A Simplicidade das Coisas — Augusto Martini

fevereiro 11, 2016

Gabiroba, um dos sabores de minha infância

Penas do Tié

Vocês já viram lá na mata a cantoria

Da passarada quando vai anoitecer

E já ouviram o canto triste da araponga

Anunciando que na terra vai chover

Já experimentaram guabiroba bem madura

Já viram as tardes quando vai anoitecer

E já sentiram das planícies orvalhadas

O cheiro doce da frutinha muçambê

Pois meu amor tem um pouquinho disso tudo

E tem na boca a cor das penas do tié

Quando ele canta os passarinhos ficam mudos

Sabe quem é o meu amor, ele é você…

Quem viveu no interior do sudeste e percorreu as matas do cerrado ou campos sujos conhecerá o sabor da Gabiroba.  Ela é uma frutinha miúda, tão doce e de sabor tão singular que quem experimenta jamais esquece. Eu tive o primeiro contato com ela quando morava em Rio Claro/SP, nos anos 60 e 70, período de minha infância.

Sempre morei em casas simples, com fogão à lenha, minha mãe fazendo pães, comidas simples e deliciosas, bolos de fubá, flor de abóbora frita ou sopa de Cambuquira. O dinheiro era curto e ela tinha que improvisar. Em muitos finais de semana eu e minhas irmãs, juntamente com meus pais, íamos para o sítio de meus avós. Isso quando tínhamos dinheiro para a passagem. Muitas vezes íamos somente eu e meu pai, de bicicleta. A distância era de aproximadamente uns 20 km em estrada de terra. Ele pedalava metade do caminho e parávamos para descansar. Depois seguíamos o outro tanto.

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Minha avó morava no sítio Boa Vista que ficava distante 4 km além de Ajapí (ou Morro Grande), distrito rural de Rio Claro. E junto com ela e meu avô moravam o meu tio Pedro Cirilo, na época ele ainda era solteiro, minha tia Leonor, casada com Henrique Martini e os meus primos Cida, Jair e Dulce. No sítio tinha fogão à lenha, forno de barro no “terreiro” (quintal), galinheiro, viveiro de patos e galinhas e uma horta com as verduras e legumes tradicionais (alface, almeirão, chicória, abobrinha, pepino…) mas também tinha a serralha, ora-pro-nobis, taioba, azedinha, peixinho da horta e mais uma infinidade de mato bom pra comer, que era como eles chamavam as plantas que cresciam sozinhas, mas que não seriam desprezadas no preparo do almoço ou jantar. (more…)

janeiro 14, 2015

Paris não é para quem pode, é para quem merece.

Quem é que já não teve vontade de conhecer Paris? Ela é a cidade do amor, onde as mais belas obras de arte estão em cada rua, em cada esquina, em cada ponte sobre o rio Sena, onde os deliciosos cafés e boulangeries nos deixam em dúvida o que escolher…  enfim, todos os clichês são válidos quando se fala em Paris. Tudo o que você possa imaginar sobre a cidade é superado em uma visita à capital francesa.

Clique na imagem abaixo e veja Paris em 360º!

paris panoramica Dicas para curtir Paris com economia

Mas, onde ficar? Como sabem, minhas viagens são todas muito econômicas. E Paris definitivamente não é uma cidade barata! Assim, o ideal mesmo é não ficar muito longe do Rio Sena. Os bairros mais práticos são MaraisChâtelet-Les Halles e Palais Royale, na Rive Droite (a margem direita do Sena) e St-Germain e Quartier Latin, na Rive Gauche (a margem esquerda do Sena). São perto de tudo e animados, com muitos locais onde se pode comer sem gastar demais. Mas, se quiser ainda mais economia com a comida, o ideal é entrar em um supermercado, comprar uma deliciosa baguete, queijo (são mais de trezentos de tipos, um mais delicioso que o outro) ou outro acompanhamento que lhe convier, uma garrafa de vinho, ou champagne, ou suco, sentar em algum lugar público para comer e ficar apreciando a bela paisagem! (more…)

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