A Simplicidade das Coisas — Augusto Martini

março 1, 2015

Rio de Janeiro – 450 anos!

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“[…] escolhi um sítio que parecia mais conveniente para edificar nele a cidade de são sebastião, o qual sítio era de um grande mato espesso, cheio de muitas árvores grossas, em que se levou assaz de trabalho em as cortar e alimpar o dito sítio e edificar uma cidade grande cercada de trasto de vinte palmos de largo e outros tantos de altura, toda cercada de muro por cima com muitos baluartes e fortes cheio d’artilharia. E fiz a Igreja dos padres de Jesu […], e a sé de três naves também telhada e bem consertada, fiz a casa da câmara sobradada, telhada e grande, a cadeia, as casas dos armazéns e para a fazenda de sua alteza sobradadas e telhadas e com varandas, dei ordem e favor ajuda com que fizessem outras muitas casas telhadas e sobradadas.”

in Instrumento dos Serviços Prestados por Mem de Sá, 1570, Cartório dos Jesuítas, Torre do Tombo, Portugal.

Aos 450 anos, o Rio de Janeiro tem muita história para contar. De capital da colônia a sede do Império Português, a cidade que já foi distrito federal da República testemunhou e protagonizou diversos capítulos da história do Brasil. A cidade continua crescendo e avançando, mas há questões importantes que se arrastam ao longo dos anos e ainda não foram resolvidas – entre elas as falhas na recepção aos turistas, saneamento básico, violência e mobilidade urbana. (more…)

fevereiro 13, 2015

Já é Carnaval!

Não consigo esquecer o carnaval da minha infância! Venho de uma família extremamente católica, mas, por conta de minha insistência e de minhas irmãs, às vezes íamos ver os desfiles de rua, em Rio Claro/SP, que era conhecida como “A capital da Alegria”! Será que ainda é?

Quanta alegria, quanta festa eu e meus amigos fazíamos em nossa rua! Ficávamos em alvoroço para começar a brincadeira! Era uma festa bonita, alegre e inocente. O carnaval de minha infância e adolescência era muito legal… Era gostoso cantar as marchinhas, brincar… Era uma ode a felicidade! Mas, uma coisa era certa: na quarta feira de cinzas tínhamos que ir até a igreja “tomar as cinzas”. Na igreja católica, no dia de Quarta-Feira de Cinzas, os fiéis são marcados na testa com as cinzas em forma de cruz (as cinza vêm dos ramos bentos do Domingo de Ramos do ano anterior) ou a recebem um pouco sobre as suas cabeças, quando o sacerdote pronuncia a seguinte frase, à sua escolha: – “Lembra-te que és pó e que ao pó voltarás!” ou “Convertei-vos e crede no Evangelho!” Minha avó, Virgínia Calore Martini dizia que o Carnaval era coisa do Diabo, e que se não tomássemos cada um ficaria com um rabo que nasceria na quarta-feira de cinzas.

Imagem: Mónica Carretero

Imagem: Mónica Carretero

No carnaval, tínhamos os espirradores: que era uma bisnaga plástico, com um bico de furo bem pequeno, usado para jogar água nos carros que passavam nas ruas ou em nós mesmos. Era uma festa, ficávamos na calçada, um espirrando água no outro. Todo mundo já sabia que era brincadeira de criança, brincadeira de carnaval. O mundo mudou, os espirradores viraram lança perfume, que depois acondicionavam algum produto tóxico e entorpecente e depois sumiram. E a criminalidade aumentou e os pais não deixam mais as crianças sozinhas na calçada jogando água nos carros com espirradores… (more…)

janeiro 27, 2015

Quer ser um funcionário público?

Sou funcionário público e a maioria dos meus amigos também são. E imagino que como eu eles não gostem das piadinhas sobre o funcionalismo.  Temos a fama de que somos pessoas privilegiadas, que trabalhamos pouco, ou nada e isso não é de agora. Essa fama vem de muito tempo atrás, tempo em que o servidor era chamado de barnabé, a Secretaria ou o local de trabalho era denominado de repartição e o salário de ordenado. Não é de agora a história do funcionário que deixa o paletó lá na “repartição” no encosto da cadeira pela manhã e volta para pegá-lo no fim da tarde – e quando volta “bate o ponto”.

E hoje, uma amiga e leitora do blog, a Vera Grellet, me enviou um trecho da marchinha “Maria Candelária”, que foi composta por Klécius Caldas e Armando Cavalcanti. Ela era cantada por Blecaute e fez enorme sucesso no carnaval de 1952. A letra é assim:

“Maria Candelária / é alta funcionária / saltou de paraquedas / e caiu na letra ó / ó ó ó ó.

Começa ao meio-dia / coitada da Maria / trabalha, trabalha / trabalha de fazer dó / ó ó ó ó.

Á uma vai ao dentista / às duas vai ao café / às três vai à modista / às quatro assina o ponto / e dá no pé.

Que grande vigarista que ela é!”

A marchinha tem sessenta  e três anos, mas ainda é atual e poderia ser cantada nos carnaval desse ano, em 2015, se fizéssemos algumas adaptações, pois tem alguns dizeres que estão fora de moda, como vigarista, por exemplo, que soa muito leve para os escândalos atuais. (more…)

dezembro 24, 2013

Reflexões sobre o Natal… saudades…

Sim, eu já tive carnavais felizes, porém não me lembro de uma Noite de Natal muito feliz em minha infância de Rio Claro.

As noites de Natal perderam a delicadeza. Não temos mais chaminés nem ceias fartas. Temos o que é popular e fora da realidade da data – muitos churrascos! Em vez do saco de presentes do Papai Noel, temos as calamidades dos shoppings centers superlotados e abertos até a madrugada para dar conta da grande correria das compras. Hoje, em Belém, onde o menino Jesus recebeu os Reis Magos, nos lugares sagrados de Jerusalém, há explosões de mísseis, e homens-bomba que matam centenas de inocentes.

Nativity_tree2011

Lembro que no Natal da minha infância, enquanto os sinos tocavam eu via  as ceias nas casas dos vizinhos e os abraços frios e os votos de felicidades que eram trocados entre os familiares. O destino das famílias ficava evidente no Natal. Nós, os pobres se conformando com o prazer dos presentes baratos e os ricos querendo provar que seriam felizes. Papai Noel tem muitas conotações desde que foi inventado na Noruega, por causa de São Nicolau, que ajudava as pessoas carentes nos finais de ano. Papai Noel sempre foi uma imagem de perdão e carinho.  (more…)

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