A Simplicidade das Coisas — Augusto Martini

julho 10, 2018

Escola Municipal Mista Rural do bairro do Antonelli, Ajapi, Rio Claro/SP

Meu avô paterno foi proprietário de um sítio no distrito de Ajapi, Rio Claro/SP, chamado de sítio Boa Vista. Nele, na beira da estrada, havia uma sala de aula onde funcionou uma Escola Rural, local onde as crianças das proximidades estudavam até o 4º ano primário. Em 1956 ela foi transformada na “Escola Mista Municipal do Bairro Antonelli”. As professoras eram Maria Cândida Crespo Nevoeiro Demarchi, carinhosamente chamada por “Dona Candinha” e a Profª Edna.

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Segundo meu primo Geraldo, nas fotos estão a Profª Maria Cândida Crespo Nevoeiro Demarchi e os alunos: Aparecida Lavínia Martini, Nim Santantonio, Domingos Geraldo Martini, Jair Henrique Martini, Ana Maria Brandt, Carlos Brandt, Fátima Stocco, José Aparecido Noventa e Angelo Augusto Noventa.

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Essa escola, foi criada pela Lei Municipal 424/56, conforme segue abaixo:

LEI MUNICIPAL Nº 424, DE 19/06/1956
CRIANDO ESCOLA MUNICIPAL NO BAIRRO ANTONELLI.

Eu, AUGUSTO SCHMIDT FILHO, Prefeito Municipal de Rio Claro, Estado de São Paulo, usando das atribuições que me são conferidas por lei,

Faço saber que a Câmara Municipal de Rio Claro, decreta e eu promulgo a seguinte Lei:

Art. 1º Fica criada no Bairro do Antonelli, Distrito de Ajapí, neste Município, a partir de 16 de fevereiro de 1954, uma Escola Municipal Mista Rural, que funcionará, em prédio construído pelos Senhores Carlos Antonelli e Vitório Buzo, em sua propriedade agrícola, com a denominação de “ESCOLA MUNICIPAL MISTA RURAL DO BAIRRO DO ANTONELLI”.

Art. 2º Fica extinta a Escola Municipal Mista do Bairro da Eritréia, no Distrito de Ajapí, criada pela Lei 309, de 5 de novembro de 1953, por não preencher as formalidades exigidas pela legislação escolar.

Art. 3º As despesas decorrentes do artigo 1º desta Lei, correrão por conta do Orçamento vigente, suplementadas se necessária.

Art. 4º Esta Lei, entrará em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário.

Rio Claro, 19 de Junho de 1956.

Augusto Schmidt Filho
Prefeito Municipal

Publicada na Prefeitura Municipal de Rio Claro, na mesma data supra.

Humberto Mônaco
Diretor Administrativo

 

Leia mais sobre as Escolas Rurais de Rio Claro/SP em MEMÓRIAS DE PROFESSORAS DE ESCOLAS RURAIS: (RIO CLARO – SP, 1950 A 1992)

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junho 27, 2018

Escuta o cheiro!

“Vozinha Virgínia: em meio a plantas, em meio a flores como se uma delas fosse!”

A senhorinha das fotos é minha avó paterna, Virgínia Rosin Calore Martini, filha de italianos, de Padova, Itália, de quem acabei de lembrar. Quando ela estava na cozinha, com suas panelas no fogão, ou colhendo as flores que cultivava no quintal, e eu chegava por perto dizia: “Gusto, escuta que cheiro!” (em italiano, “Gusto, ascolta l’lodore!”).

Lembro-me, como se fosse hoje, das histórias que ela contava. A maioria delas eram histórias verídicas, fatos que ela havia vivido e que ela contava e recontava diversas vezes, como se fossem inéditas a cada nova conversa. E eu sempre as ouvia com muita atenção e admiração, afinal, ela foi um referencial na vida para mim e para todos os que com ela conviveram. 

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Foi ela, o meu avô e meus pais quem me ensinaram sobre o que é ser íntegro, sempre respeitar os mais velhos e batalhar para ser alguém na vida.

Minha avó sempre usava como exemplo histórias de fracasso – de pessoas muito próximas, amigos ou geralmente membros da nossa família, que ela tentou aconselhar, ajudar e dar um direcionamento, mas que foram teimosos e que em algum momento colheu os frutos ruins de sua teimosia, de não terem-na ouvido.

Eu e muita gente da família a teve como parâmetro nos meus referenciais de retidão. Eu, durante muito tempo, pelo menos desde minha infância até o início da minha adolescência.
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maio 23, 2018

A História da Família Calore – meus bisavós paternos

De todas as pesquisas genealógicas de minha família, hoje eu consegui a informação mais completa de um dos meus antepassados – Cirillo Calore – meu bisavô por parte de avó paterna (Virgínia Calore Martini casada com primo Martini).

Cirilo era filho de Antônio Calore e de Santa Vezu. Nasceu em Padova em 31 de outubro de 1877 (sic), as 9h00. O registro foi feito em 02 de novembro, na presença do oficial do Estado Civil e de duas testemunhas. A família Calore estava estabelecida em Padova, região do Vêneto, com residência na Via Voltabarozzo, número 118, código postal 35127 (local marcado na imagem abaixo).

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Em 25 de novembro de 1894, Cirillo casa-se com Maria Rosin, em Padova,  nascida na mesma cidade. E aqui cabe uma observação: no registro do ato de Matrimônio consta que Cirillo tinha a época 23 anos e Maria 21 anos. Mas se levarmos em conta a data constante no registro do ato de Nascimento, essa idade não bate. Pelo registro de nascimento, em 1894 Cirillo teria 17 anos. Mas, caso tenha se casado com 24 anos, ele teria que ter nascido em 1871 e não em 1877.

Ainda não consegui levantar a data em que chegaram ao Brasil e também não sei quais filhos nasceram na Itália. Esse será meu novo desafio.

Meus bisavós tiveram vários filhos (Genoefa, José, Antonio, Carlos, João, Santa, Joana, Alba e Catarina). Entre eles minha avó paterna – Virgínia Rosin Calore Martini – nascida em 28 de novembro de 1902. Avós paternos Antônio Calore e Santa Vezu. Avós maternos Angelo Rosin e Luiza Noventa.

Cirillo faleceu em 13 de junho de 1946, com 74 anos, às 5h00, no distrito de Corumbataí, bairro Morro Grande, atual Distrito de Ajapi/Rio Claro/SP, por conta de um derrame cerebral.

Virgínia casou-se em Rio Claro no dia 09 de junho de 1923, Com Primo Martini, nascido em 01 de janeiro de 1902. Ele era filho de Luigi Martini e Thereza Sbrissa. Mas essa já é uma história que já contei aqui.

maio 6, 2018

04 dias em Viena, na Áustria

Viena é conhecida como a Capital Mundial da Música, pois nela está gravada a história de compositores tão influentes como Mozart, Beethoven ou o rei das valsas, Johann Strauss. No inverno, um manto de neve cobre a cidade dando-lhe uma aura de beleza e encanto. Nos meses mais quentes, os parques, as esplanadas e as elegantes boulevards enchem-se de pessoas. Vale a pena visitar os Palácios de Hofburg que conta com mais de 600 anos de história, seus museus, a Biblioteca Nacional, onde você pode admirar o Tesouro Imperial. O enorme Palácio e os jardins de Schönbrunn são equiparáveis a Versailles. Visite também o Palácio Belvedere e não perca a esplendorosa e sofisticada Casa da Ópera, símbolo máximo das artes de Viena.

A Catedral de Santo Estêvão e a Igreja de S. Carlos Borromeu não o deixarão indiferente bem como um passeio pela Avenida Ringstrass e pelas suas suntuosas praças. A riqueza cultural é imensa com vários museus de interesse. Não deixe de visitar o Quarteirão dos Museus, espaço com vários museus, restaurantes e esplanadas e a Casa de Mozart, grande influência na cultura musical austríaca. Não deixe de frequentar os muitos e conhecidos cafés vienenses. Se tiver oportunidade faça um cruzeiro pelo maravilhoso rio Danúbio.

Terra de imperadores, compositores e artistas, a capital austríaca, situada nas margens do Danúbio, foi considerada a cidade com maior qualidade de vida do Mundo. Caracterizada por uma mistura única de tradições imperiais e arquitetura moderna impressionante, Viena é famosa pelos seus eventos culturais, pontos turísticos, cafés, tabernas de vinho e encanto especial.

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abril 8, 2018

Praga é a joia da Europa Central

Mil anos de arquitetura dentro de alguns quilômetros quadrados. Talvez não exista outra cidade no mundo, onde você possa vivenciar a história inteira da Europa. A arquitetura de Praga quase não sofreu danos nas guerras mundiais. Assim, hoje é fácil imaginar como era sua vida nos séculos passados. E entender melhor a época dos fidalgos, alquimistas, artesãos, comerciantes e reis. Visitar Praga é fazer o tempo parar e ressuscitar a alma dos tempos passados.

Uma arquitetura surpreendente que nos transporta para o mundo dos contos de fadas, pontes e mais pontes, castelos, ruazinhas em zigue-zague, um rio que atravessa a cidade… Bem-vindo à mágica cidade de Praga!

A capital da República Checa é a maior cidade do país, estendendo-se por 496 km2, e possui uma população aproximada de 1,23 milhões de habitantes, que a torna também na cidade mais populosa do país.

Praga, a quem chamam “a cidade das cem torres”, apesar de contar com mais de 500 torres e miradouros, é considerada uma das cidades mais bonitas da Europa e do mundo. Razões não faltam! A beleza arquitetônica dos seus monumentos, a hospitalidade dos seus cidadãos e a excelente cerveja produzida na região (é lá que é produzida a cerveja que aparece nos Simpsons – Duff Beer!) fazem desta cidade um destino turístico de excelência para todos aqueles que decidem visitar a República Checa.

O coração da cidade estende-se junto às margens do rio Vltava, que percorre Praga por 30 km, e está dividido em zonas, que antigamente eram independentes e se juntaram durante o século XVIII. Estas zonas são a Cidade Velha, a Cidade Nova, a Cidade Pequena, o complexo de Hradcany e Vyšehrad. É nestas regiões que se encontram a maioria dos monumentos, museus e galerias de Praga, sendo por isso as zonas onde há a concentração de muitos turistas.

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março 29, 2018

Ovos de Páscoa

Em muitos países é comum presentear com ovos na Páscoa. Esta tradição remonta a era antes de Cristo. E foram os pasteleiros franceses que nos finais do século XVIII introduziram os ovos feitos de chocolate que atualmente se tornaram mais populares do que os ovos de galinha pintados.

É comum, na Páscoa, pintar ovos cozidos com desenhos em países de tradição cristã. A tradição de oferecer ovos, de galinha, é muito, muito antiga e não é um costume citado na Bíblia e teria a sua origem em antigos rituais pagãos.

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Na Ucrânia, por exemplo, centenas de anos antes da era cristã já se trocavam ovos pintados com motivos de natureza para celebrar a chegada da Primavera. A tradição mantém-se e os ucranianos chamam essa forma de arte de pêssanka ou pissanka.

Outros povos como os chineses e alguns povos europeus também tinham por hábito dar ovos uns aos outros para comemorar a chegada da Primavera. Estas oferendas não eram para ser comidas. (more…)

março 17, 2018

A Fábrica de Oskar Schindler, em Cracóvia

Steven Spielberg, o genial cineasta, imortalizou o nome de Oskar Schindler com seu filme “A lista de Schindler”, que mostra a história do industrial que ajudou a salvar judeus durante a Segunda Guerra. NA Cracóvia, sua antiga fábrica virou um museu.

Uma região industrial de Cracóvia, na Polônia, atrai milhares de turistas, embora não seja, em princípio, um lugar tipicamente turístico. Fui a pé do centro da cidade até lá, margeando o rio Vístula. A razão é que ali se encontra a antiga fábrica de Oskar Schindler, que inspirou o diretor norte-americano Steven Spielberg a rodar, em 1993, o mundialmente conhecido “A Lista de Schindler”, filme que conta os atos heroicos do industrial que salvou centenas de judeus durante a Segunda Guerra.

A prefeitura de Cracóvia transformou a antiga fábrica em um museu e montou ali a  exposição permanente sobre a vida na cidade durante a ocupação nazista, intitulada “Cracóvia: ocupação entre 1939 e 1945”. A mostra é composta da biografia de Oskar Schindler e dos funcionários de sua fábrica.

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março 11, 2018

Birkenau – visita triste, mas necessária

Nos posts anteriores sob esse tema – Holocausto Judeu – não citei a causa principal de minha visita a lugares que presenciaram o que há de pior na raça humana. Aqui em meu edifício residia até essa semana um sobrevivente do campo de Birkenau. Quando soube que iria até a Cracóvia teve longa conversa comigo contando sua passagem pelo campo – foi tatuado com o número 83.652 (tinha 17 anos – nasceu em 17 de dezembro de 1927). Ali morreram seus pais e outros familiares e fez-me uma recomendação: vá, veja, sinta, e fotografe, principalmente o barracão 21, onde estive. Depois mostre-me as fotos. E assim o fiz.

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No campo de Birkenau, os nazistas construíram a maioria dos estabelecimentos para extermínio em massa, nos quais assassinaram cerca de um milhão de Judeus-europeus. Birkenau, ao mesmo tempo, foi o maior campo de concentração (mais de 300 barracos primitivos, a maioria de madeira), onde, no ano de 1944, encontravam se mais de 90 mil prisioneiros: Judeus, Polacos, Ciganos, cidadãos da URSS e outros. No terreno do antigo campo conservaram-se lugares cheios de cinzas humanas e vários objetos do campo. No grande espaço do campo, conservaram-se dezenas de primitivos barracos para prisioneiros e centenas de ruínas de barracos demolidos, que formam a específica arquitetura do campo de Auschwitz, que existia com um único objetivo: exterminar pessoas.

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Auschwitz – sua criação e como visitar

Após o ataque à Polônia, em 1° de setembro de 1939, e sua ocupação pelo exército alemão e, em 17 de setembro, também pelo soviético, teve lugar a divisão do território polaco. A parte do território onde estava localizada a cidade de Oświęcim foi unida ao Terceiro Reich. Na parte central da Polônia, foi criado o chamado Governo Geral, totalmente controlado pela Alemanha e administrado pelo aparato de administração e policiamento nazistas. A parte oriental do país, de acordo com o tratado alemão-soviético, de agosto do ano de 1939, foi unida à União Soviética. Após o estouro da guerra entre a Alemanha e a URSS, em junho de 1941, esta parte encontrou-se também sob ocupação alemã.

Em abril de 1940, o exército alemão atacou a Dinamarca e a Noruega, em maio a Bélgica, Holanda, Luxemburgo e a França. Em abril do ano seguinte, os Alemães atacaram a Iugoslávia e a Grécia, e em junho a sua recente aliada – a União Soviética. No outono de 1941, a maioria da Europa encontrou-se sob ocupação alemã.

Na Alemanha, os campos de concentração foram criados desde 1933. Neles foram presos pessoas consideradas  como sendo “elementos indesejáveis”, como por exemplo adversários políticos do regime nazista, criminosos e Judeus. Após o início da II Guerra Mundial, a Alemanha começou a construí-los também nos territórios dos países por ela ocupados. Konzentrationslager (KL) Auschwitz, assim como outros campos de concentração de Hitler, foi uma instituição estatal, administrada pelo poder central do governo alemão. Era administrado diretamente pelo Serviço Central de Economia e Administração da SS (WVHA), enquanto que a deportação de pessoas e seu genocídio eram de responsabilidade do Serviço Central de Segurança do Reich (RSHA).

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março 9, 2018

Linha do tempo da História de Auschwitz – Birkenau

O segundo relato de minha viagem de férias será doloroso. No dia 26 de janeiro visitei os campos de concentração de Auschwitz I e Auschwitz II Birkenau. Um dia antes da comemoração do Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto.

Esta é uma data dedicada a homenagem das milhões de pessoas que foram torturadas e mortas nos campos de concentração comandados pela Alemanha Nazista, durante a Segunda Guerra Mundial. Dentre as milhões de vidas perdidas pelas mãos dos nazistas, a maioria eram judeus, negros, homossexuais e ciganos, Polacos, Romenos, prisioneiros de guerra soviéticos e outras pessoas inocentes  – grupos sociais que eram considerados “inferiores”, de acordo com a ideologia Nazi.

No total, estimam-se que tenham sido assassinadas mais de seis milhões de judeus durante o Holocausto.

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A dimensão da crueldade que foi o Holocausto é tão assustadora que, para tentar evitar episódios semelhantes no futuro, foi criada a UNESCO – Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura.

O Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto foi criado por iniciativa da Organização das Nações Unidas (ONU), através de uma Assembleia Geral, pela resolução 60/7, de 1 de dezembro de 2005.

O 27 de Janeiro foi escolhido por ter sido o dia, em 1945, que aconteceu a libertação do campo de concentração de Auschwitz, considerado o principal do regime nazista.

Auschwitz é uma dor interminável na consciência do mundo e é exacerbada por quem visita o lugar. Mas é algo que todo ser humano precisaria vivenciar. Os restos de um campo de concentração e extermínio alemão trazem à memória os momentos mais escuros da História da humanidade.

Estou escrevendo mais dois posts sobre o assunto. Neste, segue o Cronograma destes dois campos

Cronograma da História de Auschwitz – Birkenau

1939

  • 1° de Setembro – A Alemanha Nazista ataca a Polônia. Eclosão da II Guerra Mundial.
  • Fim do ano – Por motivo de prisões em massa de Polacos e superlotação das prisões na Alta Silésia e em Zagłębie Dąbrowskie, surge, no Departamento de Comando Superior da SS e Polícia em Wrocław, o projeto de abrir um campo de concentração para Polacos.

1940

  • 27 de Abril – Após uma série de inspeções em diversos lugares, o comandante da SS, Heinrich Himmler, dá a ordem de abrir um campo de concentração em Oświęcim, que ficou sendo chamado de Auschwitz, no terreno do antigo quartel polaco de artilharia.
  • 14 de Junho – As autoridades alemãs enviam para Auschwitz o primeiro transporte de prisioneiros políticos – 728 Polacos, entre eles, um pequeno grupo de Judeus polacos. Esse dia é reconhecido como o início do funcionamento do campo. Durante os anos 1940- 1945, foram registrados, cerca de 400 mil prisioneiros, destes, 270 mil homens.
  • 19 de Junho – A primeira expulsão da população local, com objetivo de livrar-se das testemunhas dos crimes, para impossibilitar contatos com os prisioneiros e dificultar, assim, a realização de fugas. As expulsões seguintes estarão relacionadas com os planos de aumento do campo de Auschwitz. No total, os alemães expulsaram de Oświęcim e das vilas próximas, pelo menos 5 mil polacos. Além disso, deportaram toda a população judia de Oświęcim – cerca de 7 mil pessoas, para os guetos próximos. Foram destruídas oito vilas e desmontados mais de 100 prédios que se encontravam no terreno da cidade de Oświęcim, nas vizinhanças do campo.
  • 6 de Julho – Escapa o primeiro prisioneiro: Tadeusz Wiejowski. Em toda a História do campo, com um total de mais de um milhão de pessoas deportadas, tentaram escapar centenas de prisioneiros. A maioria foi de Polacos, prisioneiros de guerra soviéticos e Judeus. As fugas tiveram êxito para menos de 150 pessoas.
  • Outono – O movimento de resistência polaco envia informação sobre o campo, para o governo polaco no exílio em Londres.
  • 22 de Novembro – Primeira execução por fuzilamento. Foram executados 40 Polacos.

1941

  • 1° de Março – Pela primeira vez chega a Auschwitz o comandante da SS, Heinrich Himmler, para realizar inspeção. Ordena, entre outras coisas, o aumento do campo e o envio de 10 mil prisioneiros para trabalhar na construção de estabelecimentos industriais para o consórcio da IG Farbenindustrie.
  • 23 de Abril – Como castigo pela fuga de um prisioneiro, o comandante Rudolf Höss, pela primeira vez, condena 10 prisioneiros à morte por fome.
  • 6 de Junho – Primeiro transporte de prisioneiros políticos tchecos. Início da deportação de prisioneiros não-polacos para Auschwitz.
  • 3 de Setembro – Primeiro assassinato em massa de pessoas com o uso do gás Cyklon B. Morrem cerca de 600 prisioneiros de guerra soviéticos e 250 Polacos.
  • Outono – As autoridades do campo abrem a primeira câmara de gás em Auschwitz I.
  • Outubro – Criação do campo para prisioneiros de guerra soviéticos, no terreno de Auschwitz I. – Início da construção da segunda parte do campo, Auschwitz II-Birkenau, no terreno de uma vila demolida: Brzezinka.
  • 11 de Novembro – A primeira execução na Parede da Morte, onde os nazistas fuzilam 151 prisioneiros polacos.

1942

  • Início do ano – Começo do extermínio em massa dos Judeus, nas câmaras de gás.
  • Março – Início da deportação para Auschwitz de 27 mil Judeus da Eslováquia e 69 mil Judeus da França.
  • 1° de Março – Início do funcionamento do campo Auschwitz II Birkenau.
  • 26 de Março – Em Auschwitz, são presas as primeiras 2 mil mulheres das 130 mil registradas no campo, até o fim de sua existência.
  • Março-Junho – Uso de câmaras de gás provisórias no terreno ao lado do campo Auschwitz II-Birkenau.
  • Primavera – Início do funcionamento da chamada Judenrampe, localizada entre os campos de Auschwitz I e Auschwitz II-Birkenau, onde eram recebidos os transportes de Judeus, e também de Polacos, Ciganos e prisioneiros de outras nacionalidades.
  • Maio – Início das deportações para Auschwitz de 300 mil Judeus da Polônia e 23 mil Judeus da Alemanha e Áustria.
  • 4 de Maio – A SS realiza a primeira seleção no campo de Birkenau. Os prisioneiros escolhidos são assasinados nas câmaras de gás.
  • 10 de Junho – Revolta e tentativa de fuga em massa de cerca de 350 prisioneiros polacos, da companhia de castigo em Birkenau. Sete deles conseguiram escapar, foram mortos mais de 300.
  • Julho – Início das deportações para Auschwitz de 60 mil Judeus da Holanda.
  • Julho – Início de funcionamento do subcampo de Golleschau junto à fábrica de cimento em Goleszów, perto de Cieszyn – primeiro dos cerca de 50 subcampos de Auschwitz.
  • 29 de Julho – Primeira informação sobre o extermínio de Judeus nas câmaras de gás de Auschwitz, passada aos aliados por uma fonte alemã. Seu autor foi Edward Schulte, industrial alemão e antinazista. A partir do outono de 1940, os aliados são regularmente informados sobre o que acontece em Auschwitz. Estas informações são enviadas principalmente pelo governo polaco, no exílio em Londres, que todo o tempo mantém contato com o movimento polaco de resistência, que atuava tanto no campo como nas suas proximidades.
  • Agosto – Início das deportações para Auschwitz de 25 mil Judeus da Bélgica e 10 mil Judeus da Iugoslávia.
  • 30 de Outubro – Junto à fabrica de borracha sintética, construída pela IG Farbenindustrie, surge o subcampo de Buna, chamado depois de Auschwitz III-Monowitz. Durante os anos de 1942-1944 surgem 47 subcampos e comandos exteriores de trabalho de KL Auschwitz. Os prisioneiros enviados a estes, trabalhavam principalmente em empresas industriais alemãs.
  • Outubro – Início das deportações para Auschwitz de 46 mil Judeus do Protetorado da Boêmia e Morávia.
  • Dezembro – Primeiro transporte de Judeus da Noruega. Num total de dois transportes, chegam cerca de 700 pessoas.
  • 13 de Dezembro – Primeiro transporte de Polacos expulsos da região de Zamość, de acordo com a realização do plano nazista “Generalplan Ost” (Plano Geral do Oriente) – expulsão e extermínio de cerca de 50 milhões de Eslavos (Polacos, Russos, Bielorrussos, Ucranianos e outros) e colonização da Europa Central e Oriental por alemães. As terras polacas eram as primeiras da fila.
  • Final do ano – Os médicos da SS começam experimentos de esterilização em prisioneiros e prisioneiras.

1943

  • 26 de Fevereiro – É criado em Birkenau o chamado campo familiar para Ciganos.
  • Março – Início das deportações de 55 mil Judeus da Grécia.
  • 22 de Março – 25 de Junho – As autoridades do campo iniciam o trabalho de quatro crematórios com câmaras de gás em Auschwitz II-Birkenau.
  • 7 de Junho – Trabalhadores civis da empresa Krupp iniciam a montagem de máquinas, em pavilhões alugados das autoridades do campo. Na construção do campo de Auschwitz, fazem parte centenas de firmas alemãs, muitas delas – como por exemplo a IG Farbenindustrie e a Siemens – ganhavam lucros adicionais por usar o trabalho escravo dos prisioneiros do campo.
  • 19 de Julho – Na maior execução pública, como castigo por uma fuga de alguns prisioneiros e por contato com a populacao civil, os soldados da SS enforcam 12 prisioneiros Polacos.
  • 9 de Setembro – Formação, em Birkenau, do chamado campo familiar de Theresienstadt para Judeus daquele gueto.
  • Outubro – Início da deportação de 7,5 mil Judeus da Itália.

1944

  • Maio – Aviões aliados que sobrevoam Auschwitz realizam fotos aéreas. Nas fotografias feitas nos meses seguintes, são visíveis câmaras de gás e fogueiras. Em agosto, começam os bombardeios americanos e britânicos sobre as fábricas de borracha sintética e combustíveis líquidos do consórcio alemão IG Farbenindustrie, localizado a alguns quilômetros de Birkenau.
  • 16 de Maio – Começa a ser usado o ramal ferroviário no interior do campo, possibilitando a chegada de transportes dos deportados diretamente junto às câmaras de gás nr. II e III do campo de Auschwitz II-Birkenau. Início das deportações para Auschwitz de cerca de 438 mil Judeus da Hungria.
  • 10–12 de Julho – O chamado campo familiar de Theresienstadt é liquidado. Os nazistas assassinam cerca de 7 mil Judeus nas câmaras de gás.
  • Agosto – Início das deportações para Auschwitz de 67 mil Judeus do gueto de Litzmannstadt (Łódź).
  • 2 de Agosto – O chamado “campo familiar Cigano” é liquidado – a SS extermina, nas câmaras de gás, cerca de 3 mil Ciganos.
  • 12 de Agosto – Início das deportações de 13 mil Polacos para Auschwitz, depois de prisões em massa, após o início do Levante de Varsóvia.
  • 7 de Outubro – Revolta do Sonderkommando. Durante a revolta morrem 3 membros da SS e 450 prisioneiros do Sonderkommando; prisioneiros judeus são forçados a queimar os cadáveres das vítimas nos crematórios.
  • Novembro – Interrupção da ação de extermínio em massa dos Judeus nas câmaras de gás.

 1945

  • 6 de Janeiro – Última execução de cerca de 70 Polacos, condenados à morte pelo tribunal sumário alemão. Quatro judias que foram condenadas à morte, por ajudarem na preparação da revolta do Sonderkommando, morrem enforcadas na última execução em público.
  • 17 de Janeiro – Início das Marchas da Morte – os soldados da SS evacuam cerca de 60 mil prisioneiros de KL Auschwitz.
  • 21-26 de Janeiro – Os alemães explodem as câmaras de gás e crematórios em Birkenau.
  • 27 de Janeiro – 7 mil prisioneiros são libertados em Auschwitz por unidades do exército.
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