A Simplicidade das Coisas — Augusto Martini

maio 17, 2017

Minha relação com plantas e bichos

Quem acompanha o A Simplicidade das Coisas já sabe que gosto de escrever sobre minha infância – pobre e digna. Quando minha família saiu do sítio para vir tentar nova vida na cidade, moramos por alguns anos em casas alugadas. Primeiro na Vila Alemã e depois na Vila Martins, ambas em Rio Claro/SP. Nem por isso meu pai deixou de cultivar sua horta e minha mãe deixou de plantar seus jardins. Estes estavam sempre limitados a pedacinhos de terra que ficavam no corredor de entrada dessas casas, entre a parede o muro do vizinho, ou nos fundos. Depois, quando mudamos para a casa própria, na Vila Nova, a qual tinha amplo quintal, meu pai, além da horta, cultivava pés de frutas, criava galinhas e sempre tinha um porco preso num chiqueiro, minha mãe estendeu o domínio das flores e das folhagens por vários locais: não havia espaço vazio que não fosse povoado com rosas, dálias, margaridas, lírios, antúrios, palmas, copos-de-leite, crisântemos, girassóis, gerânios, jasmins. Tudo muito bem cercado para que os cachorros (sempre tivemos dois) não destruíssem as plantas.

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De meus pais não herdei joias, imóveis, dinheiro, mas tudo o mais, inclusive o gosto por bichos e plantas. O quintal de minha casa em Rio Claro é cheio de plantas, as quais atraem muitos pássaros. Tenho também um terreno onde pretendo construir uma chácara e por lá morar, o qual povoei de árvores. Os vizinhos dizem: nós arrancamos “o mato” e você planta. Isso vai virar uma selva! Não questiono. Apenas penso: por que ter uma chácara e nela reproduzir uma “casa de cidade”?

Desde que mudei para o apartamento onde hoje moro, na República, em São Paulo, há 10 anos, cultivo algumas plantas. Não consigo ficar longe do cheiro de mato e terra. Hoje, em número bem pequeno, pois estão construindo um edifício de 25 andares ao lado, o qual tirou muito de minha área de luz. Atualmente elas estão nos beirais das janelas e em alguns vasos que mantenho dentro de casa, entremeando as estantes de livros e outros móveis. A construção do edifício pela Setin causou-me tristeza, pois tive que me desfazer de muitos vasos, os quais sempre evocaram em mim a memória de meus pais e antepassados que sempre lidaram com a terra.

Das memórias que tenho, avós e tias sempre cultivaram suas plantas preferidas. A tia Izabel, irmã de meu pai, adorava suas avencas. Eram lindas e elogiadas por todos. Minha avó Virgínia, tinha um “q” a mais com seus canteiros de margaridas e palmas.

O tempo passa célere e cada vez mais sinto imensa necessidade de arrumar uma maneira de manter plantas, bichos e amigos vivos e próximos… Mas eles teimam em fugir de minhas mãos…

junho 6, 2016

Os cães de rua de Santiago, Chile: los perros callejeros

 

 

Caminhando pelas ruas de Santiago há algo que dificilmente passa despercebido pelo turista – a enorme quantidade de cães abandonados pelas ruas e parques. E o que mais impressiona é que, em geral, são cães que aparentam ser de raça (e muitos realmente são, como Golden Retrievers, Huskies siberianos, labradores, etc.) grandes, muito bonitos e com aparência saudável. Bem diferente dos cães de rua encontrados em São Paulo.

Fiz algumas pesquisas na internet e há muita discrepância entre o que li. Mas pelo menos 500.000 cães de rua vivem só em Santiago. Mas, porque estão na rua?

Dizem que é corriqueiro por aqui que muitas famílias não tratem os animais como parte da família, e assim que eles crescem e começam a dar mais trabalho e despesas, são largados na rua. O mesmo costuma ocorrer quando a família muda de uma cidade para outra. Não sei se isso é verdade. Quero crer que não.

O fato é que eles acabam se tornando muito queridos nas ruas chilenas e em geral, a convivência entre os cidadãos e os cães é boa. Em muitos casos, as pessoas acabam desenvolvendo uma amizade com um ou outro cão próximo à casa, trabalho, escola, etc. É muito comum ver as pessoas tentando ajudar ao colocar camas, potes de ração e de água espalhados pelas ruas. Como o Chile costuma registrar umas temperaturas muito baixas durante o ano, em muitos lugares as pessoas colocam casas ou caixas nas calçadas, nas praças e nos parques para que eles se abriguem. Aqui em frente ao prédio que estou tem potinhos com água e ração. (more…)

junho 8, 2015

Os cães de minha vida… e a eutanásia!

Já falei aqui sobre ele – Tico, o cãozinho da foto que foi um dos preferidos que minha mãe teve aqui, nesta vida. Ele era um mestiço Cocker Spaniel. Quando ela se foi ele ficou muito triste. Ficava horas deitado nos lugares onde ela se sentava.

Mas não contei como ele veio a fazer parte de nossas vidas. Tenho um amigo, o Paulo Roberto Zanello. Lá pelos idos dos anos 80 casou-se com a Maristela. E ganharam a Maggie, uma Cocker Spaniel de presente. Em um dos cios escapou para a rua e engravidou de um “vagabundo”.

Tico

Tico

O Tico veio de uma ninhada de 9 filhotes. E ganhou o nome de Tico em homenagem a um grande amigo, Aristides, popularmente conhecido por Tico. E tal nome veio a calhar – o Tico “gente” era um tremendo galinha. Casado, “pulava o muro”. E o Tico “cão-gente”, cresceu e provou ser um exímio pulador de muro. Saltava o muro que tínhamos em frente de casa com enorme facilidade. O detalhe é que o muro tinha 1,80m! (more…)

março 19, 2015

Os cães de minha vida…

Tenho muitos amigos que têm animais. A maioria deles, cães. Os animais ainda dizem muito às pessoas. E dizem do jeito deles: com um olhar sempre meigo, com um sorriso quanto está com a língua de fora, com um abanar de rabo, com latidos de felicidade quando sentem nosso cheiro à distância e sabem que estamos chegando em casa e pulam de felicidade quando entramos porta adentro. Eles nos recebem com euforia e lambidas de carinho e felicidade por estarem novamente conosco.

Bubba, Ro e Endgy

Minhas sobrinhas Rosana e Endgy, com a Bubba Eduarda e seus filhotes!

Um cão transmite tantas mensagens boas quando nos olham no fundo dos olhos como muitos humanos nunca olharam para outros humanos que fica impossível não percebermos o quanto gostam da gente, o quanto sentem a nossa falta, o quanto “morrem” quando morremos. Lembrei disso porque tínhamos o Tico, um mestiço cocker spaniel que era de minha mãe. Quando ela se foi ele ficou muito triste. Ficava horas deitado nos lugares onde ela se sentava. Alguns até morrem mesmo! De fome, de sede, de amargura, de saudade, de tristeza, de melancolia pela falta que sentem de nosso cheiro, de nossa mão dando-lhes afagos, de nosso olhar, de nossos gestos todas as vezes que vamos alimentá-los. (more…)

novembro 16, 2014

O que é ser um Vegano?

Fui vegetariano por 12 anos. Escrevi sobre isso aqui no blog e mais que uma vez.

Tenho alguns amigos que são veganos e sempre muito criticados por outros grupos. Participam de grupos, fazem manifestações nas ruas de São Paulo e agendadas por redes sociais.

Mas a pergunta é: você acredita que a vida de todos os animais tem exatamente o mesmo valor? Se a resposta for afirmativa, concordará que manter milhares de galinhas confinadas em granjas para recolher seus ovos é um ato pouco apropriado ou que utilizar macacos, hamsters ou gatos para a pesquisa e elaboração de um creme hidratante não só atenta contra seus direitos básicos como deveria ser proibido. No fundo dessas afirmações encontram-se as principais ideias da filosofia do veganismo, “uma alternativa ética ao consumo e à dependência de produtos não adaptados às necessidades físicas e espirituais do ser humano como a carne, o peixe, os laticínios, os ovos, o mel, os produtos derivados dos animais e outros artigos de origem animal como o couro e as peles”, segundo a Associação Vegana Espanhola (UVE), por exemplo.

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Já faz alguns anos que, sobretudo depois que algumas atrizes como Drew Barrymore ou Gwyneth Paltrow tornaram pública sua escolha de vida, o veganismo deixou de ser um absoluto desconhecido para “começar a se normalizar e se transformar em uma opção aceita pela maioria”, opina David Román, presidente da Associação Vegana Espanhola. Entretanto, ainda existe muita confusão a respeito e uma enormidade de mitos que não correspondem à realidade. Um dos erros mais comuns e difundidos é limitar a filosofia vegana ao fato de não consumir produtos de origem animal. Essa característica é somente uma parte de sua realidade, que inclui também o repúdio ao uso e exploração dos animais. “O veganismo não é uma dieta, é uma atitude”, diz Carol Pino, porta-voz da DefensAnimal.org e vegana comprometida há doze anos. “Na associação divulgamos o veganismo como um estilo de vida no qual tudo gira em torno do respeito a todas as pessoas, sem importar se são humanas ou não, se são machos ou fêmeas, qual é sua cor de pele, qual é seu tamanho, sua orientação sexual…”, esclarece Pino. (more…)

novembro 9, 2011

Memórias de infância – meu cachorro Pelé!

Escrevi o post de hoje a pedido da Tereza, uma de minhas irmãs…

Adoro os animais! Lembro que no meu tempo de criança e desde muito cedo, sempre tivemos um ou dois cachorros em casa. Eram outros tempos. Vivia em Rio Claro/SP, onde nasci. Sempre tivemos quintal grande. Hoje moro em apartamento, continuo gostando de cachorros, mas tenho consciência de que não é bom para eles viveram confinados em um lugar pequeno. Cachorro precisa de espaço para correr,  latir e rolar na grama!

Pelé – para mim, um cachorro mais do que gente – o cachorro da minha infância

(more…)

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