A Simplicidade das Coisas — Augusto Martini

abril 13, 2017

Lembranças de infância – a procissão do encontro

Na minha infância, final dos anos 60 e início dos anos 70, as modas e costumes do período da quaresma eram muito diferentes dos dias atuais. A Semana Santa era caracterizada por dias de seriedade, com tardes melancólicas, cinzentas, pesadas. Quase toda Sexta-Feira Santa chovia, havia um respeito e uma tristeza no ar, como se o tempo houvesse parado e todo o sofrimento de Jesus tivesse sido esparramado sobre a humanidade silenciosa. Não tínhamos aparelho de TV em casa, e no rádio só tocava música sacra ou clássica, com algumas transmissões religiosas e esperávamos pacientemente que o Domingo de Páscoa chegasse. Ah sim. Na Semana Santa não podíamos comer carnes ou beber leite e nem comer seus derivados. E minha mãe, na quinta para a sexta-feira, torrava amendoins no fogão a lenha e fazia a paçoca. Muitos homens não faziam a barba durante a quaresma. Os menos radicais não a fazia na Semana Santa.

ProcissaoDoSenhorMorto

Havia comemorações e celebrações religiosas em que toda a comunidade de Nossa Senhora Aparecida, a qual minha família pertencia. Morávamos na Vila Martins, em Rio Claro. Nessas comemorações os jovens e crianças também participavam. Lembro muito bem que a tradição católica da Semana Santa era uma coisa mágica, fantástica, inesquecível. Em Rio Claro presenciei celebrações da Semana Santa que marcaram minha infância. A procissão no Domingo de Ramos, que antecedia o Domingo de Páscoa era linda. E, na quarta-feira tinha a procissão do encontro. A Semana Santa era respeitada com silêncio e oração. (more…)

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março 10, 2017

Polenta italiana

Cresci em uma família de descendentes de italianos em que a cozinha sempre foi o centro da casa. E a comida sempre foi o ponto central de tudo. Do início das conversas até as trocas de receitas, de tudo. E a polenta sempre esteve presente. Mole ou dura, frita, com molho ou sem molho, feita no forno com queijo, couve picadinha e carne moída, com frango, e também pura. Enfim, polenta é uma daquelas comidas que têm gosto de casa.

Ainda muito velhinha a minha avó fazia questão de preparar sua polenta no fogão a lenha, em tacho de cobre e mexendo com colher de pau. Depois de pronta era despejada sobre a mesa de madeira ou sobre uma pedra de mármore e sempre cortada com barbante. Minha avó dizia ser pecado cortar a polenta com faca. Dizia que preparava a receita que aprendeu com a mãe, que era de Pádua, Itália e que lá era um alimento básico para as famílias mais pobres.

O milho é originário da América Central, mas foi introduzido na Espanha por Cristóvão Colombo e de lá foi levado ao norte da Itália entre os séculos 16 e 17. Na ilha de Torcello, na Laguna de Veneza, e em outras terras venetas (de onde vieram todos os meus antepassados, tanto por parte de mãe como de pai), o grão era cultivado em grandes quantidades, sendo sua farinha, misturada a outros cereais, usada na fabricação de pão e também exportada. (more…)

agosto 16, 2015

XI CONGRESSO DE ARQUIVOLOGIA DO MERCOSUL – “Entre tradição e modernidade”

Promoção: ARQ-SP – Associação de Arquivistas de São Paulo – ARQ/SP – São Paulo

A Associação de Arquivistas de São Paulo (ARQ-SP) tem a satisfação de convidar a comunidade constituída por profissionais que atuam em arquivos e centros de documentação e memória, docentes, pesquisadores e estudantes de Arquivologia do MERCOSUL e dos demais países latino-americanos, para o XI Congresso de Arquivologia do MERCOSUL – Arquivos, entre tradição e modernidade, que ocorrerá na sede da Associação Paulista de Cirurgiões Dentistas (APCD), em frente ao Arquivo Público do Estado de São Paulo (APESP), em São Paulo, capital do Estado de São Paulo, Brasil, durante os dias 19, 20, 21 e 22 de outubro de 2015.

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OBJETIVO GERAL:

Reunir os profissionais da área, arquivistas, docentes, estudantes, diretores de arquivos municipais, estaduais/provinciais e nacionais, pesquisadores e todos aqueles que, de uma forma ou de outra, estão relacionados com a teoria e a prática arquivísticas, com a finalidade de transmitir conhecimento, compartilhar experiências, discutir problemas e apresentar novos desafios que possibilitem o crescimento tanto do profissional quanto da Arquivologia. (more…)

julho 19, 2014

As deliciosas pizzas de Buenos Aires!

A Itália, sem dúvida, faz a melhor pizza do mundo. Pelo menos é o que eu penso. Mas,  arrisco dizer que os argentinos não ficam atrás. Nem só de carne e empanadas vivem os portenhos. Hoje fiquei sabendo que Buenos Aires conta com cerca de 650 pizzarias. Centenas delas com muita história e tradição; algumas se destacam pela massa ou pelo recheio; outras pela clientela. Motivos para comer uma pizza por aqui não faltam: reunião com os amigos, saída de jogo de futebol, aniversário, uma ida ao teatro ou qualquer reunião informal. Para eles tudo é pretexto para saborear uma ou várias fatias.

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Uma das regiões que concentra grande número de pizzarias é a Avenida Corrientes, onde fica o circuito de teatros . À noite, ao fim dos espetáculos, as pizzarias ficam lotadas. Com 80 anos de tradição, a Güerrín é uma das mais famosas e há pouco foi declarada como bem de interesse cultural. No cardápio, que tem cem variedades de pizza, as mais pedidas são a fugazza (muita cebola e queijo), a napolitana (alho e tomate), a clássica (só com mozarela) e a de pimentão, presunto e azeitonas. (more…)

novembro 21, 2013

São Luis do Maranhão – Patrimônio da Humanidade e Capital brasileira da Cultura!

São Luís do Maranhão foi fundada pelos franceses, mas com alma portuguesa. Basta andar pelas ruas do centro histórico, um tanto abandonado, a bem da verdade, para perceber isso.

O nome da cidade é uma homenagem ao então Rei da França, Luís XIII. São Luís foi fundada em 8 de setembro de 1612 pelos franceses Daniel de La Touche e Fraçois de Rasilly, com o objetivo de estabelecer em terras tupiniquins a França Equinocial.

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Nascida no mar, caracterizada como porto fluvial e marítimo, à semelhança de outras cidades brasileiras da época colonial, a capital do Maranhão desempenhou importante papel na produção econômica do Brasil Colônia durante os séculos XVII ao XIX, tendo sido considerada o quarto centro exportador de algodão e arroz, depois de Salvador, Recife e Rio de Janeiro.  (more…)

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