A Simplicidade das Coisas — Augusto Martini

julho 31, 2018

Memorial da Imigração Judaica de São Paulo

Integrado ao circuito histórico cultural da Luz, composto pelo Parque da Luz, a Pinacoteca, a Estação Ferroviária, o Museu da Língua Portuguesa, o Museu de Arte Sacra e a Oficina Oswald de Andrade, surge hoje o “Memorial da Imigração Judaica”. Localizada na 1ª Sinagoga do Estado de S. Paulo, fundada em 1912, o museu guarda um amplo e valioso acervo documental destinado a valorizar a contribuição dos judeus ao desenvolvimento do Brasil.

Mais de um século depois – após reinauguração em 23 de fevereiro de 2016 – o Memorial visa preservar a memória judaica e apresentar ao público a chegada dos judeus ao país desde o período colonial, durante a presença holandesa no Recife do século 17, no Império e nos demais períodos da história nacional, incluindo um andar inteiro destinado ao Holocausto.

Atualmente, o bairro do Bom Retiro, berço das mais diferentes levas migratórias, passou a ser uma nova opção de roteiros histórico-culturais na cidade. Assim, o visitante encontrará no Memorial um espaço ímpar para honrar a memória daqueles imigrantes judeus engajados na construção do Brasil.

Entre as inúmeras peças expostas, o Memorial traz verdadeiras preciosidades, como o “Diário de Viagem de Henrique Sam Mindlin”, texto escrito em 1919, quando o garoto de apenas 11 anos; já no navio, narra sua jornada de Odessa até o Rio de Janeiro. Outra valiosa peça do acervo é o livro “Diálogos de Amor” (1558) de Leon Yehudá Abravanel de Veneza, um poeta da ascendência do apresentador Sílvio Santos. Nas vitrines é exposto um documento de mais de 250 anos, utilizado pelos judeus marroquinos como talismã, contendo algumas frases cabalísticas pedindo proteção e saúde. (more…)

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junho 14, 2018

Os muros pintados de Lyon

Cada distrito de Lyon tem sua própria identidade que foi forjada ao longo de mais de dois mil anos de história. Quais mídias, melhor do que os afrescos pintados em paredes revelariam os grandes momentos da cidade, as realizações, as descobertas e a atmosfera?

São centenas de pinturas em muros de Lyon, sendo que os principais são: Le Fresque des Lyonnais (com personalidades mundialmente famosas que nasceram em Lyon, como o chef Paul Bocuse, além do escritor do livro “O Pequeno Príncipe” e os irmãos Lumière; o “Murs des Canuts” que retrata a vida de operários franceses em Lyon (é o maior da Europa e provavelmente o mais famoso); e o “La Biblioteque de la Cité”, que representa lindamente uma biblioteca e é bem realista. As pinturas são comuns pela cidade e vale a pena explorá-las!

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Tais pinturas são parte integrante da paisagem urbana e tão reais que a gente custa a perceber que, na verdade, são pinturas. São muitas espalhadas por todos os cantos da cidade. Muita gente visita o local sem saber que eles existem e acaba não dando atenção a essas obras de arte tão típicas. (more…)

junho 8, 2018

Lyon e seus mistérios

O Parque da Tête d’Or abriu seus gramados para a visitação em 1857. Para os aficionados da caça ao tesouro, reza a lenda que uma cabeça de Cristo em ouro está enterrada no local, o que lhe rendeu o nome. Mas não vá sair cavando pelo parque que você poderá ser preso!

Os irmãos Buhler, paisagistas suíços, deram ao ambiente um aspecto de jardim inglês ornado de um jardim botânico, um jardim zoológico e um lago, além de muitos outros edifícios, como as grandes estufas, o velódromo, o chalé dos guardas. Mais tarde, um memorial aos mortos foi erguido na ilha dos Cygnes. Os apreciadores de rosas nunca deixam de visitar o roseiral, que conta com mais de 30 mil roseiras de 350 diferentes variedades.

O parque da Tête d’Or é o lugar favorito dos lionenses de todas as gerações para caminhadas e piqueniques. Cada visitante desfrutará do melhor do parque segundo suas preferências: passeios românticos pelo lago, aulas de ioga no gramado, caminhadas entre os canteiros de flores, piqueniques gourmet à sombra dos cedros do Líbano, corridas de bicicleta…

Parc de la Tête d’Or
69006 Lyon

Fone: +33 (0)4 72 10 30 30

O Velho Lyon

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Aos pés da colina de Fourvière, o Velho Lyon tem o nome bem apropriado, pois o bairro data da idade média. Foi naquela época que as primeiras traboules (passagens de pedestres) foram construídas para facilitar o transporte de mercadorias das praias do Ródano até as casas sobre pilotis. (more…)

junho 6, 2018

Lyon – a cidade das luzes

Com a proteção Nossa Senhora de Fourvière, entre os rios Ródano e Saône, a poucas horas dos Alpes e do Mar Mediterrâneo, Lyon, também conhecida como a cidade das luzes ,convida para uma viagem pelos séculos de sua história e a descoberta de suas riquezas ao sabor dos passeios que oferece.

Testemunha de uma história tumultuada, de mais de 2.000 anos, orgulho da Renascença, basta mergulhar na Vieux Lyon (Velha Lyon) para sentir todas as inspirações multiculturais da cidade. Flanar, se perder nos traboules (passagens típicas entre os prédios) de Croix-Rousse e, por um momento, imaginar o ritmo alucinante dos artesãos de seda, os célebres Canuts (trabalhadores têxteis). Lembrar-se também das brincadeiras lendárias de Guignol e do delicioso aroma que escapa das marmitas das “mães de Lyon”. Esta é Lyon… Com seus bouchons, cervejarias e restaurantes estrelados, Lyon é a capital da gastronomia francesa e seus inúmeros chefes brilham no firmamento da grande cozinha. O Bocuse d’Or – em referência a Paul Bocuse, seu embaixador mais ilustre, falecido em janeiro de 2018 (um dia antes de minha chegada na cidade) – agora premia a experiência culinária do mundo inteiro.

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Esta cativante cidade apresenta também muitas outras facetas, tão refinadas quanto excepcionais. As Bienais e os Festivais vão se sucedendo ao longo do ano: a dança contemporânea flerta com os shows de rock, enquanto as artes são expostas no Museu das Confluences. No verão, o lume das estrelas é parte integrante dos shows de rock Noites de Fourvière, e no inverno, a Festa das Luzes abraça a noite com seus movimentos de mil brilhos. Na Rive Gauche (margem esquerda), o espírito criativo é mais do que nunca expressado nas paredes dos imóveis, que se revestem de murais gigantes, ilustrando a história local passada e contemporânea. Cidade sede da Eurocopa 2016, vários jogos foram disputados em seu novíssimo Estádio das Luzes. (more…)

maio 6, 2018

04 dias em Viena, na Áustria

Viena é conhecida como a Capital Mundial da Música, pois nela está gravada a história de compositores tão influentes como Mozart, Beethoven ou o rei das valsas, Johann Strauss. No inverno, um manto de neve cobre a cidade dando-lhe uma aura de beleza e encanto. Nos meses mais quentes, os parques, as esplanadas e as elegantes boulevards enchem-se de pessoas. Vale a pena visitar os Palácios de Hofburg que conta com mais de 600 anos de história, seus museus, a Biblioteca Nacional, onde você pode admirar o Tesouro Imperial. O enorme Palácio e os jardins de Schönbrunn são equiparáveis a Versailles. Visite também o Palácio Belvedere e não perca a esplendorosa e sofisticada Casa da Ópera, símbolo máximo das artes de Viena.

A Catedral de Santo Estêvão e a Igreja de S. Carlos Borromeu não o deixarão indiferente bem como um passeio pela Avenida Ringstrass e pelas suas suntuosas praças. A riqueza cultural é imensa com vários museus de interesse. Não deixe de visitar o Quarteirão dos Museus, espaço com vários museus, restaurantes e esplanadas e a Casa de Mozart, grande influência na cultura musical austríaca. Não deixe de frequentar os muitos e conhecidos cafés vienenses. Se tiver oportunidade faça um cruzeiro pelo maravilhoso rio Danúbio.

Terra de imperadores, compositores e artistas, a capital austríaca, situada nas margens do Danúbio, foi considerada a cidade com maior qualidade de vida do Mundo. Caracterizada por uma mistura única de tradições imperiais e arquitetura moderna impressionante, Viena é famosa pelos seus eventos culturais, pontos turísticos, cafés, tabernas de vinho e encanto especial.

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abril 8, 2018

Praga é a joia da Europa Central

Mil anos de arquitetura dentro de alguns quilômetros quadrados. Talvez não exista outra cidade no mundo, onde você possa vivenciar a história inteira da Europa. A arquitetura de Praga quase não sofreu danos nas guerras mundiais. Assim, hoje é fácil imaginar como era sua vida nos séculos passados. E entender melhor a época dos fidalgos, alquimistas, artesãos, comerciantes e reis. Visitar Praga é fazer o tempo parar e ressuscitar a alma dos tempos passados.

Uma arquitetura surpreendente que nos transporta para o mundo dos contos de fadas, pontes e mais pontes, castelos, ruazinhas em zigue-zague, um rio que atravessa a cidade… Bem-vindo à mágica cidade de Praga!

A capital da República Checa é a maior cidade do país, estendendo-se por 496 km2, e possui uma população aproximada de 1,23 milhões de habitantes, que a torna também na cidade mais populosa do país.

Praga, a quem chamam “a cidade das cem torres”, apesar de contar com mais de 500 torres e miradouros, é considerada uma das cidades mais bonitas da Europa e do mundo. Razões não faltam! A beleza arquitetônica dos seus monumentos, a hospitalidade dos seus cidadãos e a excelente cerveja produzida na região (é lá que é produzida a cerveja que aparece nos Simpsons – Duff Beer!) fazem desta cidade um destino turístico de excelência para todos aqueles que decidem visitar a República Checa.

O coração da cidade estende-se junto às margens do rio Vltava, que percorre Praga por 30 km, e está dividido em zonas, que antigamente eram independentes e se juntaram durante o século XVIII. Estas zonas são a Cidade Velha, a Cidade Nova, a Cidade Pequena, o complexo de Hradcany e Vyšehrad. É nestas regiões que se encontram a maioria dos monumentos, museus e galerias de Praga, sendo por isso as zonas onde há a concentração de muitos turistas.

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abril 4, 2018

X Colóquio de Cartografia para Crianças e Escolares

Apresentação

X Colóquio de Cartografia para Crianças e Escolares e o I Encontro Internacional de Cartografia Escolar e Pensamento Espacial tem como finalidade principal resgatar os percursos trilhados ao longo do desenvolvimento desta linha de pesquisa em diferentes programas de pós-graduação de mestrado e doutorado nas Universidades Brasileiras, sem ignorar o reconhecimento das novas perspectivas que indicam os caminhos que a Cartografia Escolar deverá percorrer nos próximos anos, considerando as demandas pertinentes no que se refere ao processo de ensino e de aprendizagem na educação básica.
Coloquio

Temas propostos para as mesas no evento

 

“As Diferentes Linguagens no Mundo Contemporâneo”

Conferência de Abertura: Sarah Bednarz (Texas A&M University) – Pensamento Espacial: Uma ferramenta poderosa a serviço dos educadores para empoderar a juventude, melhorar a sociedade e mudar o mundo.

Conferência de encerramento: Robert Bednarz (Texas A&M University) – “O que pode melhorar o pensamento espacial? Indícios a partir de uma avaliação”
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março 17, 2018

A Fábrica de Oskar Schindler, em Cracóvia

Steven Spielberg, o genial cineasta, imortalizou o nome de Oskar Schindler com seu filme “A lista de Schindler”, que mostra a história do industrial que ajudou a salvar judeus durante a Segunda Guerra. NA Cracóvia, sua antiga fábrica virou um museu.

Uma região industrial de Cracóvia, na Polônia, atrai milhares de turistas, embora não seja, em princípio, um lugar tipicamente turístico. Fui a pé do centro da cidade até lá, margeando o rio Vístula. A razão é que ali se encontra a antiga fábrica de Oskar Schindler, que inspirou o diretor norte-americano Steven Spielberg a rodar, em 1993, o mundialmente conhecido “A Lista de Schindler”, filme que conta os atos heroicos do industrial que salvou centenas de judeus durante a Segunda Guerra.

A prefeitura de Cracóvia transformou a antiga fábrica em um museu e montou ali a  exposição permanente sobre a vida na cidade durante a ocupação nazista, intitulada “Cracóvia: ocupação entre 1939 e 1945”. A mostra é composta da biografia de Oskar Schindler e dos funcionários de sua fábrica.

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março 11, 2018

Birkenau – visita triste, mas necessária

Nos posts anteriores sob esse tema – Holocausto Judeu – não citei a causa principal de minha visita a lugares que presenciaram o que há de pior na raça humana. Aqui em meu edifício residia até essa semana um sobrevivente do campo de Birkenau. Quando soube que iria até a Cracóvia teve longa conversa comigo contando sua passagem pelo campo – foi tatuado com o número 83.652 (tinha 17 anos – nasceu em 17 de dezembro de 1927). Ali morreram seus pais e outros familiares e fez-me uma recomendação: vá, veja, sinta, e fotografe, principalmente o barracão 21, onde estive. Depois mostre-me as fotos. E assim o fiz.

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No campo de Birkenau, os nazistas construíram a maioria dos estabelecimentos para extermínio em massa, nos quais assassinaram cerca de um milhão de Judeus-europeus. Birkenau, ao mesmo tempo, foi o maior campo de concentração (mais de 300 barracos primitivos, a maioria de madeira), onde, no ano de 1944, encontravam se mais de 90 mil prisioneiros: Judeus, Polacos, Ciganos, cidadãos da URSS e outros. No terreno do antigo campo conservaram-se lugares cheios de cinzas humanas e vários objetos do campo. No grande espaço do campo, conservaram-se dezenas de primitivos barracos para prisioneiros e centenas de ruínas de barracos demolidos, que formam a específica arquitetura do campo de Auschwitz, que existia com um único objetivo: exterminar pessoas.

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Auschwitz – sua criação e como visitar

Após o ataque à Polônia, em 1° de setembro de 1939, e sua ocupação pelo exército alemão e, em 17 de setembro, também pelo soviético, teve lugar a divisão do território polaco. A parte do território onde estava localizada a cidade de Oświęcim foi unida ao Terceiro Reich. Na parte central da Polônia, foi criado o chamado Governo Geral, totalmente controlado pela Alemanha e administrado pelo aparato de administração e policiamento nazistas. A parte oriental do país, de acordo com o tratado alemão-soviético, de agosto do ano de 1939, foi unida à União Soviética. Após o estouro da guerra entre a Alemanha e a URSS, em junho de 1941, esta parte encontrou-se também sob ocupação alemã.

Em abril de 1940, o exército alemão atacou a Dinamarca e a Noruega, em maio a Bélgica, Holanda, Luxemburgo e a França. Em abril do ano seguinte, os Alemães atacaram a Iugoslávia e a Grécia, e em junho a sua recente aliada – a União Soviética. No outono de 1941, a maioria da Europa encontrou-se sob ocupação alemã.

Na Alemanha, os campos de concentração foram criados desde 1933. Neles foram presos pessoas consideradas  como sendo “elementos indesejáveis”, como por exemplo adversários políticos do regime nazista, criminosos e Judeus. Após o início da II Guerra Mundial, a Alemanha começou a construí-los também nos territórios dos países por ela ocupados. Konzentrationslager (KL) Auschwitz, assim como outros campos de concentração de Hitler, foi uma instituição estatal, administrada pelo poder central do governo alemão. Era administrado diretamente pelo Serviço Central de Economia e Administração da SS (WVHA), enquanto que a deportação de pessoas e seu genocídio eram de responsabilidade do Serviço Central de Segurança do Reich (RSHA).

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