A Simplicidade das Coisas — Augusto Martini

setembro 22, 2017

A minha Primavera e a Primavera de Botticelli!

Quem não acorda com saudades de qualquer coisa?
Eu acordo sempre com saudade de ver os raios de sol entrarem pela janela em minha casa de infância, saudades do tempo perdido que uma pessoa não aproveitou como devia ser, saudades de um pouco de tudo…
A saudade é a luz viva e nítida que ilumina a estrada do passado. Hoje acordei com saudades da Primavera de antigamente… O tempo tem estado tão maluco que as estações do ano não são mais tão definidas.

De quanto criança, lembro da chuva, do nevoeiro, do  frio…

Mas hoje,  estamos na Primavera. A estação mais bela do ano! Céu claro, pássaros cantando, a vida florescendo. Luz para o corpo e alma.

Lembrei-me de partilhar com vocês este quadro de Sandro Botticelli. Porque o belo nos enche o peito! Porque a natureza nos devolve sentimentos adormecidos!

Feliz Primavera!

A Primavera vai entrando no jardim, lançando flores por onde passa, perfumando tudo, enchendo tudo de maravilha.

Esta obra foi criada no ano de 1482. Época em que os pintores renascentistas inspiravam-se em fábulas mitológicas para realizarem as obras destinadas a adornar edifícios. O quadro “A Primavera” foi encomendado por Lorenzo di Pierfrancesco de Médicis para ser colocado na villa Mediceia de Castello.  (more…)

Anúncios

setembro 20, 2017

Bueno Brandão – a joia da Mantiqueira!

Faz onze anos que escrevi aqui no blog sobre  Bueno Brandão. Depois que fiz o post estive mais duas vezes por lá. Sempre na Pousada Vale Verde, do amigo Carlos Eduardo Batagini, o qual se foi sem se despedir. Ser humano fantástico, arrebatado rapidamente por um câncer.

Tudo o que você ouvir falar sobre Bueno Brandão é verdade! Cidade pacata, de gente simples e 32 cachoeiras catalogadas. Pousadas rurais nas quais a gente se sente em casa. Não vou escrever mais nada. Leia e veja as fotos abaixo. O crédito do texto e das fotos são para Tales Azzi. A reportagem abaixo é do site vou contigo.

Se você é de São Paulo, aproveite o próximo feriado prolongado e vá conhecer BB! Não irá se arrepender. Eu garanto.

Das cidades mineiras da Serra da Mantiqueira, Bueno Brandão é uma das menos conhecidas. Sua fama turística ainda vai pouco além das cercas de suas pequenas fazendas que cultivam morangos. Mas suas paisagens de morros suaves, onde brotam dezenas de cachoeiras, são tão bonitas quanto as de outras cidades bem mais famosas da região, como Monte Verde ou Gonçalves.  É justamente por isso, que Bueno Brandão, a 170km de São Paulo, ou cerca de três horas de carro, rende uma viagem de final de semana deliciosa e cheia de surpresas.

bueno brandao

A primeira delas é o próprio caminho até lá. A estrada estreita e sinuosa que parte da vizinha Socorro-SP exibe um cenário pra lá de bucólico. Quando você ver apenas fazendas em ambos os lados da pista, vacas pastando e encostas tomadas por plantações de café, é sinal de que já cruzou a fronteira de Minas Gerais e está chegando a Bueno Brandão. Para ir entrando no clima pacato da região e observar melhor a paisagem, convém desacelerar o carro. Isso também ajudará a evitar os buracos da pista, que não são poucos. Após uma curva, avista-se a cidade, pequenina, no cocoruto de uma colina, cercada de araucárias.

bueno brandao

Bueno Brandão está a 1.100 metros acima do nível do mar. O ponto mais alto das redondezas é o Pico da Torre, que fica a 1.800 metros. O nome original da cidade era Campo Místico, em alusão a misteriosas luzes que, por vezes, eram avistadas no fundo dos vales. Só em 1938, com a emancipação do município, é que veio o nome atual, uma homenagem a Júlio Bueno Brandão, político mineiro que por duas vezes foi governador de Minas Gerais nos tempos da República Velha. (more…)

julho 30, 2017

Parque do Carmo e a Festa das Cerejeiras

O Ipê amarelo é a árvore símbolo do Brasil. E a cerejeira é a árvore símbolo do Japão. Tal árvore é a marca dos descendentes da comunidade nipônica que vive na região de Itaquera. Todos os anos essa comunidade tem a tradição de realizar o “hanami”, de sentar sob as cerejeiras e contemplá-las durante um bom tempo, durante a Festa das Cerejeiras do Parque do Carmo.
O vento sopra as delicadas pétalas das flores fazendo com que elas se espalhem produzindo um belíssimo espetáculo da natureza, tal como acontece no Japão. A florada de Sakura dura apenas alguns dias e é a oportunidade de conferir os caminhos formados pelas flores em tons de rosa. E, também, assistir as apresentações e shows da cultura japonesa e saborear a deliciosa culinária japonesa.

 

Este slideshow necessita de JavaScript.

No próximo final de semana, dias 4, 5 e 6 de agosto de 2017, acontecerá a Festa das Cerejeiras que já é tradição na cidade de São Paulo e é organizada pela Federação Sakura e Ipê do Brasil.

Desde a década de 1970, todos os anos no mês de agosto, é celebrada uma festa para comemorar a florada das mais de 4.000 cerejeiras, que dura cerca de uma semana e que fazem parte do bosque das cerejeiras. (more…)

julho 17, 2017

Shrii Shrii Anandamurtijii ou Shrii Prabhat R. Sarkar – biografia

Shrii Shrii Anandamurtijii, também conhecido como Shrii Prabhat R. Sarkar (1921-1990), foi filósofo, reformista social, humanista e mestre espiritual. Através de seus ensinamentos e trabalhos, inspirou milhares de pessoas a transformarem-se em neo-humanistas – pessoas que assumem a responsabilidade de salvaguardar o bem-estar de toda a Humanidade. Além disso, foi autor de vários livros, poeta e compositor.

Imagem relacionada

Sua Vida
Shrii Shrii Anandamurti, nasceu em 1921, em Jamalpur, uma pequena cidade do estado de Bihar, na região Leste da Índia. Entre uma família de cinco crianças, ele foi o filho mais velho. Uma de suas irmãs morreu ainda nova; e seus dois irmãos mais novos ainda estão vivos. Após a conclusão do segundo grau em Calcutá, em 1944, tornou-se funcionário do Departamento de Contabilidade da Rede Ferroviária, em Jamalpur. Nesse período também atuou em vários jornais e periódicos. Simultaneamente, empreendeu sua missão como mestre de práticas espirituais baseadas no Tantra Yoga. Passou a ser conhecido como fomentador de projetos sociais e líder espiritualista e ético. Em 9 de janeiro de 1955, estabeleceu a organização Ananda Marga, que depois se propagou por todo o mundo.
Anandamurtii foi um grande defensor da justiça social. Em 1959, formulou uma teoria político-socioeconômica, que combina conceitos espirituais com libertação social e econômica, a qual chamou de Teoria da Utilização Progressiva (PROUT). Ele propôs a criação de Prout para resolver as dificuldades econômicas dos seres humanos. Em 1965, aposentou-se de seu emprego para dar total atenção à Ananda Marga.
Anandamurti adotou uma posição inflexível contra a corrupção e desafiou o status quo. Na medida em que sua ideologia se espalhou entre as massas, o governo indiano tentou bloquear sua influência. Em 1971, foi acusado falsamente de vários crimes e encarcerado sem direito a julgamento ou fiança. Em 12 de fevereiro de 1973, por ordens de agentes do governo, o médico da prisão envenenou-o. Anandamurti exigiu que fosse aberto um inquérito de tentativa do envenenamento. Como o governo se recusou a atendê-lo, em 1 de abril de 1973, iniciou um protesto por meio de jejum, fazendo a promessa estendê-lo até que fosse aberto um inquérito ou que ele fosse inocentado. Em julho de 1975, quando a Índia estava sob o Período de Emergência (suspensão de todas as regras democráticas), foi processado sob falsas acusações, teve negado seus direitos de defesa e foi sentenciado à prisão perpétua.
(more…)

julho 12, 2017

A Árvore da Vida – o filme de Terrence Malick

Assisti ao “A Árvore da Vida” na última terça feira e em casa. Confesso que em certos momentos fiquei quase sem respirar, paralisado no sofá, atônico com tanta beleza. É um filme que não dá para ver só com os olhos. É preciso vê-lo também com o coração e com a alma.

No início do filme, a protagonista anuncia que há dois caminhos para a vida: um é o caminho da Natureza, que rejeita desapegar-se de si e alimentar-se da Árvore da Vida, que insiste em sua rigidez e por isso se quebra. O segundo é o caminho da Graça, que aceita a dor com esperança e que vê na Árvore da Vida tanto a fonte última da Natureza como a única capaz de se chegar à Vida Eterna. O símbolo da árvore aparece do início ao fim do filme, e em todos os seus momentos mais significativos. Às vezes como uma pequena planta, às vezes como uma árvore frondosa. Se você espera assistir a um filme com narrativa regular – esse não é o caso. É descontínuo, sem linearidade temporal, mas vai fazendo conexões lógicas e casuais e de forma poética. Possui uma infinidade de imagens, ritmos, sons, cores, em que fui me reconhecendo em cada um deles. Em minha infância, no modo de ser de meus pais e irmãs, principalmente. Estava reticente a assistir ao filme. Amigos do trabalho diziam para que eu não perdesse meu tempo. Talvez não estivessem preparados para assisti-lo. O verei mais vezes, com certeza.

Reproduzo abaixo a crítica que encontrei no Blogardino e que traduz muito do que senti e ainda sinto ao pensar no filme.

Como já foi dito em outras críticas, “A Árvore da Vida” é para poucos. Mas, sem dúvida, é o melhor trabalho de Terrence Malick e um dos melhores filmes da história do cinema.


Quando digo que o filme não é para qualquer um não estou insinuando que foi feito para pessoas inteligentes ou cultas. É preciso ser sensível, ter a capacidade de mergulhar nas emoções e nas sensações que o filme provoca para se entender, ou melhor, para se perceber o filme. E ai está o problema: a maioria das pessoas está acostumada com roteiros que explicam tudo em seus diálogos, com início, meio e fim, de modo que nenhum mistério fica sem explicação. Quem entrou no cimema buscando diálogos explicativos e uma história convencional certamente se decepcionou.

O filme de Malick fala sobre a Vida, mas de seu modo particular: pelo que se vê, e o que não se vê; pelo que se ouve, e o que não se ouve; pela emoção que se manifesta nas cenas e nos impactam; ou seja, por todos os meios a disposição de um filme, exceto pelos diálogos elucidativos. O filme não deve ser assistido com a razão, mas com o coração. (more…)

julho 10, 2017

Prefeitura reativa “Fonte dos Desejos” da Praça Ramos de Azevedo!

Já tinha escrito aqui no blog sobre os  monumentos e fontes da cidade de São Paulo em estado de abandono.

Sábado, em uma de minhas caminhadas pelo centro, tive uma grata surpresa. A Prefeitura de São Paulo reativou a “Fonte dos Fesejos” situada na Praça Ramos de Azevedo, no centro da cidade, ao lado do Theatro Municipal. De acordo com a Prefeitura Regional da Sé, foram realizadas obras para restabelecer o fornecimento de água e energia elétrica para o monumento. Pensei que morreria sem ver essa fonte novamente em funcionamento!

Este slideshow necessita de JavaScript.

A “Fonte dos Desejos — Glória” faz parte do conjunto escultórico realizado pelo arquiteto italiano Luiz Brizzolara em 1922 e foi inspirada na fonte dos desejos de Roma (Fontana di Trevi). A fonte integra o Monumento a Carlos Gomes, formado por um conjunto de 12 esculturas, representando a música, a poesia e personagens das óperas mais famosas do músico. (more…)

julho 2, 2017

Vila Maria Zélia – um tesouro no centro de São Paulo

Post publicado originalmente em 11/01/2014

A Vila Operária Maria Zélia, foi construída para ser uma pequena cidade. Foram feitas 220 casas, com duas escolas, uma para meninas e outra para os meninos, ambulatório e serviço odontológico, uma praça principal com uma igreja ladeada por dois prédios idênticos, onde funcionavam o comércio, com farmácia, açougue, sapataria, armazém, salão de festas, e um clube, com um campo de futebol. Foi a primeira vila operária a ter uma creche para os filhos dos operários.

Moro em São Paulo há 11 anos, mas, sempre mantenho meu pé no interior do estado, onde nasci. Aqui na capital, procurei um apartamento que tivesse “cara” de casa. Hoje, vivo nesse apartamento que tem até uma pequena área externa, o que é um privilégio para quem mora na capital.

O inconveniente – pagar condomínio! Assim, de uns tempos para cá estou procurando um sobrado ou casa para possível  troca.

10

E lembrei  que há algum tempo, o Luiz e o Fabrício, amigos aqui da capital, me convidaram para assistir uma peça de teatro  que seria encenada em um  armazém de uma antiga vila de operários.  Cheguei, junto com eles, na Vila Maria Zélia. Fomos assistir a uma peça chamada “Hygiene”, apresentada no antigo armazém geral da Vila, escrita, concebida, dirigida e encenada pelo Grupo XIX de Teatro, que transforma praças, cadeias, hospitais, passagens subterrâneas, em “salas de teatro”.

Fiquei encantado. A Igreja, bem em frente, é simples, pequena e singela. As pequenas casas de inspiração europeia, infelizmente abrasileiradas no acabamento das fechadas, convivem em perfeita harmonia. Não há disparidades. Nada é ofensivo. Não há miséria, mas também não há ostentação.

zelia

Maria Zélia Street

No final da vila, um pequeno clube, com churrasqueira, quadra, campo de futebol e mesinhas para jogos de cartas ou dominó. O clima de interior é reforçado pelas hortaliças cultivadas em um canteiro, pelas crianças andando de bicicletas e pelos gatos perambulando nas ruas.

A sensação é de estar em uma cidade cenográfica. Moradores disseram que é sempre utilizada para comerciais, novelas e longas-metragens, como o filme O Corinthiano (1966), com Mazzaropi. (more…)

maio 17, 2017

Minha relação com plantas e bichos

Quem acompanha o A Simplicidade das Coisas já sabe que gosto de escrever sobre minha infância – pobre e digna. Quando minha família saiu do sítio para vir tentar nova vida na cidade, moramos por alguns anos em casas alugadas. Primeiro na Vila Alemã e depois na Vila Martins, ambas em Rio Claro/SP. Nem por isso meu pai deixou de cultivar sua horta e minha mãe deixou de plantar seus jardins. Estes estavam sempre limitados a pedacinhos de terra que ficavam no corredor de entrada dessas casas, entre a parede o muro do vizinho, ou nos fundos. Depois, quando mudamos para a casa própria, na Vila Nova, a qual tinha amplo quintal, meu pai, além da horta, cultivava pés de frutas, criava galinhas e sempre tinha um porco preso num chiqueiro, minha mãe estendeu o domínio das flores e das folhagens por vários locais: não havia espaço vazio que não fosse povoado com rosas, dálias, margaridas, lírios, antúrios, palmas, copos-de-leite, crisântemos, girassóis, gerânios, jasmins. Tudo muito bem cercado para que os cachorros (sempre tivemos dois) não destruíssem as plantas.

Este slideshow necessita de JavaScript.

De meus pais não herdei joias, imóveis, dinheiro, mas tudo o mais, inclusive o gosto por bichos e plantas. O quintal de minha casa em Rio Claro é cheio de plantas, as quais atraem muitos pássaros. Tenho também um terreno onde pretendo construir uma chácara e por lá morar, o qual povoei de árvores. Os vizinhos dizem: nós arrancamos “o mato” e você planta. Isso vai virar uma selva! Não questiono. Apenas penso: por que ter uma chácara e nela reproduzir uma “casa de cidade”?

Desde que mudei para o apartamento onde hoje moro, na República, em São Paulo, há 10 anos, cultivo algumas plantas. Não consigo ficar longe do cheiro de mato e terra. Hoje, em número bem pequeno, pois estão construindo um edifício de 25 andares ao lado, o qual tirou muito de minha área de luz. Atualmente elas estão nos beirais das janelas e em alguns vasos que mantenho dentro de casa, entremeando as estantes de livros e outros móveis. A construção do edifício pela Setin causou-me tristeza, pois tive que me desfazer de muitos vasos, os quais sempre evocaram em mim a memória de meus pais e antepassados que sempre lidaram com a terra.

Das memórias que tenho, avós e tias sempre cultivaram suas plantas preferidas. A tia Izabel, irmã de meu pai, adorava suas avencas. Eram lindas e elogiadas por todos. Minha avó Virgínia, tinha um “q” a mais com seus canteiros de margaridas e palmas.

O tempo passa célere e cada vez mais sinto imensa necessidade de arrumar uma maneira de manter plantas, bichos e amigos vivos e próximos… Mas eles teimam em fugir de minhas mãos…

abril 26, 2017

Meu amuleto indígena 

A figura abaixo é de uma ponta de flecha esculpida em rocha. Meu avô, Primo Martini, tinha um sítio em Ajapi, distrito de Rio Claro. Era o sítio Boa Vista. E nele havia (e acho que ainda existe) um sítio arqueológico cuja ocupação do espaço deve ter sido feita pelas populações indígenas da região de Rio Claro. Era uma área que ficava em um declive, que abrigava um resquício de mata virgem. Em um paredão rochoso havia uma espécie de fenda a qual denominamos “caverna do índio”. Eu e meus primos gostávamos de ir até lá para brincar. Como era criança, não lembro com muitos detalhes tudo o que tinha no local. Mas, lembro que nos dependurávamos em cipós, subíamos até essa fenda, entrávamos e pegávamos lascas rochosas. Salvo engano haviam alguns desenhos rupestres. A região é formada por rochas sedimentares e em alguns lugares afloravam “piçarras coloridas”.

Quando eu tinha uns 15 anos (faz tempo! Rs), ganhei essa ponta de flecha de um tio meu, Marino Martini e irmão de meu pai e coletada no local. Sempre gostei de guardar coisas. Tenho uma lata cheia de moedas antigas em minha casa de Rio Claro. E essa lata  foi “a casa” da ponta de flecha até  uns 15 dias atrás, quando ela reapareceu em minha lembrança e fui em busca dela.

Estava lá, guardadinha! Peguei-a com carinho, como se fosse uma joia. Lembrei do gesto de meu tio quando a recebi de presente e pensei: “se ela reapareceu nesse momento deve ter um sentido”. Trouxe-a para São Paulo. A carregava no bolso das calças. E ontem, indo para o trabalho, passando pela Barão de Itapetininga, vi um artesão, com fisionomia de indígena (ele é boliviano), fazendo cordões com pingentes de rochas. Mostrei a ponta de flecha para ele e perguntei se poderia fazer um cordão sem alterar a originalidade da peça. Ele respondeu positivamente. A deixei com ele e passei pega-lá no final da tarde. E agora a trago dependurada no pescoço.


As populações nativas criaram pontas de flechas e outros projéteis de pedra de sílex e outras rochas, e ainda é comum encontrar esses artefatos nas áreas onde os indígenas viviam e caçavam. (more…)

abril 23, 2017

Solo Sagrado da Igreja Messiânica

Este slideshow necessita de JavaScript.

Há cinco anos fui comemorar meu aniversário no Solo Sagrado, da Igreja Messiânica, que fica às margens da Represa Guarapiranga, em São Paulo.

Ontem, dia 22/04/2017, um sábado, resolvi voltar ao local. Havia feito aniversário no dia anterior e resolvi repetir a experiência. Não tenho carro. Fiz todo o trajeto em transporte público. Do centro de São Paulo, saindo do Terminal Bandeira, até o local, a depender do trânsito, são cerca de 3 horas. É preciso desembarcar no Terminal Varginha e lá tomar o micro ônibus Messiânica, que sai há cada 40 minutos. Chegando ao local tive minha entrada barrada, pois, a partir de 01/01/2016 é preciso agendar, conforme comunicado abaixo:

A direção da Igreja Messiânica Mundial do Brasil comunica a todos que, a partir de 1º de janeiro de 2016, o Solo Sagrado de Guarapiranga passará a ter novos procedimentos, bem como novos dias e horários de funcionamento ao público. (more…)

Próxima Página »

Crie um website ou blog gratuito no WordPress.com.

%d blogueiros gostam disto: