A Simplicidade das Coisas — Augusto Martini

novembro 26, 2017

Bichinho/MG, um encanto de lugar, aos pés da Serra de São José!

Hoje o post é sobre Bichinho/MG, vilarejo encantador e de belo artesanato. Minha amiga Silvia Costola, de Rio Claro e que mora há anos em Roma, quando soube que eu estava em Tiradentes enviou um recado: “conhece Bichinho? Se não conhece, vá!”. Aceitei o conselho e fui.

Bichinho é um lugarejo que fica a cerca de 08 quilômetros de Tiradentes, passando por uma estrada de terra que beira à imponente Serra de São José – estrada conhecida como “caminho Real”, toda calçada em pedras do tipo “pé de moleque”. Como adoro caminhar e apreciar a paisagem, exercitando minha visão de Geógrafo que sou, fui e voltei a pé! Em grande parte do caminho há ateliês de artesanato em ferro, em pedra sabão, móveis confeccionados com madeiras de demolição, entre outros.

O caminho em si só já é um espetáculo. A estrada toda permeia a imponente Serra, dando-nos uma visão maravilhosa, um verdadeiro espetáculo da natureza.

 

No portal da entrada para o vilarejo, conheci o Sr. Olavo e sua filha, que produzem artesanatos maravilhosos, feitos em madeira: são galinhas caipiras, galinhas de angola, frutas, entre outros artesanatos de muito bom gosto. Ele faz os entalhes e a filha pinta ou encera as peças. E os preços são muito melhores que os das lojas de artesanato que você encontrará no vilarejo. Claro que não ele não produz em grande quantidade ou variedade. Mas vale a pena parar para um bom papo e conhecer o seu trabalho. (more…)

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abril 26, 2017

Meu amuleto indígena 

A figura abaixo é de uma ponta de flecha esculpida em rocha. Meu avô, Primo Martini, tinha um sítio em Ajapi, distrito de Rio Claro. Era o sítio Boa Vista. E nele havia (e acho que ainda existe) um sítio arqueológico cuja ocupação do espaço deve ter sido feita pelas populações indígenas da região de Rio Claro. Era uma área que ficava em um declive, que abrigava um resquício de mata virgem. Em um paredão rochoso havia uma espécie de fenda a qual denominamos “caverna do índio”. Eu e meus primos gostávamos de ir até lá para brincar. Como era criança, não lembro com muitos detalhes tudo o que tinha no local. Mas, lembro que nos dependurávamos em cipós, subíamos até essa fenda, entrávamos e pegávamos lascas rochosas. Salvo engano haviam alguns desenhos rupestres. A região é formada por rochas sedimentares e em alguns lugares afloravam “piçarras coloridas”.

Quando eu tinha uns 15 anos (faz tempo! Rs), ganhei essa ponta de flecha de um tio meu, Marino Martini e irmão de meu pai e coletada no local. Sempre gostei de guardar coisas. Tenho uma lata cheia de moedas antigas em minha casa de Rio Claro. E essa lata  foi “a casa” da ponta de flecha até  uns 15 dias atrás, quando ela reapareceu em minha lembrança e fui em busca dela.

gruta

Estava lá, guardadinha! Peguei-a com carinho, como se fosse uma joia. Lembrei do gesto de meu tio quando a recebi de presente e pensei: “se ela reapareceu nesse momento deve ter um sentido”. Trouxe-a para São Paulo. A carregava no bolso das calças. E ontem, indo para o trabalho, passando pela Barão de Itapetininga, vi um artesão, com fisionomia de indígena (ele é boliviano), fazendo cordões com pingentes de rochas. Mostrei a ponta de flecha para ele e perguntei se poderia fazer um cordão sem alterar a originalidade da peça. Ele respondeu positivamente. A deixei com ele e passei pega-lá no final da tarde. E agora a trago dependurada no pescoço.


As populações nativas criaram pontas de flechas e outros projéteis de pedra de sílex e outras rochas, e ainda é comum encontrar esses artefatos nas áreas onde os indígenas viviam e caçavam. (more…)

junho 9, 2013

Pomaire e seu artesanato em “greda”, nas proximidades de Santiago

Existem vilarejos de artesãos em todo o Chile, mas o mais próximo de Santiago é Pomaire. Situado há uns 60 km ao oeste, pela Rota 78. É famoso não somente por seus potes, panelas, taças e pratos de argila (greda) escura, como também por sua comida típica, como cazuelas e empanadas gigantes. Os ônibus para Pomaire saem do Terminal San Borja. Metro Estación Central.

Pomaire é um vilarejo de origem indígena, pré-colombiano, fundado por volta de 1771. Foi graças a um período de domínio Inca, como diz a tradição local, que as técnicas artesanais avançaram ao grau que conferem hoje à cidadezinha a fama de seu lindo artesanato – a maior parte dele, à base de cerâmica de argila (greda, na linguagem local).

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No vilarejo a impressão é que o tempo parou. Suas ruas com pavimentação rústica nos levam para lojas de moradores que exibem seus artesanatos em cerâmica, já nas calçadas, quase sempre ao som da música local. (more…)

janeiro 15, 2013

Santiago do Chile – em busca da neve

Santiago do Chile ocupa, sem dúvida, um dos lugares mais espetaculares no mundo. Estendida sobre um vale fértil, a 100 km da costa pacífica, que fica a oeste, é ladeada pelos Andes, ao leste. Portanto, quem mora na cidade e se tiver um pouquinho de dinheiro sobrando pode permitir-se a tomar um banho de mar pela manhã no oceano Pacífico e esquiar a tarde em uma das muitas estações de esqui.

Já estive duas vezes em Santiago e depois de muitas andanças por lá, deixei registro aqui algumas dicas e impressões em dois posts. Poderão acessá-los aqui e aqui.

Santiago é uma cidade que sem dúvida adotaria para morar – quer seja por suas avenidas largas e limpas, seu povo organizado e respeitoso, a temperatura mais fresca e o friozão do inverno ou pela linda moldura das Cordilheiras dos Andes que enquadra o lado leste da cidade como que num painel fotográfico fantástico.

Santiago é uma cidade plana, com ruas e avenidas largas, e por onde você quer que você olhe parece um cartão postal – edifícios antigos no centro, torres espelhadas na parte mais nova e a leste a Cordilheira, sempre com um pouquinho de neve no topo – ou muita, dependendo da época do ano que você vá para lá. Tem muitas praças espalhadas pela cidade, muitas mesmo, cheias de árvores, fontes, esculturas etc. Ou seja, é um convite e tanto para andar a pé!

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Caso seu voo seja durante o dia, escolha uma janela do lado esquerdo na ida e outra do lado direito na volta. Assim poderá ver a Cordilheira dos Andes sem o sol bater em seu rosto. É lindo!!! Vale a pena viajar com a máquina fotográfica nas mãos!  (more…)

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