A Simplicidade das Coisas — Augusto Martini

julho 17, 2017

Shrii Shrii Anandamurtijii ou Shrii Prabhat R. Sarkar – biografia

Shrii Shrii Anandamurtijii, também conhecido como Shrii Prabhat R. Sarkar (1921-1990), foi filósofo, reformista social, humanista e mestre espiritual. Através de seus ensinamentos e trabalhos, inspirou milhares de pessoas a transformarem-se em neo-humanistas – pessoas que assumem a responsabilidade de salvaguardar o bem-estar de toda a Humanidade. Além disso, foi autor de vários livros, poeta e compositor.

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Sua Vida
Shrii Shrii Anandamurti, nasceu em 1921, em Jamalpur, uma pequena cidade do estado de Bihar, na região Leste da Índia. Entre uma família de cinco crianças, ele foi o filho mais velho. Uma de suas irmãs morreu ainda nova; e seus dois irmãos mais novos ainda estão vivos. Após a conclusão do segundo grau em Calcutá, em 1944, tornou-se funcionário do Departamento de Contabilidade da Rede Ferroviária, em Jamalpur. Nesse período também atuou em vários jornais e periódicos. Simultaneamente, empreendeu sua missão como mestre de práticas espirituais baseadas no Tantra Yoga. Passou a ser conhecido como fomentador de projetos sociais e líder espiritualista e ético. Em 9 de janeiro de 1955, estabeleceu a organização Ananda Marga, que depois se propagou por todo o mundo.
Anandamurtii foi um grande defensor da justiça social. Em 1959, formulou uma teoria político-socioeconômica, que combina conceitos espirituais com libertação social e econômica, a qual chamou de Teoria da Utilização Progressiva (PROUT). Ele propôs a criação de Prout para resolver as dificuldades econômicas dos seres humanos. Em 1965, aposentou-se de seu emprego para dar total atenção à Ananda Marga.
Anandamurti adotou uma posição inflexível contra a corrupção e desafiou o status quo. Na medida em que sua ideologia se espalhou entre as massas, o governo indiano tentou bloquear sua influência. Em 1971, foi acusado falsamente de vários crimes e encarcerado sem direito a julgamento ou fiança. Em 12 de fevereiro de 1973, por ordens de agentes do governo, o médico da prisão envenenou-o. Anandamurti exigiu que fosse aberto um inquérito de tentativa do envenenamento. Como o governo se recusou a atendê-lo, em 1 de abril de 1973, iniciou um protesto por meio de jejum, fazendo a promessa estendê-lo até que fosse aberto um inquérito ou que ele fosse inocentado. Em julho de 1975, quando a Índia estava sob o Período de Emergência (suspensão de todas as regras democráticas), foi processado sob falsas acusações, teve negado seus direitos de defesa e foi sentenciado à prisão perpétua.
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julho 12, 2017

A Árvore da Vida – o filme de Terrence Malick

Assisti ao “A Árvore da Vida” na última terça feira e em casa. Confesso que em certos momentos fiquei quase sem respirar, paralisado no sofá, atônico com tanta beleza. É um filme que não dá para ver só com os olhos. É preciso vê-lo também com o coração e com a alma.

No início do filme, a protagonista anuncia que há dois caminhos para a vida: um é o caminho da Natureza, que rejeita desapegar-se de si e alimentar-se da Árvore da Vida, que insiste em sua rigidez e por isso se quebra. O segundo é o caminho da Graça, que aceita a dor com esperança e que vê na Árvore da Vida tanto a fonte última da Natureza como a única capaz de se chegar à Vida Eterna. O símbolo da árvore aparece do início ao fim do filme, e em todos os seus momentos mais significativos. Às vezes como uma pequena planta, às vezes como uma árvore frondosa. Se você espera assistir a um filme com narrativa regular – esse não é o caso. É descontínuo, sem linearidade temporal, mas vai fazendo conexões lógicas e casuais e de forma poética. Possui uma infinidade de imagens, ritmos, sons, cores, em que fui me reconhecendo em cada um deles. Em minha infância, no modo de ser de meus pais e irmãs, principalmente. Estava reticente a assistir ao filme. Amigos do trabalho diziam para que eu não perdesse meu tempo. Talvez não estivessem preparados para assisti-lo. O verei mais vezes, com certeza.

Reproduzo abaixo a crítica que encontrei no Blogardino e que traduz muito do que senti e ainda sinto ao pensar no filme.

Como já foi dito em outras críticas, “A Árvore da Vida” é para poucos. Mas, sem dúvida, é o melhor trabalho de Terrence Malick e um dos melhores filmes da história do cinema.


Quando digo que o filme não é para qualquer um não estou insinuando que foi feito para pessoas inteligentes ou cultas. É preciso ser sensível, ter a capacidade de mergulhar nas emoções e nas sensações que o filme provoca para se entender, ou melhor, para se perceber o filme. E ai está o problema: a maioria das pessoas está acostumada com roteiros que explicam tudo em seus diálogos, com início, meio e fim, de modo que nenhum mistério fica sem explicação. Quem entrou no cimema buscando diálogos explicativos e uma história convencional certamente se decepcionou.

O filme de Malick fala sobre a Vida, mas de seu modo particular: pelo que se vê, e o que não se vê; pelo que se ouve, e o que não se ouve; pela emoção que se manifesta nas cenas e nos impactam; ou seja, por todos os meios a disposição de um filme, exceto pelos diálogos elucidativos. O filme não deve ser assistido com a razão, mas com o coração. (more…)

julho 10, 2017

Prefeitura reativa “Fonte dos Desejos” da Praça Ramos de Azevedo!

Já tinha escrito aqui no blog sobre os  monumentos e fontes da cidade de São Paulo em estado de abandono.

Sábado, em uma de minhas caminhadas pelo centro, tive uma grata surpresa. A Prefeitura de São Paulo reativou a “Fonte dos Fesejos” situada na Praça Ramos de Azevedo, no centro da cidade, ao lado do Theatro Municipal. De acordo com a Prefeitura Regional da Sé, foram realizadas obras para restabelecer o fornecimento de água e energia elétrica para o monumento. Pensei que morreria sem ver essa fonte novamente em funcionamento!

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A “Fonte dos Desejos — Glória” faz parte do conjunto escultórico realizado pelo arquiteto italiano Luiz Brizzolara em 1922 e foi inspirada na fonte dos desejos de Roma (Fontana di Trevi). A fonte integra o Monumento a Carlos Gomes, formado por um conjunto de 12 esculturas, representando a música, a poesia e personagens das óperas mais famosas do músico. (more…)

julho 6, 2017

Governo do Estado de São Paulo – Aplicativos oficiais garantem acesso rápido a informações

O Governo do Estado de São Paulo lançou uma série de aplicativos para facilitar a consulta pelos usuários dos serviços públicos. As ferramentas oficiais podem ser baixadas gratuitamente na APP Store, no Google Play e na loja de aplicativos do Governo do Estado de São Paulo ( http://www.spservicos.sp.gov.br/ ).

Confira abaixo alguns dos serviços disponíveis:

Poupatempo – Agendamento, Guia de Serviços Públicos e Achados e Perdidos;

D.O digital –  novo aplicativo para smartphones e tablets. Disponível tanto para plataformas Android como iOS, permite a consulta do Diário Oficial eletrônico em qualquer lugar e hora, pela Internet; (more…)

julho 4, 2017

Inscrições para o Prêmio Nacional de Educação Fiscal vão até 15 de julho

Chegou à reta final o prazo de inscrições para a edição 2017 do Prêmio Nacional de Educação Fiscal, promovido pela Federação Brasileira de Associações de Fiscais de Tributos Estaduais (Febrafite) em parceria com a Escola de Administração Tributária (Esaf) que objetiva valorizar as melhores práticas de educação fiscal do país e ressaltar a importância social dos tributos e sua correta aplicação em benefício da coletividade. Até 15 de julho os interessados podem se inscrever na premiação nacional, que tem o apoio de empresas com o Correio Braziliense.

Resultado de imagem para Prêmio Nacional de Educação Fiscal

O Prêmio visa incentivar escolas e instituições de ensino sensíveis ao tema, fazendo da participação social um caminho para transformar o Brasil.

Na edição deste ano, seis trabalhos serão premiados: primeiro, segundo e terceiro lugares na Categoria Escolas, que receberão R$ 10 mil, R$ 5 mil e R$ 3 mil, respectivamente; dois primeiros colocados na Categoria Instituições, com a premiação em dinheiro de R$ 10 mil para o primeiro e R$ 5 mil para o segundo lugar; e uma premiação de melhor reportagem na Categoria Imprensa, com direito a troféu e um prêmio em dinheiro de R$ 2 mil.

Quem apoia o Prêmio

A edição 2017 do Prêmio conta com o patrocínio do Banco de Brasília – BRB e o apoio das 27 associações filiadas à Febrafite; da Receita Federal do Brasil; do Centro Interamericano de Administração Tributária (Ciat); do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID); do Encontro Nacional de Coordenadores e Administradores Tributários Estaduais (Encat); do Sindifisco Nacional; da Associação Nacional dos Membros do Ministério Público (Conamp); do Conselho Federal da Ordem dos Advogados (OAB); da Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (Anfip); da Federação Nacional de Auditores e Fiscais de Tributos Municipais (Fenafim); do Fórum Nacional de Permanente de Carreiras Típicas de Estado (Fonacate); do Grupo Globo; do Correio Braziliense e do site Congresso em Foco.

Saiba mais no vídeo institucional da edição:  www.youtube.com/watch?v=gDgNMYAcclM

Site: www.premioeducacaofiscal.com.br/

julho 2, 2017

Vila Maria Zélia – um tesouro no centro de São Paulo

Post publicado originalmente em 11/01/2014

A Vila Operária Maria Zélia, foi construída para ser uma pequena cidade. Foram feitas 220 casas, com duas escolas, uma para meninas e outra para os meninos, ambulatório e serviço odontológico, uma praça principal com uma igreja ladeada por dois prédios idênticos, onde funcionavam o comércio, com farmácia, açougue, sapataria, armazém, salão de festas, e um clube, com um campo de futebol. Foi a primeira vila operária a ter uma creche para os filhos dos operários.

Moro em São Paulo há 11 anos, mas, sempre mantenho meu pé no interior do estado, onde nasci. Aqui na capital, procurei um apartamento que tivesse “cara” de casa. Hoje, vivo nesse apartamento que tem até uma pequena área externa, o que é um privilégio para quem mora na capital.

O inconveniente – pagar condomínio! Assim, de uns tempos para cá estou procurando um sobrado ou casa para possível  troca.

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E lembrei  que há algum tempo, o Luiz e o Fabrício, amigos aqui da capital, me convidaram para assistir uma peça de teatro  que seria encenada em um  armazém de uma antiga vila de operários.  Cheguei, junto com eles, na Vila Maria Zélia. Fomos assistir a uma peça chamada “Hygiene”, apresentada no antigo armazém geral da Vila, escrita, concebida, dirigida e encenada pelo Grupo XIX de Teatro, que transforma praças, cadeias, hospitais, passagens subterrâneas, em “salas de teatro”.

Fiquei encantado. A Igreja, bem em frente, é simples, pequena e singela. As pequenas casas de inspiração europeia, infelizmente abrasileiradas no acabamento das fechadas, convivem em perfeita harmonia. Não há disparidades. Nada é ofensivo. Não há miséria, mas também não há ostentação.

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Maria Zélia Street

No final da vila, um pequeno clube, com churrasqueira, quadra, campo de futebol e mesinhas para jogos de cartas ou dominó. O clima de interior é reforçado pelas hortaliças cultivadas em um canteiro, pelas crianças andando de bicicletas e pelos gatos perambulando nas ruas.

A sensação é de estar em uma cidade cenográfica. Moradores disseram que é sempre utilizada para comerciais, novelas e longas-metragens, como o filme O Corinthiano (1966), com Mazzaropi. (more…)

junho 12, 2017

Programa Juventude Legal, do balneário de Praia Grande, conscientiza jovem sobre o seu papel social

Seis escolas receberão as atividades durante todo o mês de junho

O programa Juventude Legal já tem o calendário de junho confirmado. Nesta fase, seis escolas de Praia Grande recebem as atividades do projeto que é realizado pela Subsecretaria de Assuntos da Juventude (Subjuve) e tem por objetivo aproximar a população jovem dos serviços prestados pela Administração Municipal.

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O programa leva palestras e exposições sobre a importância da participação política e social dos grêmios estudantis e busca conscientizar os jovens sobre as diversas situações vivenciadas nesta faixa etária. Busca também demonstrar aos alunos as possibilidades de formação técnica e do mercado de trabalho em geral, e é oferecido aos estudantes do Ensino Médio do Município.  (more…)

junho 8, 2017

A aventura da família Grazioli – Parte 1

Estive pensando sobre a vinda de meu bisavô materno para o Brasil.
Giacomo Antonio Grazioli, nascido em Fontaneto D’Agogna, Piemonte, Província de Novara, Itália, em 08/05/1857, era filho de Angelo Grazioli e Maria Travaini. Emigrou para o Brasil em 01/08/1888, logo após o falecimento de sua primeira mulher, Angela Platini, (filha de Giuseppe Maria Travaini e  Vittoria Fioramonti, nascida em Fontaneto d’Agogna, em 06/08/1829) que contava com 59 anos na época de sua morte. Portanto, a menos que a data no documento esteja equivocada, quando se casaram ela era 28 anos mais velha que meu bisavô – bem incomum para a época.
Quando Giacomo Antonio emigrou para cá, veio com 04 filhos:

 

  • Antonia GRAZIOLI, nascida em 08.04.1881
  • Angelo GRAZIOLI, nascido em 29.07.1883
  • Rosa Maria GRAZIOLI Rosa Maria, nascida em 14.11.1885
  • Francesco Alessandro GRAZIOLI, nascido em 11.02.1888
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Casou-se em segundas núpcias com minha bisavó, Angela Pelosi. Eu não tinha a data e tampouco o local do casamento. Mas, ontem, descobri! Casou-se em Araras/SP, no dia 23/02/1889 (o registro do casamento no religioso foi em 02/03/1889), ou seja,  somente 6 meses após sua chegada.
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Gostaria muito de saber como se deu isso tudo!
Ele deve ter vindo para o Brasil como a maioria dos imigrantes – iludido com as propagandas divulgadas lá na Europa. Vendiam sonhos maravilhosos na nova terra. Vide cartaz abaixo.
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Mal sabia que viria para cá para substituir a mão de obra escravagista. E que cairia num conto do vigário – pois, aqui, a vida não era nada fácil.
Penso que o casamento foi arranjado, como eram quase todos  na época. Ele, com 30 anos de idade, já tinha 04 filhos da primeira mulher. E depois, teve mais 06 filhos com a minha bisavó: Luiz, Antonio, Felipe, Angelina, Maria e João, o meu avô.
Parentes ligados a esse ramo da família, faço um desafio para vocês. Vamos falar com os mais velhos e tentar descobrir mais informações? Não tenho nenhum dado sobre o que aconteceu com os irmãos do João Grazioli, por exemplo. Tampouco sobre os pais dele. Se descobrirem algo, postem aqui nos comentários do blog!
Obrigado.

junho 6, 2017

GefeSP promove o concurso de foto mais curtida no Instagram durante a 20ª Feira do Estudante CIEE

A promoção da foto com o nosso mascote Gefe, do Grupo de Educação Fiscal Estadual – GefeSP, no Instagram, durante a 20ª Feira do Estudante CIEE, foi um sucesso! Muitas participações incríveis! Seguimos o critério estipulado que foi para as três fotos mais “curtidas” até o final da promoção – em 31/05/2017.

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Agradecemos todos que participaram e usaram sua criatividade ao registrar os instantâneos!

SOBRE O MASCOTE GEFE

Quem é o Gefe? É um menino de 10 anos, residente na cidade de São Paulo, curioso, proativo, bondoso, extremamente comunicativo, inteligente, confiável e honesto.

Mora numa rua tranquila, num bairro residencial (Vila Esperança). Seu Pai (Sr. Francisco) é motorista e sempre ensina algo sobre Cidadania e Civilidade ao filho, e sua mãe (D. Sonia) é professora e trabalha na escola da Vila Esperança.

Gefe gosta muito de ler, de estudar e de se divertir com seus amigos e com seu irmãozinho que se chama Giba. Adora jogos de todos os tipos, ama jogar futebol com os amigos, empinar pipa, andar de bicicleta e de Vídeo Game. (more…)

junho 1, 2017

Infância no interior…

Eu cresci, as cidades cresceram, o mundo evoluiu e a tecnologia tomou conta de tudo. Minha infância foi vivida em Rio Claro/SP, o adensamento populacional da cidade e o avanço da urbanização alteraram muito as maneiras como as crianças passaram a se divertir. O desenvolvimento tecnológico e a falta do espaço público para as brincadeiras infantis redefiniu com rapidez as maneiras de a molecada interagir, conversar, pular, dançar, correr e inventar o mundo.

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Algumas brincadeiras do meu tempo de moleque sumiram nos dias atuais. Eu adorava, por exemplo, rodar pneu. Um moleque era colocado dentro de um pneu grande, sem a câmara de ar; outra fazia a roda girar por uma grande extensão. E foi assim que eu tive a primeira e única quebra de osso em minha vida! Trinquei o braço esquerdo. Fiquei 30 dias engessado e tendo que aprender a escrever com a mão direita! A sensação de desconforto causada pela posição do corpo face ao movimento da roda (vez por outra alguém passava mal, vomitava ou se esborrachava) era descontada pela excitação que o movimento arriscado gerava. Rodar pneu era adrenalina pura!

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