A Simplicidade das Coisas — Augusto Martini

junho 16, 2019

Lembranças de infância – a benção do Padre Donizetti Tavares de Lima, de Tambaú

Existem situações que se tornam marcantes em nossas vidas. Ainda mais se elas foram contantes. Aqui no A Simplicidade das Coisas, já escrevi bastante sobre minhas lembranças de infância. Ontem, assistindo uma reportagem na TV sobre a beatificação do Padre Donizetti, de Tabaú, veio à minha memória lembranças de uma infância distante em que ele esteve muito presente.

Venho de uma família muito católica, onde todos foram batizados e crismados. Eu, minhas irmãs, primos e primas. Minha avó paterna, Virgínia Calore Rosin Martini era devota de Nossa Senhora Aparecida entre outro santos. Lembro-me que quando crianças, íamos ao sítio e antes de dormir rezávamos o terço, depois comíamos uma panelada de pipocas, sempre a luz de lamparinas de querosene. No Sítio Boa Vista ainda não havia chegado a rede de energia elétrica. O rádio era alimentado a pilhas e ligado todas as manhãs para ouvir o programa do Zé Bettio e perto das 18h00 para que todos ouvissem a consagração à Nossa Senhora Aparecida, a benção do Padre Donizetti e a benção do copo de água, que logo em seguida era compartilhado para que todos bebessem um gole.

Essa tradição foi passada para todos os filhos e noras de minha avó que vieram a morar na cidade. Em minha casa não era diferente. Por volta de 17h55 todos tinham que estar na cozinha, onde ficava o rádio, para, ajoelhados, ouvir a benção do Padre Donizetti. E sobre essa benção, tenho uma história interessante para contar.

Consagração à Nossa Senhora Aparecida, por Pedro Geraldo Costa e a benção, em latim, proferida pelo Padre Donizetti, de Tambaú

Na Década de 60, depois que nos mudamos da Fazenda e Haras Morro Grande, fomos em uma fazenda que plantava cana de açúcar, em Santa Gertrudes, onde ficamos pouco tempo. Minha mãe contava que a casa que morávamos era infestada por ratos. Depois nos mudamos para a Vila Martins, em Rio Claro, onde tivemos dois endereços na Rua M-1-A.

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abril 20, 2019

60 anos – reflexão

Amanhã completo 60 anos. Não me sinto com essa idade. Mas, pensar nesse número acaba pesando um pouco. Já tenho 43 anos de contribuição para os institutos de previdência e mais uns dois anos que não recolhi. A partir de amanhã adquiro o último requisito para pedir a contagem de tempo e aposentar. Aliás, essa é uma palavra que não devo usar – ela é muito pesada. Vou é me reinventar! A reinvenção – tão necessária num mundo onde tudo acabou e onde todos nós, repito, todos nós precisamos nos reinventar.

Não parar de sonhar, não parar de amar, não parar de trabalhar, esse será o meu legado como o de tantos homens e mulheres pelo mundo todo que inventam e se reinventam sem olhar no relógio do tempo porque reinventam o relógio e o tempo também.

No ano que vem, aos 61 anos, posso voltar a estudar alguma coisa que já tive vontade, uma profissão que achei ser a minha vocação, mas que na época não pude. Quero cursar uma nova universidade, estar lá, no meio dos jovens, cheio de perguntas e repetindo, como Sócrates, que só sei que nada sei.

Chego aos 60 anos e posso afirmar que tenho uma vida iluminada, não perfeita, mas permeada por um monte de erros crassos e reescrita a muitas mãos, onde são visíveis a caligrafia de muitos amigos/mentores, de amores e de tantas outras mãos que me deram apoio para eu chegar até aqui.

Onde vou comemorar meus 60 anos amanhã? Não sei! Passarei sem festa num lugar tranquilo. Quero andar numa mata recebendo as energias de Oxossi, de São Francisco, da mãe terra e das boas energias espirituais que sempre estão comigo. Adoro estar perto da natureza, pois ela, mesmo que castigada e destruída, renasce das cinzas como Fênix, como eu, que tantas vezes tive de me refazer e reinventar.

São 60 anos. Vinte e seis anos sem minha mãe, 19 sem meu pai, décadas sem meus avós. Mas eles e suas energias não morrem. E atravessarão comigo a reta de chegada de todos os meus novos desafios, deixando minha alma feliz! Namaskar 🙏

março 26, 2019

Perugia – um itinerário de arte sacra entre as igrejas do centro

Perugia e um itinerário de arte sacra entre as igrejas do centro: Sant’Ercolano

Exausto dos museus e edifícios históricos, no antigo círculo das muralhas etruscas? Não se preocupe: ainda existem muitas igrejas para visitar. Se você é um amante da arte e da arquitetura sagrada há muito o que ver em Perugia. Uma das igrejas mais fascinantes e curiosas é certamente Sant’Ercolano: um edifício octogonal que cresce em altura, quase como uma torre. Seus interiores são totalmente afrescados: uma obra-prima do barroco.

A trindade e os santos na capela de San Severo

A pequena capela de San Severo é outra igreja que é preciso ver, porque dentro dela você pode admirar outra das obras-primas feitas por Perugino e Rafael: o afresco da Trindade e dos Santos.

O Arco de Augusto

Um antigo complexo monástico: Santa Maria Nuova

Pertencente aos beneditinos, o complexo monástico de Santa Maria Nuova, com sua igreja e seu campanário histórico projetado por Galeazzo Alessi, não está longe de San Severo e remonta ao século XIII. Seus interiores são um dos mais belos exemplos do final da Renascença de Perugia.

A Igreja do Jesus: uma arquitetura “hierárquica”

Entre os edifícios sagrados de Perugia, a Igreja do Gesù é certamente a mais curiosa do ponto de vista arquitetônico. Há, de fato, três diferentes oratórios sobrepostos no interior, seguindo as hierarquias sociais do século XVI: um oratório para os nobres, um para os artistas (mas também os artesãos) e outro para os colonos (que cultivavam a terra).

Um exemplar do barroco na cidade medieval: San Filippo Neri

É também chamada de Igreja Nova e é um belo exemplo de arte e arquitetura do século XVII em uma cidade onde as vistas mais características são medievais e renascentistas. A igreja de San Filippo Neri é uma verdadeira obra-prima e certamente merece uma visita.

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Perugia, a capital e o coração da Úmbria – paixão entre arte e chocolate!

Fundada pelos etruscos e rica em evidências da Idade Média e do Renascimento, Perugia é uma cidade sem igual. Em minhas últimas férias estive hospedado na cidade por nove dias inesquecíveis. Desde a hospedagem, reservada pelo Airbnb, em imóvel do Gabriele – em um apartamento localizado na Via dei Priori, em pleno centro histórico, tudo foi fantástico. Como também foi fantástica a recepção durante a chegada ao local por sua irmã Francesca e pelo cuidado que teve nos dias seguintes.

O centro histórico de Perugia contêm imponentes edifícios, igrejas e museus, e muitos recantos pitorescos a se descobrir, juntamente com as premissas de uma das suas tradições mais típicas: o chocolate.

Então, o que ver em Perugia e quais caminhos seguir em suas ruas e praças? Aqui está uma visão geral dos principais locais de interesse. Mas eu aconselho: perca-se por Perugia. Não tenha medo. Não irá se arrepender!

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dezembro 28, 2018

Viagens – programe-se, aproveite-as, mas sobretudo aprenda!

Que eu adoro viajar todos que passam por aqui já sabem. Minhas viagens são sempre econômicas, mas busco tirar o máximo que posso de cada lugar. Ver, aprender, conviver, tudo isso sem gastar muito. Esse é o meu lema.

Em minhas viagens, muitas vezes vejo as pessoas fazendo uma foto e saindo rápido em busca do próximo local para uma selfie. Acabam não aprendendo nada sobre o local, não leem nada a respeito antes, durante ou depois da visita, não interagem com os locais de verdade. Querem apenas mostrar que estiveram no local, que comeram tal comida em tal lugar…

Meus queridos, se vocês podem viajar, tendo ou não condições para tudo o que gostariam de fazer, façam uma viagem envolvente, que mude algo em vocês! Leiam a respeito, pesquisem e vivenciem o local, não se prendam aos clichês dos pontos turísticos ou do restaurante famoso.

Minhas viagens são sempre muito bem planejadas, com passagens e trechos comprados antes, para não correr o risco de entrar em uma furada. De chegar ao local e ter que enfrentar uma fila gigante para comprar a entrada. Então, ao pensar em uma viagem, tomem coragem, planejem-se financeiramente e em relação ao tempo e as dificuldades que poderão enfrentar.

Sou daqueles que sempre viajam com pouco dinheiro, ficando em Airbnbs da vida, visitando supermercados, comendo comida feita em casa, pegando caronas de bla bla car.  E saibam, isso é possível, mas que as vezes exige muito esforço e planejamento! E vale a pena! Eu garanto!

Da forma como vocês decidirem suas viagens, por favor, viajem com a cabeça aberta e voltem diferentes, aprendendo mais e mais sempre!

Abaixo, compartilho um texto que li na internet e que gostei muito. Vai ao encontro de tudo o que penso!

Boas férias!!

“Eu sempre acreditei que, ao fazer uma viagem, o mais importante é ter a cabeça aberta. Cabeça aberta e livre de preconceitos pra entender a cultura que você está emergindo. Pra experimentar as comidas típicas. Pra conversar com os locais além de taxista, garçom e atendente do hotel. E eu te peço, não vá viajar apenas como turista, pra tirar algumas fotos em frente à monumentos, postar no Instagram e voltar pra casa. Explore os lugares que você visita. Converse com as pessoas, ande sem direção pelas cidades, mergulhe de cabeça nas diferentes culturas que você conhecer ao longo da sua vida. Deixe o mapa de lado e se perca. As vezes é se perdendo por uma cidade desconhecida que você se encontra na vida. Se for um país pobre, não ande com medo dos locais. Se for um país rico, não o ache melhor que os demais países. Entenda e respeite as diferenças de cada lugar. Dessa forma, você terá sempre um pouquinho de cada cultura dentro de si, e nunca andará sozinho por aí. Não volte de uma viagem do mesmo jeito que chegou, apenas com umas fotos bonitas a mais no celular e uns dólares a menos na conta do banco. Volte sempre diferente, com novos aprendizados, novos amigos, novas histórias. O conhecido já estará te esperando em casa, pra quando você voltar. Fuja o máximo possível dele enquanto estiver longe. Brinque com as crianças na rua, compre comida nas feiras, ande de transporte público, se vista com as roupas típicas, saia a noite com os locais. Se uma viagem não te desafiar a sair da sua bolha, ela não estará te agregando em nada. Crie laços com o desconhecido, é ele que vai te levar mais longe.” Texto da Amanda Areias disponível no: Mochila Brasil.

outubro 15, 2018

15 de outubro é o dia do Professor – conheça como surgiu a data

Meu ingresso na carreira do Magistério foi em Rio Claro/SP. Uma das primeiras  na qual ministrei aulas foi a EE Prof. João Batista Leme.

Tenho lembranças maravilhosas das Escolas por onde passei, mas outras nem tanto.

Início do ano letivo. Primeira aula no segundo ano do ensino médio noturno, na Batista Leme. Meu segundo ano como professor de Geografia.

Entro na sala, alunos em suas carteiras, menos um. Rapaz magro, alto, boné na cabeça, aba baixa, escondendo os olhos, em pé e na frente da sala. Cumprimento a todos, gentilmente peço a ele para que se sente. Ele fica bem próximo a mim, ergue a camiseta e vejo um revólver. A garota da primeira fila alerta-me: professor, melhor não se meter com o Reginaldo!

Repentinamente ele sai da sala. Alguns meses se passam, continua frequentando as aulas, mas sem demonstrar interesse, por mais que eu tentasse ajudá-lo. E assim foi em todas as disciplinas. Tempos depois desaparece da escola.

Era uma quarta-feira. Leio o jornal e lá estava o Reginaldo nas notícias policiais. Com um companheiro cometera um assalto na padaria do bairro. Assustado, disparou um tiro que acertou um dos rins de um dos proprietários. No mesmo dia fiquei sabendo que na hora do assalto estavam na padaria a cuidadora e a filha de uma das professoras da Escola.

Dias depois ele pediu para que uma das irmãs passasse no Batista Leme para pedir que a professora fosse ter com ele na cadeia. Queria se desculpar. Entregou à ela um bilhete destinado a mim, rascunhado em um pedaço de folha de caderno. Nele, escreveu um pedido de desculpas, dizendo que eu sempre o tentei ajudar e que nunca se interessou. Tenho esse bilhete guardado. Poucos meses depois soube que estava livre.

Nunca mais o vi, mas sinceramente espero que esteja bem e feliz.

 

Mulheres não devem ensinar matemática: o que dizia o decreto imperial que inspirou o Dia do Professor

 

Fonte: Folha, 14/10/2018 Edison Veiga

MILÃO

“O 15 de outubro faz alusão à criação das classes de primeiras letras no Brasil”, afirma a historiadora Katia Abud, professora da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo. Mas as comemorações só tiveram início no século 20.Ficava na rua Augusta, 1520, em São Paulo, o Ginásio Caetano de Campos – apelidado de Caetaninho, já que desde 1894 existia a Escola Caetano de Campos, na época ainda no endereço da Praça da República. Ali, um grupo de professores teve a ideia de interromper o ano letivo com um dia de folga. E uma pequena comemoração, em que houvesse o reconhecimento pelo trabalho realizado. Sugeriram o 15 de outubro, oportunamente equidistante dos períodos de férias escolares e significativamente importante para a educação no Brasil, por causa do decreto imperial de 1827. Aos poucos, a ideia pegou. Outras escolas começaram a fazer o mesmo. Até que, em 14 de outubro de 1963, o então presidente João Goulart assinou o decreto nº 52.682 e criou o feriado escolar do Dia do Professor no Brasil.

Decreto imperial foi uma tentativa de organizar a educação no Brasil, explica o historiador Diego Amaro de AlmeidaDecreto imperial foi uma tentativa de organizar a educação no Brasil, explica o historiador Diego Amaro de Almeida – Divulgação/Secretaria de Educação Santa Catarina

EDUCAÇÃO IMPERIAL

Mas, afinal, o que era essa tal lei de 1827? “A lei foi uma tentativa de organizar a educação no Brasil”, resume o historiador Diego Amaro de Almeida, pesquisador do Centro Salesiano de Pesquisas Regionais. “O imperador acaba propondo um projeto de educação que tinha em sua base a promoção do próprio Brasil. Entretanto, devido ao momento e às condições materiais do país, o cumprimento integral da lei foi algo complicado de ser resolvido.”Em 17 artigos, o imperador Dom Pedro I (1798-1834) mandou “criar escolas de primeiras letras em todas as cidades, vilas e lugares mais populosos do Império”. “Dom Pedro, por graça de Deus, e unânime aclamação dos povos, imperador constitucional e defensor perpétuo do Brasil”, conforme relata o documento, decreto que “em todas as cidades, vilas e lugares mais populosos haverão as escolas de primeiras letras que forem necessárias”.”Mais do que uma lei relacionada à educação ou ao ensino, foi uma lei que definiu a instrução pública no Brasil”, comenta o pesquisador Vicente Martins, professor da Universidade Estadual Vale do Acaraú. A lei apresentava alguns pontos bastante curiosos. O artigo terceiro, por exemplo, estipulava que os professores deveriam ter salários anuais de 200 mil-réis a 500 mil-réis. “Com atenção às circunstâncias da população e carestia dos lugares”, pontua o decreto. (more…)

outubro 3, 2018

Como minha mãe dizia: o que é do gosto, regalo da vida!

Hoje, vindo para o trabalho, vi uma cena muito estranha que prefiro não descrever aqui. Mas que fez eu lembrar de um jargão que minha mãe sempre repetia nas mais variadas situações: “O que é do gosto, regalo da vida!”

Minha mãe era uma sagitariana simples, trabalhadora, muito inteligente e sábia! Já naquela época eu andava lado a lado com minha tradicional ansiedade existencial, entrava em discussões desgastantes com meu pai, pois ainda eu não sabia o quão parecido eu era com ele em meu modo de agir. Discussões normais em uma família onde todos têm personalidade forte. Então lá vinha minha mãe com a frase:

– “Dinho, o que é do gosto, é regalo da vida! Não discuta com seu pai!”

Eu levei um certo tempo para concordar com minha mãe. Típico de quem se preocupa com o mundo, eu queria que tudo ficasse bem. O olhar dela, me acompanhou por muito tempo. Acredito que ela via em mim, um taurino turrão, nascido no primeiro dia do signo e com ascendente em leão, algo que ela aprendera a controlar, mas eu não. Sabia como lidar com as pessoas, sabia como agradar. Isso  é natural em pessoas deste signo.

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Hoje tenho este ditado popular como alerta que soa em meus ouvidos, com a voz de minha mãe, em tom sonoro e claro! Sempre que sinto dificuldade em entender um comportamento humano, a escuto. Então, respiro fundo três vezes, e tento silenciar. (more…)

setembro 22, 2018

Almas perfumadas

Filed under: amor,Coisas que eu gosto,Lembranças,Memórias,Uncategorized — Augusto Martini @ 20:38

A Simplicidade das Coisas — Augusto Martini

Só para dizer que te amo!

Oi! Engraçado como é a vida e as coisas… As vezes deixamos de fazer pequenos atos que poderiam nos render um dia melhor. Um abraço antes de sair de casa, um carinho no cabelo, uma palavra… Pensei nisso várias hoje, entre uma tarefa e outra aqui no trabalho: entre tarefas de alunos por corrigir, turmas novas a serem formadas, material didático por separar, telefonemas… Pensei no quanto gostaria de simplesmente te abraçar nesse momento para que soubesses que estás no meu coração em cada instante do meu dia. Mas, como não posso agora, aqui sentado e numa folga do trabalho, decidi escrever.

Quero te dizer o quanto te gosto e que muitas vezes fico preocupado com seus silêncios e introspecções. Pois você, para mim,  é uma alma perfumada. Você é daquelas pessoas que tem cheiro de estrelas – dessas que Deus acendeu no céu e daquelas que conseguimos acender…

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agosto 17, 2018

Minha alma está em brisa

MINHA ALMA ESTÁ EM BRISA

Contei meus anos e descobri que tenho menos tempo para viver a partir daqui, do que o que eu vivi até agora.

Eu me sinto como aquela criança que ganhou um pacote de doces; O primeiro comeu com prazer, mas quando percebeu que havia poucos, começou a saboreá-los profundamente.

Já não tenho tempo para reuniões intermináveis ​​em que são discutidos estatutos, regras, procedimentos e regulamentos internos, sabendo que nada será alcançado.

Não tenho mais tempo para apoiar pessoas absurdas que, apesar da idade cronológica, não cresceram.

Meu tempo é muito curto para discutir títulos. Eu quero a essência, minha alma está com pressa … Sem muitos doces no pacote …

Quero viver ao lado de pessoas humanas, muito humanas. Que sabem rir dos seus erros. Que não ficam inchadas, com seus triunfos. Que não se consideram eleitos antes do tempo. Que não ficam longe de suas responsabilidades. Que defendem a dignidade humana. E querem andar do lado da verdade e da honestidade.

O essencial é o que faz a vida valer a pena.

Quero cercar-me de pessoas que sabem tocar os corações das pessoas …

Pessoas a quem os golpes da vida, ensinaram a crescer com toques suaves na alma

Sim … Estou com pressa … Estou com pressa para viver com a intensidade que só a maturidade pode dar.

Eu pretendo não desperdiçar nenhum dos doces que eu tenha ou ganhe… Tenho certeza de que eles serão mais requintados do que os que comi até agora.

Meu objetivo é chegar ao fim satisfeito e em paz com meus entes queridos e com a minha consciência.

Nós temos duas vidas e a segunda começa quando você percebe que você só tem uma…

Observação: recebi por WhatsApp. Uma querida amiga enviou. Desconheço o autor.

agosto 5, 2018

Céu e Inferno

Quanto eu era garoto em Rio Claro/SP, passava muito tempo do lado de fora da casa, parte do tempo olhando para o céu da noite. A luz dos postes era bem fraca. Então, a luz da lua era quase a única a desafiar a luz das estrelas. E elas me davam uma sensação inexpressível de admiração. E minha mãe ensinava: “ali está o Cruzeiro do Sul. Aquelas são as Três Marias”. E, ao mesmo tempo dizia: “não aponte as estrelas com o dedo menino!”. Na crença popular, o apontar estrelas com os dedos acarretaria em “ganhar” verrugas nas mãos.

Quando ia para o sítio de meus avós essa admiração pelo céu noturno era ainda maior. Pois o espetáculo que se apresentava frente aos olhos era magnífico por conta da escuridão da noite!

A minha avó paterna, Virgínia Calore Rosin Martini, me disse que o céu ficava ali, “no céu das estrelas”: o lugar onde Deus mora. O lugar onde pessoas boas vão quando morrem.

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Ela também me avisou sobre um outro lugar – o inferno. O lugar para onde você vai quando é mau. Aos sete anos de idade, essas ideias eram esmagadoras, assustadoras, inspiradoras, eu acho. E acho que muitas pessoas, não importa qual a sua fé, também tiveram que lidar com esses pensamentos e medos. O que é o céu? E o que é o inferno? Como esses lugares que nunca foram vistos mudaram a forma como nós vivemos na Terra?

Muitas fés têm muitas crenças sobre o céu e o inferno. Céu é simplesmente amor. E esse é o poder do céu e do inferno. Como eles nos afetam emocionalmente? Como nos enchem de amor por nossos irmãos e irmãs? E de medo, o que nos afasta do mal? E de esperança por um futuro melhor?

A fé nos leva a fazer mudanças positivas. Não em um outro mundo. Mas bem aqui na Terra!

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