A Simplicidade das Coisas — Augusto Martini

agosto 17, 2018

Minha alma está em brisa

MINHA ALMA ESTÁ EM BRISA

Contei meus anos e descobri que tenho menos tempo para viver a partir daqui, do que o que eu vivi até agora.

Eu me sinto como aquela criança que ganhou um pacote de doces; O primeiro comeu com prazer, mas quando percebeu que havia poucos, começou a saboreá-los profundamente.

Já não tenho tempo para reuniões intermináveis ​​em que são discutidos estatutos, regras, procedimentos e regulamentos internos, sabendo que nada será alcançado.

Não tenho mais tempo para apoiar pessoas absurdas que, apesar da idade cronológica, não cresceram.

Meu tempo é muito curto para discutir títulos. Eu quero a essência, minha alma está com pressa … Sem muitos doces no pacote …

Quero viver ao lado de pessoas humanas, muito humanas. Que sabem rir dos seus erros. Que não ficam inchadas, com seus triunfos. Que não se consideram eleitos antes do tempo. Que não ficam longe de suas responsabilidades. Que defendem a dignidade humana. E querem andar do lado da verdade e da honestidade.

O essencial é o que faz a vida valer a pena.

Quero cercar-me de pessoas que sabem tocar os corações das pessoas …

Pessoas a quem os golpes da vida, ensinaram a crescer com toques suaves na alma

Sim … Estou com pressa … Estou com pressa para viver com a intensidade que só a maturidade pode dar.

Eu pretendo não desperdiçar nenhum dos doces que eu tenha ou ganhe… Tenho certeza de que eles serão mais requintados do que os que comi até agora.

Meu objetivo é chegar ao fim satisfeito e em paz com meus entes queridos e com a minha consciência.

Nós temos duas vidas e a segunda começa quando você percebe que você só tem uma…

Observação: recebi por WhatsApp. Uma querida amiga enviou. Desconheço o autor.

Anúncios

julho 31, 2018

Memorial da Imigração Judaica de São Paulo

Integrado ao circuito histórico cultural da Luz, composto pelo Parque da Luz, a Pinacoteca, a Estação Ferroviária, o Museu da Língua Portuguesa, o Museu de Arte Sacra e a Oficina Oswald de Andrade, surge hoje o “Memorial da Imigração Judaica”. Localizada na 1ª Sinagoga do Estado de S. Paulo, fundada em 1912, o museu guarda um amplo e valioso acervo documental destinado a valorizar a contribuição dos judeus ao desenvolvimento do Brasil.

Mais de um século depois – após reinauguração em 23 de fevereiro de 2016 – o Memorial visa preservar a memória judaica e apresentar ao público a chegada dos judeus ao país desde o período colonial, durante a presença holandesa no Recife do século 17, no Império e nos demais períodos da história nacional, incluindo um andar inteiro destinado ao Holocausto.

Atualmente, o bairro do Bom Retiro, berço das mais diferentes levas migratórias, passou a ser uma nova opção de roteiros histórico-culturais na cidade. Assim, o visitante encontrará no Memorial um espaço ímpar para honrar a memória daqueles imigrantes judeus engajados na construção do Brasil.

Entre as inúmeras peças expostas, o Memorial traz verdadeiras preciosidades, como o “Diário de Viagem de Henrique Sam Mindlin”, texto escrito em 1919, quando o garoto de apenas 11 anos; já no navio, narra sua jornada de Odessa até o Rio de Janeiro. Outra valiosa peça do acervo é o livro “Diálogos de Amor” (1558) de Leon Yehudá Abravanel de Veneza, um poeta da ascendência do apresentador Sílvio Santos. Nas vitrines é exposto um documento de mais de 250 anos, utilizado pelos judeus marroquinos como talismã, contendo algumas frases cabalísticas pedindo proteção e saúde. (more…)

fevereiro 16, 2018

Os cães de minha vida…

Bubba Eduarda – saudades! Hoje ela completaria 20 anos.

Eu e Buba

Eu e a Buba, nos bons momentos felizes…

Leia mais no post Os cães de minha vida…

outubro 27, 2017

Dicas para os amigos que já passaram dos 50 anos

Filed under: amor,Coisas que eu gosto,Educação,Uncategorized — Augusto Martini @ 22:24
Tags: , , , ,

 

(Texto de Gustavo Krause)


Dicas para meus amigos que já passaram dos 50 anos:
➖ Gaste o seu dinheiro com você, com seus gostos e caprichos.
➖ É hora de usar o dinheiro (pouco ou muito) que você conseguiu economizar . Use-o para você, não para guardá-lo e não para ser desfrutado por aqueles que não tem a menor noção do sacrifício que você fez para consegui-lo.
➖ Não é tempo para maravilhosos investimentos, por mais que possam parecer bons, eles só trazem problemas e é hora de ter muita paz e tranquilidade.
➖ PARE de PREOCUPAR-SE COM A SITUAÇÃO FINANCEIRA dos filhos e netos. Não se sinta culpado por gastar o seu dinheiro consigo mesmo. Você provavelmente já ofereceu o que foi possível na infância e juventude como uma boa educação. Agora, pois, a responsabilidade é deles. JÁ NÃO é época de sustentar qualquer pessoa de sua família.
➖ Seja um pouco egoísta. (more…)

julho 12, 2017

A Árvore da Vida – o filme de Terrence Malick

Assisti ao “A Árvore da Vida” na última terça feira e em casa. Confesso que em certos momentos fiquei quase sem respirar, paralisado no sofá, atônico com tanta beleza. É um filme que não dá para ver só com os olhos. É preciso vê-lo também com o coração e com a alma.

No início do filme, a protagonista anuncia que há dois caminhos para a vida: um é o caminho da Natureza, que rejeita desapegar-se de si e alimentar-se da Árvore da Vida, que insiste em sua rigidez e por isso se quebra. O segundo é o caminho da Graça, que aceita a dor com esperança e que vê na Árvore da Vida tanto a fonte última da Natureza como a única capaz de se chegar à Vida Eterna. O símbolo da árvore aparece do início ao fim do filme, e em todos os seus momentos mais significativos. Às vezes como uma pequena planta, às vezes como uma árvore frondosa. Se você espera assistir a um filme com narrativa regular – esse não é o caso. É descontínuo, sem linearidade temporal, mas vai fazendo conexões lógicas e casuais e de forma poética. Possui uma infinidade de imagens, ritmos, sons, cores, em que fui me reconhecendo em cada um deles. Em minha infância, no modo de ser de meus pais e irmãs, principalmente. Estava reticente a assistir ao filme. Amigos do trabalho diziam para que eu não perdesse meu tempo. Talvez não estivessem preparados para assisti-lo. O verei mais vezes, com certeza.

Reproduzo abaixo a crítica que encontrei no Blogardino e que traduz muito do que senti e ainda sinto ao pensar no filme.

Como já foi dito em outras críticas, “A Árvore da Vida” é para poucos. Mas, sem dúvida, é o melhor trabalho de Terrence Malick e um dos melhores filmes da história do cinema.


Quando digo que o filme não é para qualquer um não estou insinuando que foi feito para pessoas inteligentes ou cultas. É preciso ser sensível, ter a capacidade de mergulhar nas emoções e nas sensações que o filme provoca para se entender, ou melhor, para se perceber o filme. E ai está o problema: a maioria das pessoas está acostumada com roteiros que explicam tudo em seus diálogos, com início, meio e fim, de modo que nenhum mistério fica sem explicação. Quem entrou no cimema buscando diálogos explicativos e uma história convencional certamente se decepcionou.

O filme de Malick fala sobre a Vida, mas de seu modo particular: pelo que se vê, e o que não se vê; pelo que se ouve, e o que não se ouve; pela emoção que se manifesta nas cenas e nos impactam; ou seja, por todos os meios a disposição de um filme, exceto pelos diálogos elucidativos. O filme não deve ser assistido com a razão, mas com o coração. (more…)

fevereiro 11, 2017

A sabedoria na simplicidade

Este comercial é da TV Futura. Conta um pouco da história emocionante  de Dona Mariquinha, 84 anos, moradora de Bofete, no interior de São Paulo, de onde nunca saiu em mais de oito décadas de vida.

Ouvindo a fala simples e sábia de Dona Mariquinha- “Nós somos terra e estamos aqui de passagem” -, e “mosquito num senta” – Lembrei da simplicidade de meus avós e pais e me emocionei.

maio 5, 2016

Hoje tudo é tratado como descartável

Quando estou muito agitado no trabalho eu falo sozinho, cantar sozinho é apenas o passo seguinte. Muitas vezes os colegas olham assustados para mim e quando percebo que estão olhando desviam o olhar.
Dia desses contei isso para um amigo que riu, em tom de gozação, mas ao rir saiu de sua boca um guincho parecido com aquele assovio dos amoladores de facas que passavam nas ruas de meu bairro, em Rio Claro, quando eu era criança. Sabem como é? Podia ter-lhe saído qualquer coisa, mas foi aquele som que saiu. Quando eu era pequeno e alguém fazia barulho semelhante ao rir, tinha uma vizinha que dizia que isso era sinal de que viria chuva. Sempre gostei destas crendices e mitos profundamente alicerçados em nada que é realmente concreto.
Resumindo: comecei a escrever isso porque hoje, ao ir a pé para casa, cruzei a praça da Sé e vi um senhor desmontando sua cadeira de engraxar sapatos e apetrechos para pequenos consertos e percebi como inúmeras profissões se tornaram descabidas nos dias de hoje. Já quase não há sapateiros… e nem amoladores de faca. Os padeiros e leiteiros que entregavam de porta em porta desapareceram do mapa. Isso porque estamos numa sociedade em que do velho não se aproveita, compra-se novo. Com a menor qualidade dos produtos e materiais, o preço fica mais baixo e, portanto, não compensa mandar arrumar. E penso: que ensinamentos estamos passando às crianças?! Quando formos velhos, o que nos acontecerá? Eu não tenho filhos, mas quero que os filhos de meus sobrinhos e de meus amigos saibam dessas antigas profissões e que o som dos amoladores de facas traz recordações.

Esculturas do artista Ha Schult, com humanóides feitos com lixo, geralmente latas em, Barcelona.

Esculturas do artista Ha Schult, com humanóides feitos com lixo, geralmente latas, em Barcelona.

É, infelizmente chegamos ao tempo em que tudo é mais fácil porque, quase tudo, se tornou descartável.
Mas não foram só os objetos que se tornaram descartáveis, os sentimentos também estão se tornando. É fácil ter centenas de amigos, mas são amigos virtuais, descartáveis, se perdem com o tempo, não fazem falta. São os amigos das redes sociais e dos interesses, nunca estão conosco quando precisamos. Não há laços de afinidade. As pessoas vivem uma vida descartável. Muitos corações estão cheios de ódio e, para eles, a vida não tem sentido, assim como não tem sentido a dignidade, o respeito, o amor e o perdão.  (more…)

fevereiro 20, 2015

Morri! E agora? O que fazer com meu corpo?

Hoje o assunto do post é um tanto tétrico. Vou falar sobre o pós-morte –  sabia que além do enterro convencional, você pode transformar suas cinzas em esculturas, quadros (as cinzas são misturadas na tinta), jóias, diamantes e até pode enviá-las à lua?  Também há o velório que se transforma em evento social, entre outros.

Você morreu! E aí? Nada mais precisa ser simples e comum. Tudo pode ser reinventado. 

Desde um enterro comum, até a cremação que costuma ser rejeitada por parecer um processo caro. Mas, comparada a todas as taxas de um sepultamento convencional, cremar ainda é mais econômico do que sepultar, sabia? Só a gaveta de um cemitério qualquer aqui em São Paulo, não deve sair por menos que 3 mil reais, pelo que ouvi falar. E isso nos cemitérios mais simples. Em alguns outros essa quantia pode ser bem maior. E para enterrar tem o caixão, flores, preparação do morto, a taxa de sepultamento, fora a manutenção do túmulo. Sem contar que hoje em dia as pessoas não vão muito ao cemitério. Somado a esses fatores a cremação tem a vantagem de ser a alternativa que menos agride o meio ambiente.

ipe-rosa

O Roberto, daqui alguns anos!

E se o desejo é dar um destino diferente para o ente querido, o primeiro passo é justamente a cremação. É a partir das cinzas do morto que se pode inventar de tudo. Até para se despedir das cinzas existem alternativas. Se a ideia é jogar ao mar, há uma urna biodegradável especialmente elaborada para a ocasião. Feita de papel machê e coloridas com tintas naturais, a urna em formato de concha é das mais vendidas no litoral. Também há as urnas feitas de areia e gel (hidrossolúvel) e uma feita com fibra de coco que acompanha sementes de árvores nativas com instruções de plantio. Quando uma pessoa é cremada, as cinzas se transformam numa espécie de adubo, rico em cálcio, magnésio, etc..

Não há mesmo limite para as cinzas, nem mesmo o céu. É possível enviá-las ao espaço e ter suas cinzas espargidas na superfície lunar. Outros níveis são o da órbita terrestre, o suborbitário e o espaço profundo. Um serviço oferecido pela Celestis, empresa dos Estados Unidos especializadas em voos espaciais memoriais e que tem parceria com a agência espacial Nasa, pode levar suas cinzas ao espaço e espargi-las na superfície lunar. Ou na órbita terrestre. Parte das cinzas é colocada em uma pequena cápsula e enviada à sede da Celestis nos Estados Unidos. A cápsula permanece lá até o lançamento do foguete que vai levá-la ao seu destino final. Os parentes recebem um convite para o evento, caso desejem participar, mas as despesas de viagem não estão incluídas. Todo o lançamento é gravado em vídeo, que pode ser assistido depois. (more…)

fevereiro 10, 2015

À procura da Felicidade!

Ah meu Deus! Acabei de conversar com minha amiga Vera Grellet sobre o quão chato é trabalhar e que por conta disso temos que transformar os longos momentos no trabalho o mais agradável possível. Sim, porque eu sou da opinião que a gente só começa a viver quando sai do trabalho!  É estranho escrever isso, mas a verdade é que no trabalho, em um período de 8 horas preenchendo formulários, ficando na frente do computador e participando de reuniões intermináveis e chatas a gente tem minutinhos de felicidade.

felicidade-a-dois

Quando somos crianças, na fase das “descobertas e aprendizados”, vivenciamos coisas novas – que são divertidas ou chatas. Fazemos perguntas do tipo: por que a gente envelhece? por que a gente morre?  E descobrimos que também vamos morrer um dia! Depois, crescemos, temos a certeza da morte e passamos a aceitar sua inevitabilidade! Desse ponto em diante começamos a valorizar ainda mais a vida, sabendo que um dia não estaremos mais por aqui. (more…)

dezembro 9, 2014

“Grande Sertão: Veredas”, de Guimarães Rosa é adaptado para quadrinhos

A história de Riobaldo Tatarana, ex-jagunço que relembra lutas e a paixão reprimida por Diadorim, é traçada por uma travessia pelo sertão e pelas águas do rio São Francisco, retratada em Grande Sertão: Veredas, de João Guimarães Rosa. O clássico da literatura brasileira ganhou adaptação em quadrinhos, com roteiro de Eloar Guazzelli e arte de Rodrigo Rosa.  A edição teve seu lançamento na Livraria Cultura, em São Paulo, no último dia 04/12.

diado

Ilustração de Rodrigo Rosa

Certamente é uma das maiores obras da literatura brasileira – “Grande Sertão: Veredas” – lançada em 1956 pelo escritor mineiro João Guimarães Rosa, foi adaptada em forma de quadrinhos. O roteiro foi escrito por Eloar Guazzelli e as ilustrações feitas por Rodrigo Rosa. A família do ilustre escritor deu aval ao projeto e acompanhou de perto todo o processo de criação. A adaptação, de 180 páginas, mantém o estilo em prosa poética utilizado por Guimarães Rosa para contar as histórias de lutas no sertão mineiro. (more…)

Próxima Página »

Blog no WordPress.com.

%d blogueiros gostam disto: