A Simplicidade das Coisas — Augusto Martini

setembro 29, 2020

A comida é um reflexo da nossa vida, das nossas relações, da nossa história

Fazer um bolo não é só bater gemas e açúcar, claras, colocar farinha, fermento, manteiga e leite. O jeito de fazer esse bolo, de preparar alimentos, pode mostrar a história de uma família, suas tradições, seus caminhos. O cheiro que vem da cozinha não nos induz apenas que haverá bife com cebolas para o almoço, mas nos remete às idas na casa das nossas avós e tias. O apitar da panela de pressão não nos alerta só que o feijão está pronto. O cheiro nos faz lembrar do tempero especial da mãe, da tia, da avó e todas as lembranças das conversas que já tivemos durante as refeições ou festas de aniversários que habitam nossas memórias mais queridas.

As memórias que eu tenho da cozinha e comidas de minha mãe, tias e avó percorrem todo um universo afetivo registrado próximo a fogões e mesas. Penso que a comida conta muito sobre a nossa própria história e nos ajuda a olhar e a pensar sobre a vida de um jeito especial.

Quem não tem receitas de família guardadas em cadernos ou em folhas de papéis avulsos? Como não preservar as histórias que eles nos revelam? Muitas dessas anotações trazem receitas retiradas das embalagens, das caixas e das latinhas, ou passadas por alguma pessoa conhecida. E tudo isso diz muito sobre nós, sobre a maneira como vivemos e quem somos.

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janeiro 5, 2020

O Dia dos Reis Magos e a bruxa Befana, na Itália!

Na Itália, as festas de fim de ano acabam somente no dia 6 de janeiro, cuja data é a mais aguardada pelas crianças. Esta é a celebração mais alegre da época, dia de uma bruxa boa chamada Befana.  A bordo da sua vassoura voadora, a Befana entrega doces aos bons meninos. Aos rebeldes, carvão no lugar de presentes.  Algumas lojas vendem doces de nome “carbone” (carvão), que realmente se parecem com carvões.

Uma das coisas interessantes em viajar é conhecer novas culturas. O que também pode ser alcançado através de leituras, é claro. E ao contrário do que muita gente pode pensar, as festas de fim de ano não são iguais em todos os lugares não.

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Na Europa, de um modo geral, as pessoas não dão muita importância para noite do dia 24 de dezembro, véspera de Natal. Na Itália, se come modestamente, não se pode comer carne, assim como na Páscoa, e esse ritual que é bem intimo recebe o nome de vigília. E a meia noite, as pessoas vão para missa. Nada além disso. Terminada a missa, voltam pra casa. Árvore de Natal tem, mas eles gostam mesmo é de montar presépios. Acho que é por isso que em minha família, totalmente de descendência italiana – e em minha infância – a noite de Natal nunca foi igual aquela dos meus vizinhos. Nunca tivemos a tradição de trocar presentes. E até pouco tempo atrás associava isso a infância pobre que tive.  (more…)

agosto 9, 2019

Tour a Pé – Nos passos de Frei Galvão

Caminhada partindo do Santuário São Francisco com destino ao Mosteiro da Luz
Frei Galvao
Data: 07 de setembro de 2019, às 10h.
Facilitador: Frei Alvaci Mendes da Luz, OFM
mos Mosteiro da Luz

Sobre o Tour a Pé
Tour a Pé – Nos Passos de Frei Galvão, foi pensado e idealizado com o objetivo de conhecer melhor a história de São Paulo e da vida de Frei Galvão, o primeiro santo brasileiro.Duração: 2 horas.

Caminhada de aproximadamente 2,4 km, onde percorreremos alguns pontos do Centro Histórico da Cidade de São Paulo, com paradas para fotografias e comentários. (Recomenda-se o uso de roupas e calçados confortáveis)
Investimento: R$ 30,00.
Itinerário
Igreja São Francisco
Igreja Santo Antônio – Patriarca
Mosteiro de São Bento
Antigo Seminário Arquidiocesano
Mosteiro da Luz
Facilitador
Frei Alvaci Mendes da Luz é frade franciscano, licenciado em Filosofia pelo Instituto São Boaventura (FAE), em Curitiba (PR) e bacharel em Teologia pelo Instituto Teológico Franciscano, em Petrópolis (RJ).
Desde 2018, faz a Visita Monitorada ao Conjunto Franciscano do Largo São Francisco.
Contato e Outras Informações
Telefone: (11) 98264-3297
E-mail.: alvaci@gmail.com

Investimento
R$ 30,00
Paga pagar, clique aqui

Para se inscrever, clique aqui

dezembro 28, 2018

Viagens – programe-se, aproveite-as, mas sobretudo aprenda!

Que eu adoro viajar todos que passam por aqui já sabem. Minhas viagens são sempre econômicas, mas busco tirar o máximo que posso de cada lugar. Ver, aprender, conviver, tudo isso sem gastar muito. Esse é o meu lema.

Em minhas viagens, muitas vezes vejo as pessoas fazendo uma foto e saindo rápido em busca do próximo local para uma selfie. Acabam não aprendendo nada sobre o local, não leem nada a respeito antes, durante ou depois da visita, não interagem com os locais de verdade. Querem apenas mostrar que estiveram no local, que comeram tal comida em tal lugar…

Meus queridos, se vocês podem viajar, tendo ou não condições para tudo o que gostariam de fazer, façam uma viagem envolvente, que mude algo em vocês! Leiam a respeito, pesquisem e vivenciem o local, não se prendam aos clichês dos pontos turísticos ou do restaurante famoso.

Minhas viagens são sempre muito bem planejadas, com passagens e trechos comprados antes, para não correr o risco de entrar em uma furada. De chegar ao local e ter que enfrentar uma fila gigante para comprar a entrada. Então, ao pensar em uma viagem, tomem coragem, planejem-se financeiramente e em relação ao tempo e as dificuldades que poderão enfrentar.

Sou daqueles que sempre viajam com pouco dinheiro, ficando em Airbnbs da vida, visitando supermercados, comendo comida feita em casa, pegando caronas de bla bla car.  E saibam, isso é possível, mas que as vezes exige muito esforço e planejamento! E vale a pena! Eu garanto!

Da forma como vocês decidirem suas viagens, por favor, viajem com a cabeça aberta e voltem diferentes, aprendendo mais e mais sempre!

Abaixo, compartilho um texto que li na internet e que gostei muito. Vai ao encontro de tudo o que penso!

Boas férias!!

“Eu sempre acreditei que, ao fazer uma viagem, o mais importante é ter a cabeça aberta. Cabeça aberta e livre de preconceitos pra entender a cultura que você está emergindo. Pra experimentar as comidas típicas. Pra conversar com os locais além de taxista, garçom e atendente do hotel. E eu te peço, não vá viajar apenas como turista, pra tirar algumas fotos em frente à monumentos, postar no Instagram e voltar pra casa. Explore os lugares que você visita. Converse com as pessoas, ande sem direção pelas cidades, mergulhe de cabeça nas diferentes culturas que você conhecer ao longo da sua vida. Deixe o mapa de lado e se perca. As vezes é se perdendo por uma cidade desconhecida que você se encontra na vida. Se for um país pobre, não ande com medo dos locais. Se for um país rico, não o ache melhor que os demais países. Entenda e respeite as diferenças de cada lugar. Dessa forma, você terá sempre um pouquinho de cada cultura dentro de si, e nunca andará sozinho por aí. Não volte de uma viagem do mesmo jeito que chegou, apenas com umas fotos bonitas a mais no celular e uns dólares a menos na conta do banco. Volte sempre diferente, com novos aprendizados, novos amigos, novas histórias. O conhecido já estará te esperando em casa, pra quando você voltar. Fuja o máximo possível dele enquanto estiver longe. Brinque com as crianças na rua, compre comida nas feiras, ande de transporte público, se vista com as roupas típicas, saia a noite com os locais. Se uma viagem não te desafiar a sair da sua bolha, ela não estará te agregando em nada. Crie laços com o desconhecido, é ele que vai te levar mais longe.” Texto da Amanda Areias disponível no: Mochila Brasil.

agosto 30, 2018

X CONCURSO FOTOGRÁFICO “RIO CLARO REVELA SUA HISTÓRIA” – 2018

 X CONCURSO FOTOGRÁFICO “RIO CLARO REVELA SUA HISTÓRIA” – 2018
 REGULAMENTO
O Concurso Fotográfico “Rio Claro Revela sua História”, regulamentado pela Lei Municipal nº 4648 de 17 de dezembro de 2013, é um projeto do Arquivo Público e Histórico do Município de Rio Claro “Oscar de Arruda Penteado”, com o apoio da Secretaria Municipal de Cultura, que objetiva reconhecer a importância da fotografia como documento, produzir acervo iconográfico e atualizar o registro da história recente da cidade.
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Tema: “Cartões Postais: um olhar atual sobre Rio Claro”
Cartões postais são um convite à viagem! Constituem “imagem-lembrança”, cuidadosamente escolhida de uma obra ou de uma paisagem, como um emblema afetuoso aos que estão distantes, procurando estabelecer uma comunicação entre ausentes, por meio de imagens – geralmente ruas, monumentos e praças de uma cidade – que expressam vínculos e memórias afetivas. Segundo Schapochnik (1998, p.427), “os cartões postais nos oferecem um ‘mapa com a geografia das nossas lembranças’. O ato de revisitá-los é uma oportunidade para surpreender as centelhas do passado que evocam o cotidiano e emoções”.

junho 8, 2018

Lyon e seus mistérios

O Parque da Tête d’Or abriu seus gramados para a visitação em 1857. Para os aficionados da caça ao tesouro, reza a lenda que uma cabeça de Cristo em ouro está enterrada no local, o que lhe rendeu o nome. Mas não vá sair cavando pelo parque que você poderá ser preso!

Os irmãos Buhler, paisagistas suíços, deram ao ambiente um aspecto de jardim inglês ornado de um jardim botânico, um jardim zoológico e um lago, além de muitos outros edifícios, como as grandes estufas, o velódromo, o chalé dos guardas. Mais tarde, um memorial aos mortos foi erguido na ilha dos Cygnes. Os apreciadores de rosas nunca deixam de visitar o roseiral, que conta com mais de 30 mil roseiras de 350 diferentes variedades.

O parque da Tête d’Or é o lugar favorito dos lionenses de todas as gerações para caminhadas e piqueniques. Cada visitante desfrutará do melhor do parque segundo suas preferências: passeios românticos pelo lago, aulas de ioga no gramado, caminhadas entre os canteiros de flores, piqueniques gourmet à sombra dos cedros do Líbano, corridas de bicicleta…

Parc de la Tête d’Or
69006 Lyon

Fone: +33 (0)4 72 10 30 30

O Velho Lyon

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Aos pés da colina de Fourvière, o Velho Lyon tem o nome bem apropriado, pois o bairro data da idade média. Foi naquela época que as primeiras traboules (passagens de pedestres) foram construídas para facilitar o transporte de mercadorias das praias do Ródano até as casas sobre pilotis. (more…)

outubro 20, 2017

Fazesp – Escola Fazendária de São Paulo

Parte de uma série de construções escolares realizadas pelo Estado no início do século 20, a Escola do Carmo foi recuperada para abrigar a Escola de Administração Fazendária (Fazesp) – onde trabalho. Houve um primeiro projeto de recuperação que teve início em 1999 e que terminou em 2002 e outro, mais recente, que teve início em 2015 foi finalizado em 2016.

O edifício, de linguagem neoclássica com a inserção de elementos art nouveau, passou por metódico trabalho de recomposição. A área do terreno é de 1.068,25 m2 e a área construída é de 2.834,96 m2.

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Exemplar representativo da arquitetura escolar do início do século passado, o conjunto foi projetado pelo arquiteto alemão naturalizado brasileiro Carlos Rosencrantz, funcionário, desde 1913, da antiga Diretoria de Obras Públicas da Secretaria da Agricultura.

A Escola do Carmo é um de seus primeiros projetos, feito com Achilles Nacarato. Retrato das alterações pelas quais passou a cidade, a edificação declinou junto com o centro e – curiosamente – ressurge no momento em que ele está sendo redescoberto.

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outubro 19, 2017

O que é um museu?

O da Santa Casa de São Paulo valoriza o ensino e a pesquisa, buscando aproximar os visitantes

*June Locke Arruda, O Estado de S.Paulo

Quem nunca ouviu o ditado popular que diz que “quem vive de passado é museu”? Isso vem do fato de que museu ainda está relacionado a um lugar que guarda coisas antigas, que não têm mais utilidade para ninguém, ou, num linguajar mais popular, coisas velhas mesmo!

museu

Contudo já paramos para pensar qual a origem dessa história? Quando e por que se começou a reunir peças e objetos em forma de coleções? Qual a relevância que essa instituição teve ao longo dos séculos e que magnitude ela tem nos dias de hoje? Vejamos.

A origem etimológica da palavra museu vem do grego e quer dizer musas. As musas eram entidades da mitologia grega, filhas de Zeus e de Mnemosine, a deusa da memória. A casa das musas era o mouseion, uma mistura de templo com instituição de pesquisa voltada para o saber filosófico, onde eram depositados objetos preciosos oferecidos às divindades em sinal de agradecimento. A partir de então, todo objeto reunido ou compilado num determinado espaço com o intuito de contar ou resgatar alguma área do conhecimento passou a ser relacionado à palavra museu. (more…)

setembro 22, 2017

A minha Primavera e a Primavera de Botticelli!

Quem não acorda com saudades de qualquer coisa?
Eu acordo sempre com saudade de ver os raios de sol entrarem pela janela em minha casa de infância, saudades do tempo perdido que uma pessoa não aproveitou como devia ser, saudades de um pouco de tudo…
A saudade é a luz viva e nítida que ilumina a estrada do passado. Hoje acordei com saudades da Primavera de antigamente… O tempo tem estado tão maluco que as estações do ano não são mais tão definidas.

De quanto criança, lembro da chuva, do nevoeiro, do  frio…

Mas hoje,  estamos na Primavera. A estação mais bela do ano! Céu claro, pássaros cantando, a vida florescendo. Luz para o corpo e alma.

Lembrei-me de partilhar com vocês este quadro de Sandro Botticelli. Porque o belo nos enche o peito! Porque a natureza nos devolve sentimentos adormecidos!

Feliz Primavera!

A Primavera vai entrando no jardim, lançando flores por onde passa, perfumando tudo, enchendo tudo de maravilha.

Esta obra foi criada no ano de 1482. Época em que os pintores renascentistas inspiravam-se em fábulas mitológicas para realizarem as obras destinadas a adornar edifícios. O quadro “A Primavera” foi encomendado por Lorenzo di Pierfrancesco de Médicis para ser colocado na villa Mediceia de Castello.  (more…)

julho 2, 2017

Vila Maria Zélia – um tesouro no centro de São Paulo

Post publicado originalmente em 11/01/2014

A Vila Operária Maria Zélia, foi construída para ser uma pequena cidade. Foram feitas 220 casas, com duas escolas, uma para meninas e outra para os meninos, ambulatório e serviço odontológico, uma praça principal com uma igreja ladeada por dois prédios idênticos, onde funcionavam o comércio, com farmácia, açougue, sapataria, armazém, salão de festas, e um clube, com um campo de futebol. Foi a primeira vila operária a ter uma creche para os filhos dos operários.

Moro em São Paulo há 11 anos, mas, sempre mantenho meu pé no interior do estado, onde nasci. Aqui na capital, procurei um apartamento que tivesse “cara” de casa. Hoje, vivo nesse apartamento que tem até uma pequena área externa, o que é um privilégio para quem mora na capital.

O inconveniente – pagar condomínio! Assim, de uns tempos para cá estou procurando um sobrado ou casa para possível  troca.

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E lembrei  que há algum tempo, o Luiz e o Fabrício, amigos aqui da capital, me convidaram para assistir uma peça de teatro  que seria encenada em um  armazém de uma antiga vila de operários.  Cheguei, junto com eles, na Vila Maria Zélia. Fomos assistir a uma peça chamada “Hygiene”, apresentada no antigo armazém geral da Vila, escrita, concebida, dirigida e encenada pelo Grupo XIX de Teatro, que transforma praças, cadeias, hospitais, passagens subterrâneas, em “salas de teatro”.

Fiquei encantado. A Igreja, bem em frente, é simples, pequena e singela. As pequenas casas de inspiração europeia, infelizmente abrasileiradas no acabamento das fechadas, convivem em perfeita harmonia. Não há disparidades. Nada é ofensivo. Não há miséria, mas também não há ostentação.

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Maria Zélia Street

No final da vila, um pequeno clube, com churrasqueira, quadra, campo de futebol e mesinhas para jogos de cartas ou dominó. O clima de interior é reforçado pelas hortaliças cultivadas em um canteiro, pelas crianças andando de bicicletas e pelos gatos perambulando nas ruas.

A sensação é de estar em uma cidade cenográfica. Moradores disseram que é sempre utilizada para comerciais, novelas e longas-metragens, como o filme O Corinthiano (1966), com Mazzaropi. (more…)

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