A Simplicidade das Coisas — Augusto Martini

abril 17, 2014

Lembranças da Semana Santa de minha infância

Na minha infância, final dos anos 60 e início dos anos 70, as modas e costumes do período da quaresma eram muito diferentes dos dias atuais. A Semana Santa era caracterizada por dias de seriedade, com tardes melancólicas, cinzentas, pesadas. Quase toda Sexta-Feira Santa chovia, havia um respeito e uma tristeza no ar, como se o tempo houvesse parado e todo o sofrimento de Jesus tivesse sido esparramado sobre a humanidade silenciosa. Não tínhamos aparelho de TV em casa, e no rádio só tocava música sacra ou clássica, com algumas transmissões religiosas e esperávamos pacientemente que o Domingo de Páscoa chegasse. Ah sim. Na Semana Santa não podíamos comer carnes ou beber leite e nem comer seus derivados. E minha mãe, na quinta para a sexta-feira, torrava amendoins no fogão a lenha e fazia a paçoca. Muitos homens não faziam a barba durante a quaresma. Os menos radicais não a fazia na Semana Santa.

ProcissaoDoSenhorMorto

Havia comemorações e celebrações religiosas em que toda a comunidade de Nossa Senhora Aparecida, a qual minha família pertencia. Morávamos na Vila Martins, em Rio Claro. Nessas comemorações os jovens e crianças também participavam. Lembro muito bem que a tradição católica da Semana Santa era uma coisa mágica, fantástica, inesquecível. Em Rio Claro presenciei celebrações da Semana Santa que marcaram minha infância. A procissão no Domingo de Ramos, que antecedia o Domingo de Páscoa era linda. E, na quarta-feira tinha a procissão do encontro. A Semana Santa era respeitada com silêncio e oração. (more…)

setembro 21, 2013

Mais algumas lembranças de minha infância e de minha vida… parte 9

A minha infância foi memorável e nela aconteceram coisas que eu jamais vou esquecer. Dentro de tantas lembranças que me vêm à mente umas são mais marcantes que as outras e teimam em seduzir meu coração a voltar naquele inesquecível tempo – e o coração volta a bater como o de um menino.

Naqueles tempos, mais do que hoje, se praticava o que se chamava de promessa! Promessas que as pessoas faziam almejando uma cura, alcançar uma graça, sabe-se lá mais o quê, numa verdadeira negociata com Deus e todos os Santos. Coisas que fazemos hoje, muito de vez em quando.

Mas, no fundo de tudo isso, uma verdade vinha à tona: existia fé! Fé verdadeira! Isso hoje é muito raro, para não dizer que é raramente encontrada aqui e acolá…

Mais isso tudo me fez lembrar as procissões de antigamente – eram lindas, uma verdadeira demonstração de fé! Fé em algo mais puro, mais sublime, superior, mais presente em nós, que nós, em nós próprios.  (more…)

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