A Simplicidade das Coisas — Augusto Martini

junho 8, 2016

Panteón a los Heroes de la Pátria, em Santiago, Chile

Hoje visitei o Panteón a los Heroes de la Pátria, em Santiago, Chile.

Este Panteón é um lugar histórico da cidade de Santiago e fica no subsolo da Praça da Cidadania, bem em frente a Sede do Governo, o Palácio de La Moneda. Foi construído para abrigar os restos mortais do General Bernardo O’Higgins Riquelme, também conhecido como o “Pai da Pátria” por ter conduzido a independência do Chile. Trazida da Europa a cripta de mármore Carrara branco está rodeado de uma exposição de fotos, objetos e imagens ligadas a história chilena e do General. Também na entrada da cripta está o Monumento ao Soldado Desconhecido. A entrada é gratuita de terça a sexta das 9h às 13h e das 15h às 17. Sábado das 10h às 13h.

Durante a visita, fiquei conversando com o recepcionista do local – Sr. Mário, que deu uma aula de história sobre o seu país. Em seguida me perguntou sobre o Brasil. Queria saber sobre o descobrimento, colonização, população, religião (acreditava que praticamos Vudu, imaginem!). Disse ter muita vontade de conhecer a Amazônia por conta da Anaconda (Giboia) e outros bichos, além de sua flora. E que gostaria de conhecer nosso carnaval. Conversamos sucintamente sobre o Brasil Colônia, Brasil Império (ficou surpreso em saber que tivemos dois imperadores!), sobre as invasões holandesa e francesa, Brasil República e a crise atual  pela qual passamos.

Quis saber de nossa população, pois percebe que nossa miscigenação é grande, muito diferente da do Chile.

Um tempo depois da conversa disse ter ficado muito feliz e surpreso com nossa conversa de cerca de 30 minutos, pois diariamente passam por ali vários brasileiros e que já questionou muitos, mas nenhum até hoje havia conseguido contar-lhe algo sobre a história do Brasil, o que sempre o deixava decepcionado com a nossa falta de informação.  E que a noite iria pesquisar um pouco mais sobre o Brasil, pois ficou muito surpreso com tudo o que ouviu. E que assim terá argumentos para “puxar” conversa com outros brasileiros. Ah, e Mário ficou todo feliz por expressar perfeitamente as palavras por favor, obrigado e até logo em português.

Não é a primeira vez que ouço isso de um estrangeiro – a falta de conhecimento histórico que os brasileiros têm de seu país. Pensando nisso reproduzo abaixo os principais fatos de nossa história para que você, leitor do blog, tenha na ponta da língua – se não todos, porém os mais significativos, para não fazer feio quando viajar para alguém lugar e for questionado sobre nossa origem histórica.

PERÍODO: Brasil Colônia

1500 – A expedição de Pedro Álvares Cabral chega ao Brasil.

1501 – Américo Vespúcio faz uma expedição exploratória na costa brasileira.

1504 – Chegam ao Brasil navegadores franceses para exploração do território.

1530 – É instituído o regime de capitanias hereditárias por Dom João III. A expedição colonizadora de Martim Afonso chega ao Brasil.

1532 – Fundada a Vila de São Vicente, primeira vila do Brasil por Martim Afonso.

1534 – O Brasil é dividido em capitanias hereditárias. Início da escravização do índio no Brasil.

1543 – A primeira Santa Casa do Brasil é fundada por Braz Cubas.

1548 – Criado o governo-geral com o objetivo de centralizar a administração da Colônia.

1549 – A cidade de Salvador é fundada. é constituído o primeiro governo geral do Brasil com Tomé de Souza.

1550 – Inicia a criação de gado no Brasil, com chegada de espécies. Em Salvador chega a primeira leva de escravos vindos da África.

1555 – Os franceses fundam a França Antártica, no Rio de Janeiro.

1562 – João Ramalho torna-se capitão-mor de São Paulo de Piratininga.

1563 – A cidade de São Sebastião (Rio de Janeiro) é fundada por Estácio de Sá.

1567 – Os franceses são expulsos do Rio de Janeiro.

1570 – A liberdade dos índios é garantida pela Carta régia.

1571 – Decreto de Dom Sebastião determina que somente navios portugueses transportem mercadorias para o Brasil.

1578 – Francis Drake e outros corsários ingleses exploram pau-brasil no Maranhão.

1580 – Início do domínio espanhol, também chamado União Ibérica.

1584 – Os portugueses dão inicio a conquista da Paraíba.

1585 – O forte em torno do qual cresceu a atual cidade de João Pessoa é construído por Martim Leitão.

1586 – Espanhóis e portugueses tentam, sem sucesso, expulsar os franceses da Paraíba.

1587 – Barcos estrangeiros são proibidos de ancorar no Brasil. O capitão inglês Thomas Cavendish pratica atos de pirataria em São Vicente.

1595 – Lei de Filipe II proíbe a escravização dos índios. Ataque do corsário inglês James Lancaster no Recife.

1596 – Ingleses fundam feitorias no delta do Rio Amazonas.

1599 – Jerônimo de Albuquerque pacifica os portugueses na Paraíba e funda Natal.

1605 – Governo espanhol proíbe que estrangeiros desembarquem no Brasil e nas demais partes do além-mar português.

1612 – Os franceses invadem o Maranhão e fundam a França Equinocial.

1615 – Jerônimo de Albuquerque, Alexandre Moura e Francisco Caldeira apoderam-se do forte de São Luiz do Maranhão, derrotando a França Equinocial.

1616 – A cidade de Santa Maria do Belém, no Paraná, é fundada por Francisco Caldeira.

1619 – Índios Tupinambás se revoltam, porém são derrotados no Pará.

1621 – O Estado do Maranhão (Maranhão, Ceará e Pará), é criado pela Coroa Espanhola.

1624 – Os holandeses invadem a Bahia; os portugueses estabelecem a resistência.

1625 – Os holandeses são expulsos da Bahia com o apoio da esquadra espanhola.

1630 – Os holandeses atacam Pernambuco e se estabelecem.

1637 – Mauricio de Nassau, governador holandês de Pernambuco, expulsa as tropas luso-brasileiras em direção à Bahia.

1638 – Inicia a expedição de João Dias em direção ao sul do país.

1640 – Procuradores da Capitania de São Vicente expulsam os jesuítas. Chega ao fim o domínio espanhol.

1644 – Ao desentender-se com a Companhia das Índias Ocidentais, Maurício de Nassau deixa o cargo de governador.

1645 – Insurreição dos luso-brasileiros de Pernambuco contra os holandeses.

1648 – Na primeira Batalha dos Guararapes os holandeses são derrotados por Francisco Barreto.

1654 – Expulsão definitiva dos holandeses do Brasil.

1661 – Através de tratado de paz os holandeses reconhecem a perda da colônia do Brasil. Aliança com Portugal autoriza o comércio dos ingleses no Brasil e nas Índias.

1669 – Francisco de Mota Falcão ergue o Forte de São José do Rio Negro.

1671 – Através de decreto é liberada a entrada de navios estrangeiros em portos brasileiros.

1674 – Bandeira de Fernão Dias Pais Leme parte em direção ao sertão de Minas Gerais.

1684 – Explode, no Maranhão, a Revolta de Beckman.

1685 – Construídos quatro fortes na região amazônica, ameaçada pelos franceses de Caiena. A Coroa Portuguesa proíbe a produção de manufaturas no Brasil.

1694 – É montada na Bahia a primeira Casa da Moeda. Primeiras notícias de descoberta de ouro em Minas Gerais.

1702 – É criada a Intendência das Minas, tendo como função principal distribuir terras para a exploração do ouro e cobrança de tributos para a Fazenda Real.

1708 – Inicia a Guerra dos Emboabas.

1710 – Deflagrada a Guerra dos Mascates, conflito entre os senhores de engenho de Olinda e os comerciantes de Recife.

1711 – Através de Carta Régia São Paulo é elevada à categoria de cidade.

1713- Através do Tratado de Utrecht; a França aceita o rio Oiapoque como limite entre a Guiana e o Brasil.

1715 – Pelo Tratado de Utrecht; a Espanha concorda em devolver a Colônia do Sacramento a Portugal.

1720 – São criadas as Casas de Fundição. Nesse ano, inicia a Revolta de Vila Rica, em protesto contra a criação das Casas de Fundição.

1722 – Expedição de Bartolomeu Bueno da Silva, o Anhanguera, que descobriria ouro no sertão goiano.

1727 – Cuiabá é fundada pelo governador Rodrigo César.

1728 – Descobertas as primeiras jazidas de diamantes em Serro Frio (atual Diamantina).

1729 – Inicia a produção de diamantes no arraial do Tijuco, atual cidade de Diamantina, em Minas Gerais.

1737 – Início da ocupação portuguesa do Rio Grande do Sul, voltada para a criação de gado.

1747 – Por alvará régio são confiscados os tipos de imprensa existentes no Brasil.

1750 – Pelo Tratado de Madri, é reconhecido o domínio de Portugal sobre os territórios a oeste do meridiano de Tordesilhas.

1752 – Colonos açorianos chegam ao Rio Grande do Sul; algumas famílias se estabelecem em Porto dos Casais (Porto Alegre).

1759 – Os jesuítas são expulsos do Brasil.

1761 – Através do Acordo do Pardo Espanha e Portugal anulam o Tratado de Madri.

1763 – Transferida de Salvador para o Rio de Janeiro a capital do Estado do Brasil.

1765 – Decretada a derrama, pela qual se obrigava a população mineradora a completar a soma acumulada do imposto devido.

1766 – Inicia o plantio de arroz no Maranhão.

1771 – Começa a funcionar a Intendência dos Diamantes.

1775 – Reunificação dos Estados do Brasil e do Grão-Pará e Maranhão.

1777 – Tratado de Santo Ildefonso entre Portugal e Espanha. A Colônia do Sacramento passa definitivamente para o domínio espanhol.

1777 – Morte de D. José I e ascensão de D. Maria I ao trono português. Pombal é afastado do governo e os rumos da política e administração lusas sofrem uma mudança radical (fase conhecida como “Viradeira”).

1789 – Inconfidência Mineira, primeiro dos movimentos emancipacionistas que caracterizam a crise do Sistema Colonial.

1792 – Execução de Tiradentes.

1798 – Conjuração dos Alfaiates ou Inconfidência Baiana: movimento emancipacionista com participação predominante de elementos populares. Possuía projetos de caráter social, como a abolição da escravatura.

1801 – Os sul-rio-grandenses ocupam o território dos antigos Sete Povos das Missões, então em poder dos espanhóis, aproveitando uma curta guerra entre Portugal e Espanha. O Tratado de Badajoz, firmado entre os dois países nesse mesmo ano, reconhece implicitamente o domínio lusitano sobre aquela região.
– Conspiração dos Suaçunas, conciliábulo de senhores-de-engenho pernambucanos que alguns historiadores insistem em considerar como movimento emancipacionista. Não são aplicadas punições aos supostos envolvidos.

1808 – Chegada de D. João à Bahia, dando início ao PERÍODO JOANINO (1808/21). Carta-régia determina a abertura dos portos brasileiros “a todas as nações amigas”. Fim do “exclusivo” metropolitano e enfraquecimento do Pacto Colonial. Passagem do Brasil para a órbita direta do capitalismo industrial inglês, em substituição ao anacrônico colonialismo mercantilista português.
– Alvará de Liberdade Industrial, revogando as proibições impostas por D. Maria I em 1785. Medida de pouco alcance prático, dada a falta de tecnologia e de capitais no Brasil.
– Instalação da Imprensa Régia e publicação do primeiro jornal brasileiro.
– Criação de escolas de Medicina (primeiros cursos superiores instalados no Brasil) no Rio de Janeiro e em Salvador.

1810 – Início da pressão inglesa para extinção do tráfico negreiro no Brasil.

1815 – Elevação do Brasil à categoria de Reino Unido ao de Portugal e Algarves.

1817 – Revolução Pernambucana. Último movimento emancipacionista e o único que chegou ao estágio da luta armada.

1818 – O príncipe regente torna-se rei, com o título de Dom João VI. Criada a colônia suíça de Nova Friburgo, no Rio de Janeiro.

1820 – Chega ao Brasil a notícia da Revolução do Porto.

1821 – Fim do absolutismo no Brasil. D. João VI aceita submeter-se à autoridade das Cortes. Juntas Provisórias de Governo substituem os governadores das províncias (nova denominação das capitanias) nomeados pelo rei.
– Por pressão das Cortes de Lisboa, D. João VI retorna a Portugal, deixando o príncipe-herdeiro D. Pedro como regente do Brasil.
– As Cortes exigem o retorno de D. Pedro a Portugal.

1822 – Dia do Fico (9 de janeiro) – D. Pedro recusa-se a obedecer às Cortes e decide permanecer no Brasil. A partir daí, acelera-se o processo da Independência.

1822 – Dom Pedro proclama a independência do Brasil. (7 de setembro)

PERÍODO: Brasil Império

1822 – Aclamação do príncipe D. Pedro como imperador do Brasil, com o nome de D. Pedro I.

1823 – É instalada, a Assembléia Constituinte encarregada de elaborar a primeira Constituição do Brasil. Choque entre as tendências liberais da Assembléia e o autoritarismo do imperador. D. Pedro I dissolve a Assembléia por meio de um golpe militar.

1824 – D. Pedro I outorga uma Constituição centralizadora: unitarismo (ausência de autonomia provincial), quadripartição de poderes (sendo o Poder Moderador privativo do monarca), voto censitário e subordinação da Igreja ao Estado.
– Confederação do Equador: revolta separatista pernambucana, com características idênticas às da Revolução de 1817. Forte repressão por parte de D. Pedro I.
– Os Estados Unidos reconhecem a independência do Brasil.

1825 – Portugal e Grã-Bretanha (Inglaterra) reconhecem a independência do Brasil.

1826 – Brasil e Inglaterra constituem uma convenção sobre a extinção do tráfico negreiro.

1826 – Morre D. João VI. D. Pedro I é reconhecido como rei de Portugal (D. Pedro IV), mas abdica em favor de sua filha D. Maria da Glória (D. Maria II).

1828 – Chega ao fim a Guerra da Cisplatina entre Brasil e Argentina, resultando em um Tratado de paz onde ambos os países aceitam a independência da Província Cisplatina, com o nome de “República Oriental do Uruguai”.

1830 – Promulgado o Código Criminal.

1831 – É criada a Guarda Nacional.

1834 – Morre em Portugal D. Pedro I.

1835 – Início da Regência Una do padre Feijó. No Pará, deflagrada a Cabanagem; no Sul, a Revolução Farroupilha. Revolta dos Malês na Bahia.

1837 – Feijó renuncia à Regência. O regressista Araújo Lima torna-se regente interino.
Na Bahia, inicia a Sabinada (tentativa de separatismo temporário).

1839 – Garibaldi, um dos líderes farroupilhas, funda em Santa Catarina a passageira República Juliana.

1840 – Dom Pedro de Alcântara tem antecipada sua maioridade e se torna o segundo Imperador do Brasil.

1842 – Revoltas liberais surgem em Minas Gerais e São Paulo. O movimento é sufocado por Caxias, que já vencera a Balaiada e depois pacificaria o Rio Grande do Sul.

1848 – Tem início a Revolução Praieira.

1849 – A cidade de Joinville, em Santa Catarina é fundada por colonos alemães.

1850 – Promulgação da Lei Eusébio de Queiroz, que proíbe definitivamente o tráfico negreiro para o Brasil.

1851 – Tem início a guerra entre Brasil e Paraguai contra Rosas e seu aliado Oribe, ex-presidente do Uruguai.

1852 – O general Caxias comanda forças brasileiras, uruguaias e argentinas que derrotam e depõem Rosas.

1854 – Fundado o novo Banco do Brasil (antiga casa da moeda). Inauguração da primeira estrada de ferro do Brasil.

1856 – Início da construção da primeira estrada pavimentada do país, a União Indústria, ligando Petrópolis a Juiz de Fora.

1865 – Tem início a Guerra do Paraguai.

1866 – O rio Amazonas é aberto à navegação internacional.

1867 – É inaugurada a Estrada de Ferro Santos-Jundiaí.

1870 – Fim da Guerra do Paraguai.

1871 – Promulgação da Lei do Ventre Livre.

1872 – Primeiro recenseamento realizado no Brasil.

1873 – É fundado o Partido Republicano Paulista, na Convenção de Itu, em São Paulo.

1874 – Inicia a corrente imigratória italiana para o Brasil.

1877 – Início do “ciclo da borracha” na Amazônia, utilizando principalmente mão-de-obra nordestina deslocada de suas províncias por uma grande seca.

1884 – O Ceará é a primeira província a extinguir a escravidão.

1885 – Promulgação da Lei dos Sexagenários ou Lei Saraiva–Cotegipe, que emancipa os escravos com mais de 65 anos.

1888 – Abolição da escravidão por força da Lei Áurea.

1889 – Chega ao fim o período do Império.

PERÍODO: Brasil República

1889 – Proclamação da República. Banimento da Família Imperial e formação de um Governo Provisório chefiado por Deodoro.
– Primeiras medidas do novo governo: modificação da Bandeira Nacional, liberdade de cultos, separação entre Igreja e Estado, criação do Registro Civil e secularização dos cemitérios.

1890 – Encilhamento: crise financeira provocada pelo ministro da Fazenda, Rui Barbosa.

1891 – Promulgada a primeira Constituição da República. Deodoro é eleito presidente da República pelo Congresso nacional e Floriano Peixoto vice. Golpe de Estado. Renúncia de Deodoro, após uma série de atritos com o Congresso e uma tentativa frustrada de golpe de Estado. Floriano (o “Marechal de Ferro”) assume a chefia do Estado.

1893 – Tem início a Revolução Federalista, no Rio Grande do Sul, estendendo-se a Santa Catarina e Paraná.

1893 – Revolta da Armada no Rio de Janeiro, com participação de monarquistas. Ao se retirarem da Baía da Guanabara, os rebeldes da Armada unem-se aos federalistas no Sul.

1894 –Fim da República da Espada (1889/94) e início da República das Oligarquias (1894/1930).
– Eleição do civil Prudente de Morais para a Presidência da República.

1897 – Prudente de Moraes sofre um atentado. O arraial de Canudos é destruído por tropas federais.

1898 – É eleito presidente da República Campos Sales, idealizador da “Política do Café-com-Leite” e da “Política dos Governadores”.

1903 – Revolta no Acre contra a Bolívia. Plácido de Castro proclama a independência do Estado e meses depois o território é anexado ao Brasil.

1903 – “Revolta da Vacina” no Rio de Janeiro, envolvendo também a insatisfação popular com as más condições de vida e a alta de preços.

1906 – O Convênio de Taubaté propõe soluções para a crise de superprodução do café. Os governos estaduais deveriam comprar e estocar a produção excedente.

1907 – Congresso aprova a Lei de Repressão ao Anarquismo, autorizando a deportação de estrangeiros ligados ao movimento operário.

1908 – Criação da Confederação Operária Brasileira. Chegam ao Brasil os primeiros imigrantes japoneses.

1909 – Morte de Afonso Pena. O vice Nilo Peçanha assume a Presidência. – Candidatura presidencial do marechal Hermes da Fonseca e quebra da “Política do Café-com-Leite”.

1910 – Hermes da Fonseca é eleito presidente e Venceslau Brás vice.
– Revolta da Chibata, reivindicando melhores condições para os marinheiros da Armada.
– Criação do Serviço de Proteção ao Índio (atual FUNAI), chefiado pelo então major Cândido Rondon.

1912 – Campanha do Contestado: destruição, pelo Exército, dos núcleos messiânicos instalados na região da divisa entre Paraná e Santa Catarina.

1914 – Conflito no Ceará contra o governo de Franco Rabelo. Jagunços comandados pelo Padre Cícero e Floro Bartolomeu ocupam Vale do Cariri.

1915 – Anarquistas organizam o Congresso Nacional da Paz em Protesto contra a I Guerra Mundial.

1916 – Fundada a Liga de Defesa Nacional. Fim da Guerra do Contestado.

1917 – Greve Geral paralisa a cidade de São Paulo, Navios alemães torpedeiam navios brasileiros. Em represália, o Brasil entra na guerra.

1918 – Eleições presidenciais. Rodrigues Alves é eleito presidente e Delfim Moura, vice. Gripe espanhola se alastra por São Paulo e outras regiões do país.

1920 – Conflito na Bahia. É decretada intervenção federal.

1922 – Revolta do Forte de Copacabana (Os 18 do Forte), sendo a primeira revolta do movimento tenentista.
– Realiza-se, em São Paulo, a Semana de Arte Moderna.
– Fundação do Partido Comunista do Brasil (PCB), impropriamente conhecido como “Partido Comunista Brasileiro” (denominação oficializada somente no final dos anos 50).

1923 – Crise no Estado do Rio de Janeiro. Intervenção federal.

1924 – Eclode em São Paulo outra revolta tenentista contra o governo federal. Tem início a Coluna Prestes.

1926 – Criação do Partido Democrático, em São Paulo.

1927 – Instituído o voto feminino no Rio Grande do Norte.

1928 – Fundação do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (CIESP).

1929 – Lançada a candidatura Getúlio Vargas.

1930 – Inicia no Rio Grande do Sul e no nordeste a Revolução de 1930, dando fim à Primeira República (ou República das Oligarquias) e início da Era Vargas.

1931 – Cria-se o Ministério do Trabalho, Indústria e Comércio. Tem início a promulgação de leis sociais.

1932 – Novo Código Eleitoral estabelece o voto secreto e o direito das mulheres votarem e serem votadas.
– Tem início a Revolução Constitucionalista de São Paulo: movimento armado com o objetivo de
apressar a reconstitucionalização do País (tentativa da oligarquia paulista de retomar o poder).

1933 – Instalada Assembléia Nacional Constituinte, eleita por voto secreto e com participação do eleitorado feminino.

1934 – É promulgada a segunda Constituição da República , que incorpora a legislação trabalhista e os recentes aperfeiçoamentos eleitorais; criação dos “deputados classistas” (20% do total).
– Vargas é eleito indiretamente para a Presidência da República, com um mandato de quatro anos.

1935 – Decretada a Lei de Segurança Nacional. Em novembro, ocorre o levante da Aliança Nacional Libertadora (Natal, Recife e Rio de Janeiro). O governo reprime o movimento decretando estado de sítio.

1937 – Uma nova Constituição é imposta ao país. Golpe de Estado de Vargas, com apoio das Forças Armadas e da maior parte dos setores conservadores. Dissolução do Congresso Nacional e outorga de uma Constituição autoritária (a “Polaca”).
– Divulgação, pelo governo, do “Plano Cohen” (projeto de insurreição comunista forjado por um oficial do Exército).

1937 – Fase do Estado Novo, dentro da Era Vargas. Os partidos políticos são extintos e não mais se realizam eleições. Instaura-se uma ditadura e os estados voltam a ser governados por interventores nomeados.

1940 – Governo institui salário mínimo.

1941 – Criação do Ministério da Aeronáutica.

1942 – Alemães torpedeiam navios brasileiros e o Brasil declara guerra à Alemanha e a Itália.

1943 – Entra em vigor a Consolidação das Leis do Trabalho, código trabalhista inspirado na “Carta del Lavoro” da Itália Fascista.
– “Manifesto dos Mineiros” em prol da redemocratização do Brasil.

1944 – Participação da Força Expedicionária Brasileira (FEB), do Exército, e de um destacamento da Força Aérea na luta contra os alemães na Itália.

1945 – Vargas é deposto por um golpe militar. José Linhares, presidente do Supremo Tribunal Federal, assume interinamente a Presidência da República. Chega ao fim a Era Vargas.

1946 – É promulgada a quarta Constituição da República. Início do governo Dutra.

1947 – O governo Dutra decreta a extinção do Partido Comunista.

1948 – Cassado o mandato dos deputados comunistas.

1950 – Eleições presidenciais. Vitória de Getúlio Vargas.

1951 – Inaugurada a I Bienal Internacional de Artes Plásticas.

1952 – Criada a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil.

1953 – Criação da Petrobrás. E 300 mil trabalhadores reivindicam reajuste salarial.

1954 – O governo concede aumento de 100 % aos assalariados.
– Suicídio de Getúlio Vargas em 24 de agosto.

1955 – Juscelino Kubitschek é eleito presidente da República.

1956 – O governo Juscelino, com base em seu Plano de Metas, empreende diversas realizações desenvolvimentistas.

1960 – Inauguração da cidade de Brasília.

1961 – O presidente Jânio Quadros toma posse em janeiro e renuncia em agosto.
– Crise institucional. A cúpula das Forças Armadas se opõe à posse do vice João Goulart na Presidência. Solução de compromisso: Ato Adicional à Constituição de 1946, instituindo o sistema parlamentarista.
– Posse de João Goulart (“Jango”).

1962 – Criação do Conselho Nacional de Reforma Agrária.

1963- – Referendo restabelece o sistema presidencialista.
– Jango propõe as “Reformas de Base” (agrária, bancária, administrativa, universitária e das Forças Armadas).

1964 – É deflagrado o golpe político-militar que afasta João Goulart (Jango). O marechal Castelo Branco assume a presidência da República. Ato Institucional suspende direitos políticos de centenas de pessoas.

1964 – Fim da República Populista e início dos Governos Militares (1964/85).

1965 – Cassação de vários líderes políticos, sindicais e estudantis, com destaque para João Goulart, Juscelino Kubitschek, Jânio Quadros e Leonel Brizola.
– Queda da inflação, que no final do governo Goulart conseguiu o índice de 100% ao ano.
– Após a vitória de candidatos da oposição para os governos estaduais da Guanabara, Minas Gerais e Goiás, o presidente Castelo Branco edita o Ato Institucional nº 2, que extingue os partidos políticos existentes e institui o bipartidarismo, consubstanciado na ARENA (partido da situação) e MDB (partido da oposição).

1966 – Suspensas eleições para cargos executivos, inclusive deputados e senadores.

1967 – O marechal Costa e Silva toma posse como presidente. É promulgada uma nova Constituição Federal.

1968 – Movimentos de oposição são reprimidos com violência.
– O governo edita o Ato Institucional nº5, que concede ao presidente da República poderes excepcionais por tempo indeterminado.

1969 – O governo passa a ser exercido, interinamente, por uma junta formada pelos três ministros militares.

1970 – Oposição ao governo se intensifica com guerrilhas na cidade e no campo. Regime endurece com prisões, torturas e censura.

1972 – Inaugurada a Transamazônica em meio às críticas pela devastação do meio ambiente.

1973 – Médici assina acordo com o ditador Stroessner para a construção da hidrelétrica de Itaipu. O país vive o período do “milagre econômico”.

1974 – Inauguradas a hidrelétrica de Ilha Solteira, a Ponte Rio Niterói e o Metrô de São Paulo. Inicio do governo do general Geisel. Em seu governo, tem início a abertura política, que o próprio Geisel define como “lenta, gradual e segura”.

1975 – Brasil entra na era nuclear assinando acordo com a Alemanha.

1977 – Intensifica-se o movimento da sociedade civil em favor da recuperação dos direitos democráticos.

1978 – Geisel inicia processo de abertura. Fim do AI-5. Eleição indireta do general Figueiredo, chefe do SNI.

1979 – Inicio do governo do general João Figueiredo. Aprovada a lei da anistia.

1980 – Libertação dos presos políticos e autorização para os exilados retornarem ao País..

1981 – O governo restabelece eleições diretas para os cargos do Executivo, exceto para presidente da República e prefeitos das capitais e áreas de segurança nacional.

1982 – – Eleições diretas para governador, suspensas desde 1966.

1984 – O país se mobiliza, reivindicando eleições diretas. A Campanha “Diretas-Já” reúne multidões nas principais capitais do País; mas a emenda Dante de Oliveira, que as instituiria, é rejeitada no Congresso.

1985 – Fim dos governos militares e início da Nova República.

1985 – Em eleições indiretas para a Presidência da República o candidato da oposição Tancredo Neves é eleito o novo Presidente do Brasil, entretanto devido a problemas de saúde não assume e em 21 de abril, é anunciada a sua morte.

1986 – Decretado o Plano Cruzado I e II, destinado a conter a inflação e estabilizar a economia.

1987 – Instala-se a Assembléia Constituinte, sob a presidência de Ulysses Guimarães. A crise econômica se agrava; a inflação não é contida.

1988 – Promulgada a oitava Constituição do Brasil. Cresce a violência no campo e na cidade. – Assassinado no Acre o líder seringueiro Chico Mendes.

1989 – Fernando Collor de Mello é o primeiro presidente eleito pelo voto direto desde 1960.

1990 – Collor lança o Plano Collor I, plano econômico revolucionário, que muda a moeda em vigor e retém, por 24 meses, depósitos feitos em contas-correntes ou em poupanças.

1991 – Retomada escalada da inflação. O governo não obtém apoio do Congresso e a crise econômica se aprofunda. Plano Collor II.

1992 – Sucessivos escândalos abalam o governo Collor. A inflação retoma seu processo de crescimento.

1992 – Fernando Collor renuncia à Presidência pouco antes de sofrer impeachment pelo Congresso, que o declara inelegível por oito anos. O vice-presidente, Itamar Franco, torna-se presidente efetivo.

1993 – Plebiscito popular opta pelo presidencialismo republicano como sistema de governo. Nova reforma cria o cruzeiro real.

1994 – Lançada uma nova moeda, o real. O ministro da Fazenda, Fernando Henrique Cardoso, candidata-se à Presidência da República e vence.

1995 – A inflação é debelada e o país retoma a confiança. Inicia-se processo de privatizações.

1996 – Governo brasileiro é o principal articulador para o efetivo estabelecimento do Mercosul. Iniciam-se diversas campanhas para projetar um novo país no cenário global.

1997 – A sociedade protesta por reformas sociais, entre elas a Tributária, da Previdência e da Saúde. Governo de Fernando Henrique preocupa-se com a aprovação da emenda para reeleições.

1998 – Fernando Henrique é reeleito e uma nova bancada no Congresso assume em 1999.

2000 – O país comemora os 500 anos do descobrimento.

2000 – A crise econômica da Argentina e a desaceleração global abalam a economia brasileira.

2002 – Vitória do candidato de oposição Luís Inácio Lula da Silva (PT) à presidência da República.

2003 – O presidente Lula discursa na Assembléia Geral da ONU propondo a criação de um fundo mundial de combate à fome.

2006 – Marcos Pontes, o primeiro astronauta brasileiro, passa oito dias no espaço como participante em uma missão russa.

2006 – Luís Inácio Lula da Silva é reeleito Presidente do Brasil.

2007- Início do segundo mandato de Luís Inácio Lula da Silva.

2008 – Centenário da Cruz Vermelha Brasileira. Centenário da imigração japonesa no Brasil. Bicentenário da Polícia Civil do Brasil.

2009 – Série de escândalos abala a credibilidade do Congresso Nacional. Escândalo do Mensalão no Distrito Federal, escândalo dos atos secretos no senado brasileiro. Pandemia de gripe A (H1N1). Lei anti-fumo entra em vigor.

2010 – Entra em vigor no Brasil, em maio, o Projeto Ficha Limpa. O projeto visa impedir que políticos com condenação na Justiça possam concorrer às eleições.

2011 – Dilma Vana Rousseff, foi empossada a primeira mulher presidente da República do Brasil.

2015 – Dilma Vanda Roussef é reeleita.

12/05/16 – Senado aceitou por 55 votos a favor e 22 contra o pedido de abertura do processo de impeachment de Dilma Vana Roussef. Dilma é notificada do afastamento e Temer assume a presidência do Brasil.

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