A Simplicidade das Coisas — Augusto Martini

março 24, 2022

O avental de minha avó

Uma das peças de roupas que minha avó escolhia a dedo, tanto para usar em casa quanto quanto para quando ia sair era o seu inseparável avental. E tinha que ter bolsos – para acondicionar o lenço ou esconder as balas que sempre tinha guardadas para os netos. A primeira utilidade do avental de minha avó foi proteger a roupa de baixo. Depois… serviu como luva para tirar a panela do fogão… Foi maravilhoso para secar as lágrimas dos netos e também para limpar as suas caras sujas. Do galinheiro, o avental foi usado para transportar os ovos e, às vezes, os pintinhos.

Virgínia Rosin Calore Martini – com um de seus inseparáveis aventais e suas rainhas-margaridas

Quando os visitantes chegavam, o avental servia para proteger as crianças tímidas. Quando fazia frio, a nona servia-lhe de agasalho. Este velho avental era um fole agitado para avivar a brasa do fogão.

Era nele que levava as batatas e a madeira seca para a cozinha. Da horta, servia como um cesto para muitos legumes: depois de apanhadas as cenouras, era a vez de arrecadar nabos, alfaces, almeirões e couves.

E, pela chegada do outono, usava-o para apanhar os maracujás. Quando os visitantes apareciam, inesperadamente, era surpreendente ver quão rápido este velho avental podia limpar o pó. Quando era a hora da refeição, da varanda, minha avó sacudia o avental e os homens, a trabalhar no campo, sabiam, imediatamente, que tinham que ir para a mesa. Minha avó também o usou para tirar o pão do forno e colocá-la na janela para esfriar.

Passarão muitos anos até que alguma outra invenção ou objeto possa substituir este velho avental da minha avó.

-Texto adaptado e de autor desconhecido

março 10, 2014

O assédio contra as mulheres na rua!

Todos os dias venho e volta a pé de casa para o trabalho e vice-versa. Caminho uns 25 minutos pelas ruas e calçadões do centro histórico de São Paulo. E, pelo caminho, vejo sempre “os lobos”, que “comem” as mulheres com os olhos e soltam seu gracejos.

Ouço de “Fiu-Fiu”, “Linda”, “moça bonita”, “a beleza é de nascença?!”, até os mais vulgares como “gostosa”, “vai ser boa assim na minha cama”, “te laberia todinha”, “delícia”, “você está no ponto que eu gosto”…  e por aí vai.

assedio

Com isso tudo surge a questão: Será que toda a mulher está interessada em ouvir cantadas de desconhecidos no espaço público? E os homens estariam satisfeitos se essas cantadas fossem para as suas mães, irmãs ou filhas? Define-se o assédio no espaço público quando alguém recebe um “elogio” ou “cantada” de um desconhecido que de certa forma  ofenda, constrange, humilha ou apavora. E nestes casos, as mulheres são as mais afetadas por este ato, que é considerado violento. (more…)

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