A Simplicidade das Coisas — Augusto Martini

dezembro 27, 2017

Encerrando um ciclo

Quem acompanha esse blog já sabe que fui coordenador estadual do curso EaD “Disseminadores de Educação Fiscal”, oferecido pelo Programa Nacional de Educação Fiscal – PNEF e Escola de Administração Fazendária – ESAF, por muitos anos. Fiz muitos amigos durante esse tempo. Formamos milhares de alunos. Treinei mais de duas centenas de tutores. E foi um trabalho que desenvolvi com grande alegria. No ano passado deixei a coordenação do curso para assumir novos desafios, mas ainda no mesmo ambiente de trabalho. E durante um evento estadual de Educação Fiscal, minhas amigas de trabalho surpreenderam-me com uma bela homenagem. Quero compartilhar com vocês o texto com as belas palavras que recebi do grupo. Seguem abaixo:

Augusto,

Acredito que não haveria melhor oportunidade para lhe homenagear do que aqui, em um encontro desenvolvido para formar novos educadores fiscais. Estaremos nesses três dias de evento capacitando colegas para que tenham condições de disseminar a educação fiscal em nosso estado e é muito importante que eles saibam do amor, dedicação e entusiasmo com que você sempre trabalhou com esse tema! Você é o melhor exemplo do que queremos e desejamos de um educador fiscal!

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Para aqueles que não conhecem, a ESAF tem um curso chamado “Disseminadores de Educação Fiscal”, o qual é ofertado em São Paulo desde 2004. Dentre todos os Estados da Federação, o nosso Estado sempre alcançou os maiores números de oferta no curso, contando sempre com grande índice de aprovação e esses resultados só foram possíveis, pois tivemos sempre na coordenação estadual do curso, você, Augusto! (more…)

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novembro 29, 2017

Natal – sua comemoração e decorações pelo mundo!

Todos os anos, milhares de cristãos em todo o mundo reúnem-se para celebrar o nascimento do menino Jesus, para trocarem presentes, comer e para se deixarem maravilhar pelas iluminações de Natal nas casas e nas ruas. Mas, em vez de uma ceia farta, com vários tipos de comida, há quem prefira comer Carpa e, em vez de rabanadas, ou bolos cobertos com chantili. Pelo mundo, há tradições de Natal para todos os gostos e algumas podem parecer algo estranhas.

Na Índia, apenas 2,3% da população é cristã, o que corresponde a cerca de 25 milhões de pessoas. O Natal é celebrado como em qualquer outro lugar do mundo — com missa do galo, troca de presentes e, claro, uma árvore de Natal. Ou melhor, uma bananeira de Natal. Como não existem pinheiros na Índia, os indianos geralmente decoram bananeiras ou mangueiras ou a árvore que estiver disponível.

Nas fotos abaixo, algumas decorações de Natal na Itália, Portugal, Alemanha Bélgica e Brasil. Percebam que algumas delas são comestíveis: feitas de chocolate belga!

Clique em uma das imagens para vê-las ampliadas.

No que diz respeito a refeições natalícias, os japoneses têm algumas tradições esquisitas. Em 1974, uma campanha publicitária associou o Natal à marca KFC. Desde então, os restaurantes da cadeia de fast-food norte-americana tornaram-se num lugar escolhido para passar essa noite de especial. No dia de Natal, as famílias reúnem-se para comer um cheesegurger ou uns nuggets de frango. Também no Japão, a sobremesa de principal é um bolo de chocolate coberto com chantili. A procura é tanta que as encomendas têm de ser feitas com meses de antecedência. (more…)

novembro 26, 2017

Bichinho/MG, um encanto de lugar, aos pés da Serra de São José!

Hoje o post é sobre Bichinho/MG, vilarejo encantador e de belo artesanato. Minha amiga Silvia Costola, de Rio Claro e que mora há anos em Roma, quando soube que eu estava em Tiradentes enviou um recado: “conhece Bichinho? Se não conhece, vá!”. Aceitei o conselho e fui.

Bichinho é um lugarejo que fica a cerca de 08 quilômetros de Tiradentes, passando por uma estrada de terra que beira à imponente Serra de São José – estrada conhecida como “caminho Real”, toda calçada em pedras do tipo “pé de moleque”. Como adoro caminhar e apreciar a paisagem, exercitando minha visão de Geógrafo que sou, fui e voltei a pé! Em grande parte do caminho há ateliês de artesanato em ferro, em pedra sabão, móveis confeccionados com madeiras de demolição, entre outros.

O caminho em si só já é um espetáculo. A estrada toda permeia a imponente Serra, dando-nos uma visão maravilhosa, um verdadeiro espetáculo da natureza.

 

No portal da entrada para o vilarejo, conheci o Sr. Olavo e sua filha, que produzem artesanatos maravilhosos, feitos em madeira: são galinhas caipiras, galinhas de angola, frutas, entre outros artesanatos de muito bom gosto. Ele faz os entalhes e a filha pinta ou encera as peças. E os preços são muito melhores que os das lojas de artesanato que você encontrará no vilarejo. Claro que não ele não produz em grande quantidade ou variedade. Mas vale a pena parar para um bom papo e conhecer o seu trabalho. (more…)

novembro 25, 2017

Tiradentes/MG e seu queijo premiado na França!

Uma das melhores coisas de Tiradentes são os moradores. Todos muito simpáticos, adoram conversar, são prestativos em dar informações e sempre com o delicioso e típico sotaque mineiro, uai!

Nos cinco dias que estive lá, fui convidado para tomar café, bati longos papos com pessoas na rua e nas lojas de comércio.

Uma dessas conversas foi com a Lúcia Maria Resende, que é produtora do queijo “Sabores do Sítio”, em Tiradentes, na Região de Campos das Vertentes, e que ganhou a medalha de Bronze no “Mondial du Fromage”, em Paris, França. Seu queijo tem a característica suave, textura macia, todo feito com leite do rebanho do gado Jersey.

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Ela disse que em 2016 conquistou o seu primeiro prêmio: o primeiro lugar em um concurso estadual em Minas (desbancou os deliciosos queijos da Canastra). E, neste ano, na primeira participação em um concurso mundial, conseguiu a Medalha de Bronze. Cerca de 80% do queijo que produz é vendido na Feirinha da Estação do Trem, em Tiradentes, mas o produto também tem destino certo, como Barbacena e Belo Horizonte. (more…)

outubro 12, 2017

A teia do tempo

A teia do tempo

Por Augusto Jeronimo Martini

A coragem de sair – buscar novas terra sem mudar o céu,

Bisavós
Viver é preciso, mais que navegar, lançar raizes,

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Para tudo há um tempo, deixar que as sementes caiam na terra,

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Germinem e maturem,

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Para que a colheita se faça bela e generosa,

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Em outra terra, sob o mesmo céu.

 

setembro 20, 2017

Bueno Brandão – a joia da Mantiqueira!

Faz onze anos que escrevi aqui no blog sobre  Bueno Brandão. Depois que fiz o post estive mais duas vezes por lá. Sempre na Pousada Vale Verde, do amigo Carlos Eduardo Batagini, o qual se foi sem se despedir. Ser humano fantástico, arrebatado rapidamente por um câncer.

Tudo o que você ouvir falar sobre Bueno Brandão é verdade! Cidade pacata, de gente simples e 32 cachoeiras catalogadas. Pousadas rurais nas quais a gente se sente em casa. Não vou escrever mais nada. Leia e veja as fotos abaixo. O crédito do texto e das fotos são para Tales Azzi. A reportagem abaixo é do site vou contigo.

Se você é de São Paulo, aproveite o próximo feriado prolongado e vá conhecer BB! Não irá se arrepender. Eu garanto.

Das cidades mineiras da Serra da Mantiqueira, Bueno Brandão é uma das menos conhecidas. Sua fama turística ainda vai pouco além das cercas de suas pequenas fazendas que cultivam morangos. Mas suas paisagens de morros suaves, onde brotam dezenas de cachoeiras, são tão bonitas quanto as de outras cidades bem mais famosas da região, como Monte Verde ou Gonçalves.  É justamente por isso, que Bueno Brandão, a 170km de São Paulo, ou cerca de três horas de carro, rende uma viagem de final de semana deliciosa e cheia de surpresas.

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A primeira delas é o próprio caminho até lá. A estrada estreita e sinuosa que parte da vizinha Socorro-SP exibe um cenário pra lá de bucólico. Quando você ver apenas fazendas em ambos os lados da pista, vacas pastando e encostas tomadas por plantações de café, é sinal de que já cruzou a fronteira de Minas Gerais e está chegando a Bueno Brandão. Para ir entrando no clima pacato da região e observar melhor a paisagem, convém desacelerar o carro. Isso também ajudará a evitar os buracos da pista, que não são poucos. Após uma curva, avista-se a cidade, pequenina, no cocoruto de uma colina, cercada de araucárias.

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Bueno Brandão está a 1.100 metros acima do nível do mar. O ponto mais alto das redondezas é o Pico da Torre, que fica a 1.800 metros. O nome original da cidade era Campo Místico, em alusão a misteriosas luzes que, por vezes, eram avistadas no fundo dos vales. Só em 1938, com a emancipação do município, é que veio o nome atual, uma homenagem a Júlio Bueno Brandão, político mineiro que por duas vezes foi governador de Minas Gerais nos tempos da República Velha. (more…)

julho 25, 2017

O abate do porco

O olfato e a memória gustativa é algo fantástico. Nos remetem a lembranças do passado  que ficam guardadas com carinho no cantinho da memória.  Quem não lembra do cheiro da comida da avó, dos pães que a mãe enrolava e assava no forno, do suave aroma que vinha das panelas que ficavam sobre a chapa do fogão a lenha?

Nem precisamos provar novamente a comida. Basta lembrar para entrarmos novamente na cena que esteve tão presente em algum momento da vida. São receitas antigas, como o pão, a macarronada, o bolo de fubá, o bolinho de chuva, a linguiça caseira…

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Imagem: listenandlearn.com.br

Lembro muito bem das brincadeiras de infância no sítio de meu avô e com os amigos de minha rua. Mas também estão muito presentes as situações ligadas à comida. Algumas dessas últimas não tão agradáveis…

Tínhamos um quintal grande na casa popular recém-construída no bairro Vila Nova, em Rio Claro/SP, levantada com o financiamento da Caixa Econômica Federal. Era uma casa simples, de dois quartos, sala, cozinha e banheiro, com cômodos bem pequenos, mas, como dizia meu pai “um dia será nosso”. E, nesse quintal tínhamos nossa horta e um pequeno pomar, quase sempre galinhas e um porco, criado em chiqueiro. (more…)

julho 17, 2017

Shrii Shrii Anandamurtijii ou Shrii Prabhat R. Sarkar – biografia

Shrii Shrii Anandamurtijii, também conhecido como Shrii Prabhat R. Sarkar (1921-1990), foi filósofo, reformista social, humanista e mestre espiritual. Através de seus ensinamentos e trabalhos, inspirou milhares de pessoas a transformarem-se em neo-humanistas – pessoas que assumem a responsabilidade de salvaguardar o bem-estar de toda a Humanidade. Além disso, foi autor de vários livros, poeta e compositor.

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Sua Vida
Shrii Shrii Anandamurti, nasceu em 1921, em Jamalpur, uma pequena cidade do estado de Bihar, na região Leste da Índia. Entre uma família de cinco crianças, ele foi o filho mais velho. Uma de suas irmãs morreu ainda nova; e seus dois irmãos mais novos ainda estão vivos. Após a conclusão do segundo grau em Calcutá, em 1944, tornou-se funcionário do Departamento de Contabilidade da Rede Ferroviária, em Jamalpur. Nesse período também atuou em vários jornais e periódicos. Simultaneamente, empreendeu sua missão como mestre de práticas espirituais baseadas no Tantra Yoga. Passou a ser conhecido como fomentador de projetos sociais e líder espiritualista e ético. Em 9 de janeiro de 1955, estabeleceu a organização Ananda Marga, que depois se propagou por todo o mundo.
Anandamurtii foi um grande defensor da justiça social. Em 1959, formulou uma teoria político-socioeconômica, que combina conceitos espirituais com libertação social e econômica, a qual chamou de Teoria da Utilização Progressiva (PROUT). Ele propôs a criação de Prout para resolver as dificuldades econômicas dos seres humanos. Em 1965, aposentou-se de seu emprego para dar total atenção à Ananda Marga.
Anandamurti adotou uma posição inflexível contra a corrupção e desafiou o status quo. Na medida em que sua ideologia se espalhou entre as massas, o governo indiano tentou bloquear sua influência. Em 1971, foi acusado falsamente de vários crimes e encarcerado sem direito a julgamento ou fiança. Em 12 de fevereiro de 1973, por ordens de agentes do governo, o médico da prisão envenenou-o. Anandamurti exigiu que fosse aberto um inquérito de tentativa do envenenamento. Como o governo se recusou a atendê-lo, em 1 de abril de 1973, iniciou um protesto por meio de jejum, fazendo a promessa estendê-lo até que fosse aberto um inquérito ou que ele fosse inocentado. Em julho de 1975, quando a Índia estava sob o Período de Emergência (suspensão de todas as regras democráticas), foi processado sob falsas acusações, teve negado seus direitos de defesa e foi sentenciado à prisão perpétua.
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julho 12, 2017

A Árvore da Vida – o filme de Terrence Malick

Assisti ao “A Árvore da Vida” na última terça feira e em casa. Confesso que em certos momentos fiquei quase sem respirar, paralisado no sofá, atônico com tanta beleza. É um filme que não dá para ver só com os olhos. É preciso vê-lo também com o coração e com a alma.

No início do filme, a protagonista anuncia que há dois caminhos para a vida: um é o caminho da Natureza, que rejeita desapegar-se de si e alimentar-se da Árvore da Vida, que insiste em sua rigidez e por isso se quebra. O segundo é o caminho da Graça, que aceita a dor com esperança e que vê na Árvore da Vida tanto a fonte última da Natureza como a única capaz de se chegar à Vida Eterna. O símbolo da árvore aparece do início ao fim do filme, e em todos os seus momentos mais significativos. Às vezes como uma pequena planta, às vezes como uma árvore frondosa. Se você espera assistir a um filme com narrativa regular – esse não é o caso. É descontínuo, sem linearidade temporal, mas vai fazendo conexões lógicas e casuais e de forma poética. Possui uma infinidade de imagens, ritmos, sons, cores, em que fui me reconhecendo em cada um deles. Em minha infância, no modo de ser de meus pais e irmãs, principalmente. Estava reticente a assistir ao filme. Amigos do trabalho diziam para que eu não perdesse meu tempo. Talvez não estivessem preparados para assisti-lo. O verei mais vezes, com certeza.

Reproduzo abaixo a crítica que encontrei no Blogardino e que traduz muito do que senti e ainda sinto ao pensar no filme.

Como já foi dito em outras críticas, “A Árvore da Vida” é para poucos. Mas, sem dúvida, é o melhor trabalho de Terrence Malick e um dos melhores filmes da história do cinema.


Quando digo que o filme não é para qualquer um não estou insinuando que foi feito para pessoas inteligentes ou cultas. É preciso ser sensível, ter a capacidade de mergulhar nas emoções e nas sensações que o filme provoca para se entender, ou melhor, para se perceber o filme. E ai está o problema: a maioria das pessoas está acostumada com roteiros que explicam tudo em seus diálogos, com início, meio e fim, de modo que nenhum mistério fica sem explicação. Quem entrou no cimema buscando diálogos explicativos e uma história convencional certamente se decepcionou.

O filme de Malick fala sobre a Vida, mas de seu modo particular: pelo que se vê, e o que não se vê; pelo que se ouve, e o que não se ouve; pela emoção que se manifesta nas cenas e nos impactam; ou seja, por todos os meios a disposição de um filme, exceto pelos diálogos elucidativos. O filme não deve ser assistido com a razão, mas com o coração. (more…)

julho 10, 2017

Prefeitura reativa “Fonte dos Desejos” da Praça Ramos de Azevedo!

Já tinha escrito aqui no blog sobre os  monumentos e fontes da cidade de São Paulo em estado de abandono.

Sábado, em uma de minhas caminhadas pelo centro, tive uma grata surpresa. A Prefeitura de São Paulo reativou a “Fonte dos Fesejos” situada na Praça Ramos de Azevedo, no centro da cidade, ao lado do Theatro Municipal. De acordo com a Prefeitura Regional da Sé, foram realizadas obras para restabelecer o fornecimento de água e energia elétrica para o monumento. Pensei que morreria sem ver essa fonte novamente em funcionamento!

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A “Fonte dos Desejos — Glória” faz parte do conjunto escultórico realizado pelo arquiteto italiano Luiz Brizzolara em 1922 e foi inspirada na fonte dos desejos de Roma (Fontana di Trevi). A fonte integra o Monumento a Carlos Gomes, formado por um conjunto de 12 esculturas, representando a música, a poesia e personagens das óperas mais famosas do músico. (more…)

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