A Simplicidade das Coisas — Augusto Martini

maio 7, 2021

Árvores conseguem aprender e lembrar de coisas

Em entrevista concedida para Richard Schiffman, no site Scientific American Brasil a pesquisadora Suzanne Simard sugere que plantas trocam nutrientes e informações, e são capazes até de interagir especificamente com outras da mesma “família”.

A matéria citada acima é muito interessante. Abaixo seguem os trechos que mais me chamaram a atenção. Mas vale a pena acessar o conteúdo na íntegra.

“A descoberta de que árvores são, na verdade, seres sociais, foi o que chamou a atenção do público. Segundo os estudos da ecologista, elas trocam nutrientes entre si e mantém uma comunicação umas com as outras sobre possíveis ameaças ambientais, como pragas que podem atacá-las, de modo a se sempre se ajudarem a sobreviver.”

Suzanne Simard, autora do livro Finding the Mother Tree: Discovering the Wisdom of the Forest, sobre árvores-mãe e a importância de ajudarmos em sua sobrevivência. Foto de: sciam.com.br

“Em um trabalho mais recente, ela (Suzanne) encontrou evidências de que as árvores reconhecem sua própria família, sendo bastante generosa com ela, especialmente em relação àquelas mudas mais vulneráveis.”

Ela também descobriu que bétulas fornecem moléculas de açúcar para árvores de abetos durante o verão através das redes micorrizas e que os abetos retornam o favor ao alimentarem as bétulas nos meses de outono e primavera, quando lhe faltam folhas.

“Isso não é incrível? Alguns cientistas estavam tendo problemas com isso: por que uma árvore enviaria açúcar fotossintético para outras espécies? Mas, para mim, era óbvio. Elas sempre ajudam umas as outras a criar uma comunidade saudável com beneficio para todos”.

Pergunta: “Você está dizendo que as comunidades da floresta são, em alguns aspectos, mais igualitárias e mais eficientes do que a nossa própria sociedade? Há alguma lição a ser aprendida aqui?”

“Exatamente, elas promovem a diversidade. Estudos mostram que a biodiversidade leva à estabilidade e resiliência. E é fácil ver por quê. É um sistema sinérgico. Por exemplo, existe uma planta com alta capacidade fotossintética e alimenta todas essas bactérias do solo que fixam nitrogênio. Enquanto isso, há essa outra planta com raízes profundas. Ela desce e traz água, que compartilha com a planta fixadora de nitrogênio, pois esta precisa de muita água para realizar suas atividades. Então, de repente, toda a produtividade do ecossistema aumenta”.

*Isso acontece porque as espécies ajudam umas as outras? *

“Sim, esse é um conceito importante que todos nós precisamos apresentar e adotar. É aquele que nos escapou”.

Pergunta: Dessa maneira, a cooperação é igualmente importante, senão mais importante do que a competição. Precisamos revisar nossas visões sobre como a natureza opera?

“Penso que precisamos. Charles Darwin também entendia a importância da cooperação. Ele sabia que as plantas viviam juntas em comunidade, e escreveu sobre isso. Porém, essa questão nunca recebeu tanta atenção quando seus trabalhos sobre a seleção natural baseada na competição.

No dias de hoje, nós estudamos coisas como o genoma humano e percebemos que boa parte do nosso DNA tem origem viral ou bacteriana. Agora sabemos que somos consórcios de espécies que evoluíram juntas. Esse pensamento está se tornando mais popular. Da mesma forma, florestas são organizações multiespécies. Culturas aborígenes já tinham conhecimento sobre a existência e complexidade dessas relações e interações. Nem sempre tivemos uma abordagem tão reducionista”.

Pergunta: Seu último trabalho de pesquisa mais recente é chamado de Projeto Árvore-Mãe. O que são “árvores-mãe”?

“As árvores-mãe são as maiores e mais antigas da floresta. Elas são a cola que mantém a floresta unida e possuem os genes de climas anteriores. Essas árvores-mãe são o lar de várias criaturas, de uma enorme biodiversidade. Por meio de sua enorme capacidade fotossintética, elas fornecem alimento para toda a vida presente solo. Além disso, “árvores-mãe” mantêm o carbono no solo e na superfície e conservam também o fluxo de água, Ajudando, assim, a floresta a se recuperar de perturbações. Não podemos nos dar ao luxo de perdê-las”.

maio 1, 2021

10 lições de vida que as avós nos ensinam e nos tornam pessoas muito melhores

Não dá para negar que as avós são uma fonte inesgotável de sabedoria, amor e experiência. Afinal, quem tem ou já teve o prazer de conviver com elas sabe bem que seus conhecimentos fazem toda a diferença na vida dos netos, tornando-os pessoas muito mais resilientes.

Como uma forma de homenagear essas pessoas tão incríveis e ressaltar sua importância no mundo, reunimos 10 lições de vida que podemos aprender com as avós. Certamente você se identificará com muitas delas!

Virgínia Rosin Calore Martini

10 lições de vida que as avós nos ensinam

1. Humildade é a coisa mais importante

A humildade é uma qualidade magnífica. Porém, para muitas pessoas, não é uma prioridade.

As avós costumam nos ensinar que tanto a gentileza quanto a lealdade são características que podem abrir muitas portas em nossos caminhos, ajudando a atrair para perto pessoas que também lidam com a vida dessa forma.

2. Seja diplomática

Infelizmente, muitas pessoas pensam que falar alto e impor suas opiniões é sinônimo de poder e coragem, mas não é. Afinal, ninguém precisa ser rude para se expressar.As avós, por outro lado, não costumam levantam a voz (a menos que seja muito necessário).

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março 30, 2021

Mais algumas lembranças de infância

Gosto de escrever sobre minhas lembranças de infância. Tenho o privilégio de ter comido doce de abóbora com coco feito em tacho de cobre. E feito com as abóboras colhidas no sítio de meus avós paternos ou com aquelas plantadas no quintal de minha casa.  Aquele doce, apurado no fogão a lenha, não troco por nenhum doce industrializado – era doce feito com amor e muita dedicação por uma pessoa muito especial para mim: minha mãe.

Desde que me conheci por gente ela fazia doces, uma arte que certamente aprendeu com sua mãe ou como cozinheira que foi no Haras e Fazenda Morro Grande (hoje Ajapí), distrito rural de Rio Claro. Meus avós paternos foram administradores dessa fazenda e depois passaram a morar em um sítio que adquiriram dos irmãos de meu avô, naquele distrito.

Nessa pequena propriedade passei alguma parte de minha infância e as férias escolares de minhas irmãs sempre eram por lá. Para mim, menino de cidade, tudo era uma aventura: dormir sob a luz de lamparina (o interior do nariz ficava preto), tirar água do poço, ver minha avó cozinhar no fogão a lenha, assar pães no forno a brasa (espécie de forno parecido com a casa do pássaro João de Barro), andar a pé do sítio até Ajapí, passear de carroça, ver minha tia Leonor passar roupas no ferro a brasa, meus tios e avô matarem porcos para a subsistência.

No dia 01 de janeiro meus avós realizavam uma Festa para comemorar o novo ano, quando também era comemorado o aniversário de meu avô, Primo Martini.

Na semana que antecedia a comemoração, minha avó fazia tachos de doces, massas caseiras, meus tios e avô matavam leitoas e frangos. Tinha pães assados no forno a brasa. Como não havia energia elétrica, não tinha geladeira. Meu avô encomendava barras enormes de gelo, que eram quebradas e o gelo picado era colocado em tambores para resfriar os refrigerantes, as cervejas ou a serpentina por onde passava o Chope.  Tinha também o vinho de garrafão. Lembro-me que minha avó misturava água e açúcar no vinho e dava pra gente comer com pão! Era tanta fartura de comidas e bebidas que hoje me pergunto como ela, minha mãe e tias davam conta de tantos afazeres. Vinham todos os parentes com seus filhos e os amigos das redondezas. Era muita gente!

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março 26, 2021

Saiba o que as pessoas aprenderam no curso de felicidade de Yale

Dormir, agradecer e ajudar ao próximo são algumas das lições

25.mar.2021 às 20h00 

MOLLY OSWAKSTHE NEW YORK TIMES

O curso de felicidade da Universidade Yale, conhecido oficialmente como Psicologia 157: Psicologia e a Vida Boa, é um dos cursos mais populares já oferecidos nos 320 anos de história da universidade.

O curso só foi ministrado em pessoa uma vez, no segundo trimestre de 2018, em forma de palestras para 1.200 espectadores realizadas no maior auditório do campus.

Em março daquele ano, uma versão gratuita em forma de dez palestras semanais em vídeo, oferecidas via Coursera com o título “A Ciência do Bem-Estar”, também conquistou popularidade instantânea, atraindo centenas de milhares de espectadores online.

Foto por Daria Rem em Pexels.com

Mas quando os lockdowns começaram, cerca de dois anos mais tarde, o número de matriculados disparou. “Octuplicamos o número de pessoas que fazem o curso”, diz Laurie Santos, professora de psicologia em Yale e diretora do Silliman College, sobre a popularidade das aulas na era da pandemia. 

“Todo mundo sabe o que é precisa fazer a fim de preservar a saúde física: lavar as mãos, respeitar o distanciamento social e usar máscara”, acrescenta. “Mas as pessoas enfrentam dificuldade para proteger sua saúde mental.”

O currículo do curso oferecido via Coursera, adaptado daquele que Santos leciona em Yale, pede que os estudantes, entre outras coisas, registrem dados sobre seu padrão de repouso, mantenham um diário de gratidão, façam gentilezas para desconhecidos, e anotem se, ao longo do programa, esse comportamento pode ser correlacionado a uma mudança positiva em seu humor, em termos mais amplos.

Gretchen McIntire, 34, que trabalha como assistente de saúde domiciliar em Massachusetts, está fazendo graduação em psicologia por meio de um curso online da Southern New Hampshire University. Em seu tempo livre durante o lockdown, em agosto, McIntire fez o curso da Yale. E disse que isso “mudou sua vida”.

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fevereiro 23, 2021

Villa Grazioli em Grottaferrata, de uma villa nobre a uma residência histórica

Villa Grazioli, Grottaferrata – Créditos das fotos: https://bit.ly/3auRRyZ

Quem não gostaria de passar um fim de semana em uma antiga vila nobre , sem abrir mão do conforto da vida moderna? Na Villa Grazioli, em Grottaferrata, você pode! A residência do antigo cardeal é uma das doze Villas Tuscolane, localizadas no território dos Municípios de Frascati, MontePorzio Catone e Grottaferrata, na área de Castelli Romani . Em Grottaferrata estão Villa Muti-Arrigoni e Villa Grazioli: ao contrário da primeira, esta última pode ser visitada e nós, no fim-de-semana passado, tivemos o prazer de a conhecer.

Ao contrário da maioria das Villas Tuscolan, atualmente inacessíveis, Villa Grazioli nos últimos anos passou por cuidadosas obras de restauração que a adaptaram a uma instalação de alojamento turístico; é, portanto, acessível ao público que pode apreciar suas belezas histórico-artísticas e paisagísticas, e vivê-la em uma experiência de 360 ​​graus. A villa, de fato, uma das mais ricas em termos artísticos entre as Villas Tuscolan, situa-se na fronteira entre Grottaferrata e Frascati num parque de cerca de 15 mil metros quadrados, com vista para o campo em torno de Roma.

Assim, vamos descobrir juntos as origens e a história deste património cultural inestimável do nosso território, a dois passos de Roma, protegido desde 1913 pela Superintendência de Belas Artes, pelos seus notáveis ​​valores artísticos.

Villa Grazioli, residência do cardeal do final do Renascimento, com origens romanas antigas

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fevereiro 18, 2021

Janelas – Adélia Prado

Foi antes da revolução dos Beatles, antes da minissaia, quando escândalos políticos não vazavam nos noticiosos da TV. Era um moço pacato e, para o gosto das ‘meninas estudadas’, que nem eu, as meninas da Escola Normal, até mesmo um pouco sonso. Sem garbo, sem aprumo, ficava lá com o pai, na loja de coisa pra fazendeiro, uma pessoa sonolenta. Nunca vi o Otavianinho marchar com os moços do Tiro de Guerra, jogar futebol, nadar, jogar malha no campinho, pertencer à Congregação Mariana, nada, nada mesmo. Parecia clone do pai que ficava na registradora, ele só atendendo a freguesia, embrulhando ração, pesando semente, mal levantando a cabeça pra encarar. Pois, imagine – e é preciso imaginação -, o pai do Otavianinho, o Otaviano velho, morreu e ele herdou a loja. Antes do luto acabar, comprou um rabo-de-peixe, botou um caixeiro mais sonso que ele no balcão e saiu pra vida. Dizem que ele disse experimentando o volante do carro: ‘agora vou pegar isso e as menina.’ Me lembro de que torci o nariz, quando tio Lute contou a novidade, arremedando a fala caipira dele. Pois sim, um mês de passeio no Cadillac foi o suficiente pra estourar com a nossa sólida apreciação sobre a sonsura do Otavianinho. Foi de novo tio Lute quem contou a respeito: já sabem? O Otavianinho quase morreu, ainda agorinha. – Hein? – É.

– De quê? – Por acaso, eu vi tudo, desculpou-se. Sabe o que o Otavianinho andava aprontando? disse controlando mal a excitação. – Pois o mocorongo envinha de há muito pulando a janela da casa do seo Canuto, direto pró quarto da Calixtinha! Oooo queeeeê? meu pai falou. – Pois foi. O Canuto descobriu e queria matar o homem.

Foi lá na loja, armado e aos gritos. É, o Otavianinho deu foi muita sorte, porque agarraram o Canuto e ele teve tempo de escapulir. Escapulir, arre, o único senão estético do relato. bom, tio Lute e meu pai não se deram conta da minha presença. Assim que começaram a conversa aproveitei pra ficar invisível e escutar tudo, tão excitada quanto tio Lute. De noite percebi que meu pai contava a história pra minha mãe, ele também com um gozo desconhecido na voz. Escutei eles rirem, o que me dava sempre enorme felicidade. Na minha cama, depois que Neneca dormiu, foi a minha vez de saborear tudo, economizando ponto por ponto daquela história que mexia com a minha fantasia mais secreta: depois que todos dormissem, o Adalberto da Têxtil viria arranhar feito um gato a janela do meu quarto e eu iria abrir só um pouquinho e ele falaria coisas comigo e proporia outras, com uma voz irreproduzível, de tanto desejo, e eu iria negar-me como Santa Maria Goretti. Ele me tocaria de leve, demoradamente, ou forte e rápido, numa mistura de perversão e respeito. Sairia noite afora, suspirando por mim, e eu passaria a noite em claro, suspirando por ele. Ganhei simpatia pelo Otavianinho e uma admiração pela Calixtinha, que fez aquilo tudo e continuava com a mesma cara inocente. Que mistério, meu deus! O Canuto morria de dengo pelo neto feito à sua revelia, fez as pazes com o genro, que ficou podre de rico. O que eu fico imaginando é porque o Otavianinho pulava a janela de Calixtinha e não namorava como todo mundo, na praça, ou na porta da igreja. Às vezes eu acho que é porque ele era um falso sonso e fui errada de olhar para ele com desdém, ou que a ‘inocente’ da Calixtinha é que armou tudo muito bem armado e o bobo caiu direitinho. Esta segunda hipótese sendo a mais provável, com certeza, a verdadeira. Romeu nenhum pula janela se uma Julieta diligente não afrouxa o trinco. Contudo, tanto tempo passado, considero que, a não ser que as famílias se odeiem e tornem o encontro impossível, é melhor não abrir janela nenhuma, porque a vida é breve e a arte, longa. Mais vale uma janela sempre perigando abrir, que outra para sempre aberta.

Em se tratando de romance, claro. Amo o que dá trabalho. Mas não foi exatamente assim que a Calixtinha raciocinou? Não foram as mesmas minhas razões que a fizeram optar pelo difícil, namorando escondido? Tio Lute falava que o Canuto queria só fazer barulho com o trinta-e-oito. Ah, sei mais nada não, estou ficando confusa. E longe de mim fazer assertivas sobre amor e janelas. O menino da Calixtinha saiu diferente dos dois. ô vida misteriosa!

  • Fonte: Livro “Filandras”, Adélia Prado

janeiro 29, 2021

O jardineiro anônimo

Era pouco mais de 12h quando ele chegou nos canteiros do bulevar da Vieira de Carvalho, no quarteirão onde moro, no centro de São Paulo e terminou seu primoroso serviço agora pouco. Já passava das 20h. Cabelos brancos, roupa social, sempre agachado, de cócoras, arrancando as touceiras de mato que dominavam os canteiros em meio a forragem de falso amendoim, plantada e não cuidada pelo poder público. Silencioso, compenetrado, ignorando as pessoas que passavam sem dar a mínima atenção ao seu maravilhoso ato.

Uma senhora que aguardava o ônibus na parada em frente ao número 27 da Vieira o observa. Atravessa a rua. Era pouco mais de 14h. Vai até o canteiro e troca algumas palavras com ele. Volta para a calçada. Dez minutos depois lá estava ela novamente, conversando com o jardineiro e entregando-lhe um lanche e uma garrafa de suco. Ele, compenetrado, agradece e continua seu trabalho. O lanche, em uma das mãos, vai até a boca ávida. A outra mão continua arrancando o mato. Ele não para. Não há tempo para isso.

Continuo observando-o pelos vidros da janela e uma onda de emoção me domina. Quem é esse ser de luz? De onde vem? O que faz? Minha vontade é descer, ir até ele, abraçar, agradecer, conversar. A Covid barra meu ímpeto, mas tenho que fazer alguma coisa, contribuir de alguma forma. E o fiz. Fui até ele e levei uma contribuição. Mas isso não bastava. Quero saber quem é!

Ele, sorridente, agradece a modesta contribuição, continua seu trabalho e diz, sorridente: “Que Deus abençoe o senhor”! Minha vontade foi responder: “Minha benção maior, meu maior presente, foi conhece-lo, Senhor”. Senhor com “S” mesmo, pois a energia maior que gira nesse universo estava com ele.

Pergunto de onde é, onde mora. Responde rapidamente: “moro em uma pensão na Bela Vista, na Rua tal, número tal”. Não perguntei a idade, mas aparenta ter cerca de 80 anos e deve ser Nissei. Disse que é solteiro (imagino que não tenha familiares), que adora plantas e fazer jardinagem. Assim, em suas caminhadas diárias, quando vê algum bem público precisando de cuidados, interrompe sua caminhada para limpar. Que exemplo de cidadão!

Voltei para dentro de casa logo em seguida. De vez em quando me aproximava da janela e ele ainda lá, de cócoras, trabalhando. Não o vi parar por nem um minuto. Perto de 19h30 começou a juntar o mato arrancado, com um pedaço de papelão “varreu” as calçadas, colocou tudo em 4 sacos grandes, separou as garrafas de vidro dos papéis e plásticos que os frequentadores e os donos dos bares jogam no meio fio, arrumou tudo direitinho na esquina deixando pronto para os lixeiros retirarem. E se foi. Todo feliz, sem um único agradecimento por parte dos donos de bares e seus clientes, que fazem esses mesmos canteiros de lixeiras e banheiro.

janeiro 22, 2021

O silêncio dos homens

Me reconheci nesse vídeo. Assisti algumas vezes, me emocionei e chorei. Por isso compartilho, para que mais pessoas possam ter acesso. Sinceramente esperando por mais momentos assim, por mais pessoas assim, o mundo precisa de vocês, o mundo precisa de nós…

Esse filme é parte de um projeto que ouviu mais de 40 mil pessoas em questões a respeito das masculinidades e desembocou num documentário e num livro-ferramenta baseado nesse estudo com dados públicos por meio de um convênio com o Consórcio de Informações Sociais (CIS) da USP.

Agradecemos imensamente à Natura Homem e Reserva (assim como todo o time de pessoas especiais dentro de cada uma delas) pela viabilização e profunda crença no projeto!

Aos incríveis parceiros de jornada Zooma Inc, Monstro Filmes e às inúmeras pessoas que vieram, uma a uma, por oferecerem suas inteligências pra nos ajudar a ter o melhor material possível.

Agradecemos também ONU Mulheres e a Campanha Eles por Elas pelo apoio institucional, essenciais para irmos mais longe. Aspiramos que essa seja uma fagulha pra termos diálogos cada vez mais construtivos e saudáveis sobre masculinidades. Vamos nessa?

Saiba mais sobre o projeto aqui: https://papodehomem.com.br/o-silencio…

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janeiro 19, 2021

Cientistas da Fiocruz, cassados e perseguidos pela Ditadura Militar

Os dez cientistas da Fiocruz cassados e perseguidos pela ditadura militar no Massacre de Manguinhos: da esquerda para a direita, Augusto Cid Mello Perissé, Tito Arcoverde Cavalcanti de Albuquerque, Haity Moussatché, Fernando Braga Ubatuba, Moacyr Vaz de Andrade, Hugo de Souza Lopes, Massao Goto, Herman Lent, Sebastião José de Oliveira e Domingos Arthur Machado Filho.

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janeiro 15, 2021

Nos trilhos do samba paulista

A professora Kelly Magalhães, do Curso de Arquitetura, Urbanismo e Paisagismo da Unesp de Bauru, desenvolveu o projeto “NOS TRILHOS DO SAMBA PAULISTA”, fruto do encontro entre pesquisadores e membros da comunidade, que desde 2017, desenvolvem debates e seminários de Extensão Universitária “O SAMBA NA CIDADE”. 



Ao dar destaque ao Samba, é desvelado os meandros e mecanismos desse importante Patrimônio Cultural Afro-Brasileiro. Tendo em vista a valorização, incentivo e divulgação dessa cultura, promove a aproximação da UNESP Bauru e do IAU-USP com a ASTEC (Associação de Sambistas Terreiros e Comunidades do Estado de São Paulo) e com o “Coletivo Samba”.

O Kolombolo é um dos parceiros e proponente do projeto “Nos Trilhos do Samba Paulista” e através do edital Matchfunding BNDES+ lançou a campanha de arrecadação pela Benfeitoria:


www.benfeitoria.com/nostrilhosdosamba

Funciona assim:  A cada real arrecadado o BNDES paga dois. Mas se caso não atingirem a meta, devolverão tudo e o projeto não acontece. Assista ao vídeo acima para saber mais sobre o projeto. Para estimular a participação, eles criaram uma série de recompensas, confira!


Participe, compartilhe, faça esta história acontecer! 


Siga o projeto no Instagram em: www.instagram.com/nostrilhosdosamba


https://benfeitoria.com/nostrilhosdosamba

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