A Simplicidade das Coisas — Augusto Martini

outubro 22, 2019

Mapa digital da cidade de São Paulo

Fonte: https://www.archdaily.com.br

Com mais de 1,3 milhão de acessos no ano passado, a plataforma GeoSampa, mapa digital em formato aberto da cidade de São Paulo, tem ampliado seu alcance desde que foi criado em 2016. O resultado demonstra que o portal permanece como referência em dados geoespaciais de São Paulo, fortalecendo, assim, a transparência do poder público – uma das diretrizes do Plano Diretor Estratégico.

Nesta edição, o SPlica te ajuda a usar o Geosampa, mapa digital em formato aberto da cidade de São Paulo. É possível encontrar na plataforma, dados sobre equipamentos públicos, fiscais, geolocalização, trânsito, patrimônio cultural e muito mais sem sair de casa

Um dos motivos para esse sucesso é o conteúdo disponibilizado e constantemente atualizado pelas secretarias responsáveis, entre elas Saúde, Habitação, Assistência Social, Educação, Transportes, Cultura, Verde, Segurança Urbana, Fazenda, Esporte e Urbanismo. A praticidade proporcionada pela plataforma é outro diferencial, visto que o munícipe pode encontrar dados sobre um equipamento público, dados fiscais ou zoneamento sem sair de casa. Pode-se destacar ainda o canal de atendimento ao munícipe oferecido pela equipe do GeoSampa, acessível pelo próprio site.

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outubro 14, 2019

Brasil, quando imigrantes italianos substituíram escravos: viagem ao centro de acolhimento em São Paulo

A cidade de São Paulo, no Brasil, é a maior metrópole do hemisfério sul. Além disso, é também o centro econômico mais desenvolvido do hemisfério sul, além de ser a estrela guia da América Latina. Uma megalópole que tem mais de doze milhões de habitantes apenas na área urbana. 

No entanto, há apenas 150 anos, São Paulo era uma cidade pequena. “A chegada de uma grande quantidade de imigrantes mudou e moldou a cidade”, diz Angélica Beghini, historiadora à frente da equipe de pesquisa do Museu de Imigração do Estado de São Paulo. A maioria desses imigrantes era de nacionalidade italiana. 

Eles desembarcaram no porto de Santos e chegaram ao centro de recepção diretamente de trem. Antes do embarque, muitos já haviam assinado um contrato de trabalho aqui. Após a abolição da escravidão, o governo brasileiro organizou uma grande máquina de propaganda para atrair nova mão-de-obra para substituir os escravos. Os novos trabalhadores tinham que ser preferencialmente brancos e europeus, de modo que o “recrutamento” já estava começando do outro lado do hemisfério “, segundo Angélica. 

Os italianos chegaram em massa em São Paulo, tanto que hoje, mais ou menos, um em cada três paulistas tem origem italiana. Sua chegada moldou a cidade não apenas do ponto de vista econômico, mas também do ponto de vista sociocultural, reduzindo o crescimento do centro mais importante do hemisfério sul. 

Vídeo Por Mario Di Ciommo, do repubblica.it

setembro 28, 2019

Café moído na hora

Cheiro de café lembra infância ou casa de vó. Minha avó paterna, Virgínia Rosin Calore Martini tinha um pequeno cafezal no sítio Boa Vista, onde morou até o início dos anos 70. Era um pedaço do paraíso. E era o nosso mundo. Meu, de minhas irmãs e primos. Era a porção do mundo mais distante de nossa casa que conhecíamos naquela época da infância.

O nosso mundo era ali, no meio daqueles pés de café, laranjeiras, mangueiras, e que, na época, para nós, tinham a altura de edifícios gigantescos. Pertinho da casa tinha um terreiro onde os grãos eram secados. Depois de colhido os grãos descansavam no terreiro e quando íamos para o sítio disputávamos para ver quem iria mexê-lós com o rastelão de café. Ficávamos agoniados quando víamos uma nuvem se aproximando, querendo trazer chuva, pois precisavam ser cobertos com uma lona. Mas o ponto alto era a torragem dos grãos no fogão a lenha e depois a moagem. Depois de torrado – sim, a vó Virgínia era responsável por todo o processo – fazíamos fila para moer os grãos. Mais do que qualquer outro cheiro, é o café moído ali, na hora, o meu melhor cheiro de infância e de casa de vó.

Hoje o sítio não pertence mais aos Martini. E nem é mais como antanho. Ali jazem alguns dos anos mais felizes da minha vida. O velho torrador não sei se ficou com alguém da família. Gostaria de saber. Mas o moinho está comigo. Estava empoeirado aqui em meu apartamento, em São Paulo. Quando batia a saudade do sítio era só ir até um móvel que o acomoda como peça de decoração e ficar uns minutinhos olhando para ele. Eu juro, dá até para sentir aquele cheiro de café moído, vindo direto da minha infância.

Mas hoje ele voltou a funcionar. Ganhei de Felix Franco, um hóspede e amigo do Airbnb, um pacote de grãos de um excelente café do seu país de origem. A Colômbia.

Limpei o moedor, o prendi na pedra da mesa da cozinha, transformei parte dos grãos em pó, coloquei na cafeteira italiana e fiz um dos melhores cafés que já tomei na vida. Para quem gosta de café, super recomendo: os grãos são do Norte de Santander, município de Cucutilla, Fazenda Atuesta e o cafeicultor é o Sr. Antonio Atuesta. Tem aroma e sabor que lembra laranja, avelã e chocolate. Uma delícia!

www.caffacolombia.com  

@caffacolombia

www.colombiabrasil.com/destinos

@colombiabrasil

setembro 23, 2019

É primavera!

Hoje, dia 23 de setembro, às 4h50, nesta nossa parte do mundo deu-se o início da Primavera. No ritmo das estações, tudo começa a ficar com maior viço. O canto dos passarinhos fica mais forte e mais bonito, as plantas começam a verdejar e, a despeito de todas as dores e lutas, também as pessoas parecem florescer mostrando-se mais alegres.

Jacarandá Mimoso

Um dia, num passado bem distante, os povos do norte invadiram essa “Terra Brasilis” e soterraram a cultura autóctone, trazendo um novo Deus e santos desconhecidos. A caminhada através dos tempos já tratou de mostrar que na profusão de deuses e deusas que co-existem nas mais variadas culturas, o que fica como certeza final é de que esta terra é sagrada e cabe a nós cuidar para que ela siga firme, com saúde, e que nós somos os responsáveis dela ser um lugar bom de viver. Essa é a Eko Porã do povo Guarani (terra boa e bonita para todos).

Virgínia Rosin Calore Martini – minha avó paterna e suas Rainhas Margaridas

Esse tempo ainda não chegou – pois proliferam as guerras, os povos precisam migrar de um lado para outro buscando sobreviver em meio à destruição causada pelo capital. Mas, em cada ser que vive e brilha a indefectível esperança. Esperemos que chegue um dia em que todos poderão dançar para Pacha Mama, Viracocha, Inti, Quetzalcoalt, Istsá Natlehi, Wakan Tanka, Krisna, Jesus, de braços dados, como irmãos. E a terra será bela, e o banquete repartido.

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setembro 22, 2019

As ervas medicinais e os dons de meu pai como erveiro

Em homenagem ao Dia da Árvore, ao meu pai, e à natureza!

Quem já passou pelo “A Simplicidade das Coisas” conhece minhas origens, a história de minha família, toda ligada com a imigração italiana do final do século XIX e minha identidade e paixão pela natureza, grande parte dela herdada de meu pai, Antonio Martini, que congregava saberes sobre centenas de plantas medicinais. O trabalho com as ervas medicinais tradicionais era um de seus objetivos de vida. Sua história foi registrada desde sempre pelo convívio com as pessoas mais velhas e mais velhos bebendo desses aprendizados nos sítios e fazendas onde nasceu, cresceu e viveu grande parte de sua existência.

Meu pai, Antonio, com o xará dele, o Tony – quando dei esse nome ao cão foi o maior blá-blá-blá lá em casa!

A mais clara lembrança de infância que tenho é de um quintal sempre florido e onde não havia uma flor ou planta que não servisse como remédio. Era uma cultura  tradicional que destacava a importância da aliança entre a ciência e o saber tradicional. Hoje penso que devemos cobrar a maior valorização para os erveiros que tanto contribuem para a saúde e o registro dos saberes ancestrais.

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setembro 19, 2019

Fontaneto d’Agogna – a terra dos Grazioli

MUNICIPALIDADE DE FONTANETO D’AGOGNA

Fontaneto d’Agogna é uma comuna italiana da região do Piemonte, província de Novara, com cerca de 2.741 habitantes. Estende-se por uma área de 21 km², tendo uma densidade populacional de 121 hab/km². Faz fronteira com Borgomanero, Cavaglietto, Cavaglio d’Agogna, Cavallirio, Cressa, Cureggio, Ghemme, Romagnano Sesia, Suno.

Brasão de Fontaneto d”Agogna

Nome dos residentes : Fontanetesi
Número de habitantes : 2741
Altitude : 0 msldm;
Área : 21 km²
Festival do Santo Padroeiro : 15/8/2019
Site oficial Sant’Alessandro : http://www.comune.fontaneto.no.it

HISTÓRIA E TERRITÓRIO

Os primeiros assentamentos remontam, na era neolítica, na Baragge del Monteregio, ao longo das colinas e cursos de água e, na época romana, ao longo dos rios Sizzone e Agogna. O nome de Fontaneto deriva de fontanili. Entre os destaques do lugar temos: a fundação se deu por volta de 908, oriunda de um castro e mosteiro beneditino; o sinodo per la condanna della pataria (movimento contra a corrupção eclesiástica); a construção em 1412 de um novo castelo pelos Visconti que, desde 1524 e por mais de cem anos, foi o epicentro das lutas entre espanhóis e franceses, até sua destruição em 1638 pelos espanhóis e nova reconstrução na segunda metade dos anos 1600. No século XVIII, o território passou para o comando dos Savoy. No século XIX, as propriedades do Visconte chegaram até os ramos da família e várias obras foram realizadas, como o cemitério.
Centro agrícola com muitas fazendas, no século XX, com o desenvolvimento industrial, sua estrutura produtiva e social mudou. Hoje se vê a presença de várias pequenas e médias empresas, algumas das quais também são de importância internacional no setor de alimentos e hidro-termo-sanitários.
Uma vila com áreas montanhosas e de várzea, é atravessada pelas torrentes dos rios Sizzone e Agogna e é rica em muitas nascentes.

PATRIMÔNIO E EMBLEMAS
Na colina fica a Torre del Mirasole datada do século XIX. Na vila, o castelo do século X, redefinido no século 15 e depois restaurado no século 18, cercado por um fosso; ao lado do Oratório dos Santos Fabiano e Sebastiano, reconstruídos no século XVII, está a abadia original em cujas paredes há vários murais. Há muitas igrejas: como a monumental BV Assunta, construída como uma capela do cemitério noa anos Mil e ampliada em nos 1800, com um painel do século XVI de Sperindio Cagnola, uma tela de Tanzio da Varallo e o scurolo neoclássico de Antonelli; a Anunciação reconstruída em 1751, com afrescos de 1516; S. Rocco (1514), com afrescos e um modelo de altar desenhado por Antonelli; S. Martino, já mencionada em 1347 e ampliada em 1800, vinculada ao culto da água por conta de uma fonte próxima.
É um município que faz parte da Reserva Naturale delle Baragge.
Fontaneto d’Agogna está incluída nos itinerários temáticos: arqueológicos, castelos, palácios, vilas e jardins históricos do século XVII na área de Novara, Antonelliani, com passeios a pé pelas colinas de Novara, trilhas da R Reserva Naturale delle Baragge, com pontos de observação de aves.
Os alimentos e vinhos produzidos na região incluem gorgonzola, mel, ensopados, tapulon, frituras, batatas da vinha e a produção de vinhos da linha Colline Novaresi DOC. No início do verão, acontece o tradicional festival de “Fontaneto Arte Sapori”.

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setembro 8, 2019

Assis – a cidade de São Francisco

Em fevereiro desse ano realizei um de meus maiores sonhos: ir até Assis, na Itália. De Perúgia, fui para lá de trem até a frazione Santa Maria degli Angeli. E lá tem a basílica de Santa Maria degli Angeli  – a qual é uma basílica papal situada numa planície no sopé de uma colina em Assis. Foi construída em estilo maneirista entre 1569 e 1679 à volta de uma pequena igreja do século IX, a Porciúncula, o local mais sagrado para os franciscanos, pois foi nela que o jovem Francisco de Assis compreendeu sua vocação e renunciou o mundo para viver em pobreza entre os pobres, iniciando o movimento franciscano. Mas, sobre a Porciúncula e Santa Maria degli Angeli falarei em outro post. Agora gostaria de centrar sobre a Basílica de São Francisco de Assis.

Visitar a Basílica é uma experiência inesquecível. Talvez porque ela seja rodeada de paisagens espetaculares ou porque, nela, a gente sente a presença do santo em cada canto.

A igreja foi tombada como patrimônio da humanidade pela Unesco e está construída no mesmo local onde São Francisco quis ser sepultado: uma colina que, na época medieval, era chamada de Collis Inferni (Colina do Inferno), pois ali eram enterrados os corpos dos condenados à morte. Depois de ser colocada a primeira pedra para a construção da basílica, a colina foi rebatizada de Collis Paradisi (Colina do Paraíso).

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setembro 2, 2019

Negroni – meu drink preferido

Filed under: alimentação,cozinha,Gastronomia,Geografia,História,Uncategorized — Augusto Martini @ 8:40
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Para comemorar ou simplesmente para relaxar, o Negroni é o meu drink preferido. Ele é preparado com doses iguais de Campari, Vermute rosso e Gim, levando cascas ou uma rodela de laranja (eu gosto de colocar umas três) para decorar. Conta-se que o drink foi criado por um conde de Florença, na Itália, em janeiro de 1919. Assim, neste ano, o coquetel completou 100 anos.

A história conta que o conde Camillo Negroni era frequentador assíduo do aristocrático Caffè Casoni onde costumava tomar Americano, outro drink italiano clássico criado em 1860 e feito com Campari, vermute e água com gás.

Um dia ele pediu para substituir a água pelo gim, em homenagem às suas últimas viagens para Londres. No começo, a bebida ficou conhecida como Americano à moda do conde Negroni e, em seguida, se popularizou apenas como Negroni.

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agosto 27, 2019

Triângulo SP promove o Festival do café, com degustações e shows

Fonte: http://www.capital.sp.gov.br

Não é por acaso que São Paulo foi chamada na história de cidade dos barões do café. A própria pujança econômica da metrópole vem de uma época em que o café era o principal produto produzido aqui.

Mas o paulistano também é um apreciador da arte de beber café. E no próximo final de semana, nos dias 29, 30 e 31 de agosto, poderá percorrer a região central da cidade fazendo justamente isso: beber café.

Fonte/imagem: Blog A Vida No Centro

O Festival do Café, uma iniciativa da Secretaria Municipal do Turismo, alia as principais cafeterias da região central ao prazer de assistir a shows intimistas e passear pelo Triângulo SP, o chamado centro histórico da cidade, compreendido entre a Praça da Sé, o Largo São Francisco e o Largo São Bento.

“O Triângulo SP é um recorte dos principais pontos turísticos do Centro Histórico. O Festival é uma iniciativa para que o paulistano conheça a região e a relação que esses atrativos têm com a história do café”, comenta o Secretário de Turismo, Orlando Faria.

 Confira a programação completa do Festival:

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agosto 9, 2019

Tour a Pé – Nos passos de Frei Galvão

Caminhada partindo do Santuário São Francisco com destino ao Mosteiro da Luz
Frei Galvao
Data: 07 de setembro de 2019, às 10h.
Facilitador: Frei Alvaci Mendes da Luz, OFM
mos Mosteiro da Luz

Sobre o Tour a Pé
Tour a Pé – Nos Passos de Frei Galvão, foi pensado e idealizado com o objetivo de conhecer melhor a história de São Paulo e da vida de Frei Galvão, o primeiro santo brasileiro.Duração: 2 horas.

Caminhada de aproximadamente 2,4 km, onde percorreremos alguns pontos do Centro Histórico da Cidade de São Paulo, com paradas para fotografias e comentários. (Recomenda-se o uso de roupas e calçados confortáveis)
Investimento: R$ 30,00.
Itinerário
Igreja São Francisco
Igreja Santo Antônio – Patriarca
Mosteiro de São Bento
Antigo Seminário Arquidiocesano
Mosteiro da Luz
Facilitador
Frei Alvaci Mendes da Luz é frade franciscano, licenciado em Filosofia pelo Instituto São Boaventura (FAE), em Curitiba (PR) e bacharel em Teologia pelo Instituto Teológico Franciscano, em Petrópolis (RJ).
Desde 2018, faz a Visita Monitorada ao Conjunto Franciscano do Largo São Francisco.
Contato e Outras Informações
Telefone: (11) 98264-3297
E-mail.: alvaci@gmail.com

Investimento
R$ 30,00
Paga pagar, clique aqui

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