A Simplicidade das Coisas — Augusto Martini

outubro 3, 2017

Veganos no Centro de São Paulo!

Os leitores frequentes desse blog sabem que moro no centro de São Paulo e que por ele tenho uma relação de amor e ódio (muito mais amor que ódio, convenhamos). Na semana passada uma amiga me apresentou a  startup  A Vida no Centro – um hub de inovação, lançado por Denize Bacoccina e Clayton Melo. Nele está sempre em foco a cultura e experiências sobre o centro de São Paulo. Segundo os idealizadores, o projeto tem como propósito ser um instrumento que, por meio de diferentes ações, ajude a melhorar a vida na região central da Metrópole e, assim, contribua para tornar São Paulo uma cidade mais aberta, sustentável e inovadora. A empresa atua por meio de diferentes ferramentas e serviços, como plataforma digital, curadoria de tendências e comportamento e experiências, como eventos temáticos ou outros projetos de marketing customizados para empresas.

Tenho muitos amigos veganos. Ontem, zapeando pelo site, encontrei um post muito bacana sobre os restaurantes veganos aqui do centrão. Escrevi pedindo autorização para colocar no blog e a Denize gentilmente liberou. Segue abaixo.

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Vegano no centro de São Paulo? Veja aqui boas opções de bares e restaurantes
Procurando um lugar para almoçar ou jantar no centro de São Paulo? Fomos conferir e indicamos várias boas opções de restaurantes e bares veganos na região. Veja nossas dicas.

É possível ser vegano sem abrir mão de uma vida social, frequentar bares e restaurantes com a família ou amigos? Há alguns anos, talvez fosse difícil combinar na mesma frase veganismo e vida social. Muitas vezes era preciso levar comida de casa para o almoço ou ficar sabatinando o garçom e contar com a boa vontade do cozinheiro para ter certeza de que nenhum produto de origem animal seria de fato usado no prato.

Esse cenário mudou bastante nos últimos anos em São Paulo e hoje já é possível comer fora ou sair com os amigos sem ter que abrir mão da alimentação escolhida. Ainda é mais fácil encontrar restaurantes vegetarianos do que veganos, já que muitos restaurantes que não têm carne usam ovos e leite nos preparos. Mas já existem boas opções de veganos. Fomos conferir e indicamos aqui algumas boas opções no centro de São Paulo.

Subte Vegan, no mezanino da Galeria Boulevar do Centro

Subte Vegan, no mezanino da Galeria Boulevar do Centro

Subte Vegan

É um lugar relativamente novo neste endereço e faz parte do processo de reocupação do centro por uma moçada interessada em transformar a região em um lugar cada vez mais interessante. Fica instalada no mezanino de uma galeria que ainda não passou por um banho de loja e assusta à primeira vista. Mas não deixe de subir as escadas e caminhar até o restaurante. Lá dentro, o clima é outro. Comida maravilhosa (a feijoada vegana é a melhor que já provamos, com legumes reconhecíveis dentro do molho escuro e não imitações de salsichas), atendimento simpático e um clima acolhedor, com trilha sonora de primeira na vitrola. Tem feito bastante sucesso e em alguns dias tem fila para conseguir mesa. Os preços são muito camaradas. E as sobremesas também são excelentes. Promove happy hour com música alguns dias. Fique de olho na programação no Facebook.

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setembro 27, 2017

Paellas a domicílio!

O prato ícone da cozinha espanhola sempre nos seduzirá. As novas tendências gastronômicas parecem incapazes de neutralizar esta receita imortal, paradigma clássico que não envelhece.

paella

Então que tal saborear uma autêntica Paella em sua casa, preparada por quem entende do assunto? Alim Soares, possui formação e experiência na gastronomia espanhola e mediterrânea e em especial no preparo de Paellas genuinamente espanholas.

Ele atende em domicílio. Acesse o site As de Oros e conheça a preparação de paellas oferecido. Além disso, ele também oferece serviço como cozinheiro, preparando suas refeições semanais, deixando-as prontinhas para o consumo imediato ou congeladas. Logo no primeiro contato ele pergunta aos clientes quais são os pratos preferidos no menu que estão disponibilizado no site master congelados, os temperos de que gosta, se a pessoa segue alguma dieta, etc. A partir de então ele faz algumas sugestões de cardápios. O cliente compra os ingredientes e o Alim entra com a mão de obra. Além das refeições prontas, ele deixa sua cozinha um brinco ao terminar.

as de oros

Em sua verão original, a paella é impermeável à inovação. A receita parece ser imutável. Sempre  há discordância, mas parece claro que os ingredientes canônicos da autentica paella valenciana não comporta peixes nem frutos do mar. Esta é a paella original, contrariamente ao que se pensa no Brasil. (more…)

setembro 20, 2017

Bueno Brandão – a joia da Mantiqueira!

Faz onze anos que escrevi aqui no blog sobre  Bueno Brandão. Depois que fiz o post estive mais duas vezes por lá. Sempre na Pousada Vale Verde, do amigo Carlos Eduardo Batagini, o qual se foi sem se despedir. Ser humano fantástico, arrebatado rapidamente por um câncer.

Tudo o que você ouvir falar sobre Bueno Brandão é verdade! Cidade pacata, de gente simples e 32 cachoeiras catalogadas. Pousadas rurais nas quais a gente se sente em casa. Não vou escrever mais nada. Leia e veja as fotos abaixo. O crédito do texto e das fotos são para Tales Azzi. A reportagem abaixo é do site vou contigo.

Se você é de São Paulo, aproveite o próximo feriado prolongado e vá conhecer BB! Não irá se arrepender. Eu garanto.

Das cidades mineiras da Serra da Mantiqueira, Bueno Brandão é uma das menos conhecidas. Sua fama turística ainda vai pouco além das cercas de suas pequenas fazendas que cultivam morangos. Mas suas paisagens de morros suaves, onde brotam dezenas de cachoeiras, são tão bonitas quanto as de outras cidades bem mais famosas da região, como Monte Verde ou Gonçalves.  É justamente por isso, que Bueno Brandão, a 170km de São Paulo, ou cerca de três horas de carro, rende uma viagem de final de semana deliciosa e cheia de surpresas.

bueno brandao

A primeira delas é o próprio caminho até lá. A estrada estreita e sinuosa que parte da vizinha Socorro-SP exibe um cenário pra lá de bucólico. Quando você ver apenas fazendas em ambos os lados da pista, vacas pastando e encostas tomadas por plantações de café, é sinal de que já cruzou a fronteira de Minas Gerais e está chegando a Bueno Brandão. Para ir entrando no clima pacato da região e observar melhor a paisagem, convém desacelerar o carro. Isso também ajudará a evitar os buracos da pista, que não são poucos. Após uma curva, avista-se a cidade, pequenina, no cocoruto de uma colina, cercada de araucárias.

bueno brandao

Bueno Brandão está a 1.100 metros acima do nível do mar. O ponto mais alto das redondezas é o Pico da Torre, que fica a 1.800 metros. O nome original da cidade era Campo Místico, em alusão a misteriosas luzes que, por vezes, eram avistadas no fundo dos vales. Só em 1938, com a emancipação do município, é que veio o nome atual, uma homenagem a Júlio Bueno Brandão, político mineiro que por duas vezes foi governador de Minas Gerais nos tempos da República Velha. (more…)

julho 25, 2017

O abate do porco

O olfato e a memória gustativa é algo fantástico. Nos remetem a lembranças do passado  que ficam guardadas com carinho no cantinho da memória.  Quem não lembra do cheiro da comida da avó, dos pães que a mãe enrolava e assava no forno, do suave aroma que vinha das panelas que ficavam sobre a chapa do fogão a lenha?

Nem precisamos provar novamente a comida. Basta lembrar para entrarmos novamente na cena que esteve tão presente em algum momento da vida. São receitas antigas, como o pão, a macarronada, o bolo de fubá, o bolinho de chuva, a linguiça caseira…

porco

Imagem: listenandlearn.com.br

Lembro muito bem das brincadeiras de infância no sítio de meu avô e com os amigos de minha rua. Mas também estão muito presentes as situações ligadas à comida. Algumas dessas últimas não tão agradáveis…

Tínhamos um quintal grande na casa popular recém-construída no bairro Vila Nova, em Rio Claro/SP, levantada com o financiamento da Caixa Econômica Federal. Era uma casa simples, de dois quartos, sala, cozinha e banheiro, com cômodos bem pequenos, mas, como dizia meu pai “um dia será nosso”. E, nesse quintal tínhamos nossa horta e um pequeno pomar, quase sempre galinhas e um porco, criado em chiqueiro. (more…)

março 10, 2017

Polenta italiana

Cresci em uma família de descendentes de italianos em que a cozinha sempre foi o centro da casa. E a comida sempre foi o ponto central de tudo. Do início das conversas até as trocas de receitas, de tudo. E a polenta sempre esteve presente. Mole ou dura, frita, com molho ou sem molho, feita no forno com queijo, couve picadinha e carne moída, com frango, e também pura. Enfim, polenta é uma daquelas comidas que têm gosto de casa.

Ainda muito velhinha a minha avó fazia questão de preparar sua polenta no fogão a lenha, em tacho de cobre e mexendo com colher de pau. Depois de pronta era despejada sobre a mesa de madeira ou sobre uma pedra de mármore e sempre cortada com barbante. Minha avó dizia ser pecado cortar a polenta com faca. Dizia que preparava a receita que aprendeu com a mãe, que era de Pádua, Itália e que lá era um alimento básico para as famílias mais pobres.

O milho é originário da América Central, mas foi introduzido na Espanha por Cristóvão Colombo e de lá foi levado ao norte da Itália entre os séculos 16 e 17. Na ilha de Torcello, na Laguna de Veneza, e em outras terras venetas (de onde vieram todos os meus antepassados, tanto por parte de mãe como de pai), o grão era cultivado em grandes quantidades, sendo sua farinha, misturada a outros cereais, usada na fabricação de pão e também exportada. (more…)

fevereiro 5, 2017

Dia Nacional do Imigrante Italiano – 19 de fevereiro

Você conhece o Museu da Imigração, em São Paulo? Ele está com um projeto muito bacana durante todo o ano de 2017 – o projeto VIVA! A cada edição do projeto VIVA!, o Museu irá oferecer tardes temáticas que celebram diversas representações culturais.

Em comemoração ao Dia Nacional do Imigrante Italiano (a ser comemorado em 19 de fevereiro), a edição de fevereiro do VIVA! reúne várias atrações para que o público possa viver experiências e sabores da cultura italiana. A programação inclui dança, música, palestras, exibição de filmes e documentários, oficinas culinárias, atividades infantis, exposição e tendas de alimentação com o melhor da gastronomia italiana tradicional e contemporânea.

italia

o Museu irá reunir várias atrações para que o público possa viver experiências e sabores da cultura italiana. A programação inclui dança, música, palestras, exibição de filmes e documentários, oficinas culinárias, atividades infantis, exposição e tendas de alimentação com o melhor da gastronomia italiana tradicional e contemporânea.

Eu criei uma Árvore Genealógica no site MyHeritage, e acabo de ver no blog deles que como um dos patrocionadores do projeto VIVA! irão fazer uma palestra bem bacana para todos os interessados. Uma das estagiárias do blog MyHeritage, a Izabelle (que está no Museu de terça a sábado, para ajudar a todos aqueles que precisam de um apoio na hora de criar a sua árvore genealógica, ou de fazer pesquisa no SuperSearch)  no dia 19/02 fará uma palestra às 17:00, mostrando como é fácil criar utilizar o programa.

Andiamo ragazzi!
Dia 19/02, das 11h às 19h (bilheteria até às 18h).
Entrada: R$6 (Meia: R$3)
Endereço: Rua Visconde de Parnaíba, 1316. Mooca – São Paulo-SP

janeiro 25, 2017

Lisboa – uma cidade para amar e sonhar!

A história de Portugal é dominada pelas descobertas dos exploradores marítimos, sendo que as mais importantes datam do princípio do século XV. A época dourada dos descobrimentos foi iniciada pelo Infante Dom Henrique, o Navegador, que queria quebrar o monopólio árabe das rotas comerciais de África e da Ásia. Os famosos exploradores portugueses incluem Bartolomeu Dias, que foi o primeiro europeu a passar o Cabo da Boa Esperança em 1487, Vasco da Gama, que descobriu o caminho marítimo para a Índia, Pedro Álvares Cabral, que foi o primeiro europeu a chegar no Brasil em 1500, e Fernão de Magalhães, que foi a primeira pessoa a atravessar todos os meridianos do globo. Esta época viu o sucesso dos exploradores portugueses em adquirir o monopólio da maioria do negócio das especiarias e as suas expedições ao Japão e ao Novo Mundo trouxeram grandes riquezas e poderio a Portugal. As novas descobertas não só trouxeram riquezas em termos de ouro, prata e especiarias, mas também poder e influência. A difusão do Catolicismo foi talvez o mais duradouro dos efeitos dos descobrimentos.

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Em 1755,  em 1 de Novembro, um dos mais arrasadores e mortíferos terramotos da história da humanidade atingiu Lisboa. Estima-se que cerca de um quarto da população de 200.000 habitantes de Lisboa foi dizimada. Outros dizem que esse número chegou a 100. 000 mortes. O terramoto, que mediu cerca de 9 na escala de Richter, foi logo seguido por um tsunami e por extensos incêndios que em conjunto destruíram grande parte da cidade. O acontecimento tornou piores as tensões políticas em Portugal, protelando as suas ambições coloniais, mas recebe créditos por ter sido o berço da ciência da sismologia moderna. Apesar da catástrofe e graças à enorme riqueza colonial portuguesa, foi montada uma operação de recuperação em grande escala e dentro de meses o centro da cidade de Lisboa estava já reconstruído. Os neoclássicos bairros centrais de Lisboa foram os primeiros do mundo a ser desenhados como sendo à prova de terramoto e conta-se que foram usadas muitas tropas a marchar para recriar os efeitos dum cismo perto dos edifícios para testar os efeitos. A reconstrução concentrou-se na parte baixa da cidade e o declínio econômico português subsequente impediu a completa ressurreição de Lisboa. Até no início do século XIX havia relatos de ruínas que não tinham sido reconstruídas. Alguns edifícios proeminentes no estilo manuelino sobreviveram ao terramoto, incluindo a Torre de Belém e o Mosteiro dos Jerônimos, ambos classificados pela UNESCO como Património da Humanidade. (more…)

janeiro 23, 2017

Madrid – passeios imperdíveis

Como prometi, seguem algumas dicas de lugares imperdíveis em Madri. Algumas indicações são do blog Vamos para Espanha o qual vale muito a pena uma visita!

Fiz quase todos os trajetos a pé. Utilizei muito pouco o metrô. Mas, se você não é de andar, não desanime. O metrô de Madri tem 98 anos e muitas estações! Vejam que São Paulo tem muito a aprender com a cidade. Em 1919, quando foi inaugurado, a linha 1 de Madri tinha apenas 8 estações e 4 km.  Hoje é um dos melhores do mundo. Tem 301 estações e é a terceira cidade no mundo no ranking dos Metrôs. Somente Nova York e Paris a superam em número de estações. Tem 294 km de extensão (a quarta rede do mundo em extensão). Tem 13 linhas, sendo a maior parte subterrânea. Mas isso é assunto para outro post. Vamos para as dicas.

O Museo del Prado – é uma das maiores pinacotecas do mundo e, desde a sua inauguração em 1819 se tornou um dos primeiros museus de arte do mundo. O edifício, construído na década de 1780-90, foi projetado por um arquiteto neoclássico, Juan de Villanueva, o mesmo que desenhou a bandeira do Jardim Botânico.  O Museo del Prado tem mais de 9.000 obras em seu acervo exibe maravilhas como “As Meninas” de Velásquez, Rafael, El Greco, Rembrandt, Fra Angelico, etc.  Site Oficial

O Palácio Real, que começou como fortaleza, posteriormente o Antigo Alcázar e finalmente Palácio Real. Conhecido por ser a residência oficial da Vossa Majestade o Rei de Espanha, o certo é que o Rei Juan Carlos não mora lá. Imponente e ricamente decorado serve de cerimonial para eventos  e recepções oficiais do Estado, encontros diplomáticos, onde também é possível visitar seu museu.

As origens do palácio datam do século IX, quando o reino muçulmano de Toledo, preocupado pela sua defesa ante as investidas cristãs, edificou uma fortaleza que mais tarde seria usada pelos reis de Castela. No século XVI foi construído o forte sobre os mesmos alicerces.

O palácio foi incendiado no Natal de 1734 e reconstruído durante o governo de Felipe V. O edifício, cujas obras se realizariam entre 1738 e 1755, foi contemplado com uma estrutura abobadada, com pedras e tijolos, sem matérias inflamáveis. Carlos III foi o primeiro monarca que estabeleceu neste a sua residência em 1764. Imperdível!

Com um lindo jardim, o museu tem um magnífico acervo, com obras de   Juan de Flandres (Políptico de Isabel a Católica), Caravaggio (Salomé com a cabeça de João Batista), Velázquez e Goya, além de instrumentos musicais, como o quarteto realizado por Stradivarius, e as peças da Real Armaria. Visita virtual.  Site Oficial

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Catedral de la Almudena – ao lado do Palácio Real, esta igreja começou a ser construída no fim do séc. XIX , onde havia a antiga muralha árabe que rodeava a cidade e foi terminada em 1993 consagrada pelo Papa João Paulo II. Neoclássica por fora e gótica por dentro, é linda com pinturas coloridas no teto, tendo como destaque a  impressionante imagem da N. Sra. de la Almudena em madeira prata (veja sua história aqui) e o túmulo de San Isidro, padroeiro de Madrid. Em 2004 foi cenário do casamento dos Príncipes de Astúrias.

Real Jardim Botânico – estava fechado para restauro nos dias que estive em Madri, mas deve ser uma delícia passear pelas alamedas, descobrir suas flores, seus perfumes. Criado em 1755 por Fernando VI às margens do rio Manzanares, com mais de 2000 plantas foi transferido em 1744 para o Passeio do Prado, com projeto de Sabatini e Juan de Villanueva, com estufas, labirintos, e sua bela coleção de plantas ornamentais, aromáticas e medicinais. É um lugar imperdível para passear e apreciar plantas e flores do mundo todo, com  5000 espécies de árvores, plantas e rosas coloridas.  Site Oficial

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Madri ou Madrid – encantadora

Tinha muita curiosidade para conhecer Madri. Já havia lido muito sobre ela e conversado outro tanto com pessoas que ali moraram. Embora possa parecer uma cidade antiga, Madri é uma cidade jovem se comparada com outras tantas da Europa.

No século IX, durante a ocupação por parte dos Árabes, o Rei Mohammed I mandou construir uma fortaleza junto ao Rio Al-Magrit, atualmente Rio Manzanares, a partir de onde podia avistar toda a cidade. Em 1085, a cidade foi reconquistada por Alfonso VI e a fortaleza tornou-se o Palácio Real. Inicialmente, os Árabes e os Judeus foram bem tolerados, embora as suas posses tenham sido confiscadas.

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Em 1492, os Reis Católicos, Fernando de Aragão e Isabel de Castela, acabaram a Reconquista, com a expulsão dos últimos Mouros, da cidade de Granada. Posteriormente, em 1561, o país foi reunificado pelo Rei Carlos I. O seu filho, Felipe II, transferiu a Corte Real de Valladolid para Madri, e desde essa época até aos nossos dias, tem sido a capital de Espanha.

Nos séculos XVI e XVII, séculos de ouro do Império Espanhol, a cidade cresceu, mas era ainda pequena, quando comparada com outras cidades, tais como Sevilha ou Cádiz.

O tempo passou e a situação foi mudando. Passaram os séculos de ouro da Espanha e chegamos ao século XVIII, com Carlos III, considerado por alguns como o melhor monarca da história de Madri, que culminou esta etapa dourada, muito embora os primeiros movimentos turbulentos não tenham verdadeiramente chegado antes do seu sucessor, Carlos IV, que presenciou a agitação em que o país se encontrava. Finalmente, com Fernando VII, conhecido como absolutista, acabou toda a prosperidade que tinha existido trazida pelos últimos monarcas. Tinha terminado um ciclo.

Em 1808, chegam as Invasões Napoleônicas, tanto em Madri, como em muitos outros pontos de Espanha. Estávamos no século XIX e a Europa agitava-se. Napoleão perdeu Madri e Espanha e o seu império capitulou no Inverno russo.

Na Espanha, o século XX começa também com revoltas e tensões, uma situação que resultou na Guerra Civil, entre 1936 e 1939. Nesta guerra, dois grupos, os Nacionalistas e os Republicanos, respectivamente autoritários e democratas, lutaram em todo o território espanhol até finalmente a parte republicana ter triunfado, tendo colocado Francisco Franco no poder – e que o deteve durante 40 anos.

Depois da morte de Franco, em 1975, a democracia foi instaurada em Espanha, sob um regime de Monarquia Parlamentar. (more…)

janeiro 22, 2017

São Paulo, 463 anos: não sou conduzido, conduzo!

O dia do aniversário de São Paulo é comemorado em 25 de Janeiro, data em que foi celebrada a primeira missa no então planalto de Piratininga, terra escolhida pelos padres jesuítas José de Anchieta e Manoel da Nobrega para iniciar o processo de catequização dos índios.

Em 1553, José de Anchieta e Manoel da Nobrega estavam em busca de um local seguro para a construção de um Colégio de Jesuítas, e saíram do litoral rumo ao interior, onde encontraram o planalto de Piratininga, que reunia as condições necessárias, e tinha um clima parecido com alguns lugares da Europa, como a Espanha.

Quando terminaram a construção do Colégio foi celebrada uma missa em 25 de Janeiro de 1554, mesmo dia em que se celebra na tradição católica a conversão do apóstolo Paulo ao cristianismo, para marcar o início daquela fase de catequização, a data que seria escolhida posteriormente como o aniversário da cidade, que passaria a ser chamada de São Paulo em razão daquela tradição.

Apesar de a data ser considerada como a fundação de São Paulo, o planalto de Piratininga somente foi reconhecido como a Cidade de São Paulo 157 anos depois com o reconhecimento do Rei de Portugal.

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