A Simplicidade das Coisas — Augusto Martini

setembro 20, 2017

Bueno Brandão – a joia da Mantiqueira!

Faz onze anos que escrevi aqui no blog sobre  Bueno Brandão. Depois que fiz o post estive mais duas vezes por lá. Sempre na Pousada Vale Verde, do amigo Carlos Eduardo Batagini, o qual se foi sem se despedir. Ser humano fantástico, arrebatado rapidamente por um câncer.

Tudo o que você ouvir falar sobre Bueno Brandão é verdade! Cidade pacata, de gente simples e 32 cachoeiras catalogadas. Pousadas rurais nas quais a gente se sente em casa. Não vou escrever mais nada. Leia e veja as fotos abaixo. O crédito do texto e das fotos são para Tales Azzi. A reportagem abaixo é do site vou contigo.

Se você é de São Paulo, aproveite o próximo feriado prolongado e vá conhecer BB! Não irá se arrepender. Eu garanto.

Das cidades mineiras da Serra da Mantiqueira, Bueno Brandão é uma das menos conhecidas. Sua fama turística ainda vai pouco além das cercas de suas pequenas fazendas que cultivam morangos. Mas suas paisagens de morros suaves, onde brotam dezenas de cachoeiras, são tão bonitas quanto as de outras cidades bem mais famosas da região, como Monte Verde ou Gonçalves.  É justamente por isso, que Bueno Brandão, a 170km de São Paulo, ou cerca de três horas de carro, rende uma viagem de final de semana deliciosa e cheia de surpresas.

bueno brandao

A primeira delas é o próprio caminho até lá. A estrada estreita e sinuosa que parte da vizinha Socorro-SP exibe um cenário pra lá de bucólico. Quando você ver apenas fazendas em ambos os lados da pista, vacas pastando e encostas tomadas por plantações de café, é sinal de que já cruzou a fronteira de Minas Gerais e está chegando a Bueno Brandão. Para ir entrando no clima pacato da região e observar melhor a paisagem, convém desacelerar o carro. Isso também ajudará a evitar os buracos da pista, que não são poucos. Após uma curva, avista-se a cidade, pequenina, no cocoruto de uma colina, cercada de araucárias.

bueno brandao

Bueno Brandão está a 1.100 metros acima do nível do mar. O ponto mais alto das redondezas é o Pico da Torre, que fica a 1.800 metros. O nome original da cidade era Campo Místico, em alusão a misteriosas luzes que, por vezes, eram avistadas no fundo dos vales. Só em 1938, com a emancipação do município, é que veio o nome atual, uma homenagem a Júlio Bueno Brandão, político mineiro que por duas vezes foi governador de Minas Gerais nos tempos da República Velha. (more…)

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agosto 11, 2017

Exposição apresenta mobiliário escolar e fotos de escolas na estação República do Metrô

Mostra vai até 30 de setembro, com banners e mobiliário que retratam a importância da instituição

A partir de 10 de agosto até o dia 30 de setembro, a estação de Metrô República recebe a exposição 30 Anos da Fundação para Desenvolvimento da Educação – FDE. A mostra reunirá imagens de escolas e creches construídas nas últimas décadas e do trabalho de restauro realizado pelo órgão, fundamental para o funcionamento da imensa estrutura que é a rede estadual de ensino paulista.

Exposição FDE

Foto: A2 Fotografia / Mastrangelo Reino

O público que passar pelo local também poderá ver de perto parte do mobiliário escolar (cadeiras e mesas) projetado por técnicos da FDE e adotado em todo Estado. Na mostra há espaço também para a gigantesca rede de suprimentos que hoje abastece as 5 mil unidades com materiais de escritório, informática e limpeza. (more…)

julho 30, 2017

Parque do Carmo e a Festa das Cerejeiras

O Ipê amarelo é a árvore símbolo do Brasil. E a cerejeira é a árvore símbolo do Japão. Tal árvore é a marca dos descendentes da comunidade nipônica que vive na região de Itaquera. Todos os anos essa comunidade tem a tradição de realizar o “hanami”, de sentar sob as cerejeiras e contemplá-las durante um bom tempo, durante a Festa das Cerejeiras do Parque do Carmo.
O vento sopra as delicadas pétalas das flores fazendo com que elas se espalhem produzindo um belíssimo espetáculo da natureza, tal como acontece no Japão. A florada de Sakura dura apenas alguns dias e é a oportunidade de conferir os caminhos formados pelas flores em tons de rosa. E, também, assistir as apresentações e shows da cultura japonesa e saborear a deliciosa culinária japonesa.

 

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No próximo final de semana, dias 4, 5 e 6 de agosto de 2017, acontecerá a Festa das Cerejeiras que já é tradição na cidade de São Paulo e é organizada pela Federação Sakura e Ipê do Brasil.

Desde a década de 1970, todos os anos no mês de agosto, é celebrada uma festa para comemorar a florada das mais de 4.000 cerejeiras, que dura cerca de uma semana e que fazem parte do bosque das cerejeiras. (more…)

julho 10, 2017

Prefeitura reativa “Fonte dos Desejos” da Praça Ramos de Azevedo!

Já tinha escrito aqui no blog sobre os  monumentos e fontes da cidade de São Paulo em estado de abandono.

Sábado, em uma de minhas caminhadas pelo centro, tive uma grata surpresa. A Prefeitura de São Paulo reativou a “Fonte dos Fesejos” situada na Praça Ramos de Azevedo, no centro da cidade, ao lado do Theatro Municipal. De acordo com a Prefeitura Regional da Sé, foram realizadas obras para restabelecer o fornecimento de água e energia elétrica para o monumento. Pensei que morreria sem ver essa fonte novamente em funcionamento!

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A “Fonte dos Desejos — Glória” faz parte do conjunto escultórico realizado pelo arquiteto italiano Luiz Brizzolara em 1922 e foi inspirada na fonte dos desejos de Roma (Fontana di Trevi). A fonte integra o Monumento a Carlos Gomes, formado por um conjunto de 12 esculturas, representando a música, a poesia e personagens das óperas mais famosas do músico. (more…)

julho 2, 2017

Vila Maria Zélia – um tesouro no centro de São Paulo

Post publicado originalmente em 11/01/2014

A Vila Operária Maria Zélia, foi construída para ser uma pequena cidade. Foram feitas 220 casas, com duas escolas, uma para meninas e outra para os meninos, ambulatório e serviço odontológico, uma praça principal com uma igreja ladeada por dois prédios idênticos, onde funcionavam o comércio, com farmácia, açougue, sapataria, armazém, salão de festas, e um clube, com um campo de futebol. Foi a primeira vila operária a ter uma creche para os filhos dos operários.

Moro em São Paulo há 11 anos, mas, sempre mantenho meu pé no interior do estado, onde nasci. Aqui na capital, procurei um apartamento que tivesse “cara” de casa. Hoje, vivo nesse apartamento que tem até uma pequena área externa, o que é um privilégio para quem mora na capital.

O inconveniente – pagar condomínio! Assim, de uns tempos para cá estou procurando um sobrado ou casa para possível  troca.

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E lembrei  que há algum tempo, o Luiz e o Fabrício, amigos aqui da capital, me convidaram para assistir uma peça de teatro  que seria encenada em um  armazém de uma antiga vila de operários.  Cheguei, junto com eles, na Vila Maria Zélia. Fomos assistir a uma peça chamada “Hygiene”, apresentada no antigo armazém geral da Vila, escrita, concebida, dirigida e encenada pelo Grupo XIX de Teatro, que transforma praças, cadeias, hospitais, passagens subterrâneas, em “salas de teatro”.

Fiquei encantado. A Igreja, bem em frente, é simples, pequena e singela. As pequenas casas de inspiração europeia, infelizmente abrasileiradas no acabamento das fechadas, convivem em perfeita harmonia. Não há disparidades. Nada é ofensivo. Não há miséria, mas também não há ostentação.

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Maria Zélia Street

No final da vila, um pequeno clube, com churrasqueira, quadra, campo de futebol e mesinhas para jogos de cartas ou dominó. O clima de interior é reforçado pelas hortaliças cultivadas em um canteiro, pelas crianças andando de bicicletas e pelos gatos perambulando nas ruas.

A sensação é de estar em uma cidade cenográfica. Moradores disseram que é sempre utilizada para comerciais, novelas e longas-metragens, como o filme O Corinthiano (1966), com Mazzaropi. (more…)

abril 23, 2017

Solo Sagrado da Igreja Messiânica

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Há cinco anos fui comemorar meu aniversário no Solo Sagrado, da Igreja Messiânica, que fica às margens da Represa Guarapiranga, em São Paulo.

Ontem, dia 22/04/2017, um sábado, resolvi voltar ao local. Havia feito aniversário no dia anterior e resolvi repetir a experiência. Não tenho carro. Fiz todo o trajeto em transporte público. Do centro de São Paulo, saindo do Terminal Bandeira, até o local, a depender do trânsito, são cerca de 3 horas. É preciso desembarcar no Terminal Varginha e lá tomar o micro ônibus Messiânica, que sai há cada 40 minutos. Chegando ao local tive minha entrada barrada, pois, a partir de 01/01/2016 é preciso agendar, conforme comunicado abaixo:

A direção da Igreja Messiânica Mundial do Brasil comunica a todos que, a partir de 1º de janeiro de 2016, o Solo Sagrado de Guarapiranga passará a ter novos procedimentos, bem como novos dias e horários de funcionamento ao público. (more…)

março 19, 2017

Convento e Santuário de São Francisco de Assis, em São Paulo

Em alguns domingos, costumo frequentar a missa no Convento e Santuário de São Francisco de Assis, que fica no centro de São Paulo. É uma missa linda e leve, lindamente celebrada, com música tocada e cantada ao violão por um rapaz de uma linda voz e que ao final sempre acaba com a apresentação de uma música tocada na gaita por um dos freis. É uma dessas cerimônias que a gente sai leve e feliz.

A igreja fica no Largo de São Francisco. “Largo” significa qualquer área urbana mais espaçosa do que as ruas que intercepta. Um desses espaços no centro da capital, é o Largo São Francisco, que abriga alguns marcos da história paulistana e é considerado o principal conjunto de arquitetura barroca da cidade. Nele estão instaladas a Faculdade de Direito da USP, a Igreja São Francisco de Assis e a Igreja Chagas do Seráfico Pai São Francisco. O local também é tido como o marco zero de uma das mais importantes avenidas de São Paulo, a Brigadeiro Luís Antônio.

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A Igreja de Ordem Primeira, ou simplesmente Igreja São Francisco de Assis, começou a ser construída em 1642. Inaugurada em 1647, ela foi construída em taipa de pilão e suas paredes têm 1,5 metros de espessura. Reformas no século XVIII dotaram características barrocas até que, em 1884, a fachada foi modificada e a entrada central foi aberta. Seu interior é simples, mas conta a história dos padres franciscanos em imagens, inclusive algumas portuguesas de grande valor como a de São Francisco, considerada a mais bela de um convento franciscano no país. Também é possível admirar pinturas da Virgem e de São Benedito. (more…)

fevereiro 5, 2017

Dia Nacional do Imigrante Italiano – 19 de fevereiro

Você conhece o Museu da Imigração, em São Paulo? Ele está com um projeto muito bacana durante todo o ano de 2017 – o projeto VIVA! A cada edição do projeto VIVA!, o Museu irá oferecer tardes temáticas que celebram diversas representações culturais.

Em comemoração ao Dia Nacional do Imigrante Italiano (a ser comemorado em 19 de fevereiro), a edição de fevereiro do VIVA! reúne várias atrações para que o público possa viver experiências e sabores da cultura italiana. A programação inclui dança, música, palestras, exibição de filmes e documentários, oficinas culinárias, atividades infantis, exposição e tendas de alimentação com o melhor da gastronomia italiana tradicional e contemporânea.

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o Museu irá reunir várias atrações para que o público possa viver experiências e sabores da cultura italiana. A programação inclui dança, música, palestras, exibição de filmes e documentários, oficinas culinárias, atividades infantis, exposição e tendas de alimentação com o melhor da gastronomia italiana tradicional e contemporânea.

Eu criei uma Árvore Genealógica no site MyHeritage, e acabo de ver no blog deles que como um dos patrocionadores do projeto VIVA! irão fazer uma palestra bem bacana para todos os interessados. Uma das estagiárias do blog MyHeritage, a Izabelle (que está no Museu de terça a sábado, para ajudar a todos aqueles que precisam de um apoio na hora de criar a sua árvore genealógica, ou de fazer pesquisa no SuperSearch)  no dia 19/02 fará uma palestra às 17:00, mostrando como é fácil criar utilizar o programa.

Andiamo ragazzi!
Dia 19/02, das 11h às 19h (bilheteria até às 18h).
Entrada: R$6 (Meia: R$3)
Endereço: Rua Visconde de Parnaíba, 1316. Mooca – São Paulo-SP

janeiro 22, 2017

São Paulo, 463 anos: não sou conduzido, conduzo!

O dia do aniversário de São Paulo é comemorado em 25 de Janeiro, data em que foi celebrada a primeira missa no então planalto de Piratininga, terra escolhida pelos padres jesuítas José de Anchieta e Manoel da Nobrega para iniciar o processo de catequização dos índios.

Em 1553, José de Anchieta e Manoel da Nobrega estavam em busca de um local seguro para a construção de um Colégio de Jesuítas, e saíram do litoral rumo ao interior, onde encontraram o planalto de Piratininga, que reunia as condições necessárias, e tinha um clima parecido com alguns lugares da Europa, como a Espanha.

Quando terminaram a construção do Colégio foi celebrada uma missa em 25 de Janeiro de 1554, mesmo dia em que se celebra na tradição católica a conversão do apóstolo Paulo ao cristianismo, para marcar o início daquela fase de catequização, a data que seria escolhida posteriormente como o aniversário da cidade, que passaria a ser chamada de São Paulo em razão daquela tradição.

Apesar de a data ser considerada como a fundação de São Paulo, o planalto de Piratininga somente foi reconhecido como a Cidade de São Paulo 157 anos depois com o reconhecimento do Rei de Portugal.

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São Paulo e o descaso com sua História, ou, como educar uma população…

Moro no centro de São Paulo e a cada dia que passa fico assustado com a situação de abandono que se encontra a cidade e a maioria de seus monumentos históricos. Hoje gostaria de falar sobre dois deles A Fonte Monumental, da Praça Júlio de Mesquita e a Fonte dos Desejos, no Vale do Anhangabaú.

A Fonte Monumental, da Praça Júlio de Mesquita, foi restaurada há alguns anos e já esteve em estado de abandono novamente até uns dias atrás. Vidros quebrados foram substituídos, mas moradores de rua, alguns vândalos que moram nos arredores chutam bola em seus vidros e já presenciei algumas pessoas invadindo a área cercada. Cada vez mais acho que é a população que precisa de conserto e não a cidade. Como dizia minha avó – povo sem educação tem a aquilo que merece.

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A Fonte Monumental é apenas mais um dos vários monumentos paulistanos que estão abandonados à própria sorte por toda a cidade. E, segundo o jornal O Estado de S.Paulo, seu restauro custou cerca de R$430 mil reais!

E ela, inaugurada em 1927, está mais uma vez funcionando, mas, pelo que percebo logo entrará novamente em processo de deterioração.  (more…)

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