A Simplicidade das Coisas — Augusto Martini

dezembro 7, 2018

Escola de SP usa música e meditação em projeto para acalmar e incentivar alunos

Professores criam campanha pela vida após adolescentes falarem em suicídio e mutilações

Folha 6/12/2018 – Thaiza Pauluze – SÃO PAULO

Quando a professora Daniela Zanoni chegou à sala de leitura da escola Major Arcy, ela se assustou com o relato dos alunos. “Vou me matar. Meu pai não aceita minha sexualidade”, disse uma adolescente. “Quero morrer. Eu queria morar com a minha mãe”, se queixou outra aluna, que vive com a tia. A mãe é moradora de rua. 

Alguns já haviam se cortado com estilete, outros quebraram o apontador para fazer de objeto cortante. As histórias não são exclusivas desse colégio estadual na Vila Mariana, bairro de classe média da zona sul paulistana. Mas foi lá que os professores ligaram o alerta e decidiram criar o projeto Há Vida para jogar luz sobre o tabu. Ele se soma a outras ações de melhoria da autoestima dos estudantes

No caso da primeira aluna, a solução foi a conversa aberta sobre sexualidade. No segundo caso, foi a música —a menina ama cantar e entrou para o coral da escola.


Entrada da escola estadual Major Arcy na Vila Mariana, zona sul de SP – Ronny Santos/Folhapress

meditação fica a cargo da professora de sociologia Laura Sanches. Ela entra na sala e, em no máximo cinco minutos, acalma a turma —levada a se imaginar numa montanha ou numa boia no meio do oceano. Sem o método, “tem professores que levam 20 minutos até a classe fazer silêncio e focar”. 

Com uma aluna que tem fortes crises de ansiedade, só Laura dá jeito. A menina sai da sala sem conseguir respirar, chorando. “Cinco minutos de meditação, ativando os pontos neurais, e ela entra no eixo”, diz a professora. Outra chegou rebelde, intocável, xingava todo mundo, não tirava o boné. Laura diz ter simplesmente escutado ela, que deixou a revolta de lado, e já abraça a todos sem embaraço.

Quem entra na escola Major Arcy ouve “As Quatro Estações” de Vivaldi. A estrondosa sirene do intervalo deu lugar também a MozartBeethoven e, por vezes, a Michael Jackson

A escola é parte do projeto de ensino integral do estado, e os alunos, de 10 a 17 anos, têm rotina puxada: de 7h às 16h. A maioria é de longe dali, vem do extremo zona sul da capital, e levam até três horas para chegar. São, principalmente, filhos dos funcionários do Hospital São Paulo, distante 3 km dali. 

“O ensino integral tira a criança da rua, possibilita sonhar”, diz a diretora Eliane Dantas. Essa ideia, de almejar além da marginalidade que ronda os jovens da periferia, é trabalhada em disciplinas como projeto de vida, protagonismo e mundo do trabalho.

Na rede pública brasileira, só 4 em cada 10 estudantes miram o diploma universitário, segundo dados do Pisa, teste internacional de aprendizagem. Bem, não na escola estadual da Vila Mariana. Lá, a imensa maioria dos que chegam ao nível médio buscam o ensino superior. A diretora calcula que 60% tenha ingressado numa universidade.

“Nos importamos com o currículo, mas acima disso está o ser humano que queremos formar: autônomo e empático”, diz Eliane. 

Nas notas, a Major Arcy vai bem. É a quinta melhor escola estadual de São Paulo, segundo o Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica). Mas o que entusiasma a todos lá são as ideias fora da caixinha. Um exemplo são os clubes, onde alunos de todas as idades se dividem por interesse. Tem a galera do xadrez, do teatro, da literatura. E até uns de 10 anos conduzindo reunião com aqueles quase formados. 

O Há Vida foi criado a partir da iniciativa em homenagem ao profeta Gentileza —como era conhecido José Datrino. Ele foi uma espécie de pregador, famoso por suas inscrições como “Gentileza gera Gentileza”, nas pilastras do viaduto do Gasômetro, no Rio. Seus desenhos e frases, pregando amor, paz e, claro, gentileza, foram reproduzidos pelos alunos nos muros da escola paulista. 

A ideia de discutir racismo —outro tema intimamente ligado à baixa autoestima— partiu dos alunos. Numa aula, um mediador debochou da expressão “nigga” (gíria do inglês, usada entre os afro-americanos e tida como pejorativa quando falada por brancos). Os estudantes não aceitaram. 

“Parecia que falar sobre negros era difícil, um tabu, mas é o que eu sou”, critica Ana Luiza Pinheiro, 14. 

No último colégio em que Clara Marques, 16, estudou, ela não se sentia bem. Na sala da particular, só dois eram negros. “Falavam muito do meu cabelo, aí ou eu brigava ou chorava. Agora estou aprendendo a reagir com argumentos.”

Ela alisou as mechas crespas aos 11 anos e só voltou ao natural no ano passado. Mas as marcas da época ficaram. “Eu não conversava mais, não saía de casa. Tive crise de ansiedade, fiz terapia vários anos.”

Para Ana Luiza, o preconceito deu as caras quando ela tinha seis anos. “Estava brincando de barbie. Uma menina da escola tirou a boneca da minha mão e disse que eu nunca seria como ela: branca, loira, de cabelo liso. Disse que eu era feia.”

Para os meninos é um tanto mais fácil, diz Gustavo Gustavo Felipe de Oliveira, 14, campeão estadual de basquete com o time da Major Arcy este ano —a escola acumula troféus do esporte. “A gente corta o cabelo baixinho, passa gel.” Foi assim que ele chegou a Major Arcy em 2015. De lá para cá, deixou nascer o black power que hoje ostenta orgulhoso. “Você vai descobrindo sua beleza e aí fica mais fácil.” 

Outro que passou pelo mesmo processo foi Gabriel de Jesus, 14. Tanto num colégio público, quanto no particular, foi rejeitado. “Era o último a ser escolhido. Antes eu até alisava o cabelo, mas quando cheguei aqui, comecei a deixar crescer.” Foi em 2016.

Ana Luiza quer ser artista. Faz teatro na escola e balé numa academia de dança. Clara se divide entre psicologia e arquitetura. “Pretendo fazer os dois. Já fiz testes vocacionais aqui na escola.” Gabriel também está declinado a cursar psicologia “por querer ajudar as pessoas”. Já Gustavo pretende seguir jogando basquete. Já faz parte do Instituto Superação e da LBE (Liga de Basquete Escolar).

No dia da Consciência Negra, 20 de novembro, eles resolveram expandir a conversa sobre racismo para os 300 alunos do colégio. Mas não com as tradicionais palestras dos expertos no assunto. Deram eles mesmos os próprios depoimentos. 

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novembro 27, 2018

I Seminário Arquivo e Memória Escolar

Data: 3 e 4 de dezembro de 2018 (oficina + seminário)

Local: Instituto Federal de São Paulo – IFSP – Rua Pedro Vicente, 625 – Canindé (próximo à estação de metrô Armênia)

(antiga Escola Técnica Federal – campus São Paulo)

Promoção conjunta:

Associação de Arquivistas de São Paulo – ARQ-SP

Instituto Federal de São Paulo – IFSP

Objetivo geral:

Incentivar a preservação da história das instituições de ensino por meio de seus arquivos e centros de memória.

PROGRAMAÇÃO

DIA 3/12 (segunda-feira)

OFICINA – IMPLANTAÇÃO DE CENTROS DE MEMÓRIA ESCOLAR

Ana Maria de Almeida Camargo (FFLCH-USP)

Horário: das 10:00 às 13:00 e das 14:00 às 17:00 horas

Vagas limitadas

DIA 4/12 (terça-feira)

I SEMINÁRIO ARQUIVO E MEMÓRIA ESCOLAR

MANHÃ

9:30 – Credenciamento e café de boas-vindas

10:00 às 10:15 – Abertura

Ana Célia Navarro de Andrade (presidente da Associação de Arquivistas de São Paulo)

Representante a ser confirmado (Instituto Federal de São Paulo)

10:15 às 11:00 – Conferência – Arquivos e fontes na escrita da história da educação brasileira 

Conferencista: Bruno Bontempi (FE-USP)

11:00 às 12:30 – Primeira Mesa – Gestão de arquivos escolares

Palestrantes:

Ana Célia Navarro de Andrade (CEDIC-PUC-SP; UNIFAI)

Gestão escolar eficiente ↔ arquivo escolar preservado.

Renato Júdice de Andrade (Colégio Rio Branco)

As tecnologias e a gestão escolar.

12:30 às 14:00 – Intervalo (almoço)

TARDE

14:00 às 15:30 – Segunda Mesa – Os desafios da preservação da memória escolar

Palestrantes:

Maria Lucia Mendes de Carvalho (Centro Paula Souza)

A educação profissional em São Paulo: história e memória

Daniel Ferraz Chiozzini (PUC-SP)

A memória do Ensino Vocacional de São Paulo

15:30 às 15:45 – Intervalo (café)

15:45 às 17:15 – Terceira Mesa: Sistemas e redes de memória: perspectivas

Palestrantes:

Iomar Barbosa Zaia (Universidade Brasil)

A implantação de centros de memória: balanço de uma experiência

Ricardo Tomasiello Pedro e Raquel Quirino Piñas (Colégio Marista Arquidiocesano)

Memorial do Colégio Marista Arquidiocesano: constituição, acervos e perspectivas.

17:15 às 17:30 – Encerramento e entrega dos certificados de participação.

Investimento:

OFICINAProfissionalEstudante**Empenho***
Associados ARQ-SP*R$ 70,00R$ 35,00R$ 70,00
Não associadosR$ 100,00R$ 50,00R$ 100,00
SEMINÁRIOProfissionalEstudante**Empenho***
Associados ARQ-SP*Profissionais da EducaçãoR$ 100,00R$ 50,00R$ 100,00
Não associadosR$ 130,00R$ 65,00R$ 130,00
OFICINA+SEMINÁRIOProfissionalEstudante**Empenho***
Associados ARQ-SP*Profissionais da EducaçãoR$ 150,00R$ 75,00R$ 150,00
Não associadosR$ 200,00R$ 100,00R$ 200,00

(*) Para ter direito ao desconto, os associados devem enviar para diretoria@arqsp.org.br cópia do comprovante de pagamento da anuidade vigente (referente ao ano 2018) ou solicitar boleto para pagamento.

(**) A categoria “estudante” se aplica apenas a alunos regularmente matriculados em cursos técnicos (ensino médio) e de graduação. Alunos de pós-graduação (especialização, mestrado ou doutorado) devem se inscrever na categoria “profissional”. No ato da inscrição, é necessário anexar cópia do atestado de matrícula no sistema. O desconto para estudantes não é válido para pagamento por empenho.

(***) O desconto oferecido a associados será aplicado apenas para instituições em dia com a anuidade vigente (referente ao ano 2018). Pagamento por empenho: antes de realizar a inscrição, entrar em contato com o e-mail diretoria@arqsp.org.br para confirmação dos trâmites a serem seguidos.

Informações sobre pagamento:

O pagamento deverá ser realizado exclusivamente por meio da Loja da ARQ-SP, exceção feita a empenhos. Pedidos de empenho serão aceitos até as 12 horas do dia 30 de novembro.

Nossas cobranças são processadas pelo PagSeguro e o pagamento poderá ser efetuado por meio de boleto bancário (à vista) ou por cartão de crédito (com opções de parcelamento).

Para solicitar nota fiscal, os interessados deverão entrar em contato com secretaria@arqsp.org.br

VAGAS LIMITADAS!

SERÁ CONFERIDO CERTIFICADO DE PARTICIPAÇÃO

A CONFIRMAÇÃO DA VAGA ESTÁ CONDICIONADA AO PAGAMENTO DA TAXA DE INSCRIÇÃO

INFORMAÇÃO IMPORTANTE – INSTRUÇÕES PARA A INSCRIÇÃO:

  1. Faça o cadastro no site da Associação de Arquivistas de São Paulo (arqsp.org.br). Clique em MINHA CONTA no menu superior e preencha as informações solicitadas.
  2. Após realizar seu cadastro, saia do sistema para validar os dados.
  3. Acesse a LOJA da ARQ-SP, clique em CURSOS, e depois na opção adequada, de acordo com a categoria desejada (Selecione pelo código SAME_2018).
  4. Realize a compra do seminário, seguindo o passo a passo informado pelo site.
  5. “Estudantes” devem anexar o comprovante de matrícula no sistema durante o processo de inscrição.

outubro 15, 2018

15 de outubro é o dia do Professor – conheça como surgiu a data

Meu ingresso na carreira do Magistério foi em Rio Claro/SP. Uma das primeiras  na qual ministrei aulas foi a EE Prof. João Batista Leme.

Tenho lembranças maravilhosas das Escolas por onde passei, mas outras nem tanto.

Início do ano letivo. Primeira aula no segundo ano do ensino médio noturno, na Batista Leme. Meu segundo ano como professor de Geografia.

Entro na sala, alunos em suas carteiras, menos um. Rapaz magro, alto, boné na cabeça, aba baixa, escondendo os olhos, em pé e na frente da sala. Cumprimento a todos, gentilmente peço a ele para que se sente. Ele fica bem próximo a mim, ergue a camiseta e vejo um revólver. A garota da primeira fila alerta-me: professor, melhor não se meter com o Reginaldo!

Repentinamente ele sai da sala. Alguns meses se passam, continua frequentando as aulas, mas sem demonstrar interesse, por mais que eu tentasse ajudá-lo. E assim foi em todas as disciplinas. Tempos depois desaparece da escola.

Era uma quarta-feira. Leio o jornal e lá estava o Reginaldo nas notícias policiais. Com um companheiro cometera um assalto na padaria do bairro. Assustado, disparou um tiro que acertou um dos rins de um dos proprietários. No mesmo dia fiquei sabendo que na hora do assalto estavam na padaria a cuidadora e a filha de uma das professoras da Escola.

Dias depois ele pediu para que uma das irmãs passasse no Batista Leme para pedir que a professora fosse ter com ele na cadeia. Queria se desculpar. Entregou à ela um bilhete destinado a mim, rascunhado em um pedaço de folha de caderno. Nele, escreveu um pedido de desculpas, dizendo que eu sempre o tentei ajudar e que nunca se interessou. Tenho esse bilhete guardado. Poucos meses depois soube que estava livre.

Nunca mais o vi, mas sinceramente espero que esteja bem e feliz.

 

Mulheres não devem ensinar matemática: o que dizia o decreto imperial que inspirou o Dia do Professor

 

Fonte: Folha, 14/10/2018 Edison Veiga

MILÃO

“O 15 de outubro faz alusão à criação das classes de primeiras letras no Brasil”, afirma a historiadora Katia Abud, professora da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo. Mas as comemorações só tiveram início no século 20.Ficava na rua Augusta, 1520, em São Paulo, o Ginásio Caetano de Campos – apelidado de Caetaninho, já que desde 1894 existia a Escola Caetano de Campos, na época ainda no endereço da Praça da República. Ali, um grupo de professores teve a ideia de interromper o ano letivo com um dia de folga. E uma pequena comemoração, em que houvesse o reconhecimento pelo trabalho realizado. Sugeriram o 15 de outubro, oportunamente equidistante dos períodos de férias escolares e significativamente importante para a educação no Brasil, por causa do decreto imperial de 1827. Aos poucos, a ideia pegou. Outras escolas começaram a fazer o mesmo. Até que, em 14 de outubro de 1963, o então presidente João Goulart assinou o decreto nº 52.682 e criou o feriado escolar do Dia do Professor no Brasil.

Decreto imperial foi uma tentativa de organizar a educação no Brasil, explica o historiador Diego Amaro de AlmeidaDecreto imperial foi uma tentativa de organizar a educação no Brasil, explica o historiador Diego Amaro de Almeida – Divulgação/Secretaria de Educação Santa Catarina

EDUCAÇÃO IMPERIAL

Mas, afinal, o que era essa tal lei de 1827? “A lei foi uma tentativa de organizar a educação no Brasil”, resume o historiador Diego Amaro de Almeida, pesquisador do Centro Salesiano de Pesquisas Regionais. “O imperador acaba propondo um projeto de educação que tinha em sua base a promoção do próprio Brasil. Entretanto, devido ao momento e às condições materiais do país, o cumprimento integral da lei foi algo complicado de ser resolvido.”Em 17 artigos, o imperador Dom Pedro I (1798-1834) mandou “criar escolas de primeiras letras em todas as cidades, vilas e lugares mais populosos do Império”. “Dom Pedro, por graça de Deus, e unânime aclamação dos povos, imperador constitucional e defensor perpétuo do Brasil”, conforme relata o documento, decreto que “em todas as cidades, vilas e lugares mais populosos haverão as escolas de primeiras letras que forem necessárias”.”Mais do que uma lei relacionada à educação ou ao ensino, foi uma lei que definiu a instrução pública no Brasil”, comenta o pesquisador Vicente Martins, professor da Universidade Estadual Vale do Acaraú. A lei apresentava alguns pontos bastante curiosos. O artigo terceiro, por exemplo, estipulava que os professores deveriam ter salários anuais de 200 mil-réis a 500 mil-réis. “Com atenção às circunstâncias da população e carestia dos lugares”, pontua o decreto. (more…)

agosto 2, 2018

Concurso #minhaartenacapa – prorrogação

As inscrições para a primeira fase do concurso Minha Arte na Capa (fase de produção), da Secretaria Estadual de Educação, que iriam até dia 3 de agosto, foram prorrogadas até o dia 15 de agosto. Nessa fase, as diretorias regionais recebem das unidades de ensino as sugestões de desenhos de estudantes matriculados em classes do Fundamental (Anos Inicias e Finais), Médio e Educação de Jovens e Adultos. As 10 melhores ilustrações vão estampar o kit escolar de 2019. O resultado sai em 29 de outubro.

Neste ano, os candidatos escolhem um dos dois temas: Cidadania e Ação ou Alimentação Consciente. Serão aceitos trabalhos individuais ou de equipes com até três alunos orientados por um professor de qualquer disciplina. Já as ilustrações devem seguir o seguinte padrão: em papel sulfite, tamanho A4, sem bordas e margens e sem nenhum tipo de identificação. Podem utilizar técnicas com lápis de cor, guache, hidrocor, aquarela, pastel, nanquim, crayon ou cera. O regulamento completo está disponível aqui. (more…)

julho 31, 2018

Ética e Cidadania Fiscal – curso (EaD) gratuito

ETCF

A Escola Fazendária do Estado de São Paulo (Fazesp), por meio do Centro de Educação Fiscal (CEF) informa que de 23 de julho a 20 de agosto (ou até esgotarem-se as vagas) receberá inscrições para a terceira turma de 2018 do curso Ética e Cidadania Fiscal. O curso é gratuito e será realizado no próprio ambiente virtual da Fazesp de  20 de agosto a 26 de outubro. O conteúdo é direcionado a cidadãos interessados em obter conhecimentos sobre tributação, responsabilidades do Estado e exercício da cidadania, além de contribuir para a transparência na gestão pública e na prática da responsabilidade fiscal.

EtCidF

Entre os temas abordados estarão o Brasil e seus desafios; o papel da educação na transformação da sociedade; a estrutura dos poderes e suas atribuições; a classificação dos tributos; o panorama da sociedade brasileira atual; controle, transparência, lei de acesso à informação e participação social, o que é Ética e a diferença entre ética e moral. (more…)

julho 10, 2018

Escola Municipal Mista Rural do bairro do Antonelli, Ajapi, Rio Claro/SP

Meu avô paterno foi proprietário de um sítio no distrito de Ajapi, Rio Claro/SP, chamado de sítio Boa Vista. Nele, na beira da estrada, havia uma sala de aula onde funcionou uma Escola Rural, local onde as crianças das proximidades estudavam até o 4º ano primário. Em 1956 ela foi transformada na “Escola Mista Municipal do Bairro Antonelli”. As professoras eram Maria Cândida Crespo Nevoeiro Demarchi, carinhosamente chamada por “Dona Candinha” e a Profª Edna.

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Segundo meu primo Geraldo, nas fotos estão a Profª Maria Cândida Crespo Nevoeiro Demarchi e os alunos: Aparecida Lavínia Martini, Nim Santantonio, Domingos Geraldo Martini, Jair Henrique Martini, Ana Maria Brandt, Carlos Brandt, Fátima Stocco, José Aparecido Noventa e Angelo Augusto Noventa.

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Essa escola, foi criada pela Lei Municipal 424/56, conforme segue abaixo:

LEI MUNICIPAL Nº 424, DE 19/06/1956
CRIANDO ESCOLA MUNICIPAL NO BAIRRO ANTONELLI.

Eu, AUGUSTO SCHMIDT FILHO, Prefeito Municipal de Rio Claro, Estado de São Paulo, usando das atribuições que me são conferidas por lei,

Faço saber que a Câmara Municipal de Rio Claro, decreta e eu promulgo a seguinte Lei:

Art. 1º Fica criada no Bairro do Antonelli, Distrito de Ajapí, neste Município, a partir de 16 de fevereiro de 1954, uma Escola Municipal Mista Rural, que funcionará, em prédio construído pelos Senhores Carlos Antonelli e Vitório Buzo, em sua propriedade agrícola, com a denominação de “ESCOLA MUNICIPAL MISTA RURAL DO BAIRRO DO ANTONELLI”.

Art. 2º Fica extinta a Escola Municipal Mista do Bairro da Eritréia, no Distrito de Ajapí, criada pela Lei 309, de 5 de novembro de 1953, por não preencher as formalidades exigidas pela legislação escolar.

Art. 3º As despesas decorrentes do artigo 1º desta Lei, correrão por conta do Orçamento vigente, suplementadas se necessária.

Art. 4º Esta Lei, entrará em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário.

Rio Claro, 19 de Junho de 1956.

Augusto Schmidt Filho
Prefeito Municipal

Publicada na Prefeitura Municipal de Rio Claro, na mesma data supra.

Humberto Mônaco
Diretor Administrativo

 

Leia mais sobre as Escolas Rurais de Rio Claro/SP em MEMÓRIAS DE PROFESSORAS DE ESCOLAS RURAIS: (RIO CLARO – SP, 1950 A 1992)

junho 13, 2018

Participe do concurso “Minha Arte na Capa”, da Secretaria Estadual de Educação

  • Primeira fase da iniciativa vai até 3 de agosto;
  • Vencedores terão suas obras nas capas do Kit Escolar – 2019

arte

O Secretário Estadual de Educação, João Cury, considerando a necessidade de construção de políticas públicas de forma participativa, promove o Concurso de Desenho #MinhaArteNaCapa e convida alunos e servidores da rede pública estadual a participarem no processo de ilustração/diagramação do Kit Escolar – 2019. O concurso é uma ação de integração dos projetos Gestão Democrática e Cozinheiros da Educação.

– Clique aqui e leia o regulamento completo

A primeira fase da iniciativa se encerra em 3 de agosto, quando a escola será responsável pelo encaminhamento dos desenhos selecionados, devidamente embalados, sem enrolar ou dobrar, à Diretoria de Ensino, acompanhados dos anexos necessários (veja explicação no regulamento).

São dois temas, e a escolha fica a cargo do próprio participante: CIDADANIA EM AÇÃO – Compreensão da importância da participação social; e ALIMENTAÇÃO CONSCIENTE – Compreensão de todos os aspectos que englobam uma alimentação adequada, saudável e consciente, com base nas diretrizes preconizadas pelo Guia Alimentar da População Brasileira. (more…)

maio 30, 2018

Curso gratuito: Ética e Cidadania Fiscal – Turma 2 de 2018

A Escola Fazendária do Estado de São Paulo (Fazesp), por meio do Centro de Educação Fiscal (CEF) informa que de 16 de abril a 14 de junho receberá inscrições para a segunda turma de 2018 do curso Ética e Cidadania Fiscal. O curso é gratuito e será realizado no próprio ambiente virtual da Fazesp de 16 de maio a 27 de julho. O conteúdo é direcionado a cidadãos interessados em obter conhecimentos sobre tributação, responsabilidades do Estado e exercício da cidadania, além de contribuir para a transparência na gestão pública e na prática da responsabilidade fiscal.

Entre os temas abordados estarão o Brasil e seus desafios; o papel da educação na transformação da sociedade; a estrutura dos poderes e suas atribuições; a classificação dos tributos; o panorama da sociedade brasileira atual; controle, transparência, lei de acesso à informação e participação social, o que é Ética e a diferença entre ética e moral.

Com carga horária de 80 horas, o curso terá quatro módulos:

• Convite à cidadania fiscal; Ética,
• Democracia e Cidadania;
• Como o Estado obtém recursos para a sua manutenção?;
• Orçamento Público, Controle, Transparência e Participação Social.

Para aprovação e emissão de certificado será necessário alcançar no mínimo 70% de acerto nas questões ao final de cada módulo. Para mais informações e para realizar a inscrição acesse https://fazesp.fazenda.sp.gov.br 

Informações

Curso: Ética e Cidadania Fiscal – Turma 2 de 2018

Modalidade: Educação a Distância autoinstrucional – gratuito

Período de inscrições: de 16 de abril a 14 de junho (ou até se esgotarem as vagas)

Período de realização: de 16 de maio a 27 de julho

Público-alvo: Professores das Redes Municipais de Ensino, universitários, membros de organizações sociais interessados na temática, servidores públicos e cidadãos em geral

Carga horária: 80 horas

Vagas: 800

Filipeta Ética e Cidadania Fiscal-1

novembro 6, 2017

Respeito e compaixão pelos animais vira matéria nas escolas da Índia

“A grandeza de uma nação e seu progresso moral podem ser julgados pela maneira como seus animais são tratados”— Mahatma Gandhi

Os animais são parte do mundo natural, no entanto, ao longo da história, muitas vezes as pessoas trataram os animais mais como coisas do que como seres.

Desde a pouca idade, a natureza aflora em nós um encantador universo de descobertas e autoconhecimento. Na Índia, essa ideia é levada a sério e foi incluída na grade escolar de colégios de todo o país como atividade extracurricular. Por meio do projeto educacional Compassionate Citizen, as crianças aprendem a ter compaixão pelos animais, ampliando seu engajamento ambiental.

Compassionate-Citizen

Fonte: Hypeness

Direcionado para a garotada entre 8 e 12 anos, o programa é uma parceria entre as ONGs Animal Rahat e PETA, que atuam na defesa dos direitos dos animais.

O intuito é desenvolver nessas crianças e adolescentes atitudes de respeito, empatia, gentileza e não violência para com os outros seres vivos. “A maioria das crianças sente naturalmente preocupação e afeição pelos animais, mas elas absorvem o comportamento cruel da sociedade e gradualmente perdem sua compaixão. A falta de respeito por outras espécies pode se traduzir em insensibilidade e crueldade – inclusive para com outros seres humanos”, explica um comunicado oficial sobre o projeto. (more…)

outubro 20, 2017

Fazesp – Escola Fazendária de São Paulo

 

Parte de uma série de construções escolares realizadas pelo Estado no início do século 20, a Escola do Carmo foi recuperada para abrigar a Escola de Administração Fazendária (Fazesp) – onde trabalho. Houve um primeiro projeto de recuperação que teve início em 1999 e que terminou em 2002 e outro, mais recente, que teve início em 2015 foi finalizado em 2016.

O edifício, de linguagem neoclássica com a inserção de elementos art nouveau, passou por metódico trabalho de recomposição. A área do terreno é de 1.068,25 m2 e a área construída é de 2.834,96 m2.

 

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Exemplar representativo da arquitetura escolar do início do século passado, o conjunto foi projetado pelo arquiteto alemão naturalizado brasileiro Carlos Rosencrantz, funcionário, desde 1913, da antiga Diretoria de Obras Públicas da Secretaria da Agricultura.

A Escola do Carmo é um de seus primeiros projetos, feito com Achilles Nacarato. Retrato das alterações pelas quais passou a cidade, a edificação declinou junto com o centro e – curiosamente – ressurge no momento em que ele está sendo redescoberto.

(more…)

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