A Simplicidade das Coisas — Augusto Martini

agosto 21, 2019

Raul Seixas – 30 anos sem o Maluco Beleza!

Raul Seixas teria hoje 74 anos e poderia continuar sendo “uma metamorfose ambulante”, sem ter “aquela velha opinião formada sobre tudo”. Ou então, ao contrário de tudo o que pregava para si mesmo na letra de outra canção, “Ouro de Tolo”, estar sentado “no trono de um apartamento, com a boca escancarada cheia de dentes, esperando a morte chegar”.

Fonte da imagem acima: https://www.urbanarts.com.br

Com morte prematura, há exatos 30 anos, Raul Seixas é um mito que permanece vivo e que a cada dia conquista novos fãs, de todas as idades. É um ícone do rock brasileiro, que sucessivas gerações cultuam de forma espontânea, sem nenhuma estratégia de marketing neste sentido, como é comum nas últimas décadas com diversos ídolos do cenário pop mundial. Tanto que há cada ano, no dia 21 de agosto o centro histórico de São Paulo festeja e muitas pessoas se dão um tempo para ver ou participar da passeata Raul Seixas.

A Lei nº 14.373 de 16 de abril de 2007 – ( autoria de Carlos Giannazi), instituiu o Dia para sempre Raulzito, a ser comemorado anualmente na data de 21 de agosto, e dá outras providências.

Há exatos 30 anos, eu e meu grande amigo Geraldo Ardonde Junior, de Rio Claro/SP, estávamos com um grupo de turistas nas Termas de Epitácio, no município de Presidente Epitácio, no interior de São Paulo, quando o serviço de auto falantes local começou a tocar Raul logo depois do anúncio de sua morte. Foi um choque para todos!

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#diadasaudade Passeata Raul Seixas – Dia da Saudade em Theatro Municipal de São Paulo.

Raul Santos Seixas (1945-1989) foi um músico, cantor e compositor brasileiro, considerado um dos principais representantes do rock no Brasil.

Raul Seixas nasceu em Salvador, Bahia, no dia 28 de junho de 1945. Admirador do Rock and Roll, fundou o primeiro fã clube de Elvis Presley, no Brasil. Em 1962, criou o grupo “Relâmpagos do Rock”, que depois com nova formação passou a se chamar “Os Panteras”.

Em 1973, Raul lançou seu primeiro disco solo, intitulado “Krig-há, Bandolo”, com músicas feitas em parceria com Paulo Coelho, que se tornou seu parceiro musical. Desse disco, várias músicas fizeram sucesso, entre elas: “Ouro de Tolo”, “Mosca na Sopa”, “Metamorfose Ambulante” e “Al Capone”.

Em 1974, Raul Seixas, junto com Paulo Coelho, criou uma Sociedade Alternativa, um conceito de sociedade livre inspirada no ocultista Aleister Crowler, que foi tema de uma de suas canções do disco “Gita” (1974). Durante os shows de promoção do disco, distribuíam panfletos sobre a sociedade, foram caçados pelo DOPS, presos e exilados nos Estados Unidos.

Em 1975 termina o exílio. Nesse mesmo ano, o disco Gita já havia vendido mais de 500 mil cópias. Entre as músicas do álbum se destacaram “Sociedade Alternativa”, “Medo de Chuva” e “Super Heróis”. Lança ainda o álbum “Novo Aeon”, com destaque para as músicas “Tente Outra Vez” e “Eu Sou Egoísta”.

Em 1976, Raul Seixas lança o álbum “Eu Nasci Há Dez Mil Anos Atrás”, com algumas canções de temática mística como “Canto Para Minha Morte” e “Ave Maria da Rua”. A faixa título foi um dos grandes sucessos do cantor. Em 1977 lança “O Dia em Que a Terra Parou”, com dez faixas, entre elas, “Maluco Beleza”, música que lhe valeu o apelido.

Entre os diversos lançamentos de Raul Seixas, o último, “A Panela do Diabo”, em parceria com o roqueiro Marcelo Nova, foi lançado em 1989, ano de sua morte.

Raul Seixas enfrentou sérios problemas de saúde pelo consumo de álcool, falecendo em São Paulo, no dia 21 de agosto de 1989.

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agosto 7, 2019

Ipê roxo florido

E olhando o ipê florido dá para perceber a renovação que é a primavera: é como uma segunda chance para a natureza, as folhas caem no outono, morrem no inverno e na primavera renascem. É como se a natureza a nos dizer que todos merecem uma segunda chance. Mas será que essa segunda chance se aplica a todos, independentemente dos erros? E até onde vai o orgulho que me impede de perdoar? Até onde ele vale a pena? E se a direção correta for o caminho do amor? E se for necessário o perdão? Talvez o amor seja necessário, porque a vida é simplesmente tão bonita e tão passageira e ninguém sabe como será o dia seguinte. Amanhã a gente morre e não viveu, não lutou, não amou, tudo por orgulho. O orgulho é bom, mas em excesso, envenena o coração.
Fica a dica!🙏😘🥰

julho 14, 2019

Lembranças de infância: algumas brincadeiras!

Nasci em Rio Claro, São Paulo. Meus pais moravam no Haras e Fazenda Morro Grande, distrito de Ajapi. Dessa época não tenho nenhuma lembrança, além das contadas pelos meus pais e avós e 04 fotos em preto e branco registradas pelo filho do fazendeiro, Renato Pires de Oliveira Dias Junior. Depois que fomos morar na cidade tenho registro de memórias deliciosas e outras nem tanto. Eu e meus amigos brincávamos na rua até perto de 19h, quando era a “hora de entrar”. Não se ouvia falar de assaltos, raptos ou assédio infantil, como hoje se ouve. Tínhamos medo do “homem do saco”, figura inventada por minha mãe, que dizia que se desobedessemos seríamos levados por ele.

Aproveitava muito a companhia dos amigos, corríamos muito, pulávamos, fazíamos estrepulias, até ficar bem cansados. Aí entrávamos, tomávamos um banho de tanque ou bacia, jantávamos e íamos para a cama muito cansados.

Lembro-me que existiam poucas brincadeiras onde fazia-se a distinção entre brincadeiras de menina ou brincadeiras de menino, mas existiam. Vou citar algumas que lembro e das quais participava.

Bolinha de gude: além de jogar, colecionar bolinhas de gude era uma delícia. As completamente transparentes eram as mais desejadas. Mas tinha algumas que vinham com uns desenhos dentro, verdes, com riscos coloridos, outras que pareciam ter penas dentro, e tinha aquelas gigantes! E existiam fases no jogo, umas mais fáceis, outras mais difíceis. Tinha um jogo que desenhava-se um círculo no chão, tinha o mata-mata e o triângulo também. E tinha que “encaçapar as bolinhas nas biroscas”. Era dos jogos o que eu mais gostava.

Pular Corda: podia-se brincar sozinho ou em companhia de duas ou mais pessoas. Como cansava, mas como era bom! Tínhamos canções que eram cantadas enquanto os jogadores pulavam a corda. Uma que lembro era mais ou menos assim: “Um homem bateu em minha porta e eu abri! Senhoras e senhores…”

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junho 16, 2019

Lembranças de infância – a benção do Padre Donizetti Tavares de Lima, de Tambaú

Existem situações que se tornam marcantes em nossas vidas. Ainda mais se elas foram contantes. Aqui no A Simplicidade das Coisas, já escrevi bastante sobre minhas lembranças de infância. Ontem, assistindo uma reportagem na TV sobre a beatificação do Padre Donizetti, de Tabaú, veio à minha memória lembranças de uma infância distante em que ele esteve muito presente.

Venho de uma família muito católica, onde todos foram batizados e crismados. Eu, minhas irmãs, primos e primas. Minha avó paterna, Virgínia Calore Rosin Martini era devota de Nossa Senhora Aparecida entre outro santos. Lembro-me que quando crianças, íamos ao sítio e antes de dormir rezávamos o terço, depois comíamos uma panelada de pipocas, sempre a luz de lamparinas de querosene. No Sítio Boa Vista ainda não havia chegado a rede de energia elétrica. O rádio era alimentado a pilhas e ligado todas as manhãs para ouvir o programa do Zé Bettio e perto das 18h00 para que todos ouvissem a consagração à Nossa Senhora Aparecida, a benção do Padre Donizetti e a benção do copo de água, que logo em seguida era compartilhado para que todos bebessem um gole.

Essa tradição foi passada para todos os filhos e noras de minha avó que vieram a morar na cidade. Em minha casa não era diferente. Por volta de 17h55 todos tinham que estar na cozinha, onde ficava o rádio, para, ajoelhados, ouvir a benção do Padre Donizetti. E sobre essa benção, tenho uma história interessante para contar.

Consagração à Nossa Senhora Aparecida, por Pedro Geraldo Costa e a benção, em latim, proferida pelo Padre Donizetti, de Tambaú

Na Década de 60, depois que nos mudamos da Fazenda e Haras Morro Grande, fomos em uma fazenda que plantava cana de açúcar, em Santa Gertrudes, onde ficamos pouco tempo. Minha mãe contava que a casa que morávamos era infestada por ratos. Depois nos mudamos para a Vila Martins, em Rio Claro, onde tivemos dois endereços na Rua M-1-A.

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abril 20, 2019

60 anos – reflexão

Amanhã completo 60 anos. Não me sinto com essa idade. Mas, pensar nesse número acaba pesando um pouco. Já tenho 43 anos de contribuição para os institutos de previdência e mais uns dois anos que não recolhi. A partir de amanhã adquiro o último requisito para pedir a contagem de tempo e aposentar. Aliás, essa é uma palavra que não devo usar – ela é muito pesada. Vou é me reinventar! A reinvenção – tão necessária num mundo onde tudo acabou e onde todos nós, repito, todos nós precisamos nos reinventar.

Não parar de sonhar, não parar de amar, não parar de trabalhar, esse será o meu legado como o de tantos homens e mulheres pelo mundo todo que inventam e se reinventam sem olhar no relógio do tempo porque reinventam o relógio e o tempo também.

No ano que vem, aos 61 anos, posso voltar a estudar alguma coisa que já tive vontade, uma profissão que achei ser a minha vocação, mas que na época não pude. Quero cursar uma nova universidade, estar lá, no meio dos jovens, cheio de perguntas e repetindo, como Sócrates, que só sei que nada sei.

Chego aos 60 anos e posso afirmar que tenho uma vida iluminada, não perfeita, mas permeada por um monte de erros crassos e reescrita a muitas mãos, onde são visíveis a caligrafia de muitos amigos/mentores, de amores e de tantas outras mãos que me deram apoio para eu chegar até aqui.

Onde vou comemorar meus 60 anos amanhã? Não sei! Passarei sem festa num lugar tranquilo. Quero andar numa mata recebendo as energias de Oxossi, de São Francisco, da mãe terra e das boas energias espirituais que sempre estão comigo. Adoro estar perto da natureza, pois ela, mesmo que castigada e destruída, renasce das cinzas como Fênix, como eu, que tantas vezes tive de me refazer e reinventar.

São 60 anos. Vinte e seis anos sem minha mãe, 19 sem meu pai, décadas sem meus avós. Mas eles e suas energias não morrem. E atravessarão comigo a reta de chegada de todos os meus novos desafios, deixando minha alma feliz! Namaskar 🙏

março 26, 2019

Perugia – um itinerário de arte sacra entre as igrejas do centro

Perugia e um itinerário de arte sacra entre as igrejas do centro: Sant’Ercolano

Exausto dos museus e edifícios históricos, no antigo círculo das muralhas etruscas? Não se preocupe: ainda existem muitas igrejas para visitar. Se você é um amante da arte e da arquitetura sagrada há muito o que ver em Perugia. Uma das igrejas mais fascinantes e curiosas é certamente Sant’Ercolano: um edifício octogonal que cresce em altura, quase como uma torre. Seus interiores são totalmente afrescados: uma obra-prima do barroco.

A trindade e os santos na capela de San Severo

A pequena capela de San Severo é outra igreja que é preciso ver, porque dentro dela você pode admirar outra das obras-primas feitas por Perugino e Rafael: o afresco da Trindade e dos Santos.

O Arco de Augusto

Um antigo complexo monástico: Santa Maria Nuova

Pertencente aos beneditinos, o complexo monástico de Santa Maria Nuova, com sua igreja e seu campanário histórico projetado por Galeazzo Alessi, não está longe de San Severo e remonta ao século XIII. Seus interiores são um dos mais belos exemplos do final da Renascença de Perugia.

A Igreja do Jesus: uma arquitetura “hierárquica”

Entre os edifícios sagrados de Perugia, a Igreja do Gesù é certamente a mais curiosa do ponto de vista arquitetônico. Há, de fato, três diferentes oratórios sobrepostos no interior, seguindo as hierarquias sociais do século XVI: um oratório para os nobres, um para os artistas (mas também os artesãos) e outro para os colonos (que cultivavam a terra).

Um exemplar do barroco na cidade medieval: San Filippo Neri

É também chamada de Igreja Nova e é um belo exemplo de arte e arquitetura do século XVII em uma cidade onde as vistas mais características são medievais e renascentistas. A igreja de San Filippo Neri é uma verdadeira obra-prima e certamente merece uma visita.

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Perugia, a capital e o coração da Úmbria – paixão entre arte e chocolate!

Fundada pelos etruscos e rica em evidências da Idade Média e do Renascimento, Perugia é uma cidade sem igual. Em minhas últimas férias estive hospedado na cidade por nove dias inesquecíveis. Desde a hospedagem, reservada pelo Airbnb, em imóvel do Gabriele – em um apartamento localizado na Via dei Priori, em pleno centro histórico, tudo foi fantástico. Como também foi fantástica a recepção durante a chegada ao local por sua irmã Francesca e pelo cuidado que teve nos dias seguintes.

O centro histórico de Perugia contêm imponentes edifícios, igrejas e museus, e muitos recantos pitorescos a se descobrir, juntamente com as premissas de uma das suas tradições mais típicas: o chocolate.

Então, o que ver em Perugia e quais caminhos seguir em suas ruas e praças? Aqui está uma visão geral dos principais locais de interesse. Mas eu aconselho: perca-se por Perugia. Não tenha medo. Não irá se arrepender!

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janeiro 10, 2019

Cidadania Italiana – Arquivos de Estado Italiano com documentação digitalizada

Os Arquivos Estatais conservam muitas coleções e séries documentais úteis para a investigação genealógica e a história das pessoas e das famílias.

No âmbito da administração de arquivos italianos, os Arquivos Estatais, estão articulados numa rede de Comunes/Províncias e representam os mais importantes institutos de conservação e valorização da documentação pública estatal. Neste conservam-se:

1) os arquivos dos Estados italianos anteriores à unificação da Itália;

2) os documentos dos órgãos judiciais e administrativos centrais e periféricos do Estado que já não são necessários;

3) todos os outros arquivos e documentos, públicos e privados, que o Estado possui ou tem recebido em depósito ou doação, como arquivos de famílias, de empresas, de corporações religiosas e entes públicos não estatais.

Nos Arquivos Estatais são conservadas muitas fontes, seja públicas ou privadas, indispensáveis para a investigação genealógica e para a história de famílias e pessoas. As principais são:

  • O Registo Civil com os seus correspondentes índices originais, anuais e decenais;
  • A documentação relativa ao recrutamento e à carreira militar;
  • Os arquivos notariais;
  • Os arquivos de famílias e pessoas;
  • Fontes nominais e fontes para a emigração.
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dezembro 28, 2018

Viagens – programe-se, aproveite-as, mas sobretudo aprenda!

Que eu adoro viajar todos que passam por aqui já sabem. Minhas viagens são sempre econômicas, mas busco tirar o máximo que posso de cada lugar. Ver, aprender, conviver, tudo isso sem gastar muito. Esse é o meu lema.

Em minhas viagens, muitas vezes vejo as pessoas fazendo uma foto e saindo rápido em busca do próximo local para uma selfie. Acabam não aprendendo nada sobre o local, não leem nada a respeito antes, durante ou depois da visita, não interagem com os locais de verdade. Querem apenas mostrar que estiveram no local, que comeram tal comida em tal lugar…

Meus queridos, se vocês podem viajar, tendo ou não condições para tudo o que gostariam de fazer, façam uma viagem envolvente, que mude algo em vocês! Leiam a respeito, pesquisem e vivenciem o local, não se prendam aos clichês dos pontos turísticos ou do restaurante famoso.

Minhas viagens são sempre muito bem planejadas, com passagens e trechos comprados antes, para não correr o risco de entrar em uma furada. De chegar ao local e ter que enfrentar uma fila gigante para comprar a entrada. Então, ao pensar em uma viagem, tomem coragem, planejem-se financeiramente e em relação ao tempo e as dificuldades que poderão enfrentar.

Sou daqueles que sempre viajam com pouco dinheiro, ficando em Airbnbs da vida, visitando supermercados, comendo comida feita em casa, pegando caronas de bla bla car.  E saibam, isso é possível, mas que as vezes exige muito esforço e planejamento! E vale a pena! Eu garanto!

Da forma como vocês decidirem suas viagens, por favor, viajem com a cabeça aberta e voltem diferentes, aprendendo mais e mais sempre!

Abaixo, compartilho um texto que li na internet e que gostei muito. Vai ao encontro de tudo o que penso!

Boas férias!!

“Eu sempre acreditei que, ao fazer uma viagem, o mais importante é ter a cabeça aberta. Cabeça aberta e livre de preconceitos pra entender a cultura que você está emergindo. Pra experimentar as comidas típicas. Pra conversar com os locais além de taxista, garçom e atendente do hotel. E eu te peço, não vá viajar apenas como turista, pra tirar algumas fotos em frente à monumentos, postar no Instagram e voltar pra casa. Explore os lugares que você visita. Converse com as pessoas, ande sem direção pelas cidades, mergulhe de cabeça nas diferentes culturas que você conhecer ao longo da sua vida. Deixe o mapa de lado e se perca. As vezes é se perdendo por uma cidade desconhecida que você se encontra na vida. Se for um país pobre, não ande com medo dos locais. Se for um país rico, não o ache melhor que os demais países. Entenda e respeite as diferenças de cada lugar. Dessa forma, você terá sempre um pouquinho de cada cultura dentro de si, e nunca andará sozinho por aí. Não volte de uma viagem do mesmo jeito que chegou, apenas com umas fotos bonitas a mais no celular e uns dólares a menos na conta do banco. Volte sempre diferente, com novos aprendizados, novos amigos, novas histórias. O conhecido já estará te esperando em casa, pra quando você voltar. Fuja o máximo possível dele enquanto estiver longe. Brinque com as crianças na rua, compre comida nas feiras, ande de transporte público, se vista com as roupas típicas, saia a noite com os locais. Se uma viagem não te desafiar a sair da sua bolha, ela não estará te agregando em nada. Crie laços com o desconhecido, é ele que vai te levar mais longe.” Texto da Amanda Areias disponível no: Mochila Brasil.

dezembro 25, 2018

Natal – de volta às tradições

Acabo de voltar do Mosteiro de São Bento, em São Paulo, onde fui assistir a missa solene de Natal, toda em canto gregoriano. Cerimônia linda e significativa. Estando em São Paulo, não deixe de assistir uma missa com canto gregoriano. Será uma experiência inesquecível.

Na Homilia de hoje, Dom Mathias Tolentino Braga, monge beneditino e Abade do Mosteiro de São Bento, falou do verdadeiro sentido do Natal, tão esquecido pela maioria das pessoas. Citou um Youtuber que tem milhões de seguidores, dizendo que o fulano desejou Feliz Natal aos seus seguidores e logo em seguida se desculpou, dizendo que deveria ter desejado Boas Festas, já que nem todos são cristãos. Citou também a falta de reportagens na imprensa escrita e falada sobre o verdadeiro sentido da data.

 Há dois anos passei o Natal em Lisboa, Portugal, e por lá via-se nas sacadas e janelas uma decoração de Natal diferente. Eram estandartes de pano. De um fundo grená emerge a imagem de um Menino Jesus barroco, de braços abertos. Para os cristãos, este é o verdadeiro símbolo do Natal e por isso pode ser lembrado e assinalado deste modo, nas janelas, varandas ou portas daqueles que acreditam.

O objetivo de pendurar o estandarte na janela é devolver o tradicional espírito de Natal cristão, em que a figura central é o Menino Jesus que, infelizmente, tem ficado relegado para segundo plano, abafado por figuras como o Papai Noel, as renas ou outras decorações natalinas.

Lá, fiquei sabendo que a ideia veio de Espanha onde esta prática começou há alguns anos. Não tive dúvida: comprei um estandarte e já é o segundo ano que ele adorna a janela do meu apartamento.

Feliz Natal para todos vocês, meus leitores. Um Natal com menos ostentação, ganância, consumismo e mais tolerância, amor, solidariedade!

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