A Simplicidade das Coisas — Augusto Martini

março 17, 2018

A Fábrica de Oskar Schindler, em Cracóvia

Steven Spielberg, o genial cineasta, imortalizou o nome de Oskar Schindler com seu filme “A lista de Schindler”, que mostra a história do industrial que ajudou a salvar judeus durante a Segunda Guerra. NA Cracóvia, sua antiga fábrica virou um museu.

Uma região industrial de Cracóvia, na Polônia, atrai milhares de turistas, embora não seja, em princípio, um lugar tipicamente turístico. Fui a pé do centro da cidade até lá, margeando o rio Vístula. A razão é que ali se encontra a antiga fábrica de Oskar Schindler, que inspirou o diretor norte-americano Steven Spielberg a rodar, em 1993, o mundialmente conhecido “A Lista de Schindler”, filme que conta os atos heroicos do industrial que salvou centenas de judeus durante a Segunda Guerra.

A prefeitura de Cracóvia transformou a antiga fábrica em um museu e montou ali a  exposição permanente sobre a vida na cidade durante a ocupação nazista, intitulada “Cracóvia: ocupação entre 1939 e 1945”. A mostra é composta da biografia de Oskar Schindler e dos funcionários de sua fábrica.

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março 11, 2018

Birkenau – visita triste, mas necessária

Nos posts anteriores sob esse tema – Holocausto Judeu – não citei a causa principal de minha visita a lugares que presenciaram o que há de pior na raça humana. Aqui em meu edifício residia até essa semana um sobrevivente do campo de Birkenau. Quando soube que iria até a Cracóvia teve longa conversa comigo contando sua passagem pelo campo – foi tatuado com o número 83.652 (tinha 17 anos – nasceu em 17 de dezembro de 1927). Ali morreram seus pais e outros familiares e fez-me uma recomendação: vá, veja, sinta, e fotografe, principalmente o barracão 21, onde estive. Depois mostre-me as fotos. E assim o fiz.

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No campo de Birkenau, os nazistas construíram a maioria dos estabelecimentos para extermínio em massa, nos quais assassinaram cerca de um milhão de Judeus-europeus. Birkenau, ao mesmo tempo, foi o maior campo de concentração (mais de 300 barracos primitivos, a maioria de madeira), onde, no ano de 1944, encontravam se mais de 90 mil prisioneiros: Judeus, Polacos, Ciganos, cidadãos da URSS e outros. No terreno do antigo campo conservaram-se lugares cheios de cinzas humanas e vários objetos do campo. No grande espaço do campo, conservaram-se dezenas de primitivos barracos para prisioneiros e centenas de ruínas de barracos demolidos, que formam a específica arquitetura do campo de Auschwitz, que existia com um único objetivo: exterminar pessoas.

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Auschwitz – sua criação e como visitar

Após o ataque à Polônia, em 1° de setembro de 1939, e sua ocupação pelo exército alemão e, em 17 de setembro, também pelo soviético, teve lugar a divisão do território polaco. A parte do território onde estava localizada a cidade de Oświęcim foi unida ao Terceiro Reich. Na parte central da Polônia, foi criado o chamado Governo Geral, totalmente controlado pela Alemanha e administrado pelo aparato de administração e policiamento nazistas. A parte oriental do país, de acordo com o tratado alemão-soviético, de agosto do ano de 1939, foi unida à União Soviética. Após o estouro da guerra entre a Alemanha e a URSS, em junho de 1941, esta parte encontrou-se também sob ocupação alemã.

Em abril de 1940, o exército alemão atacou a Dinamarca e a Noruega, em maio a Bélgica, Holanda, Luxemburgo e a França. Em abril do ano seguinte, os Alemães atacaram a Iugoslávia e a Grécia, e em junho a sua recente aliada – a União Soviética. No outono de 1941, a maioria da Europa encontrou-se sob ocupação alemã.

Na Alemanha, os campos de concentração foram criados desde 1933. Neles foram presos pessoas consideradas  como sendo “elementos indesejáveis”, como por exemplo adversários políticos do regime nazista, criminosos e Judeus. Após o início da II Guerra Mundial, a Alemanha começou a construí-los também nos territórios dos países por ela ocupados. Konzentrationslager (KL) Auschwitz, assim como outros campos de concentração de Hitler, foi uma instituição estatal, administrada pelo poder central do governo alemão. Era administrado diretamente pelo Serviço Central de Economia e Administração da SS (WVHA), enquanto que a deportação de pessoas e seu genocídio eram de responsabilidade do Serviço Central de Segurança do Reich (RSHA).

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