A Simplicidade das Coisas — Augusto Martini

abril 13, 2017

Lembranças de infância – a procissão do encontro

Na minha infância, final dos anos 60 e início dos anos 70, as modas e costumes do período da quaresma eram muito diferentes dos dias atuais. A Semana Santa era caracterizada por dias de seriedade, com tardes melancólicas, cinzentas, pesadas. Quase toda Sexta-Feira Santa chovia, havia um respeito e uma tristeza no ar, como se o tempo houvesse parado e todo o sofrimento de Jesus tivesse sido esparramado sobre a humanidade silenciosa. Não tínhamos aparelho de TV em casa, e no rádio só tocava música sacra ou clássica, com algumas transmissões religiosas e esperávamos pacientemente que o Domingo de Páscoa chegasse. Ah sim. Na Semana Santa não podíamos comer carnes ou beber leite e nem comer seus derivados. E minha mãe, na quinta para a sexta-feira, torrava amendoins no fogão a lenha e fazia a paçoca. Muitos homens não faziam a barba durante a quaresma. Os menos radicais não a fazia na Semana Santa.

ProcissaoDoSenhorMorto

Havia comemorações e celebrações religiosas em que toda a comunidade de Nossa Senhora Aparecida, a qual minha família pertencia. Morávamos na Vila Martins, em Rio Claro. Nessas comemorações os jovens e crianças também participavam. Lembro muito bem que a tradição católica da Semana Santa era uma coisa mágica, fantástica, inesquecível. Em Rio Claro presenciei celebrações da Semana Santa que marcaram minha infância. A procissão no Domingo de Ramos, que antecedia o Domingo de Páscoa era linda. E, na quarta-feira tinha a procissão do encontro. A Semana Santa era respeitada com silêncio e oração. (more…)

outubro 16, 2014

Lembranças de minha infância

Tenho certeza que sou um bom observador. Meus amigos mesmo o dizem. Uma das minhas várias manias é a de observar as pessoas, ver suas expressões, sentir suas angústias ou alegrias e a partir daí criar meus conceitos, imaginar como devem ser suas vidas, se estão felizes ou tristes. Também em momentos de descontração gosto de imitá-las! Se estou certo ou não, pouco importa, pois é um sentimento que guardo para mim, são coisas da minha imaginação e da minha cabeça. Acho legal ter esses insights em minhas observações e de perceber certas coisas que muitas vezes passam batidas para a grande maioria. Pode até parecer estranho, esquisito, sei lá, mas de certa forma isso me traz um fascínio. É um assunto que me desperta interesse. E ao mesmo tempo me entristece, pois vejo coisas acontecendo e que não posso mudar. Principalmente aqui, nas ruas de São Paulo, onde tem tantos moradores de rua, tantos usuários de drogas, tantas pessoas jogadas e abandonadas. Dá um sentimento de impotência ver a vida seguindo um rumo e saber que não tem volta. Pior, não saber onde vai parar.

Pega Vareta - meu primeiro jogo

Pega Vareta – meu primeiro jogo

Outro dia estava conversando com o João, um grande amigo,  ficamos relembrando nossos bons tempos de Rio Claro, de Batista Leme (E.E. Prof. João Batista Leme) onde estudamos e dos momentos que vivemos juntos com a nossa “galera”. E depois disso fiquei viajando no tempo, relembrando os brinquedos e brincadeiras.

Tive uma infância pobre e apesar de ter passado por várias situações tristes me considero privilegiado: cresci acreditando no Papai Noel e no Coelho da Páscoa e vivi toda aquela magia e pureza que somente as crianças conhecem – principalmente as que viveram em cidades do interior, onde a vida passa devagarinho… Aliás, na Páscoa, fazíamos nossos ninhos, minha mãe tingia ovos de galinha que eram cozidos com papel crepom ou cascas de cebola, colocava no ninho e dizia que era “coisa do coelhinho”. E eu minhas irmãs acreditávamos. E ficávamos felizes. E mais, nos sentiámos gratificados com o pouco que ganhávamos.  (more…)

abril 17, 2014

Lembranças da Semana Santa de minha infância

Na minha infância, final dos anos 60 e início dos anos 70, as modas e costumes do período da quaresma eram muito diferentes dos dias atuais. A Semana Santa era caracterizada por dias de seriedade, com tardes melancólicas, cinzentas, pesadas. Quase toda Sexta-Feira Santa chovia, havia um respeito e uma tristeza no ar, como se o tempo houvesse parado e todo o sofrimento de Jesus tivesse sido esparramado sobre a humanidade silenciosa. Não tínhamos aparelho de TV em casa, e no rádio só tocava música sacra ou clássica, com algumas transmissões religiosas e esperávamos pacientemente que o Domingo de Páscoa chegasse. Ah sim. Na Semana Santa não podíamos comer carnes ou beber leite e nem comer seus derivados. E minha mãe, na quinta para a sexta-feira, torrava amendoins no fogão a lenha e fazia a paçoca. Muitos homens não faziam a barba durante a quaresma. Os menos radicais não a fazia na Semana Santa.

ProcissaoDoSenhorMorto

Havia comemorações e celebrações religiosas em que toda a comunidade de Nossa Senhora Aparecida, a qual minha família pertencia. Morávamos na Vila Martins, em Rio Claro. Nessas comemorações os jovens e crianças também participavam. Lembro muito bem que a tradição católica da Semana Santa era uma coisa mágica, fantástica, inesquecível. Em Rio Claro presenciei celebrações da Semana Santa que marcaram minha infância. A procissão no Domingo de Ramos, que antecedia o Domingo de Páscoa era linda. E, na quarta-feira tinha a procissão do encontro. A Semana Santa era respeitada com silêncio e oração. (more…)

abril 10, 2012

Fazendo arte na Páscoa! Ovos, por Ana Maria

Ovos de Páscoa artesanais

Quando eu era criança não entendia muito bem a Páscoa. Só adorava procurar os ovinhos que o coelhinho escondia. Minha família era muito simples e os ovos nunca eram de chocolate. Eram ovos de galinha, cozidos e coloridos com papel crepom.

Mas, o que tem a ver coelho com ovos, seus símbolos, com a ressurreição de Jesus ou a fuga dos hebreus do Egito comandada por Moisés? Agora sei qual a relação de tudo isto. Os ovos são o símbolo do nascimento. Ali dentro, uma vida por vir ao mundo. É o eterno milagre da vida que renasce todos os dias.

Leia também Lembranças da Semana Santa de minha infância

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