A Simplicidade das Coisas — Augusto Martini

novembro 11, 2011

O Brasil nos jogos Pan-Americanos de Guadalajara e o orgulho de ser brasileiro!

Os jogos de Guadalajara que terminaram no dia 30 de agosto foi a segunda melhor campanha do país na história dos Jogos Pan-Americanos. Consagrou atletas dos mais diversos tipos. Houve muitos que se destacaram – os já conhecidos do grande público, os quase anônimos, os que deram a volta por cima…

Solonei da Silva – medalha de ouro na maratona dos jogos Pan-Americanos de Guadalajara 2011

O nadador Thiago Pereira chegou aos Jogos Pan-Americanos com dez medalhas em Pans e em busca de mais oito. E conseguiu: repetiu a campanha do Rio-2007, com seis medalhas de ouro, uma de prata e uma de bronze. Tornou-se o recordista brasileiro de medalhas de ouro nos Jogos Pan-Americanos. Seu novo desafio é buscar uma medalha olímpica.

Tantas conquistas levaram-no à posição de recordista brasileiro de medalhas de ouro nos Jogos Pan-Americanos. Já são 12 douradas, com 18 no total. Os próximos passos são:  buscar o recorde brasileiro de pódios, pertencente a Gustavo Borges, com 19;  e depois,  o ginasta cubano Eric López, recordista de todos os tempos, com 22.

Diego Hypólito, na ginástica – três provas, três medalhas de ouro. Seu desempenho no Pan foi perfeito. Venceu as provas individuais de salto e solo, além de ter ajudado a equipe a conquistar um inédito ouro na disputa coletiva. “É bom para saberem que não tem apenas o Diego na ginástica. Somos uma equipe, todos eles treinam muito”, disse.

As três medalhas são importantes, também, para dar confiança a Diego no caminho da Olimpíada em Londres.

Ele gritou, fez cara feia e entrou para a história do halterofilismo no Brasil. Estou falando de Fernando Reis. Foi dele a primeira medalha de ouro do país no levantamento de peso, na categoria acima de 105 kg. Valeu a pena ter ganhado 30 kg em um ano e meio de mudanças de hábitos alimentares. Ele chegou a 132 kg, 38 a mais do que no Pan do Rio. Em sua prova, o halterofilista não deu chances aos adversários – comandou a disputa desde o início e terminou com um total e 410 kg. O segundo colocado levantou 393 kg.

Solonei Rocha da Silva foi o último medalhista do Brasil nos Jogos Pan-Americanos – disputou a terceira maratona de sua carreira. E em 2h16min37 alcançou o sonho de uma vida .  Até dois anos atrás, Solonei era lixeiro em Penápolis, no interior de São Paulo.

Ele encarava 25 quilômetros de corrida a cada dois dias quando fazia a coleta do lixo. Em Guadalajara, Solonei encarou os 42.195 metros com relativa tranquilidade. Disparou no vigésimo quilômetro e abriu quase um minuto em relação ao segundo colocado, o colombiano Diego Alberto Colorado. Sua chegada foi emocionante: sambou diante da torcida mexicana, enquanto percussionistas improvisavam o ritmo brasileiro. E disse: “Toda prova é a prova da nossa vida, não é só porque está valendo ouro.  Quando eu estou correndo, é o meu trabalho. Corro para dar o melhor de mim, uma qualidade de vida melhor para a minha família.”

Sobre seu antigo trabalho, Solonei mostra postura olímpica. “Tenho muito orgulho. Essa sempre será a resposta que vou dar quando me perguntam do passado: orgulho.”

Depois de conquistar a medalha, Solonei lembrou-se de suas origens. “Quero agradecer ao pessoal da coleta”, disse o novo campeão Pan-Americano.

Casos como o de Solonei e tantos outros brasileiros de garra, fazem com que eu ainda tenha orgulho de ser brasileiro. Não tenho nenhuma vergonha de ter nascido aqui e sei que  nação é uma coisa e o governo é outra.

A maioria quase absoluta das pessoas que conheço é gente decente, do bem, sempre disposta a trabalhar fortemente para construir um país melhor. Já viajei por muitos lugares desse país e vi brasileiros que me emocionaram pela capacidade de superação e de fazer acontecer.

O que tenho de alguns países de fora que já conheci não é orgulho e sim inveja. Inveja de como as coisas estão arrumadas por lá, como a sociedade funciona, como o povo é educado, como a cultura é valorizada, e como temos muito ainda a evoluir e a aprender com eles.

Temos é que criar coragem para nos mobilizar no sentido de exigir o cumprimento das leis. Isso ocorrendo, ninguém segura este país. E a Educação Fiscal, com a qual trabalho, luta para com que as pessoas se conscientizem desse tema, entre tantos outros! Um dia chegaremos lá!

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