A Simplicidade das Coisas — Augusto Martini

dezembro 30, 2014

Bruges (brugge), na Bélgica – uma cidade medieval

A relíquia de um pedaço de tecido com uma mancha de sangue que acredita-se ser o sangue de Jesus.

A relíquia de um pedaço de tecido com uma mancha de sangue que acredita-se ser o sangue de Jesus.

Até parece que em Bruges o tempo parou. É como se você estivesse passeando pela Bélgica de alguns séculos atrás. Com sua majestosa praça central iluminada por grandes candelabros, carruagens indo e vindo, ruas estreitas com calçamento de pedras e canais bucólicos emolduram essa cidade medieval, romântica por natureza. Linda, fantástica, como num conto de fadas. O seu centro histórico foi merecidamente tombado como Patrimônio da Humanidade pela Unesco, em 2000 e logo depois, em 2002 ganhou o título de Capital Européia da Cultura.

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Bruges chegou a ser uma das principais economias da Europa, entre os séculos XII e XV. A cidade era cheia de comerciantes que vinham dos quatro cantos do mundo. Até que o rio, que ligava a cidade ao mar, foi assoreado e os navios ficaram sem acesso. Nisso, a cidade viveu um período de repouso. E só aconteceu um novo renascimento depois de 400 anos pronta para brilhar mais do que nunca e receber levas e levas de turistas.

A praça central – Markt – é o coração de Bruges e ainda preserva boa parte de seu traçado original. Antigamente, o local era chamado de fórum. E, presenciou muitas cenas da história do povo belga, desde festas populares até grandes batalhas. Cada lado da praça é cheio de prédios em diferentes estilos, construídos ao longo de vários séculos. De um lado o Palácio Provincial e o antigo correio ocupam edificações neogóticas.

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Também é na praça central que fica o Campanário de Bruges, principal símbolo da cidade. Para subir tem que pagar e encarar uma pequena escadaria de 366 degraus para chegar ao topo,  de um onde você terá uma vista privilegiada da cidade e ver bem de pertinho o carrilhão e seu 47 sinos.  Tal Campanário foi feito em etapas. Inicialmente, no século XIV foram construídos o campanário e o corpo do prédio, como um complexo formado por duas partes. Alguns anos depois, um terceiro pavimento, de 80 metros, foi feito em pedras para ser usado como observatório para evitar que algum incêndio destruísse a cidade, coisa comum naquela época.

Bem ao lado da prefeitura fica Velha Casa dos Arquivistas, que exibe os ares da Renascença, construída em 1534.

Bem ao lado da prefeitura fica Velha Casa dos Arquivistas, que exibe os ares da Renascença, construída em 1534.

Ainda na praça há o santuário Heilig Bloedbasiliek, que fica numa entrada discreta e pequenina que pode até passar em branco para os menos avisados. O acesso é discreto, mas o interior da Basílica do Sangue Sagrado guarda uma relíquia poderosa: um frasco com o sangue de Cristo.  (more…)

dezembro 14, 2014

Bruxelas ou Bruxelles – a capital da Bélgica

De novo estou viajando na viagem. Em agosto consegui uma promoção excelente pela Alitalia, saindo de São Paulo/Guarulhos, com escala em Roma e de lá, rapidinho, o destino final – Bruxelas, Bélgica. Para quem não sabe, a Bélgica ainda é jovem, se comparada às potências europeias que estão em volta dela (conquistou a sua independência apenas em 1831). Já esteve sobre domínio romano, espanhol, austríaco, holandês, alemão (durante as duas guerras mundiais) e francês. Os franceses, alias, nunca foram muito gentis com esse povo. Bombardearam Bruxelas, confiscaram obras de arte, imortalizaram os belgas com piadas estereotipadas – os belgas são para os franceses o que os portugueses são para os brasileiros: o alvo principal na hora de esculachar.

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Mas o “ser Belga” tem significados diferentes nas três regiões do pais. Flamengos, que vivem ao norte e falam holandês, e valões, moradores do sul e que falam francês, vivem em pé de guerra, pedindo a separação. Bem ao centro está Bruxelas, uma cidade bilíngue onde jornais, placas de sinalização e até legendas nos cinemas devem estar traduzidos nas duas línguas. Portanto, não só de cerveja, batata frita e chocolate se faz a Bélgica – conflitos internos contemporâneos também estão no cardápio.

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