusivos – tudo está mais caro! O dinheiro anda “curto” para todos, não é mesmo?

Aqui perto do meu trabalho eu consigo tomar um ótimo café no Sesc/Carmo. Custa R$ 2,00. Mas, bem próximo, ele pode custar entre R$ 4,00 e R$ 6,00!

Imagem do Facebook

Imagem do Facebook

Questionar o preço do cafezinho em São Paulo fez com que Carol Gutierrez, Francele Cocco, Lucas Pretti e Maurício Alcântara se juntassem para pensar em um novo formato de negócio: um lugar onde você paga o quanto achar que deve pagar pelo que consome. Assim funciona o Preto Café, uma associação sem fins lucrativos para que “as pessoas reflitam sobre o quanto custa o que elas consomem”, segundo Maurício Alcântara. (more…)

outubro 13, 2014

Lembranças de infância…

O tempo de minha infância era uma época que ainda se faziam visitas. Lembro-me de quando criança, em Rio Claro/SP,  minha mãe mandando eu e minhas irmãs para o banho pedindo para “esfregar tudo direitinho” porque iríamos visitar algum parente. Íamos todos juntos e a pé. E tais visitas geralmente aconteciam à noite ou em finais de semana.

Naquela época ninguém avisava ninguém sobre a visita. O costume era chegar de surpresa mesmo. E os donos da casa recebiam as visitas sempre com alegria.

“Pede a benção para sua tia, garoto! Cumprimenta sua prima”, dizia minha mãe.

Pao-de-queijo

E a gente beijava a mão direita do tio e da tia, dizendo: “benção, tio!”, “benção, tia!”. E todos se sentavam e a conversa rolava solta na sala ou na cozinha. Meu pai conversando com o meu tio e minha mãe de papo com a minha tia. Eu e minhas irmãs ficávamos sentados, entreolhando-nos e olhando a casa… Retratos de familiares e santos emoldurados na parede, duas imagens de santos numa cantoneira, flores na mesinha de centro, uma jarra de limonada sobre a mesa… casa singela e acolhedora. A nossa também era assim. (more…)

fevereiro 17, 2014

Rio $urreal e outros protestos – consumidores se unem contra preços abusivos

Copa do Mundo chegando, Jogos Olímpicos em seguida. Dois grandes eventos que estão fazendo o Rio de Janeiro delirar.  Há dois anos atrás o Rio já estava em uma lista como uma das cidades mais caras do planeta para estrangeiros. E com isso, a população local continua sofrendo os efeitos do que claramente é uma bolha de preços insustentável no longo prazo.

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Grupos organizados de indignados se organizam nas redes sociais para denunciar os preços abusivos. O Somos um Rio Surreal , comunidade criada por Toinho Castro, está no Facebook  e tem uma nova moeda de câmbio para a capital mais turística do Brasil: o “surreal” –  um cruzamento óbvio entre as palavras “real”, que é o nosso dinheiro, e “surrealismo”, o movimento artístico simbolizado por Salvador Dalí, cuja imagem aparece nas cédulas e moedas virtuais. Há também o Rio $urrreal Não Pague(more…)

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