A Simplicidade das Coisas — Augusto Martini

agosto 17, 2018

Minha alma está em brisa

MINHA ALMA ESTÁ EM BRISA

Contei meus anos e descobri que tenho menos tempo para viver a partir daqui, do que o que eu vivi até agora.

Eu me sinto como aquela criança que ganhou um pacote de doces; O primeiro comeu com prazer, mas quando percebeu que havia poucos, começou a saboreá-los profundamente.

Já não tenho tempo para reuniões intermináveis ​​em que são discutidos estatutos, regras, procedimentos e regulamentos internos, sabendo que nada será alcançado.

Não tenho mais tempo para apoiar pessoas absurdas que, apesar da idade cronológica, não cresceram.

Meu tempo é muito curto para discutir títulos. Eu quero a essência, minha alma está com pressa … Sem muitos doces no pacote …

Quero viver ao lado de pessoas humanas, muito humanas. Que sabem rir dos seus erros. Que não ficam inchadas, com seus triunfos. Que não se consideram eleitos antes do tempo. Que não ficam longe de suas responsabilidades. Que defendem a dignidade humana. E querem andar do lado da verdade e da honestidade.

O essencial é o que faz a vida valer a pena.

Quero cercar-me de pessoas que sabem tocar os corações das pessoas …

Pessoas a quem os golpes da vida, ensinaram a crescer com toques suaves na alma

Sim … Estou com pressa … Estou com pressa para viver com a intensidade que só a maturidade pode dar.

Eu pretendo não desperdiçar nenhum dos doces que eu tenha ou ganhe… Tenho certeza de que eles serão mais requintados do que os que comi até agora.

Meu objetivo é chegar ao fim satisfeito e em paz com meus entes queridos e com a minha consciência.

Nós temos duas vidas e a segunda começa quando você percebe que você só tem uma…

Observação: recebi por WhatsApp. Uma querida amiga enviou. Desconheço o autor.

Anúncios

março 1, 2018

Sobre minha tia/madrinha, o vento e a morte e a casa da mãe Joana

Uma coisa da qual temos certeza é de que um dia morreremos; basta nascermos para começarmos a morrer.

Hoje quero deixar aqui registrado o que a gente as vezes esquece de como a fragilidade da vida é algo espantoso. Somos seres leves fingindo ter algum peso. Somos leves pesos que podem ser carregados pelo vento. Somos um pouquinho daquilo que chamamos de Deus. A morte, há quem a chame destino, mas eu a chamaria de vida. Vida que só é vida pela morte, vida que só é vida porque é um instante – um instante que insistimos em fingir sermos eternos.

Joana Nathalina Graciolli

Nossa vida é frágil e é por um instante e é assim, como uma leve pena a ser carregada pelo vento. Presos na nossa impotência de controlar o rumo desse vento deveríamos apenas então abrir os braços e nos jogarmos e voar. Mas, somos seres pensantes e fingimos pensar, e inventamos não aceitar que é um instante e muito menos que temos apenas o peso de uma pena frente à potência do universo. E acho que é por isso que dói tanto a morte. E dói também a morte porque ela vem trazer a tona a idéia da fragilidade da vida, e quando a morte de alguém querido acontece, subitamente um pavor toma conta da gente. Pavor de começar a perder todos.  (more…)

setembro 22, 2017

A minha Primavera e a Primavera de Botticelli!

Quem não acorda com saudades de qualquer coisa?
Eu acordo sempre com saudade de ver os raios de sol entrarem pela janela em minha casa de infância, saudades do tempo perdido que uma pessoa não aproveitou como devia ser, saudades de um pouco de tudo…
A saudade é a luz viva e nítida que ilumina a estrada do passado. Hoje acordei com saudades da Primavera de antigamente… O tempo tem estado tão maluco que as estações do ano não são mais tão definidas.

De quanto criança, lembro da chuva, do nevoeiro, do  frio…

Mas hoje,  estamos na Primavera. A estação mais bela do ano! Céu claro, pássaros cantando, a vida florescendo. Luz para o corpo e alma.

Lembrei-me de partilhar com vocês este quadro de Sandro Botticelli. Porque o belo nos enche o peito! Porque a natureza nos devolve sentimentos adormecidos!

Feliz Primavera!

A Primavera vai entrando no jardim, lançando flores por onde passa, perfumando tudo, enchendo tudo de maravilha.

Esta obra foi criada no ano de 1482. Época em que os pintores renascentistas inspiravam-se em fábulas mitológicas para realizarem as obras destinadas a adornar edifícios. O quadro “A Primavera” foi encomendado por Lorenzo di Pierfrancesco de Médicis para ser colocado na villa Mediceia de Castello.  (more…)

julho 2, 2017

Vila Maria Zélia – um tesouro no centro de São Paulo

Post publicado originalmente em 11/01/2014

A Vila Operária Maria Zélia, foi construída para ser uma pequena cidade. Foram feitas 220 casas, com duas escolas, uma para meninas e outra para os meninos, ambulatório e serviço odontológico, uma praça principal com uma igreja ladeada por dois prédios idênticos, onde funcionavam o comércio, com farmácia, açougue, sapataria, armazém, salão de festas, e um clube, com um campo de futebol. Foi a primeira vila operária a ter uma creche para os filhos dos operários.

Moro em São Paulo há 11 anos, mas, sempre mantenho meu pé no interior do estado, onde nasci. Aqui na capital, procurei um apartamento que tivesse “cara” de casa. Hoje, vivo nesse apartamento que tem até uma pequena área externa, o que é um privilégio para quem mora na capital.

O inconveniente – pagar condomínio! Assim, de uns tempos para cá estou procurando um sobrado ou casa para possível  troca.

10

E lembrei  que há algum tempo, o Luiz e o Fabrício, amigos aqui da capital, me convidaram para assistir uma peça de teatro  que seria encenada em um  armazém de uma antiga vila de operários.  Cheguei, junto com eles, na Vila Maria Zélia. Fomos assistir a uma peça chamada “Hygiene”, apresentada no antigo armazém geral da Vila, escrita, concebida, dirigida e encenada pelo Grupo XIX de Teatro, que transforma praças, cadeias, hospitais, passagens subterrâneas, em “salas de teatro”.

Fiquei encantado. A Igreja, bem em frente, é simples, pequena e singela. As pequenas casas de inspiração europeia, infelizmente abrasileiradas no acabamento das fechadas, convivem em perfeita harmonia. Não há disparidades. Nada é ofensivo. Não há miséria, mas também não há ostentação.

zelia

Maria Zélia Street

No final da vila, um pequeno clube, com churrasqueira, quadra, campo de futebol e mesinhas para jogos de cartas ou dominó. O clima de interior é reforçado pelas hortaliças cultivadas em um canteiro, pelas crianças andando de bicicletas e pelos gatos perambulando nas ruas.

A sensação é de estar em uma cidade cenográfica. Moradores disseram que é sempre utilizada para comerciais, novelas e longas-metragens, como o filme O Corinthiano (1966), com Mazzaropi. (more…)

novembro 20, 2016

Giacomo Puccini e sua Tosca – para mim, ele é pop!

Sim eu aprecio muito a música clássica. Apesar de não ter um profundo conhecimento sobre a mesma, gosto imensamente. Enquanto meus amigos ouviam Rock eu já gostava de ouvir Mozart,  Frederic Choppin, Beethoven, J. S. Bach e outros famosos compositores deste gênero de música. Todos os anos na noite de Natal na minha paróquia ouvia Messias Hallelujan de G. F. Handel. E me emocionava!

Eu adoro música, sou bem versátil. Tenho o certo dia para o tipo de música. Tem dias que posso escutar bossa nova o dia todo. Outro dia Frank Sinatra, Nat King Cole, Celine Dion, Barbara Streisand, Rod Stewart,  Tony Bennett, Neil Diamond, Dionne Warwick, Elvis, Elton John, etc, etc..

Também aprecio chorinho, samba enredo ,bolero e tango. Quando toca uma música eu logo digo: adoro esta música. Qual música que realmente não gosto? Rapp e funk!

Bem já escrevi bastante sobre o assunto por aqui, mas é sempre  o que acontece quando escrevo sobre algum assunto apaixonante. Boa música é uma coisa de Deus!

Adoro as óperas e suas árias, principalmente trechos de La Boheme, Madame Buterfly, Tosca (deu para perceber que gosto de Puccini e que ele é um de meus preferidos, não é?). Mas, como música, nada se compara ao intermezzo de Cavalleria rusticana (ouça e me diga se não é verdade). Porém, adoro também as óperas de Mozart.

Voltando ao Giacomo Puccini, li o trecho que segue abaixo no site Sobretudo, música  e o transcrevo.

Sentimentos poderosos como o amor e seu oposto, o ódio, e uma variante desses dois elementos – o ciúme –, fazem parte do enredo de Tosca, uma das óperas mais conhecidas de Giacomo Puccini. Ah, e o poder personificado no mal. Você conhece esse enredo, não? Pensando bem, faz parte da vida cotidiana.

Nas óperas, na literatura e em alguns casos da vida real, esses elementos se apresentam potencializados; essa é a diferença. Quem sabe, críticas em relação a determinado esquematismo dos “librettos” ou aos roteiros dos musicais, sejam injustos: se na ficção alguma coisa parece exagerada, pensando bem, a realidade é mais tudo e mais alguma coisa em sua crueza; a mulher traída mutila seu par, o traficante deixa expostas cabeças cortadas de suas vítimas para servirem de exemplo, o vizinho estupra e mata o amigo em guerras. (more…)

junho 10, 2016

Chile e seus pães

Dizem que cada chileno come em média 86 quilos em pães por ano. O poeta Pablo Neruda escreveu “Ode ao pão“, para demonstrar a sua importância na vida cotidiana do povo chileno.

Desde sua colonização o país sofreu influências oriundas das comunidades francesas, espanholas e alemãs, portanto, vem daí tanta diversidade.

Os tipos de pães mais populares e presentes no território chileno são o Marraqueta, Hallulla, e Pan Amasado.

Marraqueta – é um pão macio de textura crocante. Este é o tipo mais consumido no país inteiro, e também recebe outros nomes, o quê vai depender de onde você estiver no país. Mas, é importante dizer que em Santiago o pãozinho apresenta-se sempre sob o seu velho nome. Este pão é usado principalmente para sanduíches e choripán.

Hallulla – é outro pão bastante popular no Chile. Ele tem a forma redonda e plana; embora não tão plano como o pão pita. Hallulla é muito utilizado na preparação de sanduíches e na hora do tão famoso once chileno. (more…)

junho 6, 2016

Os cães de rua de Santiago, Chile: los perros callejeros

 

 

Caminhando pelas ruas de Santiago há algo que dificilmente passa despercebido pelo turista – a enorme quantidade de cães abandonados pelas ruas e parques. E o que mais impressiona é que, em geral, são cães que aparentam ser de raça (e muitos realmente são, como Golden Retrievers, Huskies siberianos, labradores, etc.) grandes, muito bonitos e com aparência saudável. Bem diferente dos cães de rua encontrados em São Paulo.

Fiz algumas pesquisas na internet e há muita discrepância entre o que li. Mas pelo menos 500.000 cães de rua vivem só em Santiago. Mas, porque estão na rua?

Dizem que é corriqueiro por aqui que muitas famílias não tratem os animais como parte da família, e assim que eles crescem e começam a dar mais trabalho e despesas, são largados na rua. O mesmo costuma ocorrer quando a família muda de uma cidade para outra. Não sei se isso é verdade. Quero crer que não.

O fato é que eles acabam se tornando muito queridos nas ruas chilenas e em geral, a convivência entre os cidadãos e os cães é boa. Em muitos casos, as pessoas acabam desenvolvendo uma amizade com um ou outro cão próximo à casa, trabalho, escola, etc. É muito comum ver as pessoas tentando ajudar ao colocar camas, potes de ração e de água espalhados pelas ruas. Como o Chile costuma registrar umas temperaturas muito baixas durante o ano, em muitos lugares as pessoas colocam casas ou caixas nas calçadas, nas praças e nos parques para que eles se abriguem. Aqui em frente ao prédio que estou tem potinhos com água e ração. (more…)

junho 1, 2016

Além de religião: Uma ética por um mundo sem fronteiras

Dez anos atrás, em seu best-seller Uma Ética para o Novo Milênio (Editora Sextante, 2000), Sua Santidade o Dalai Lama propôs uma abordagem da ética baseada em princípios universais em vez de religiosos. Agora, em Além de Religião, em sua forma mais compassiva e franca, ele elabora e aprofunda sua visão de um caminho não-religioso.

image
Transcendendo as chamadas “guerras de religião”, ele descreve um sistema de ética para o nosso mundo compartilhado, que confere pleno respeito à religião. Com o mais elevado nível de autoridade espiritual e intelectual, o Dalai Lama faz um apelo inspirador para aquilo que ele chama de uma “terceira via”, um caminho para uma vida ética e feliz e para uma comunidade humana global baseada na compreensão e
no respeito mútuos. Além de Religião é uma declaração essencial do Dalai
Lama, um modelo para todos aqueles que talvez optem por não se identificar com nenhuma tradição religiosa, mas que ainda assim anseiam por uma vida de realização espiritual enquanto trabalham por um mundo melhor.
ISBN 978-85-66864-26-7
Tradutora: Beatriz Bispo
Formato: 14x21cm
Páginas: 224
Introdução do livro
• Prazo para postagem: 4 dias úteis
• Código do produto: 310F76

Clique  aqui para comprar

https://lucidaletra.iluria.com/cart-content.html

fevereiro 12, 2016

USP promove curso grátis online (EaD) de LIBRAS

Por conta do meu trabalho com a Educação Fiscal, tenho trabalhado em muitas feiras educacionais e na Bienal do Livro, onde a cada  edição o GEFE/SP – Grupo de Educação Fiscal Estadual monta um estande para divulgar suas ações.  E a cada trabalho que executamos nessas feiras vejo o quão importante seria saber libras para me comunicar com essa parcela da comunidade.

librasusp

Mas, se você já teve o interesse de aprender a Libras (Língua Brasileira de Sinais) por curiosidade ou mesmo para se comunicar com um parente ou amigo surdo, essa é a oportunidade! O grupo de Mídias Digitais da Pró-reitora de Graduação da USP (Universidade de São Paulo) desenvolveu uma plataforma exclusiva para o aprendizado da língua materna dos surdos. (more…)

novembro 1, 2015

O Día de los Muertos, no México

No México a morte não é encarada como aqui no Brasil! Lá ela é divertida, engraçada, festiva, onde cada caveira brincalhona tem um significado. Quando tentamos entender a visão deles, passamos a ver a relação com a morte (e a comemoração que fazem) de outra forma.

Se você tem curiosidade de saber como é que essa festa acontece, continue lendo esse post.

Este slideshow necessita de JavaScript.

Bem diferente do que nós brasileiros estamos acostumados a ver e fazer no Dia de Finados, no México o Día de los Muertos (Dia dos Mortos) é uma festa, uma das maiores comemorações do país, que começa no dia 31 de Outubro e termina na noite do dia 2 de Novembro, embora possa se esticar até meados do dia 3 e 4.  (more…)

Próxima Página »

Blog no WordPress.com.

%d blogueiros gostam disto: