A Simplicidade das Coisas — Augusto Martini

setembro 13, 2015

Lembranças de minha infância…

A casa em que vivi grande parte da minha infância era uma propriedade alugada. Ficava na rua M-1-A, na Vila Martins, bem em frente onde hoje está a E.E. Prof. João Batista Leme. Ela não tinha laje, o forro de madeira existia somente na sala, e o chão da cozinha era de tijolos. Na frente estavam sendo retirados os trilhos da Maria Fumaça – a antiga estrada de ferro que ligava Rio Claro a Corumbataí. E nos fundos tinha os trilhos da estrada de ferro da Companhia Paulista.

Augusto com 01

Eu, com quase dois anos

A casa era repleta de cheiros. Em épocas como essa, setembro, que antecede a primavera, vinha o cheiro das Jabuticabeiras que habitavam os quintais. E o zunido forte das abelhas e zangões. Dentro da casa tinha o cheiro do pão quentinho saindo do forno, do doce de abóbora com coco, do feijão, do arroz, do molho de macarrão que minha mãe mesmo fazia. Penso que para todos a cozinha sempre é um lugar marcante para a família. Ali, em volta do fogão de lenha, feito de cimento queimado em um vermelho bem escuro e polido – e assim também era o chão da sala e dos quartos –  refletia as cores do fogo da lenha. E do fogo também emanavam cheiros. Dependia do tipo da lenha que se queimava. Volta e meia meu pai subia ao telhado para desentupir a chaminé. Passava uma “tocha” de pano que ficava presa na ponta de uma vara de bambu. Ah, que sabor bom tinha tudo que era feito ali naquela cozinha! Me lembro que ficava ansioso ali do lado esperando terminar o doce de leite com coco. E esse só era feito quando sobrava o leite e quando tinha dinheiro para comprar coco ralado. Em época de milho, a cozinha virava festa com toda a família reunida para preparar o curau e bolo de milho e à noite, o milho assado na brasa da lenha. Milho assado! Esse é um dos cheiros da minha infância. (more…)

outubro 16, 2014

Lembranças de minha infância

Tenho certeza que sou um bom observador. Meus amigos mesmo o dizem. Uma das minhas várias manias é a de observar as pessoas, ver suas expressões, sentir suas angústias ou alegrias e a partir daí criar meus conceitos, imaginar como devem ser suas vidas, se estão felizes ou tristes. Também em momentos de descontração gosto de imitá-las! Se estou certo ou não, pouco importa, pois é um sentimento que guardo para mim, são coisas da minha imaginação e da minha cabeça. Acho legal ter esses insights em minhas observações e de perceber certas coisas que muitas vezes passam batidas para a grande maioria. Pode até parecer estranho, esquisito, sei lá, mas de certa forma isso me traz um fascínio. É um assunto que me desperta interesse. E ao mesmo tempo me entristece, pois vejo coisas acontecendo e que não posso mudar. Principalmente aqui, nas ruas de São Paulo, onde tem tantos moradores de rua, tantos usuários de drogas, tantas pessoas jogadas e abandonadas. Dá um sentimento de impotência ver a vida seguindo um rumo e saber que não tem volta. Pior, não saber onde vai parar.

Pega Vareta - meu primeiro jogo

Pega Vareta – meu primeiro jogo

Outro dia estava conversando com o João, um grande amigo,  ficamos relembrando nossos bons tempos de Rio Claro, de Batista Leme (E.E. Prof. João Batista Leme) onde estudamos e dos momentos que vivemos juntos com a nossa “galera”. E depois disso fiquei viajando no tempo, relembrando os brinquedos e brincadeiras.

Tive uma infância pobre e apesar de ter passado por várias situações tristes me considero privilegiado: cresci acreditando no Papai Noel e no Coelho da Páscoa e vivi toda aquela magia e pureza que somente as crianças conhecem – principalmente as que viveram em cidades do interior, onde a vida passa devagarinho… Aliás, na Páscoa, fazíamos nossos ninhos, minha mãe tingia ovos de galinha que eram cozidos com papel crepom ou cascas de cebola, colocava no ninho e dizia que era “coisa do coelhinho”. E eu minhas irmãs acreditávamos. E ficávamos felizes. E mais, nos sentiámos gratificados com o pouco que ganhávamos.  (more…)

outubro 13, 2014

Lembranças de infância…

O tempo de minha infância era uma época que ainda se faziam visitas. Lembro-me de quando criança, em Rio Claro/SP,  minha mãe mandando eu e minhas irmãs para o banho pedindo para “esfregar tudo direitinho” porque iríamos visitar algum parente. Íamos todos juntos e a pé. E tais visitas geralmente aconteciam à noite ou em finais de semana.

Naquela época ninguém avisava ninguém sobre a visita. O costume era chegar de surpresa mesmo. E os donos da casa recebiam as visitas sempre com alegria.

“Pede a benção para sua tia, garoto! Cumprimenta sua prima”, dizia minha mãe.

Pao-de-queijo

E a gente beijava a mão direita do tio e da tia, dizendo: “benção, tio!”, “benção, tia!”. E todos se sentavam e a conversa rolava solta na sala ou na cozinha. Meu pai conversando com o meu tio e minha mãe de papo com a minha tia. Eu e minhas irmãs ficávamos sentados, entreolhando-nos e olhando a casa… Retratos de familiares e santos emoldurados na parede, duas imagens de santos numa cantoneira, flores na mesinha de centro, uma jarra de limonada sobre a mesa… casa singela e acolhedora. A nossa também era assim. (more…)

agosto 27, 2014

Pensando nos tempos de infância…

Levante a mão quem nunca desejou voltar aos tempos de infância em que a nossa única preocupação era o brincar e o brincar de que. Sempre me senti privilegiado por passar férias férias com as minhas irmãs, com meus amigos e com os meus primos, em Rio Claro/SP, minha cidade natal. Mais ainda, um privilégio de ter uma liberdade para brincar e me divertir como hoje as crianças não têm.

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Hoje, os meninos não podem brincar na terra porque têm alergias ou porque ficam imundos e não podem estragar os tênis e o tapete novo da casa. Ou porque não conhecem quintal com terra, calçadas com grama. Em cada dia, eu e meus amigos de infância tínhamos uma aventura. Brincávamos de rodar pião, bolinha de gude, pega-pega, polícia-ladrão, descobríamos caminhos, fazíamos cabanas com galhos de árvores e papelão, brincávamos com carrinhos feitos de lata e jogávamos bola na rua, em frente de casa, na rua de chão batido.  A verdade é que tudo isto contribuiu para aquilo que sou hoje. Mais do que as brincadeiras, criamos laços fortes de amizade que nos uniram e que provaram que tínhamos ali companheiros para a vida. (more…)

novembro 18, 2005

Arembepe: Uma Visão do Paraíso!

“Quem não ama o que faz, dá pouco de si.
Não se esforça. Bate cartão, cumpre o protocolo.
O amor move gestos e intenções, em qualquer profissão.
Mais ainda naquelas em que se lida diretamente com pessoas.
Que são diferentes de livros, armários, números…
Amor é vital, no trabalho, na vida, em tudo.
Ao ver o rosto encantado e feliz da pequena aluna
sob o olhar atento e carinhoso da professora,
quem há de negar a importância do amor na educação?”

(Rubem Alves – Psicanalista, Educador e Escritor)

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Aldeia Hippie em Arembepe


Arembepe! Se é que existe o paraíso, esse é o lugar! Ou pelo menos tem tudo para ser uma filial dele. Em minhas férias em Salvador, fui conhecer a Aldeia Hippie de Arembepe. Ela começou a surgir no final dos anos 60, quando foi criada uma comunidade baseada em um diferente estilo de vida: em amor e liberdade de expressão e busca pela ecologia, remodelando valores antigos. (more…)

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