A Simplicidade das Coisas — Augusto Martini

julho 31, 2018

Memorial da Imigração Judaica de São Paulo

Integrado ao circuito histórico cultural da Luz, composto pelo Parque da Luz, a Pinacoteca, a Estação Ferroviária, o Museu da Língua Portuguesa, o Museu de Arte Sacra e a Oficina Oswald de Andrade, surge hoje o “Memorial da Imigração Judaica”. Localizada na 1ª Sinagoga do Estado de S. Paulo, fundada em 1912, o museu guarda um amplo e valioso acervo documental destinado a valorizar a contribuição dos judeus ao desenvolvimento do Brasil.

Mais de um século depois – após reinauguração em 23 de fevereiro de 2016 – o Memorial visa preservar a memória judaica e apresentar ao público a chegada dos judeus ao país desde o período colonial, durante a presença holandesa no Recife do século 17, no Império e nos demais períodos da história nacional, incluindo um andar inteiro destinado ao Holocausto.

Atualmente, o bairro do Bom Retiro, berço das mais diferentes levas migratórias, passou a ser uma nova opção de roteiros histórico-culturais na cidade. Assim, o visitante encontrará no Memorial um espaço ímpar para honrar a memória daqueles imigrantes judeus engajados na construção do Brasil.

Entre as inúmeras peças expostas, o Memorial traz verdadeiras preciosidades, como o “Diário de Viagem de Henrique Sam Mindlin”, texto escrito em 1919, quando o garoto de apenas 11 anos; já no navio, narra sua jornada de Odessa até o Rio de Janeiro. Outra valiosa peça do acervo é o livro “Diálogos de Amor” (1558) de Leon Yehudá Abravanel de Veneza, um poeta da ascendência do apresentador Sílvio Santos. Nas vitrines é exposto um documento de mais de 250 anos, utilizado pelos judeus marroquinos como talismã, contendo algumas frases cabalísticas pedindo proteção e saúde. (more…)

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junho 14, 2018

Os muros pintados de Lyon

Cada distrito de Lyon tem sua própria identidade que foi forjada ao longo de mais de dois mil anos de história. Quais mídias, melhor do que os afrescos pintados em paredes revelariam os grandes momentos da cidade, as realizações, as descobertas e a atmosfera?

São centenas de pinturas em muros de Lyon, sendo que os principais são: Le Fresque des Lyonnais (com personalidades mundialmente famosas que nasceram em Lyon, como o chef Paul Bocuse, além do escritor do livro “O Pequeno Príncipe” e os irmãos Lumière; o “Murs des Canuts” que retrata a vida de operários franceses em Lyon (é o maior da Europa e provavelmente o mais famoso); e o “La Biblioteque de la Cité”, que representa lindamente uma biblioteca e é bem realista. As pinturas são comuns pela cidade e vale a pena explorá-las!

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Tais pinturas são parte integrante da paisagem urbana e tão reais que a gente custa a perceber que, na verdade, são pinturas. São muitas espalhadas por todos os cantos da cidade. Muita gente visita o local sem saber que eles existem e acaba não dando atenção a essas obras de arte tão típicas. (more…)

Preservação do nosso patrimônio arquitetônico de São Paulo

Há anos destruíram um edifício maravilhoso (Cine República). O local foi estacionamento por décadas e agora construíram uma caixa de vidro.
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Cine República

Infelizmente a especulação imobiliária, a falta de respeito pela nossa memória e pela nossa paisagem urbana e a indiferença levaram à destruição de inúmeros monumentos arquitetônicos da cidade de São Paulo. E o pior é que até hoje, prédios da maior relevância continuam a ser destruídos todos os dias.

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A única maneira de evitar que isso continue acontecendo é fazendo com que a sociedade comece a se interessar e a participar das questões de preservação do nosso patrimônio arquitetônico. Que tal se começarmos agora mesmo?

Leia mais sobre o Cine República

junho 8, 2018

Lyon e seus mistérios

O Parque da Tête d’Or abriu seus gramados para a visitação em 1857. Para os aficionados da caça ao tesouro, reza a lenda que uma cabeça de Cristo em ouro está enterrada no local, o que lhe rendeu o nome. Mas não vá sair cavando pelo parque que você poderá ser preso!

Os irmãos Buhler, paisagistas suíços, deram ao ambiente um aspecto de jardim inglês ornado de um jardim botânico, um jardim zoológico e um lago, além de muitos outros edifícios, como as grandes estufas, o velódromo, o chalé dos guardas. Mais tarde, um memorial aos mortos foi erguido na ilha dos Cygnes. Os apreciadores de rosas nunca deixam de visitar o roseiral, que conta com mais de 30 mil roseiras de 350 diferentes variedades.

O parque da Tête d’Or é o lugar favorito dos lionenses de todas as gerações para caminhadas e piqueniques. Cada visitante desfrutará do melhor do parque segundo suas preferências: passeios românticos pelo lago, aulas de ioga no gramado, caminhadas entre os canteiros de flores, piqueniques gourmet à sombra dos cedros do Líbano, corridas de bicicleta…

Parc de la Tête d’Or
69006 Lyon

Fone: +33 (0)4 72 10 30 30

O Velho Lyon

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Aos pés da colina de Fourvière, o Velho Lyon tem o nome bem apropriado, pois o bairro data da idade média. Foi naquela época que as primeiras traboules (passagens de pedestres) foram construídas para facilitar o transporte de mercadorias das praias do Ródano até as casas sobre pilotis. (more…)

junho 6, 2018

Lyon – a cidade das luzes

Com a proteção Nossa Senhora de Fourvière, entre os rios Ródano e Saône, a poucas horas dos Alpes e do Mar Mediterrâneo, Lyon, também conhecida como a cidade das luzes ,convida para uma viagem pelos séculos de sua história e a descoberta de suas riquezas ao sabor dos passeios que oferece.

Testemunha de uma história tumultuada, de mais de 2.000 anos, orgulho da Renascença, basta mergulhar na Vieux Lyon (Velha Lyon) para sentir todas as inspirações multiculturais da cidade. Flanar, se perder nos traboules (passagens típicas entre os prédios) de Croix-Rousse e, por um momento, imaginar o ritmo alucinante dos artesãos de seda, os célebres Canuts (trabalhadores têxteis). Lembrar-se também das brincadeiras lendárias de Guignol e do delicioso aroma que escapa das marmitas das “mães de Lyon”. Esta é Lyon… Com seus bouchons, cervejarias e restaurantes estrelados, Lyon é a capital da gastronomia francesa e seus inúmeros chefes brilham no firmamento da grande cozinha. O Bocuse d’Or – em referência a Paul Bocuse, seu embaixador mais ilustre, falecido em janeiro de 2018 (um dia antes de minha chegada na cidade) – agora premia a experiência culinária do mundo inteiro.

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Esta cativante cidade apresenta também muitas outras facetas, tão refinadas quanto excepcionais. As Bienais e os Festivais vão se sucedendo ao longo do ano: a dança contemporânea flerta com os shows de rock, enquanto as artes são expostas no Museu das Confluences. No verão, o lume das estrelas é parte integrante dos shows de rock Noites de Fourvière, e no inverno, a Festa das Luzes abraça a noite com seus movimentos de mil brilhos. Na Rive Gauche (margem esquerda), o espírito criativo é mais do que nunca expressado nas paredes dos imóveis, que se revestem de murais gigantes, ilustrando a história local passada e contemporânea. Cidade sede da Eurocopa 2016, vários jogos foram disputados em seu novíssimo Estádio das Luzes. (more…)

maio 6, 2018

04 dias em Viena, na Áustria

Viena é conhecida como a Capital Mundial da Música, pois nela está gravada a história de compositores tão influentes como Mozart, Beethoven ou o rei das valsas, Johann Strauss. No inverno, um manto de neve cobre a cidade dando-lhe uma aura de beleza e encanto. Nos meses mais quentes, os parques, as esplanadas e as elegantes boulevards enchem-se de pessoas. Vale a pena visitar os Palácios de Hofburg que conta com mais de 600 anos de história, seus museus, a Biblioteca Nacional, onde você pode admirar o Tesouro Imperial. O enorme Palácio e os jardins de Schönbrunn são equiparáveis a Versailles. Visite também o Palácio Belvedere e não perca a esplendorosa e sofisticada Casa da Ópera, símbolo máximo das artes de Viena.

A Catedral de Santo Estêvão e a Igreja de S. Carlos Borromeu não o deixarão indiferente bem como um passeio pela Avenida Ringstrass e pelas suas suntuosas praças. A riqueza cultural é imensa com vários museus de interesse. Não deixe de visitar o Quarteirão dos Museus, espaço com vários museus, restaurantes e esplanadas e a Casa de Mozart, grande influência na cultura musical austríaca. Não deixe de frequentar os muitos e conhecidos cafés vienenses. Se tiver oportunidade faça um cruzeiro pelo maravilhoso rio Danúbio.

Terra de imperadores, compositores e artistas, a capital austríaca, situada nas margens do Danúbio, foi considerada a cidade com maior qualidade de vida do Mundo. Caracterizada por uma mistura única de tradições imperiais e arquitetura moderna impressionante, Viena é famosa pelos seus eventos culturais, pontos turísticos, cafés, tabernas de vinho e encanto especial.

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abril 8, 2018

Praga é a joia da Europa Central

Mil anos de arquitetura dentro de alguns quilômetros quadrados. Talvez não exista outra cidade no mundo, onde você possa vivenciar a história inteira da Europa. A arquitetura de Praga quase não sofreu danos nas guerras mundiais. Assim, hoje é fácil imaginar como era sua vida nos séculos passados. E entender melhor a época dos fidalgos, alquimistas, artesãos, comerciantes e reis. Visitar Praga é fazer o tempo parar e ressuscitar a alma dos tempos passados.

Uma arquitetura surpreendente que nos transporta para o mundo dos contos de fadas, pontes e mais pontes, castelos, ruazinhas em zigue-zague, um rio que atravessa a cidade… Bem-vindo à mágica cidade de Praga!

A capital da República Checa é a maior cidade do país, estendendo-se por 496 km2, e possui uma população aproximada de 1,23 milhões de habitantes, que a torna também na cidade mais populosa do país.

Praga, a quem chamam “a cidade das cem torres”, apesar de contar com mais de 500 torres e miradouros, é considerada uma das cidades mais bonitas da Europa e do mundo. Razões não faltam! A beleza arquitetônica dos seus monumentos, a hospitalidade dos seus cidadãos e a excelente cerveja produzida na região (é lá que é produzida a cerveja que aparece nos Simpsons – Duff Beer!) fazem desta cidade um destino turístico de excelência para todos aqueles que decidem visitar a República Checa.

O coração da cidade estende-se junto às margens do rio Vltava, que percorre Praga por 30 km, e está dividido em zonas, que antigamente eram independentes e se juntaram durante o século XVIII. Estas zonas são a Cidade Velha, a Cidade Nova, a Cidade Pequena, o complexo de Hradcany e Vyšehrad. É nestas regiões que se encontram a maioria dos monumentos, museus e galerias de Praga, sendo por isso as zonas onde há a concentração de muitos turistas.

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março 11, 2018

Birkenau – visita triste, mas necessária

Nos posts anteriores sob esse tema – Holocausto Judeu – não citei a causa principal de minha visita a lugares que presenciaram o que há de pior na raça humana. Aqui em meu edifício residia até essa semana um sobrevivente do campo de Birkenau. Quando soube que iria até a Cracóvia teve longa conversa comigo contando sua passagem pelo campo – foi tatuado com o número 83.652 (tinha 17 anos – nasceu em 17 de dezembro de 1927). Ali morreram seus pais e outros familiares e fez-me uma recomendação: vá, veja, sinta, e fotografe, principalmente o barracão 21, onde estive. Depois mostre-me as fotos. E assim o fiz.

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No campo de Birkenau, os nazistas construíram a maioria dos estabelecimentos para extermínio em massa, nos quais assassinaram cerca de um milhão de Judeus-europeus. Birkenau, ao mesmo tempo, foi o maior campo de concentração (mais de 300 barracos primitivos, a maioria de madeira), onde, no ano de 1944, encontravam se mais de 90 mil prisioneiros: Judeus, Polacos, Ciganos, cidadãos da URSS e outros. No terreno do antigo campo conservaram-se lugares cheios de cinzas humanas e vários objetos do campo. No grande espaço do campo, conservaram-se dezenas de primitivos barracos para prisioneiros e centenas de ruínas de barracos demolidos, que formam a específica arquitetura do campo de Auschwitz, que existia com um único objetivo: exterminar pessoas.

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março 9, 2018

Linha do tempo da História de Auschwitz – Birkenau

O segundo relato de minha viagem de férias será doloroso. No dia 26 de janeiro visitei os campos de concentração de Auschwitz I e Auschwitz II Birkenau. Um dia antes da comemoração do Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto.

Esta é uma data dedicada a homenagem das milhões de pessoas que foram torturadas e mortas nos campos de concentração comandados pela Alemanha Nazista, durante a Segunda Guerra Mundial. Dentre as milhões de vidas perdidas pelas mãos dos nazistas, a maioria eram judeus, negros, homossexuais e ciganos, Polacos, Romenos, prisioneiros de guerra soviéticos e outras pessoas inocentes  – grupos sociais que eram considerados “inferiores”, de acordo com a ideologia Nazi.

No total, estimam-se que tenham sido assassinadas mais de seis milhões de judeus durante o Holocausto.

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A dimensão da crueldade que foi o Holocausto é tão assustadora que, para tentar evitar episódios semelhantes no futuro, foi criada a UNESCO – Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura.

O Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto foi criado por iniciativa da Organização das Nações Unidas (ONU), através de uma Assembleia Geral, pela resolução 60/7, de 1 de dezembro de 2005.

O 27 de Janeiro foi escolhido por ter sido o dia, em 1945, que aconteceu a libertação do campo de concentração de Auschwitz, considerado o principal do regime nazista.

Auschwitz é uma dor interminável na consciência do mundo e é exacerbada por quem visita o lugar. Mas é algo que todo ser humano precisaria vivenciar. Os restos de um campo de concentração e extermínio alemão trazem à memória os momentos mais escuros da História da humanidade.

Estou escrevendo mais dois posts sobre o assunto. Neste, segue o Cronograma destes dois campos

Cronograma da História de Auschwitz – Birkenau

1939

  • 1° de Setembro – A Alemanha Nazista ataca a Polônia. Eclosão da II Guerra Mundial.
  • Fim do ano – Por motivo de prisões em massa de Polacos e superlotação das prisões na Alta Silésia e em Zagłębie Dąbrowskie, surge, no Departamento de Comando Superior da SS e Polícia em Wrocław, o projeto de abrir um campo de concentração para Polacos.

1940

  • 27 de Abril – Após uma série de inspeções em diversos lugares, o comandante da SS, Heinrich Himmler, dá a ordem de abrir um campo de concentração em Oświęcim, que ficou sendo chamado de Auschwitz, no terreno do antigo quartel polaco de artilharia.
  • 14 de Junho – As autoridades alemãs enviam para Auschwitz o primeiro transporte de prisioneiros políticos – 728 Polacos, entre eles, um pequeno grupo de Judeus polacos. Esse dia é reconhecido como o início do funcionamento do campo. Durante os anos 1940- 1945, foram registrados, cerca de 400 mil prisioneiros, destes, 270 mil homens.
  • 19 de Junho – A primeira expulsão da população local, com objetivo de livrar-se das testemunhas dos crimes, para impossibilitar contatos com os prisioneiros e dificultar, assim, a realização de fugas. As expulsões seguintes estarão relacionadas com os planos de aumento do campo de Auschwitz. No total, os alemães expulsaram de Oświęcim e das vilas próximas, pelo menos 5 mil polacos. Além disso, deportaram toda a população judia de Oświęcim – cerca de 7 mil pessoas, para os guetos próximos. Foram destruídas oito vilas e desmontados mais de 100 prédios que se encontravam no terreno da cidade de Oświęcim, nas vizinhanças do campo.
  • 6 de Julho – Escapa o primeiro prisioneiro: Tadeusz Wiejowski. Em toda a História do campo, com um total de mais de um milhão de pessoas deportadas, tentaram escapar centenas de prisioneiros. A maioria foi de Polacos, prisioneiros de guerra soviéticos e Judeus. As fugas tiveram êxito para menos de 150 pessoas.
  • Outono – O movimento de resistência polaco envia informação sobre o campo, para o governo polaco no exílio em Londres.
  • 22 de Novembro – Primeira execução por fuzilamento. Foram executados 40 Polacos.

1941

  • 1° de Março – Pela primeira vez chega a Auschwitz o comandante da SS, Heinrich Himmler, para realizar inspeção. Ordena, entre outras coisas, o aumento do campo e o envio de 10 mil prisioneiros para trabalhar na construção de estabelecimentos industriais para o consórcio da IG Farbenindustrie.
  • 23 de Abril – Como castigo pela fuga de um prisioneiro, o comandante Rudolf Höss, pela primeira vez, condena 10 prisioneiros à morte por fome.
  • 6 de Junho – Primeiro transporte de prisioneiros políticos tchecos. Início da deportação de prisioneiros não-polacos para Auschwitz.
  • 3 de Setembro – Primeiro assassinato em massa de pessoas com o uso do gás Cyklon B. Morrem cerca de 600 prisioneiros de guerra soviéticos e 250 Polacos.
  • Outono – As autoridades do campo abrem a primeira câmara de gás em Auschwitz I.
  • Outubro – Criação do campo para prisioneiros de guerra soviéticos, no terreno de Auschwitz I. – Início da construção da segunda parte do campo, Auschwitz II-Birkenau, no terreno de uma vila demolida: Brzezinka.
  • 11 de Novembro – A primeira execução na Parede da Morte, onde os nazistas fuzilam 151 prisioneiros polacos.

1942

  • Início do ano – Começo do extermínio em massa dos Judeus, nas câmaras de gás.
  • Março – Início da deportação para Auschwitz de 27 mil Judeus da Eslováquia e 69 mil Judeus da França.
  • 1° de Março – Início do funcionamento do campo Auschwitz II Birkenau.
  • 26 de Março – Em Auschwitz, são presas as primeiras 2 mil mulheres das 130 mil registradas no campo, até o fim de sua existência.
  • Março-Junho – Uso de câmaras de gás provisórias no terreno ao lado do campo Auschwitz II-Birkenau.
  • Primavera – Início do funcionamento da chamada Judenrampe, localizada entre os campos de Auschwitz I e Auschwitz II-Birkenau, onde eram recebidos os transportes de Judeus, e também de Polacos, Ciganos e prisioneiros de outras nacionalidades.
  • Maio – Início das deportações para Auschwitz de 300 mil Judeus da Polônia e 23 mil Judeus da Alemanha e Áustria.
  • 4 de Maio – A SS realiza a primeira seleção no campo de Birkenau. Os prisioneiros escolhidos são assasinados nas câmaras de gás.
  • 10 de Junho – Revolta e tentativa de fuga em massa de cerca de 350 prisioneiros polacos, da companhia de castigo em Birkenau. Sete deles conseguiram escapar, foram mortos mais de 300.
  • Julho – Início das deportações para Auschwitz de 60 mil Judeus da Holanda.
  • Julho – Início de funcionamento do subcampo de Golleschau junto à fábrica de cimento em Goleszów, perto de Cieszyn – primeiro dos cerca de 50 subcampos de Auschwitz.
  • 29 de Julho – Primeira informação sobre o extermínio de Judeus nas câmaras de gás de Auschwitz, passada aos aliados por uma fonte alemã. Seu autor foi Edward Schulte, industrial alemão e antinazista. A partir do outono de 1940, os aliados são regularmente informados sobre o que acontece em Auschwitz. Estas informações são enviadas principalmente pelo governo polaco, no exílio em Londres, que todo o tempo mantém contato com o movimento polaco de resistência, que atuava tanto no campo como nas suas proximidades.
  • Agosto – Início das deportações para Auschwitz de 25 mil Judeus da Bélgica e 10 mil Judeus da Iugoslávia.
  • 30 de Outubro – Junto à fabrica de borracha sintética, construída pela IG Farbenindustrie, surge o subcampo de Buna, chamado depois de Auschwitz III-Monowitz. Durante os anos de 1942-1944 surgem 47 subcampos e comandos exteriores de trabalho de KL Auschwitz. Os prisioneiros enviados a estes, trabalhavam principalmente em empresas industriais alemãs.
  • Outubro – Início das deportações para Auschwitz de 46 mil Judeus do Protetorado da Boêmia e Morávia.
  • Dezembro – Primeiro transporte de Judeus da Noruega. Num total de dois transportes, chegam cerca de 700 pessoas.
  • 13 de Dezembro – Primeiro transporte de Polacos expulsos da região de Zamość, de acordo com a realização do plano nazista “Generalplan Ost” (Plano Geral do Oriente) – expulsão e extermínio de cerca de 50 milhões de Eslavos (Polacos, Russos, Bielorrussos, Ucranianos e outros) e colonização da Europa Central e Oriental por alemães. As terras polacas eram as primeiras da fila.
  • Final do ano – Os médicos da SS começam experimentos de esterilização em prisioneiros e prisioneiras.

1943

  • 26 de Fevereiro – É criado em Birkenau o chamado campo familiar para Ciganos.
  • Março – Início das deportações de 55 mil Judeus da Grécia.
  • 22 de Março – 25 de Junho – As autoridades do campo iniciam o trabalho de quatro crematórios com câmaras de gás em Auschwitz II-Birkenau.
  • 7 de Junho – Trabalhadores civis da empresa Krupp iniciam a montagem de máquinas, em pavilhões alugados das autoridades do campo. Na construção do campo de Auschwitz, fazem parte centenas de firmas alemãs, muitas delas – como por exemplo a IG Farbenindustrie e a Siemens – ganhavam lucros adicionais por usar o trabalho escravo dos prisioneiros do campo.
  • 19 de Julho – Na maior execução pública, como castigo por uma fuga de alguns prisioneiros e por contato com a populacao civil, os soldados da SS enforcam 12 prisioneiros Polacos.
  • 9 de Setembro – Formação, em Birkenau, do chamado campo familiar de Theresienstadt para Judeus daquele gueto.
  • Outubro – Início da deportação de 7,5 mil Judeus da Itália.

1944

  • Maio – Aviões aliados que sobrevoam Auschwitz realizam fotos aéreas. Nas fotografias feitas nos meses seguintes, são visíveis câmaras de gás e fogueiras. Em agosto, começam os bombardeios americanos e britânicos sobre as fábricas de borracha sintética e combustíveis líquidos do consórcio alemão IG Farbenindustrie, localizado a alguns quilômetros de Birkenau.
  • 16 de Maio – Começa a ser usado o ramal ferroviário no interior do campo, possibilitando a chegada de transportes dos deportados diretamente junto às câmaras de gás nr. II e III do campo de Auschwitz II-Birkenau. Início das deportações para Auschwitz de cerca de 438 mil Judeus da Hungria.
  • 10–12 de Julho – O chamado campo familiar de Theresienstadt é liquidado. Os nazistas assassinam cerca de 7 mil Judeus nas câmaras de gás.
  • Agosto – Início das deportações para Auschwitz de 67 mil Judeus do gueto de Litzmannstadt (Łódź).
  • 2 de Agosto – O chamado “campo familiar Cigano” é liquidado – a SS extermina, nas câmaras de gás, cerca de 3 mil Ciganos.
  • 12 de Agosto – Início das deportações de 13 mil Polacos para Auschwitz, depois de prisões em massa, após o início do Levante de Varsóvia.
  • 7 de Outubro – Revolta do Sonderkommando. Durante a revolta morrem 3 membros da SS e 450 prisioneiros do Sonderkommando; prisioneiros judeus são forçados a queimar os cadáveres das vítimas nos crematórios.
  • Novembro – Interrupção da ação de extermínio em massa dos Judeus nas câmaras de gás.

 1945

  • 6 de Janeiro – Última execução de cerca de 70 Polacos, condenados à morte pelo tribunal sumário alemão. Quatro judias que foram condenadas à morte, por ajudarem na preparação da revolta do Sonderkommando, morrem enforcadas na última execução em público.
  • 17 de Janeiro – Início das Marchas da Morte – os soldados da SS evacuam cerca de 60 mil prisioneiros de KL Auschwitz.
  • 21-26 de Janeiro – Os alemães explodem as câmaras de gás e crematórios em Birkenau.
  • 27 de Janeiro – 7 mil prisioneiros são libertados em Auschwitz por unidades do exército.

fevereiro 28, 2018

Cracóvia – uma grande surpresa!

Escolhi a cidade de Cracóvia como meu primeiro destino nessas férias, por ser uma das mais antigas cidades da Polônia. Segundo reza a lenda, foi construída em cima de uma caverna de um dragão que o mítico rei Krak matou. No entanto, a primeira menção oficial do nome da cidade foi feita em 966 por um mercador judeu da Espanha, que a descreveu como um centro importante na Europa eslava.

Foi capital do governo geral nazista durante a II Guerra Mundial. Tanto o centro histórico como o bairro judeu estão repletos de cafés, lojas e “pubs” e a Praça do Mercado, enorme, é um verdadeiro banquete medieval para os sentidos.

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Situada nas margens do rio Vístula, a cidade remonta ao século VII. Tradicionalmente um dos principais centros da vida acadêmica, cultural e artística da Polônia e um dos polos econômicos mais importantes, foi Capital Europeia da Cultura no ano 2000.

Há muito para ver e fazer em Cracóvia. Pode-se visitar monumentos seculares impressionantes, deliciar-se com vistas encantadoras, obras de arte fantásticas e curiosidades impressionantes. (more…)

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