A Simplicidade das Coisas — Augusto Martini

agosto 12, 2013

Mais algumas lembranças de minha infância e de minha vida… parte 2

Nasci no Haras e Fazenda São José do Morro Grande, distrito de Ajapí (que em Tupi Guarani significa  ferir, dar em, acertar), Município de Rio Claro/SP. Não lembro de nada, ou quase nada da época em que vivi na fazenda, onde meu pai era tratorista e meu avô administrador. Mais pessoas de minha família moravam lá. Viemos morar na cidade quando eu tinha mais ou menos 5 anos. Estranho isso – não conseguir lembrar nada dessa época. Tenho uma cicatriz no indicador esquerdo (sou canhoto). Nessa fazenda havia um globo telado, uma enorme gaiola que prendia um casal de araras. Um dia, segundo dizem, estava no colo de meu avô, Primo Martini. Ele se aproximou da gaiola e num descuido, meti o dedo num dos buracos. A cicatriz ainda está em meu dedo como recordação.

O proprietário da fazenda era o Sr. Renato Mário Pires de Oliveira Dias, casado com D. Luiza e tinham três filhos: Renato, Maria Luiza e Renata.  Salvo engano, eram donos de farmácia e laboratório, em São Paulo, capital. Essa fazenda abrigava também um Haras, além de produzir café.

Minha família era querida por eles. Lembro-me que um dia, já adolescente, fomos visitar a Maria Luiza em sua casa, em Rio Claro. E ela me disse: “Augustinho! Quantos banhos eu te dei!” Eu era uma espécie de “cobaia” para ela e a irmã, que com isso, queriam ficar prendadas no cuidado com crianças. Estavam preparando-as para tornarem-se mães!

Eu no trator

Uma das poucas fotos de minha infância – eu, no trator que meu pai trabalhava!

Nossa primeira mudança, depois da fazenda, foi para uma usina de cana de açúcar que ficava em Santa Gertrudes/SP, e lá moramos por pouco tempo. De lá também não tenho lembranças. Minhas irmãs dizem que era um lugar inóspito. Morávamos numa choupana que tinha muitos ratos e perto dela, um lago. E nesse lago boiava um enorme tronco, o qual meus pais diziam ser um Jacaré. Botavam-nos medo para que não nos aproximássemos! (more…)

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