A Simplicidade das Coisas — Augusto Martini

novembro 27, 2019

A poliglota da praça

Moro e trabalho no centro histórico de São Paulo. São 25 minutos de caminhada até a Escola de Governo e outros 25 minutos na volta pra casa, na avenida Vieira de Carvalho. Caminhada que faço com o maior prazer, todos os dias, apesar do cheiro e da sujeira que imperam na “SP.megalópole”.

Quase obrigatoriamente “me obrigo” a passar pela Praça da Sé. Para observar a rotina da cidade, os passantes e, principalmente, os moradores de rua.

Cercado de tanta gente, uma pessoa em especial sempre chamou a minha atenção. A mulher da foto atrai minha atenção e desperta minha curiosidade. Dela gostaria de ter maiores informações. [Por isso, caro leitor, se souber algo sobre ela, registre no espaço de comentários, após o texto. Agradeço!]

Ela está quase sempre por lá, em qualquer horário do dia. Sentada ou deitada aos pés desta frondosa árvore que você vê na foto, quase na “boca” da entrada principal da estação Sé do metrô, vizinha do posto da guarda municipal.

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outubro 5, 2015

Como era São Paulo sem a Catedral da Sé

Bem antes da catedral que hoje conhecemos, existia uma antiga catedral, a ‘velha Sé’, que foi construída em 1745. A cidade era então pequena, com poucos habitantes e o centro marcado pela confluência de três ruas principais, o famoso triângulo de São Paulo, formado pelas ruas São Bento, 15 de Novembro e Direita.

À direita, os tapumes no terreno onde começou a ser construída a nova Catedral da Sé em 1913 Foto: Arquivo/ESTADÃO

Era uma região frequentada pela aristocracia da cidade, onde viam-se senhores e senhoras bem vestidos participando das muitas reuniões festivas que eram feitas no local. (more…)

novembro 13, 2014

Um bate papo com os garis

Eu gosto de conversar com desconhecidos e pessoas de aparência simples. Aqui perto do meu trabalho, na Sé, em São Paulo, está a Praça da Sé e mais perto ainda a Praça Clóvis Ribeiro, que fica na entrada do Poupatempo. Como podem ver, eu contrario aquilo que minha mãe e a mãe de vocês ensinou: “não fale com estranhos!”

Hoje, depois que almocei, sentei em uma mureta da Praça Clóvis e “puxei conversa” com dois garis.  Disseram-me que são contratados de uma das empresas que presta serviços para a prefeitura. Não perguntei os nomes, mas descobri que eles trabalham em dupla. Um varre e o outro recolhe! E sempre trabalham perto um do outro – é norma da firma. Trabalham seis horas por dia e seis dias por semana. Há também os plantões em domingos e feriados.

saco-estampado

Saco de lixo estampado

A empresa fornece os uniformes (capas de chuva também). Perguntei quanto é o salário deles. Em torno de R$ 1000 mensais. Disseram que tem empresa que paga muito menos.

Fiquei sabendo que há fiscais da empresa, que passam de vez em quando e que são rígidos e conferem desde a eficiência da varrição, a conformidade do uniforme e até a mencionada distância entre as duplas. (more…)

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