A Simplicidade das Coisas — Augusto Martini

outubro 12, 2014

Plínio Salgado – seu acervo que está no Arquivo Público e Histórico de Rio Claro recebe selo da Unesco

 Quem passa aqui pelo A Simplicidade das Coisas sabe que por quase 17 anos fui servidor público no Município e Rio Claro e lotado no Arquivo Público e Histórico de Rio Claro/SP, Autarquia Municipal onde aprendi tudo o que sei sobre Arquivologia, onde fiz amizades que mudaram o rumo de minha vida, pessoas estas as quais sou eternamente grato, principalmente a Profa. Dra. Ana Maria de Almeida Camargo e Ana Maria Penha Mena Pagnocca.

O Arquivo cuida da história passada e a ser vivida pelos cidadãos Rioclarenses do século XXI, demonstrando seu respeito para o passado e ajudando a construir a história do presente. O trabalho que ali é desenvolvido tem reconhecimento mundial.

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_Legendas imagens Fundo Plínio Salgado Relise FPS Unesco

E hoje recebi o informativo que segue, vindo da assessoria do Arquivo, que me deixou muito feliz. Nos anos que trabalhei no Arquivo e tenho certeza que ainda hoje, historiadores do mundo todo buscam informações para seus trabalhos acadêmicos no Acervo de Plínio Salgado. Convivi durante alguns anos com a Sra. Carmela Patti Salgado, esposa de Plínio Salgado, a qual, no final dos anos 80 e início dos anos 90 esteve presente na instituição auxiliando-nos a identificar o preciosos acervo de seu marido. (more…)

janeiro 22, 2013

Plínio Salgado e o acervo documental da Ação Integralista Brasileira no Arquivo de Rio Claro

Trabalhei no Arquivo do Município de Rio Claro/SP de abril de 1985 até junho de 2000. Nesses 15 anos de trabalho aquela autarquia municipal passou por várias direções e muitos desafios. Mas, todos os dias tínhamos uma visita frequente – José Constante Barreto. Um senhor de pequena estatura, cabelos brancos e Integralista. Suas visitas diárias eram para saber o que estávamos fazendo com a documentação, muitas vezes nos auxiliava na identificação de fotos e queria saber o perfil dos consulentes do acervo do “Chefe”. E quando perguntado: “o sr. foi Integralista?” Ele, com seu olhar altivo e seguro dizia: “Eu não fui. Eu sou Integralista! Anauê!”

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O Sr. Barretinho, como carinhosamente o chamávamos, era filho adotivo de uma família tradicional da cidade. Contava que havia sido deixado na Roda dos Excluídos*, em São Paulo. Certa feita, ditou-me uma carta que enviamos para a Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Naquela altura da vida, já passando dos 80 anos, teve vontade de saber quem era sua mãe biológica. Não conseguiu saber, infelizmente.

 * Até 1948, mães carentes, geralmente solteiras, que não podiam criar os filhos recém-nascidos, deixavam-nos na Santa Casa, anonimamente. No muro havia um compartimento giratório que recebia essas crianças. Um sino alertava a religiosa de plantão, que retirava a criança e virava novamente a abertura para a rua. As freiras cuidavam da criança, que depois seguia para o asilo Sampaio Viana, no Pacaembu e mais tarde para o Colégio São José. Havia uma ata, em que se registravam as informações deixadas pelas mães. A maioria preferia rasgar um santinho e deixar metade com o filho; quando a mãe buscava de volta sua criança, trazia a metade que faltava, como uma espécie de comprovação da maternidade.

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