A Simplicidade das Coisas — Augusto Martini

outubro 22, 2013

A deliciosa simplicidade da infância narrada por uma de minhas irmãs – Tereza – Parte 7

COMO DIZIA MINHA AVÓ: PIANO, PIANO, SE VÁ LONTANO… Parte 7

…. continuação

Teve uma vez que meu avô e tios estavam trabalhando na plantação de arroz que ficava perto do rio lá no sitio onde o tio Marino morava (sitio do Colégio Koelle). Não me lembro se era hora do café, porque os homens estavam descansando e nós pedimos se podíamos ir ver o rio. Eles deixaram porque estava perto.

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Meu avô por parte de mãe, João Graciolli (Graziolli)

E lá fomos nós descendo, correndo até o rio. Estávamos eu, a Cida, a Antônia, o Geraldo e o Jair. Não me lembro se a Ivone e o Augusto, meus irmãos, também estavam. Sei que chegamos perto da água, colocamos os pés, molhamos as mãos e aí quem resistiu? Queríamos entrar na água, pois estava um calor danado. Mas, se voltássemos molhados iam ficar bravos, porque disseram que poderíamos ver, mas que não era para entrar na água. O que fizemos? Tiramos as roupas, é claro! As meninas ficaram de calcinhas e os meninos de cuecas e fomos todos para dentro da água.  (more…)

outubro 21, 2013

A deliciosa simplicidade da infância narrada por uma de minhas irmãs – Tereza – Parte 6

COMO DIZIA MINHA AVÓ: PIANO, PIANO, SE VÁ LONTANO… Parte 6

…. continuação

Lá em cima na estrada, na entrada do sitio, tinha a escolinha onde estudavam meus primos e as crianças dos sítios vizinhos. Era formada por uma grande sala e só tinha uma professora que dava aulas para a primeira, segunda e terceira series e sempre alguém ia busca-la de carroça em Ajapi e depois ia levá-la, porque ela vinha da cidade de ônibus e o ponto era bem longe. Antes de começar as aulas ela sempre descia na casa da minha avó para tomar café com leite e pão feito em casa. Pão esse amassado pela tia Leonor – que ainda hoje os faz e que são uma delícia! Lá no sítio ela fazia uma receita logo com cinco quilos de trigo e explico porque tanto – dava muito trabalho para esquentar o forno que ficava em um ranchinho do lado de fora da cozinha da minha avó. Era um forno feito de tijolos e barro, no qual se colocava lenha dentro, acendia-se o fogo. Quando ficavam só as brasas e estava bem quente a tia Leonor tirava as brasas e as cinzas e colocava os pães para assar em cima de folhas de bananeira. Quando os pães estavam assados e o forno ainda estava quente ela tirava os pães e enchia de amendoim em casca para torrar, os quais depois guardava em uma cesta e meu avô os comia a noite, depois da janta, sentado no degrau do murinho da área. E a gente também ajudava, é claro!

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Minha mãe, Maria Angela Graciolli com sua irmã, Joana Nathalina Graciolli.

Como eu já disse a terra do sítio de meu avô não era boa para plantação. Só tinha um pouco de pés de café – eram umas poucas fileiras de pés de cada lado da estrada que descia para a casa e perto da escolinha. No meio dos pés de café sempre plantavam abóboras e melancias. Ah, e passando o cafezal plantava-se muitas vezes amendoim ou feijão.  (more…)

outubro 16, 2013

A deliciosa simplicidade da infância narrada por uma de minhas irmãs – Tereza – Parte 3

COMO DIZIA MINHA AVÓ: PIANO, PIANO, SE VÁ LONTANO… Parte 3

…. continuação

Quando meu pai começou a trabalhar na PREMA, que era uma firma que tratava postes e também fabricava tintas e piche, nos mudamos novamente. A casa que morávamos era muito pequena, só tinha um quarto e todos dormíamos nele. Se alguém rolasse na cama não caía no chão – era muito apertado e uma cama era grudada na outra! Então nos mudamos outra vez, para a mesma rua, mas na esquina da avenida M-1.

avô, avó

Da esquerda para a direita: as duas primeiras acredito serem irmãs de minha avó, a terceira é a minha avó – Virgínia Rosin Calore e a quarta pessoa é o meu avô, Primo Martini. Segundo minha avó, essa foto foi capturada logo depois que ele a pediu em namoro.

Eu devia estar com oito anos e frequentava o segundo ano na escola. Minha irmã Ivone começou a ir à escola. Nesse tempo meu avô mandou fazer uma carroça com rodas de pneu. Ela era linda –  era pintada nas cores azul e amarela e tinha as iniciais “PM”, de “Primo Martini”. Ele comprou um cavalo baio chamado Passeio, que era só pra ser usado naquela carroça. E, por isso o nome PASSEIO – era só para passear mesmo. Meu avô não deixava ninguém montar o animal.  (more…)

outubro 15, 2013

A deliciosa simplicidade da infância narrada por uma de minhas irmãs – Tereza – Parte 2

COMO DIZIA MINHA AVÓ: PIANO, PIANO, SE VÁ LONTANO… Parte 2

…. continuação

Depois desse tempo meus pais também se mudaram para uma fazenda de plantação de cana de açúcar, em Santa Gertrudes/SP, cidade vizinha de Rio Claro, onde foram trabalhar no corte da cana. Também foram juntos o meu tio Cesar a tia Joana, meu avô JOÃO GRACIOLLI (o correto seria Graziolli) pai da minha mãe, a tia Isa (Isabel) e o marido dela, o tio José. Lembro-me da casa – era uma construção muito velha e tinha tantos ratos, que roeram até o dinheiro do meu avô!

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Meu avô materno, João Graciolli (o da esquerda), com um amigo e tomando uma “branquinha” produzida em seu próprio alambique!

Foi também nessa época que caiu o meu primeiro dente de leite. Minha mãe foi levar almoço para os homens que estavam cortando cana. Eu fui morder um pedaço de cana e fiquei sem o dente! Fiz uma choradeira. (more…)

outubro 14, 2013

A deliciosa simplicidade da infância narrada por uma de minhas irmãs – Tereza – Parte 1

COMO DIZIA MINHA AVÓ: PIANO, PIANO, SE VÁ LONTANO… Parte 1

Quero colocar aqui minhas lembranças… Eu TEREZA, meu pai ANTONIO MARTINI, minha mãe MARIA ANGELA GRACIOLLI MARTINI, MINHA avó VIRGINIA ROSIN CALORE MARTINI…

Vamos lá! Quando eu nasci, minha família morava na fazenda SÃO JOSÉ DO MORRO GRANDE, área rural de Rio Claro/SP. Minha mãe trabalhava na casa da fazenda – era cozinheira. Então, minha avó Virginia e minhas tias Isabel e Eva ajudavam a cuidar de mim…

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Da esquerda para a direita, minhas irmãs Ivone e Tereza e a Cida, nossa prima.

No dia em que eu nasci meus avós foram me visitar na maternidade. Meu avô me achou tão pequena e frágil que quando minha mãe teve alta e antes de irem para casa passaram na igreja de SÃO JOÃO BATISTA para me batizar, pois tinham medo que eu morresse e não desse tempo para me livrar da vida pagã, porque a igreja ficava longe. Mas, depois disso, já passei por muitas coisas que até Deus duvida e ainda estou aqui.  (more…)

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