A Simplicidade das Coisas — Augusto Martini

maio 1, 2017

Uma construção esquecida no centro de São Paulo

Moro no centro de São Paulo. Certamente é a região com melhor infraestrutura da cidade. Mas, por questões políticas, o processo de revitalização é falho e mantém quase intacto o processo de decadência da região.

Há quatorze anos moro na cidade. Vários projetos – uns grandiosos – e ideias mirabolantes se sucederam nos últimos anos, mas, na prática, só reformas que poderiam ser usadas como bandeiras políticas foram feitas. As Praças da República, da Sé e da Liberdade passaram por transformações, mas continuam refúgio de sem-teto, o que compromete a segurança e o interesse dos empreendedores na região.

Em vez de utilizar os recursos disponíveis para proporcionar moradia e trabalho à população de rua, a Prefeitura tem preferido garantir cenário e circo. A região central se degrada a cada dia e a população de rua sobe a números alarmantes. E os paulistanos, principalmente os que escolheram a região central para viver, arcam com o prejuízo deixado por governos passados.

A seguir contarei a história do edifício abaixo.

Comecei a escrever esse post por conta de tantos edifícios invadidos com os quais me deparo ao caminhar para o trabalho. E em especial um deles que fica em frente da Fazesp – Escola Fazendária de São Paulo (Rua do Carmo, 88, Sé, Centro – esquina com a Rua das Flores), que é onde trabalho. Ele tem vários apelidos: caveirão, condomínio, favelão vertical, clandestino, estacionamento e tantos outros. Há alguns anos tivemos um diretor que dizia que colocar a construção abaixo seria uma das metas de sua gestão. Isso era uma piada, é claro.

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junho 17, 2015

Invasões imobiliárias em São Paulo: “como chegamos a ocuparmos estes lugares”

Ontem, como de costume, fui almoçar com a Vera Grellet, amiga com quem trabalho. Resolvi revisitar um restaurante vegetariano que há anos não ia e apresenta-lo à ela.

No caminho de volta passamos na frente de um sobrado invadido na Quintino Bocaiúva, cuja foto apresento abaixo. Resolvi postar a imagem no Facebook com o seguinte comentário: “O inusitado: eu, apressado, voltando do almoço para toda a montanha de trabalho que me esperava. E ela, na janela, enrolada num cobertor, celular em uma mão, cigarro na outra. Quem é o certo? Quem é o errado? Eu, na correria da vida e sobrevivência, ou ela, apreciando o movimento da rua enquanto defende um lugar para ficar?”

Prédio invadido na Quintino Bocaiúva, centro de São Paulo

Prédio invadido na Quintino Bocaiúva, centro de São Paulo

Aqui, no asimplicidadedascoisas  já postei alguns escritos sobre as invasões que presencio e que são corriqueiras em edifícios centrais, em estado de abandono. São eles: São Paulo e a invasão dos sem teto, Morar no centro de São Paulo – prédios invadidos e Morar no centro de São Paulo – programa Renova Centro. (more…)

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