A Simplicidade das Coisas — Augusto Martini

dezembro 28, 2018

Viagens – programe-se, aproveite-as, mas sobretudo aprenda!

Que eu adoro viajar todos que passam por aqui já sabem. Minhas viagens são sempre econômicas, mas busco tirar o máximo que posso de cada lugar. Ver, aprender, conviver, tudo isso sem gastar muito. Esse é o meu lema.

Em minhas viagens, muitas vezes vejo as pessoas fazendo uma foto e saindo rápido em busca do próximo local para uma selfie. Acabam não aprendendo nada sobre o local, não leem nada a respeito antes, durante ou depois da visita, não interagem com os locais de verdade. Querem apenas mostrar que estiveram no local, que comeram tal comida em tal lugar…

Meus queridos, se vocês podem viajar, tendo ou não condições para tudo o que gostariam de fazer, façam uma viagem envolvente, que mude algo em vocês! Leiam a respeito, pesquisem e vivenciem o local, não se prendam aos clichês dos pontos turísticos ou do restaurante famoso.

Minhas viagens são sempre muito bem planejadas, com passagens e trechos comprados antes, para não correr o risco de entrar em uma furada. De chegar ao local e ter que enfrentar uma fila gigante para comprar a entrada. Então, ao pensar em uma viagem, tomem coragem, planejem-se financeiramente e em relação ao tempo e as dificuldades que poderão enfrentar.

Sou daqueles que sempre viajam com pouco dinheiro, ficando em Airbnbs da vida, visitando supermercados, comendo comida feita em casa, pegando caronas de bla bla car.  E saibam, isso é possível, mas que as vezes exige muito esforço e planejamento! E vale a pena! Eu garanto!

Da forma como vocês decidirem suas viagens, por favor, viajem com a cabeça aberta e voltem diferentes, aprendendo mais e mais sempre!

Abaixo, compartilho um texto que li na internet e que gostei muito. Vai ao encontro de tudo o que penso!

Boas férias!!

“Eu sempre acreditei que, ao fazer uma viagem, o mais importante é ter a cabeça aberta. Cabeça aberta e livre de preconceitos pra entender a cultura que você está emergindo. Pra experimentar as comidas típicas. Pra conversar com os locais além de taxista, garçom e atendente do hotel. E eu te peço, não vá viajar apenas como turista, pra tirar algumas fotos em frente à monumentos, postar no Instagram e voltar pra casa. Explore os lugares que você visita. Converse com as pessoas, ande sem direção pelas cidades, mergulhe de cabeça nas diferentes culturas que você conhecer ao longo da sua vida. Deixe o mapa de lado e se perca. As vezes é se perdendo por uma cidade desconhecida que você se encontra na vida. Se for um país pobre, não ande com medo dos locais. Se for um país rico, não o ache melhor que os demais países. Entenda e respeite as diferenças de cada lugar. Dessa forma, você terá sempre um pouquinho de cada cultura dentro de si, e nunca andará sozinho por aí. Não volte de uma viagem do mesmo jeito que chegou, apenas com umas fotos bonitas a mais no celular e uns dólares a menos na conta do banco. Volte sempre diferente, com novos aprendizados, novos amigos, novas histórias. O conhecido já estará te esperando em casa, pra quando você voltar. Fuja o máximo possível dele enquanto estiver longe. Brinque com as crianças na rua, compre comida nas feiras, ande de transporte público, se vista com as roupas típicas, saia a noite com os locais. Se uma viagem não te desafiar a sair da sua bolha, ela não estará te agregando em nada. Crie laços com o desconhecido, é ele que vai te levar mais longe.” Texto da Amanda Areias disponível no: Mochila Brasil.

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agosto 30, 2018

X CONCURSO FOTOGRÁFICO “RIO CLARO REVELA SUA HISTÓRIA” – 2018

 X CONCURSO FOTOGRÁFICO “RIO CLARO REVELA SUA HISTÓRIA” – 2018
 REGULAMENTO
O Concurso Fotográfico “Rio Claro Revela sua História”, regulamentado pela Lei Municipal nº 4648 de 17 de dezembro de 2013, é um projeto do Arquivo Público e Histórico do Município de Rio Claro “Oscar de Arruda Penteado”, com o apoio da Secretaria Municipal de Cultura, que objetiva reconhecer a importância da fotografia como documento, produzir acervo iconográfico e atualizar o registro da história recente da cidade.
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Tema: “Cartões Postais: um olhar atual sobre Rio Claro”
Cartões postais são um convite à viagem! Constituem “imagem-lembrança”, cuidadosamente escolhida de uma obra ou de uma paisagem, como um emblema afetuoso aos que estão distantes, procurando estabelecer uma comunicação entre ausentes, por meio de imagens – geralmente ruas, monumentos e praças de uma cidade – que expressam vínculos e memórias afetivas. Segundo Schapochnik (1998, p.427), “os cartões postais nos oferecem um ‘mapa com a geografia das nossas lembranças’. O ato de revisitá-los é uma oportunidade para surpreender as centelhas do passado que evocam o cotidiano e emoções”.

junho 8, 2018

Lyon e seus mistérios

O Parque da Tête d’Or abriu seus gramados para a visitação em 1857. Para os aficionados da caça ao tesouro, reza a lenda que uma cabeça de Cristo em ouro está enterrada no local, o que lhe rendeu o nome. Mas não vá sair cavando pelo parque que você poderá ser preso!

Os irmãos Buhler, paisagistas suíços, deram ao ambiente um aspecto de jardim inglês ornado de um jardim botânico, um jardim zoológico e um lago, além de muitos outros edifícios, como as grandes estufas, o velódromo, o chalé dos guardas. Mais tarde, um memorial aos mortos foi erguido na ilha dos Cygnes. Os apreciadores de rosas nunca deixam de visitar o roseiral, que conta com mais de 30 mil roseiras de 350 diferentes variedades.

O parque da Tête d’Or é o lugar favorito dos lionenses de todas as gerações para caminhadas e piqueniques. Cada visitante desfrutará do melhor do parque segundo suas preferências: passeios românticos pelo lago, aulas de ioga no gramado, caminhadas entre os canteiros de flores, piqueniques gourmet à sombra dos cedros do Líbano, corridas de bicicleta…

Parc de la Tête d’Or
69006 Lyon

Fone: +33 (0)4 72 10 30 30

O Velho Lyon

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Aos pés da colina de Fourvière, o Velho Lyon tem o nome bem apropriado, pois o bairro data da idade média. Foi naquela época que as primeiras traboules (passagens de pedestres) foram construídas para facilitar o transporte de mercadorias das praias do Ródano até as casas sobre pilotis. (more…)

outubro 20, 2017

Fazesp – Escola Fazendária de São Paulo

 

Parte de uma série de construções escolares realizadas pelo Estado no início do século 20, a Escola do Carmo foi recuperada para abrigar a Escola de Administração Fazendária (Fazesp) – onde trabalho. Houve um primeiro projeto de recuperação que teve início em 1999 e que terminou em 2002 e outro, mais recente, que teve início em 2015 foi finalizado em 2016.

O edifício, de linguagem neoclássica com a inserção de elementos art nouveau, passou por metódico trabalho de recomposição. A área do terreno é de 1.068,25 m2 e a área construída é de 2.834,96 m2.

 

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Exemplar representativo da arquitetura escolar do início do século passado, o conjunto foi projetado pelo arquiteto alemão naturalizado brasileiro Carlos Rosencrantz, funcionário, desde 1913, da antiga Diretoria de Obras Públicas da Secretaria da Agricultura.

A Escola do Carmo é um de seus primeiros projetos, feito com Achilles Nacarato. Retrato das alterações pelas quais passou a cidade, a edificação declinou junto com o centro e – curiosamente – ressurge no momento em que ele está sendo redescoberto.

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outubro 19, 2017

O que é um museu?

O da Santa Casa de São Paulo valoriza o ensino e a pesquisa, buscando aproximar os visitantes

*June Locke Arruda, O Estado de S.Paulo

Quem nunca ouviu o ditado popular que diz que “quem vive de passado é museu”? Isso vem do fato de que museu ainda está relacionado a um lugar que guarda coisas antigas, que não têm mais utilidade para ninguém, ou, num linguajar mais popular, coisas velhas mesmo!

museu

Contudo já paramos para pensar qual a origem dessa história? Quando e por que se começou a reunir peças e objetos em forma de coleções? Qual a relevância que essa instituição teve ao longo dos séculos e que magnitude ela tem nos dias de hoje? Vejamos.

A origem etimológica da palavra museu vem do grego e quer dizer musas. As musas eram entidades da mitologia grega, filhas de Zeus e de Mnemosine, a deusa da memória. A casa das musas era o mouseion, uma mistura de templo com instituição de pesquisa voltada para o saber filosófico, onde eram depositados objetos preciosos oferecidos às divindades em sinal de agradecimento. A partir de então, todo objeto reunido ou compilado num determinado espaço com o intuito de contar ou resgatar alguma área do conhecimento passou a ser relacionado à palavra museu. (more…)

setembro 22, 2017

A minha Primavera e a Primavera de Botticelli!

Quem não acorda com saudades de qualquer coisa?
Eu acordo sempre com saudade de ver os raios de sol entrarem pela janela em minha casa de infância, saudades do tempo perdido que uma pessoa não aproveitou como devia ser, saudades de um pouco de tudo…
A saudade é a luz viva e nítida que ilumina a estrada do passado. Hoje acordei com saudades da Primavera de antigamente… O tempo tem estado tão maluco que as estações do ano não são mais tão definidas.

De quanto criança, lembro da chuva, do nevoeiro, do  frio…

Mas hoje,  estamos na Primavera. A estação mais bela do ano! Céu claro, pássaros cantando, a vida florescendo. Luz para o corpo e alma.

Lembrei-me de partilhar com vocês este quadro de Sandro Botticelli. Porque o belo nos enche o peito! Porque a natureza nos devolve sentimentos adormecidos!

Feliz Primavera!

A Primavera vai entrando no jardim, lançando flores por onde passa, perfumando tudo, enchendo tudo de maravilha.

Esta obra foi criada no ano de 1482. Época em que os pintores renascentistas inspiravam-se em fábulas mitológicas para realizarem as obras destinadas a adornar edifícios. O quadro “A Primavera” foi encomendado por Lorenzo di Pierfrancesco de Médicis para ser colocado na villa Mediceia de Castello.  (more…)

julho 2, 2017

Vila Maria Zélia – um tesouro no centro de São Paulo

Post publicado originalmente em 11/01/2014

A Vila Operária Maria Zélia, foi construída para ser uma pequena cidade. Foram feitas 220 casas, com duas escolas, uma para meninas e outra para os meninos, ambulatório e serviço odontológico, uma praça principal com uma igreja ladeada por dois prédios idênticos, onde funcionavam o comércio, com farmácia, açougue, sapataria, armazém, salão de festas, e um clube, com um campo de futebol. Foi a primeira vila operária a ter uma creche para os filhos dos operários.

Moro em São Paulo há 11 anos, mas, sempre mantenho meu pé no interior do estado, onde nasci. Aqui na capital, procurei um apartamento que tivesse “cara” de casa. Hoje, vivo nesse apartamento que tem até uma pequena área externa, o que é um privilégio para quem mora na capital.

O inconveniente – pagar condomínio! Assim, de uns tempos para cá estou procurando um sobrado ou casa para possível  troca.

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E lembrei  que há algum tempo, o Luiz e o Fabrício, amigos aqui da capital, me convidaram para assistir uma peça de teatro  que seria encenada em um  armazém de uma antiga vila de operários.  Cheguei, junto com eles, na Vila Maria Zélia. Fomos assistir a uma peça chamada “Hygiene”, apresentada no antigo armazém geral da Vila, escrita, concebida, dirigida e encenada pelo Grupo XIX de Teatro, que transforma praças, cadeias, hospitais, passagens subterrâneas, em “salas de teatro”.

Fiquei encantado. A Igreja, bem em frente, é simples, pequena e singela. As pequenas casas de inspiração europeia, infelizmente abrasileiradas no acabamento das fechadas, convivem em perfeita harmonia. Não há disparidades. Nada é ofensivo. Não há miséria, mas também não há ostentação.

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Maria Zélia Street

No final da vila, um pequeno clube, com churrasqueira, quadra, campo de futebol e mesinhas para jogos de cartas ou dominó. O clima de interior é reforçado pelas hortaliças cultivadas em um canteiro, pelas crianças andando de bicicletas e pelos gatos perambulando nas ruas.

A sensação é de estar em uma cidade cenográfica. Moradores disseram que é sempre utilizada para comerciais, novelas e longas-metragens, como o filme O Corinthiano (1966), com Mazzaropi. (more…)

abril 16, 2017

História de vida – Virgínia Rosin Calore Martini

Virgínia  Rosin Calore Martini – História de vida

  • nascimento: 28 de novembro de 1902
  • Falecimento: 07 de setembro de 1995

Entrevista realizada no ano de 1993

Entrevistador – Augusto Jeronimo Martini

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1) A Sra. tem sete filhos, 25 netos e 22 bisnetos. Gostaria que me contasse onde nasceu. Foi aqui em Rio Claro mesmo?

– Foi lá Eritréia.

2) Onde é este local?

  • Fica prá cá de Ajapí. Não era fazenda. Era sítio. Eritréia era um bairro.

3) A Sra. nasceu na maternidade ou em casa?

  • Nasci em casa. Através de uma parteira.

4) O que a Sra. lembra da infância?

– De lá. Eu lembro a casa onde ficava. O lugar, o que tinha. O café, bananeiras. Meu pai plantava milho, feijão… Éramos em 10 irmãos. Hoje, vivos tem apenas três. Duas mulheres e um homem.

5) E as brincadeiras de infância?

  • A gente não tinha nada para brincar. Andávamos pelas roças, pelo café, pulávamos barrancos. Nossas brincadeiras eram essas…

6) E trabalho? Começou muito cedo? (more…)

março 19, 2017

Convento e Santuário de São Francisco de Assis, em São Paulo

Em alguns domingos, costumo frequentar a missa no Convento e Santuário de São Francisco de Assis, que fica no centro de São Paulo. É uma missa linda e leve, lindamente celebrada, com música tocada e cantada ao violão por um rapaz de uma linda voz e que ao final sempre acaba com a apresentação de uma música tocada na gaita por um dos freis. É uma dessas cerimônias que a gente sai leve e feliz.

A igreja fica no Largo de São Francisco. “Largo” significa qualquer área urbana mais espaçosa do que as ruas que intercepta. Um desses espaços no centro da capital, é o Largo São Francisco, que abriga alguns marcos da história paulistana e é considerado o principal conjunto de arquitetura barroca da cidade. Nele estão instaladas a Faculdade de Direito da USP, a Igreja São Francisco de Assis e a Igreja Chagas do Seráfico Pai São Francisco. O local também é tido como o marco zero de uma das mais importantes avenidas de São Paulo, a Brigadeiro Luís Antônio.

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A Igreja de Ordem Primeira, ou simplesmente Igreja São Francisco de Assis, começou a ser construída em 1642. Inaugurada em 1647, ela foi construída em taipa de pilão e suas paredes têm 1,5 metros de espessura. Reformas no século XVIII dotaram características barrocas até que, em 1884, a fachada foi modificada e a entrada central foi aberta. Seu interior é simples, mas conta a história dos padres franciscanos em imagens, inclusive algumas portuguesas de grande valor como a de São Francisco, considerada a mais bela de um convento franciscano no país. Também é possível admirar pinturas da Virgem e de São Benedito. (more…)

março 11, 2017

Lembranças, saudades e cheiros de infância…

“… As pessoas podiam fechar os olhos diante da grandeza, do assustador, da beleza, e podiam tapar os ouvidos diante da melodia ou de palavras sedutoras. Mas não podiam escapar do aroma. Pois o aroma é um irmão da respiração. Com esta, ele penetra nas pessoas, elas não podem escapar-lhe caso queiram viver. E bem para dentro delas é que vai o aroma, diretamente para o coração, distinguindo lá categoricamente entre atração e menosprezo, nojo e prazer, amor e ódio. Quem dominasse os odores dominaria o coração das pessoas.”   

Trecho do livro “O Perfume”, do escritor alemão Patrick Süskind

Minha mãe, aos dezesseis anos

Minha mãe, aos dezesseis anos

Os anos vão passando e a gente vai lembrando as coisas boas que aconteceram há muitos anos atrás. São memórias que fazem parte de nossas vidas… E se tais recordações trouxerem coisas boas, a isto chamamos de saudades. Tenho saudades de brincar na enxurrada da rua quando chovia. Tenho saudade de apanhar frutas direto do pé, de brincar nos bancos de areia que tinha em frente a minha casa. Tenho saudades dos meus amigos de infância; tenho saudades do cheiro dos lençóis limpos pendurados no varal e de quando passava correndo por eles… De olhos fechados, o pano deslizando sobre meu rosto enquanto eu corria… Tenho saudades de minhas idas ao barbeiro o qual recebia os clientes com aquela sua capa branca característica. Tenho saudades do cheiro da água velva que ele passava no “pé do cabelo” e que dava um friozinho por toda a cabeça.  (more…)

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