A Simplicidade das Coisas — Augusto Martini

maio 1, 2017

Uma construção esquecida no centro de São Paulo

Moro no centro de São Paulo. Certamente é a região com melhor infraestrutura da cidade. Mas, por questões políticas, o processo de revitalização é falho e mantém quase intacto o processo de decadência da região.

Há quatorze anos moro na cidade. Vários projetos – uns grandiosos – e ideias mirabolantes se sucederam nos últimos anos, mas, na prática, só reformas que poderiam ser usadas como bandeiras políticas foram feitas. As Praças da República, da Sé e da Liberdade passaram por transformações, mas continuam refúgio de sem-teto, o que compromete a segurança e o interesse dos empreendedores na região.

Em vez de utilizar os recursos disponíveis para proporcionar moradia e trabalho à população de rua, a Prefeitura tem preferido garantir cenário e circo. A região central se degrada a cada dia e a população de rua sobe a números alarmantes. E os paulistanos, principalmente os que escolheram a região central para viver, arcam com o prejuízo deixado por governos passados.

A seguir contarei a história do edifício abaixo.

Comecei a escrever esse post por conta de tantos edifícios invadidos com os quais me deparo ao caminhar para o trabalho. E em especial um deles que fica em frente da Fazesp – Escola Fazendária de São Paulo (Rua do Carmo, 88, Sé, Centro – esquina com a Rua das Flores), que é onde trabalho. Ele tem vários apelidos: caveirão, condomínio, favelão vertical, clandestino, estacionamento e tantos outros. Há alguns anos tivemos um diretor que dizia que colocar a construção abaixo seria uma das metas de sua gestão. Isso era uma piada, é claro.

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junho 5, 2014

São Paulo e as invasões dos sem-teto

O centro de São Paulo está se transformando em zona livre do tráfico e do consumo de drogas e com muitas invasões a prédios públicos e privados. Tudo está voltando a ficar como era há umas duas décadas atrás ou até pior – o centro em situação de semi abandono! Fico assustado em ver a ousadia dessa parte da população que luta por moradia digna invadindo imóveis de uma hora para outra. Se eles e os drogados das muitas cracolândias que se espalharam pela cidade merecem salário e moradia de graça – sim, porque muitos dos usuários de drogas da antiga cracolândia moram em quartos alugados pela Prefeitura e Haddad já anunciou que o próximo passo é começar a alugar quartos para viciados também da região do Parque D. Pedro II – por que não oferecem o mesmo tratamento para todo o restante da população? Também quero morar de graça! Deixar de pagar condomínio, IPTU, água, luz…

Editoria de arte da Folhapress

Editoria de arte da Folhapress

Depois de uma série de invasões a terrenos e prédios, o Ministério Público começou a investigar os grupos que promovem essas ocupações irregulares. Segundo reportagem da Folha de São Paulo, pelo menos 91 propriedades estão ocupadas ilegalmente em São Paulo e até prédios em uso viraram alvo dos invasores. E mais da metade dessas invasões aconteceram esse ano. (more…)

janeiro 17, 2013

Morar no centro de São Paulo – Programa Renova Centro

Em fevereiro de 2010, a Prefeitura de São Paulo lançou o “Programa Renova Centro” para reformar 53 prédios abandonados na cidade, o que tornaria viável a criação de 2,5 mil unidades habitacionais – parte delas para famílias de baixa renda. Além de ajudar a resolver o déficit habitacional, o plano serviria para incentivar a reocupação e a recuperação do centro que é bem servida de transporte público e empregos. Passados praticamente três anos, nenhum edifício ficou pronto – 46 deles nem sequer começaram a ser adaptados para virar unidades habitacionais.

Clique aqui para ver a apresentacao_programa_renova_centro

Nas últimas décadas do século 20, o centro de São Paulo passou por um processo de degradação que expulsou moradores da região – a mais antiga e que já foi a mais nobre da cidade. Dessa maneira, diversos imóveis foram deixados abandonados e muitos se encontram nessa situação até hoje. Nos anos 2000, essa tendência foi revertida e novos moradores começaram a se mudar para o centro. Eu, por exemplo, comprei o meu apartamento em 2008. O projeto municipal serviria para impulsionar esse movimento de revitalização. (more…)

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