A Simplicidade das Coisas — Augusto Martini

novembro 10, 2020

Lembranças de infância – o sítio de meus avós!

O sítio Boa Vista pertencia aos meus avós paternos Primo Martini e Virgínia Rosin Calore Martini. Ficava próximo da cidade de Rio Claro/SP, no Distrito de Morro Grande (hoje Ajapi), onde tudo era lindo e cheirava gostoso. Não possuía energia elétrica. A luz da lua cheia era a única luz que tinha nas noites escuras. Na casa, somente lampiões e lamparinas, que deixavam a gente com a parte interna do nariz toda preta por conta da queima do querosene. 
Na frente da casa tinha um barranco e nele um jardim muito bem cuidado pela minha avó, cheinho de rosas, dálias, margaridas. Tinha uns caminhos, que nós chamávamos de trilhos, os quais levavam aos locais mais usuais, como o galinheiro, o paiol, o poço.  

Pedro Cirilo Martini – meu tio

Em frente à porta da cozinha, alguns metros abaixo, ficavam o terreiro, onde secava-se os grãos de café e o paiol, que era um galpão coberto, fechado com madeira, o qual servia para guardar a colheita, sempre cheinho de milho, já seco, usado para alimentar as galinhas.  Tinha também os jacás com batatas, as abóboras e ferramentas.

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outubro 23, 2020

Quando a casa dos avós se fecha

Acho que um dos momentos mais tristes da nossa vida é quando a porta da casa dos avós se fecha para sempre, ou seja, quando essa porta se fecha, encerramos os encontros com todos os membros da família, que em ocasiões especiais quando se reúnem, exaltam os sobrenomes, como se fosse uma família real, e, sempre carregados pelo amor dos avós, como uma bandeira, eles (os avós) são culpados e cúmplices de tudo.

Minha avó paterna: Virgínia Rosin Calore Martini

Quando fechamos a casa dos avós, também terminamos as tardes felizes com tios, primos, netos, sobrinhos, pais, irmãos e até recém-casados que se apaixonam pelo ambiente que ali se respira.

Não precisa nem sair de casa, estar na casa dos avós é o que toda família precisa para ser feliz.

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março 6, 2020

Simplicidade – Osho

Olhe para a imagem da carta que está estampada abaixo. E perceba o quanto ela se expressa por si só, sem ser preciso que falemos muito dela.

Um ser caminha pela natureza colhendo flores e nos remete à sensação do quanto o simples é belo. Tão simples que nos esquecemos de agradecer e contemplar a beleza que existe em pequenos gestos como colher uma flor, remover de um vaso as ervas daninhas, sentir o cheiro da terra ao receber a água que umedece e alimenta o solo.

Simplicidade

Na verdade, não é preciso que nada extraordinário nos aconteça para que haja união e integração dentro do nosso ser. Uma ação feita com amor e carinho pode nutrir profundamente nossa alma.

Vamos ler juntos o que o autor diz à pessoa que tirou esta carta:

“Neste momento, você passa por um período em que esta maneira cordata, natural e extremamente simples de encarar as situações que se apresentam trará resultados muito melhores do que qualquer tentativa de ser brilhante, perspicaz ou, de alguma forma, extraordinário. Deixe de lado toda pretensão de fazer alarde quanto a ter inventado mais alguma coisa útil, ou a vaidade de encantar seus amigos e colegas com seu talento de prima-dona. A contribuição especial que você tem para oferecer neste momento será maior se você encarar as coisas sem resistência e com simplicidade, um passo de cada vez”.

Se a descrição desta carta tocou seu coração e você tem sentido que está difícil ser feliz com pouco e na simplicidade, sugiro que faça este exercício com imagens mentais todos os dias, ao acordar, por 7 dias.

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dezembro 15, 2019

Encontro de 50 anos – alunos da EM Dijiliah Camargo de Souza

Meus amigos da Escola Municial Dijiliah Camargo de Souza, de Rio Claro/SP, turma de 1970: que delícia vê-los nessas fotos! Nesse segundo encontro, muita gente, como é de praxe, não foi. Inclusive eu!

Mas grande parte de nossa turma estava lá, revendo os grandes parceiros da infância e nossas mestras – Sônia Lopes Lanzoni e Meire Custódio, que nos mostraram os bons caminhos a seguir entre os anos de 1967 a 1970, relembrando histórias e diluindo as saudades. Saudade dos amigos, de tudo o que foi vivido, mas principalmente de quem fomos. De nossa versão mais simples, ingênua e até “demodê” aos olhos dos jovens de hoje.

Saudade mesmo do que nem lembrávamos mais – pequenos “causos” que viraram anedotas – mas que os amigos lembram por nós. Daquilo que fazíamos, dos papéis que interpretávamos nas leituras e “descrições” que criávamos quando D. Sônia nos mostrava uma figura a qual tínhamos que descrever, dos apelidos e manias tão singulares.

Nesses encontros testemunhamos a passagem do tempo no rosto e no relato de experiências de cada um.

Por algum tempo esquecemos nossos dramas, a vida lá fora, as dificuldades cotidianas. A vida trouxe nos trouxe cicatrizes sim – visíveis ou não – mas nesses encontros temos a sensação de que o tempo não passou.

De que nesse hiato de 50 anos permanecemos os mesmos, independente dos rumos e feições adquiridos.

Reencontrar amigos significa localizar a nós mesmos, é estarmos alinhados com uma porção de nós que existiu e se diluiu, mas necessita ser (re)ativada de tempos em tempos. É reencontrar nosso referencial, o pedaço de nossa história a partir do qual tudo o mais virou mera comparação e entender que, se algum dia fomos tocados, essa relíquia permanece conosco.

Existe poesia nesses reencontros…

Um encantamento sentido por aqueles que se deixaram cativar. Pois como dizia o poeta: “As coisas findas, muito mais que lindas, essas ficarão”.

E aos amigos do tempo do Grupo Escolar lanço aqui um desafio: deixem registrado nos comentários uma lembrança daquele tempo. Abaixo segue a minha, aquela que está mais latente em minha memória:

– era a primeira semana de aula do 1º ano letivo, e salvo engano o ano era 1967. Naquele dia iríamos ter a visita do Profº Glória, não lembro ao certo se era o Diretor da Escola ou o Supervisor de Ensino Local. Um aluno pediu permissão para a D. Sônia para ir ao banheiro. Ela consultou o garoto se poderia aguardar um pouquinho, pois o Profº Glória estava na sala ao lado e a nossa seria a próxima a ser visita. O garoto disse que sim, que aguardaria. Assim que nosso visitante entrou pela porta da sala, todos nos pusemos em pé, como era de costume. E esse garoto ao levantar urinou nas calças. Coitadinho. Foi motivo de chacota (hoje Bullyng) por vários meses. Algum tempo depois, sempre que nós o encontrávamos na rua ele baixava os olhos, com receio de que iríamos fazer algum tipo de gozação.

Um grande abraço e um beijo em cada um de vocês. Saudades!

Leiam também: Grupo Escolar da Vila Alemã, em Rio Claro/SP – atual E.M. Djiliah Camargo de Souza

novembro 5, 2019

A imigração Italiana no Brasil

No dia 2 de junho é celebrada A festa della Repubblica Italiana. A imigração italiana no Brasil teve como ápice o período entre 1880 e 1930, período em que meus antepassados para cá migraram, vindo trabalhar nas fazendas de café.

Em 11 dezembro de 2015 o “Globo Repórter” abordou esse tema em uma excelente matéria sobre “A imigração italiana no Brasil”.

setembro 22, 2019

As ervas medicinais e os dons de meu pai como erveiro

Em homenagem ao Dia da Árvore, ao meu pai, e à natureza!

Quem já passou pelo “A Simplicidade das Coisas” conhece minhas origens, a história de minha família, toda ligada com a imigração italiana do final do século XIX e minha identidade e paixão pela natureza, grande parte dela herdada de meu pai, Antonio Martini, que congregava saberes sobre centenas de plantas medicinais. O trabalho com as ervas medicinais tradicionais era um de seus objetivos de vida. Sua história foi registrada desde sempre pelo convívio com as pessoas mais velhas e mais velhos bebendo desses aprendizados nos sítios e fazendas onde nasceu, cresceu e viveu grande parte de sua existência.

Meu pai, Antonio, com o xará dele, o Tony – quando dei esse nome ao cão foi o maior blá-blá-blá lá em casa!

A mais clara lembrança de infância que tenho é de um quintal sempre florido e onde não havia uma flor ou planta que não servisse como remédio. Era uma cultura  tradicional que destacava a importância da aliança entre a ciência e o saber tradicional. Hoje penso que devemos cobrar a maior valorização para os erveiros que tanto contribuem para a saúde e o registro dos saberes ancestrais.

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setembro 9, 2019

Egesp lança programa ‘Saber Fazer’

A Escola de Governo do Estado de São Paulo (Egesp) lançou o “Saber Fazer”, um programa de entrevistas em vídeo que foi desenvolvido para restaurar o conhecimento prático de profissionais da administração pública do Estado de São Paulo.

O diretor da Egesp, Rodrigo Bezerra, conta que a ideia do programa surgiu com a necessidade de registrar os conhecimentos tácitos de servidores com grande experiência na Secretaria da Fazenda e Planejamento e em outros órgãos do Estado. “São pessoas que ocupam ou já ocuparam funções-chave e que adquiriram um entendimento que não está nos livros ou manuais”.

O objetivo é também discutir questões emergentes que estão em pauta na Sefaz e na gestão pública de modo geral: “sempre a partir do olhar do profissional que sabe como a ‘máquina’ funciona. Além disso, este conhecimento crítico tem que ser recuperado e disseminado para as novas gerações”, completou Bezerra.

O programa tem a periodicidade mensal e é exibido no canal da Escola de Governo no YouTube. As gravações ocorrem nos estúdios da Egesp e a escolha dos entrevistados é feita visando pessoas com grande experiência e destaque em sua área de atuação. Profissionais que tem uma vivência e conseguem também refletir sobre os desafios e perspectivas para o futuro da administração pública.

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setembro 8, 2019

Assis – a cidade de São Francisco

Em fevereiro desse ano realizei um de meus maiores sonhos: ir até Assis, na Itália. De Perúgia, fui para lá de trem até a frazione Santa Maria degli Angeli. E lá tem a basílica de Santa Maria degli Angeli  – a qual é uma basílica papal situada numa planície no sopé de uma colina em Assis. Foi construída em estilo maneirista entre 1569 e 1679 à volta de uma pequena igreja do século IX, a Porciúncula, o local mais sagrado para os franciscanos, pois foi nela que o jovem Francisco de Assis compreendeu sua vocação e renunciou o mundo para viver em pobreza entre os pobres, iniciando o movimento franciscano. Mas, sobre a Porciúncula e Santa Maria degli Angeli falarei em outro post. Agora gostaria de centrar sobre a Basílica de São Francisco de Assis.

Visitar a Basílica é uma experiência inesquecível. Talvez porque ela seja rodeada de paisagens espetaculares ou porque, nela, a gente sente a presença do santo em cada canto.

A igreja foi tombada como patrimônio da humanidade pela Unesco e está construída no mesmo local onde São Francisco quis ser sepultado: uma colina que, na época medieval, era chamada de Collis Inferni (Colina do Inferno), pois ali eram enterrados os corpos dos condenados à morte. Depois de ser colocada a primeira pedra para a construção da basílica, a colina foi rebatizada de Collis Paradisi (Colina do Paraíso).

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agosto 28, 2019

7 dicas preciosas para ter uma mente saudável e feliz

7 dicas preciosas para ter uma mente saudável e feliz
 Fonte: Thaís Garcez – Revista Seleções

Ao que se constata, a boa saúde pode ou não nos fazer felizes, mas a felicidade sem dúvida contribui enormemente para uma vida e mente saudável. Pesquisas já mostraram, e a conexão “mente-corpo” é irrefutável: os pensamentos e as emoções afetam de forma considerável o bem-estar físico.

Em determinado dia, tendemos a ter um monte de emoções e humores. Conceitos como alegria, propósito e autoestima são muito complicados para serem reduzidos a um simples “Você está feliz?”. Porém, pesquisadores têm identificado as atitudes específicas, as escolhas de estilo de vida e as características pessoais que melhor contribuem para a felicidade e a vida longa e saudável.

1. A importância da autoestima

Muitos fatores – a genética, o alimento consumido, o ambiente, a atividade física, a doença, o sono e até as estações do ano – influenciam o estado emocional. Mas, no cerne disso tudo, está como nos enxergamos. Se você tiver um nível saudável de autoestima, não só conseguirá lidar com as mudanças da vida melhor como provavelmente será mais contente, além de confiante e bem-sucedido. Talvez seja mais saudável também. Estudos mostram que a autoestima mais elevada pode, na verdade, ajudar a proteger as pessoas contra a depressão e a ansiedade; condições que podem impor maior risco de tudo, desde resfriados e vírus até osteoporose e doença cardíaca.

2. Ame a vida

Além de alimentar a mente e nutrir o humor, não há maneira mais segura de conter o relógio biológico do que manter a vitalidade. Dizer sim à vida – mantendo o coração, a mente e a alma ocupados – é a melhor prescrição para se ter um espírito rejuvenescido. Portanto, se você optar por ser feliz, também estará propenso à saúde. Inclusive, pessoas felizes ficam menos doentes e se recuperam mais rápido. O otimismo, aliás, tem sido relacionado a defesas imunológicas mais fortes.

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agosto 27, 2019

Seis hábitos para reduzir o risco de Alzheimer

Seis hábitos para reduzir o risco de Alzheimer
Fonte: EL PAÍS BuenaVida

Os anos se tornam exaustivos para quem tem parentes afetados por alguma demência, e também para os que acham que poderão herdá-la de pais e avós. Porém, os casos geneticamente determinados são minoritários e quase sempre ocorrem em idade precoce (os primeiros sintomas costumam começar antes dos 60 anos, alguns até aos 40). 

No caso da doença de Alzheimer, menos de 1% dos casos são determinados pela hereditariedade. “Isso significa que 99% são casos esporádicos, em que a doença é causada pela interação entre uma predisposição genética e fatores ambientais como o nosso estilo de vida”, explica a porta-voz do Grupo de Estudo de Comportamento e Demências da Sociedade Espanhola de Neurologia, Sagrario Manzano. E isso, até certo ponto, pode ser evitado.

É por isso que os cientistas, ao mesmo tempo que procuram uma cura para a demência, estão investigando o que poderia ser feito para evitá-la, o que é feito de errado para que ocorram tantos casos (a Organização Mundial de Saúde estima 10 milhões de novos diagnósticos anualmente) e como se poderia impedir sua aparição ou, pelo menos, retardá-la o máximo possível.

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