A Simplicidade das Coisas — Augusto Martini

junho 24, 2014

Filme “Álbum de Família” – vai te colocar a beira de um ataque de nervos!

Existem pessoas com sorte nesse mundo. E John Wells é uma delas. Depois de ter realizado o filme “The Company Men” (aqui recebeu o nome de “A Grande Virada”), onde contava no elenco com Tommy Lee Jones, Chris Cooper e Ben Affleck, John Wells fez “August Osage County” (no Brasil, “Álbum de Família”), onde conta com Meryl Streep, Julia Roberts, Ewan McGregor, Chris Cooper, Abigail Breslin, Benedict Cumberbatch, Juliette Lewis, Margo Martindale, Dermot Mulroney, Julianne Nicholson, Sam Shepard e Misty Upham – e sem dúvida alguma – todos se sobressaem e com suas interpretações nos dão “um soco no estômago”.

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Para mim já é o melhor filme que vi esse ano. E tenho certeza que irá fazer você reconsiderar se pensa que tem uma família problemática. É lindo, vigoroso, fantástico. E digo mais: é a prova perfeita de que não é preciso abordar grandes questões, genocídios ou intrigas, traições e espionagem para se fazer um grande filme. Basta contar uma história! Nada mais! (more…)

abril 27, 2014

Aluguel de quarto (suite) no centro de São Paulo, para a Copa do Mundo!

Muitas pessoas aqui em São Paulo e em outros lugares do Brasil estão alugando as dependências de suas casas ou apartamento durante a Copa do Mundo.

No principais sites imobiliários, cresce o número de anúncios de aluguel para a época dos jogos. Com a esperança de se diferenciar dos concorrentes e, em alguns casos, faturar um dinheiro a mais, muitos proprietários estão anunciando serviços adicionais junto com seus imóveis. Então, resolvi entrar nessa jogada.

Veja o anúncio clicando aqui Tripadvisor

O preço da diária do quarto aqui em meu apartamento será de 87 Euros. Minha intenção é de receber norte americanos e europeus. Como sabem, moro no centro, pertinho da Praça da República. Além do ônibus para o aeroporto internacional estar há menos de 60 metro de onde moro, tenho também, quase na mesma distância, as entradas para as linhas três (vermelha) e quatro (linha amarela) do metrô. Portanto, meu hóspede não dependerá de táxi para chegar ao aeroporto e ao Itaquerão! Quer comodidade maior que essa?

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O quarto é grande – tem 21 metros quadrados. E tem banheiro! É uma suite. Meu hóspede terá internet wifi, cozinha, TV etc. entre outras comodidades. (more…)

outubro 30, 2013

Diário de uma paixão – um belo filme

O cinema me fascina. Um dos últimos filmes que vi foi o romance “Diário de uma Paixão”, que conta a história de um homem de idade que mora em um asilo. Ele é o contador de histórias do local, mas sua principal paciente é uma senhora que sofre de Alzheimer. Um dia ele pega um diário antigo e inicia uma história romântica entre um casal que foi separado por sete anos. Ele conta a história de Allie Hamilton e Noah Calhoun.

Allie e Noah são pessoas de classes sociais totalmente diferentes – enquanto Allie vem de uma família muito rica, Noah é de uma família simples. Em um dia no parque da pequena cidade onde ele mora e ela passa o verão, eles se conhecem. Após aquele dia, Noah faz de tudo para sair com a pequena Allie que acaba aceitando, e é ali, na pequena cidade do interior, em um verão comum, que um grande amor começa.


Tudo esta maravilhosamente bem, os dois passavam grande parte dos dias juntos, contavam histórias, faziam planos, se divertiam. Mas,   a mãe de Allie percebe que eles estão muito envolvidos e diz claramente que não quer mais que se encontrem. Os pais da garota acreditam que ele não é bom o suficiente para sua filha. E voltam para a cidade onde moram, separando-os. Noah escreveu 365 cartas para Allie – uma por dia –  mas a mãe da garota não entregou nenhuma.  (more…)

outubro 24, 2013

A deliciosa simplicidade da infância narrada por uma de minhas irmãs – Tereza – Parte 9

COMO DIZIA MINHA AVÓ: PIANO, PIANO, SE VÁ LONTANO… Parte 9

…. continuação

Simplicidade (Pato Fu)

Vai diminuindo a cidade
Vai aumentando a simpatia
Quanto menor a casinha
Mais sincero o bom dia
…..

Café tá quente no fogo
Barriga não tá vazia
Quanto mais simplicidade
Melhor o nascer do dia

Em umas dessas férias que passei no sítio chegou por  lá um irmão da minha avó. Ele morava em Jundiaí e trouxe suas duas filhas mais novas. O nome dele era Carlos e as meninas, a mais velha, se chamava Nice e a outra era a Celina. Ficaram uns quinze dias lá e foi uma farra.

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Meus pais, Antonio Martini e Maria Angela Graciolli Martini, durante a lua de mel, em Aparecida/SP.

Atrás do paiol onde eram guardados o milho e aboboras para tratar das galinhas, porcos e dos outros animais e as ferramentas de trabalho, tinha um pé de Chico Magro (também conhecido como uva japonesa) o qual já era bem velho. Inventamos de ir comer o tal do Chico Magro. (more…)

outubro 22, 2013

A deliciosa simplicidade da infância narrada por uma de minhas irmãs – Tereza – Parte 7

COMO DIZIA MINHA AVÓ: PIANO, PIANO, SE VÁ LONTANO… Parte 7

…. continuação

Teve uma vez que meu avô e tios estavam trabalhando na plantação de arroz que ficava perto do rio lá no sitio onde o tio Marino morava (sitio do Colégio Koelle). Não me lembro se era hora do café, porque os homens estavam descansando e nós pedimos se podíamos ir ver o rio. Eles deixaram porque estava perto.

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Meu avô por parte de mãe, João Graciolli (Graziolli)

E lá fomos nós descendo, correndo até o rio. Estávamos eu, a Cida, a Antônia, o Geraldo e o Jair. Não me lembro se a Ivone e o Augusto, meus irmãos, também estavam. Sei que chegamos perto da água, colocamos os pés, molhamos as mãos e aí quem resistiu? Queríamos entrar na água, pois estava um calor danado. Mas, se voltássemos molhados iam ficar bravos, porque disseram que poderíamos ver, mas que não era para entrar na água. O que fizemos? Tiramos as roupas, é claro! As meninas ficaram de calcinhas e os meninos de cuecas e fomos todos para dentro da água.  (more…)

outubro 21, 2013

A deliciosa simplicidade da infância narrada por uma de minhas irmãs – Tereza – Parte 6

COMO DIZIA MINHA AVÓ: PIANO, PIANO, SE VÁ LONTANO… Parte 6

…. continuação

Lá em cima na estrada, na entrada do sitio, tinha a escolinha onde estudavam meus primos e as crianças dos sítios vizinhos. Era formada por uma grande sala e só tinha uma professora que dava aulas para a primeira, segunda e terceira series e sempre alguém ia busca-la de carroça em Ajapi e depois ia levá-la, porque ela vinha da cidade de ônibus e o ponto era bem longe. Antes de começar as aulas ela sempre descia na casa da minha avó para tomar café com leite e pão feito em casa. Pão esse amassado pela tia Leonor – que ainda hoje os faz e que são uma delícia! Lá no sítio ela fazia uma receita logo com cinco quilos de trigo e explico porque tanto – dava muito trabalho para esquentar o forno que ficava em um ranchinho do lado de fora da cozinha da minha avó. Era um forno feito de tijolos e barro, no qual se colocava lenha dentro, acendia-se o fogo. Quando ficavam só as brasas e estava bem quente a tia Leonor tirava as brasas e as cinzas e colocava os pães para assar em cima de folhas de bananeira. Quando os pães estavam assados e o forno ainda estava quente ela tirava os pães e enchia de amendoim em casca para torrar, os quais depois guardava em uma cesta e meu avô os comia a noite, depois da janta, sentado no degrau do murinho da área. E a gente também ajudava, é claro!

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Minha mãe, Maria Angela Graciolli com sua irmã, Joana Nathalina Graciolli.

Como eu já disse a terra do sítio de meu avô não era boa para plantação. Só tinha um pouco de pés de café – eram umas poucas fileiras de pés de cada lado da estrada que descia para a casa e perto da escolinha. No meio dos pés de café sempre plantavam abóboras e melancias. Ah, e passando o cafezal plantava-se muitas vezes amendoim ou feijão.  (more…)

outubro 16, 2013

A deliciosa simplicidade da infância narrada por uma de minhas irmãs – Tereza – Parte 3

COMO DIZIA MINHA AVÓ: PIANO, PIANO, SE VÁ LONTANO… Parte 3

…. continuação

Quando meu pai começou a trabalhar na PREMA, que era uma firma que tratava postes e também fabricava tintas e piche, nos mudamos novamente. A casa que morávamos era muito pequena, só tinha um quarto e todos dormíamos nele. Se alguém rolasse na cama não caía no chão – era muito apertado e uma cama era grudada na outra! Então nos mudamos outra vez, para a mesma rua, mas na esquina da avenida M-1.

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Da esquerda para a direita: as duas primeiras acredito serem irmãs de minha avó, a terceira é a minha avó – Virgínia Rosin Calore e a quarta pessoa é o meu avô, Primo Martini. Segundo minha avó, essa foto foi capturada logo depois que ele a pediu em namoro.

Eu devia estar com oito anos e frequentava o segundo ano na escola. Minha irmã Ivone começou a ir à escola. Nesse tempo meu avô mandou fazer uma carroça com rodas de pneu. Ela era linda –  era pintada nas cores azul e amarela e tinha as iniciais “PM”, de “Primo Martini”. Ele comprou um cavalo baio chamado Passeio, que era só pra ser usado naquela carroça. E, por isso o nome PASSEIO – era só para passear mesmo. Meu avô não deixava ninguém montar o animal.  (more…)

outubro 15, 2013

A deliciosa simplicidade da infância narrada por uma de minhas irmãs – Tereza – Parte 2

COMO DIZIA MINHA AVÓ: PIANO, PIANO, SE VÁ LONTANO… Parte 2

…. continuação

Depois desse tempo meus pais também se mudaram para uma fazenda de plantação de cana de açúcar, em Santa Gertrudes/SP, cidade vizinha de Rio Claro, onde foram trabalhar no corte da cana. Também foram juntos o meu tio Cesar a tia Joana, meu avô JOÃO GRACIOLLI (o correto seria Graziolli) pai da minha mãe, a tia Isa (Isabel) e o marido dela, o tio José. Lembro-me da casa – era uma construção muito velha e tinha tantos ratos, que roeram até o dinheiro do meu avô!

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Meu avô materno, João Graciolli (o da esquerda), com um amigo e tomando uma “branquinha” produzida em seu próprio alambique!

Foi também nessa época que caiu o meu primeiro dente de leite. Minha mãe foi levar almoço para os homens que estavam cortando cana. Eu fui morder um pedaço de cana e fiquei sem o dente! Fiz uma choradeira. (more…)

outubro 14, 2013

A deliciosa simplicidade da infância narrada por uma de minhas irmãs – Tereza – Parte 1

COMO DIZIA MINHA AVÓ: PIANO, PIANO, SE VÁ LONTANO… Parte 1

Quero colocar aqui minhas lembranças… Eu TEREZA, meu pai ANTONIO MARTINI, minha mãe MARIA ANGELA GRACIOLLI MARTINI, MINHA avó VIRGINIA ROSIN CALORE MARTINI…

Vamos lá! Quando eu nasci, minha família morava na fazenda SÃO JOSÉ DO MORRO GRANDE, área rural de Rio Claro/SP. Minha mãe trabalhava na casa da fazenda – era cozinheira. Então, minha avó Virginia e minhas tias Isabel e Eva ajudavam a cuidar de mim…

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Da esquerda para a direita, minhas irmãs Ivone e Tereza e a Cida, nossa prima.

No dia em que eu nasci meus avós foram me visitar na maternidade. Meu avô me achou tão pequena e frágil que quando minha mãe teve alta e antes de irem para casa passaram na igreja de SÃO JOÃO BATISTA para me batizar, pois tinham medo que eu morresse e não desse tempo para me livrar da vida pagã, porque a igreja ficava longe. Mas, depois disso, já passei por muitas coisas que até Deus duvida e ainda estou aqui.  (more…)

setembro 30, 2013

Mais algumas lembranças de minha infância e de minha vida… parte 11

No quintal de casa havia plantas milagrosas, para chás, unguentos, banhos… Sempre que alguém ficava gripado, minha mãe imediatamente preparava um xarope de guaco com mel e limão cravo (também conhecido como limão bugre) para aliviar nosso sofrimento. Era alguém ameaçar uma tosse e lá ia minha mãe preparar o xarope. Adorava observa-la cozinhar, nem tanto para aprender e sim para dar umas “beliscadas” em tudo o que ela fazia.

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Primo Martini – meu avô por parte de pai

Também tenho saudades das visitas, em férias ou não, ao sítio de meus avós. Era costume todas as noites a família se reunir para rezar o terço após do jantar, a luz de lamparinas e depois cada um contava as coisas do dia de trabalho na roça e assim esperar o sono vir. Todos dormiam muito cedo porque levantavam de madrugada, antes do sol sair e iam para o eito. Enquanto os adultos falavam sobre suas lutas diárias, nós, crianças, brincávamos ou nos deliciávamos com estórias de assombrações que meu avô contava. Sempre tinha um bule de chá em cima do fogão de lenha, fazendo frio ou não. Ou, quando não, tinha a “garapa” que minha avó fazia – nada mais que água e açúcar cristal, que ficava fervendo em uma chaleira!  (more…)

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