A Simplicidade das Coisas — Augusto Martini

junho 10, 2016

Chile e seus pães

Dizem que cada chileno come em média 86 quilos em pães por ano. O poeta Pablo Neruda escreveu “Ode ao pão“, para demonstrar a sua importância na vida cotidiana do povo chileno.

Desde sua colonização o país sofreu influências oriundas das comunidades francesas, espanholas e alemãs, portanto, vem daí tanta diversidade.

Os tipos de pães mais populares e presentes no território chileno são o Marraqueta, Hallulla, e Pan Amasado.

Marraqueta – é um pão macio de textura crocante. Este é o tipo mais consumido no país inteiro, e também recebe outros nomes, o quê vai depender de onde você estiver no país. Mas, é importante dizer que em Santiago o pãozinho apresenta-se sempre sob o seu velho nome. Este pão é usado principalmente para sanduíches e choripán.

Hallulla – é outro pão bastante popular no Chile. Ele tem a forma redonda e plana; embora não tão plano como o pão pita. Hallulla é muito utilizado na preparação de sanduíches e na hora do tão famoso once chileno. (more…)

junho 8, 2016

Panteón a los Heroes de la Pátria, em Santiago, Chile

Hoje visitei o Panteón a los Heroes de la Pátria, em Santiago, Chile.

Este Panteón é um lugar histórico da cidade de Santiago e fica no subsolo da Praça da Cidadania, bem em frente a Sede do Governo, o Palácio de La Moneda. Foi construído para abrigar os restos mortais do General Bernardo O’Higgins Riquelme, também conhecido como o “Pai da Pátria” por ter conduzido a independência do Chile. Trazida da Europa a cripta de mármore Carrara branco está rodeado de uma exposição de fotos, objetos e imagens ligadas a história chilena e do General. Também na entrada da cripta está o Monumento ao Soldado Desconhecido. A entrada é gratuita de terça a sexta das 9h às 13h e das 15h às 17. Sábado das 10h às 13h.

Durante a visita, fiquei conversando com o recepcionista do local – Sr. Mário, que deu uma aula de história sobre o seu país. Em seguida me perguntou sobre o Brasil. Queria saber sobre o descobrimento, colonização, população, religião (acreditava que praticamos Vudu, imaginem!). Disse ter muita vontade de conhecer a Amazônia por conta da Anaconda (Giboia) e outros bichos, além de sua flora. E que gostaria de conhecer nosso carnaval. Conversamos sucintamente sobre o Brasil Colônia, Brasil Império (ficou surpreso em saber que tivemos dois imperadores!), sobre as invasões holandesa e francesa, Brasil República e a crise atual  pela qual passamos.

Quis saber de nossa população, pois percebe que nossa miscigenação é grande, muito diferente da do Chile.

Um tempo depois da conversa disse ter ficado muito feliz e surpreso com nossa conversa de cerca de 30 minutos, pois diariamente passam por ali vários brasileiros e que já questionou muitos, mas nenhum até hoje havia conseguido contar-lhe algo sobre a história do Brasil, o que sempre o deixava decepcionado com a nossa falta de informação.  E que a noite iria pesquisar um pouco mais sobre o Brasil, pois ficou muito surpreso com tudo o que ouviu. E que assim terá argumentos para “puxar” conversa com outros brasileiros. Ah, e Mário ficou todo feliz por expressar perfeitamente as palavras por favor, obrigado e até logo em português.

Não é a primeira vez que ouço isso de um estrangeiro – a falta de conhecimento histórico que os brasileiros têm de seu país. Pensando nisso reproduzo abaixo os principais fatos de nossa história para que você, leitor do blog, tenha na ponta da língua – se não todos, porém os mais significativos, para não fazer feio quando viajar para alguém lugar e for questionado sobre nossa origem histórica.

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junho 6, 2016

BairroYungay, em Santiago, Chile

Instalado entre os bares e restaurantes do Bairro Brasil e museus e área artística em torno da Quinta Normal, o Barrio Yungay, rico em história, é um dos bairros patrimoniais mais bonitos de Santiago .

A cem anos atrás foi a área mais exclusiva de Santiago , mas como muitas vezes acontece, ao longo dos anos, as famílias ricas se mudaram para lugares com mais verde e o bairro começou a declinar. As mansões imponentes desta área estavam vazias durante décadas, somando-se seus problemas com os danos causados por terremotos, o mais recente em 2010 e negligência. Felizmente, muitos projetos de resgate estão restaurando o Barrio Yungay, devolvendo-o aos seus dias de glória, e os vizinhos têm ajudado a desenvolver um forte senso de comunidade e orgulho na área.

A diversidade fascinante do Barrio Yungay é melhor entendida ao caminhar por ele. E esta é uma maneira agradável para passar uma manhã ou uma tarde na capital do Chile.

Eu fiz um roteiro sugerido pelo chile.travel/blog, no site oficial de turismo de Santiago, o qual tento reproduzir aqui. (more…)

Os cães de rua de Santiago, Chile: los perros callejeros

 

 

Caminhando pelas ruas de Santiago há algo que dificilmente passa despercebido pelo turista – a enorme quantidade de cães abandonados pelas ruas e parques. E o que mais impressiona é que, em geral, são cães que aparentam ser de raça (e muitos realmente são, como Golden Retrievers, Huskies siberianos, labradores, etc.) grandes, muito bonitos e com aparência saudável. Bem diferente dos cães de rua encontrados em São Paulo.

Fiz algumas pesquisas na internet e há muita discrepância entre o que li. Mas pelo menos 500.000 cães de rua vivem só em Santiago. Mas, porque estão na rua?

Dizem que é corriqueiro por aqui que muitas famílias não tratem os animais como parte da família, e assim que eles crescem e começam a dar mais trabalho e despesas, são largados na rua. O mesmo costuma ocorrer quando a família muda de uma cidade para outra. Não sei se isso é verdade. Quero crer que não.

O fato é que eles acabam se tornando muito queridos nas ruas chilenas e em geral, a convivência entre os cidadãos e os cães é boa. Em muitos casos, as pessoas acabam desenvolvendo uma amizade com um ou outro cão próximo à casa, trabalho, escola, etc. É muito comum ver as pessoas tentando ajudar ao colocar camas, potes de ração e de água espalhados pelas ruas. Como o Chile costuma registrar umas temperaturas muito baixas durante o ano, em muitos lugares as pessoas colocam casas ou caixas nas calçadas, nas praças e nos parques para que eles se abriguem. Aqui em frente ao prédio que estou tem potinhos com água e ração. (more…)

junho 2, 2016

A troca da guarda no Palacio la Moneda, em Santiago

Para você que nunca visitou o Chile é bom saber que este é um país que mantém as suas tradições. Seja através do once no final da tarde nas casas dos chilenos pertecentes à todas as classes socias, da anual fiesta de vendimia (celebração durante a colheita das uvas nas vinícolas) ou de imponente cerimônias. Não conheço muitas dessas cerimônias, mas  a mais elegante e impressionante das que já presenciei é a troca de guarda no Palácio de La Moneda, ou cambio de la guardia no idioma local. O aspecto mais fascinante desta tradição que o país vem mantendo com extrema disciplina desde 1851 é a frequência com quê ela ocorre: a cada dois dias! É necessário muita disciplina, ordem e respeito para obedecer a agenda de um evento imperdível como este.

Para todos que assistem a Troca de Guarda no Palacio de La Moneda em Santiago fica  gravado na memória a exibição da graça e harmonia ao mesmo tempo de rigidez e seriedade. A pompa é tanta que hoje em dia tornou-se também uma das atrações obrigatórias para os turistas que estão em visita ou de passagem por Santiago. O evento dura exatamente 30 minutos à partir do seu início pontualmente às 10:00 horas da manhã nos dias agendados. O corpo que procede com esta apresentação é uma policia especial responsável pela proteção do patrimônio imobiliário do poder administrativo Chileno, conhecida como a Guardia del Palacio, a Guardia de Santiago ou Cuerpo de Ciudadones Armados. As instruções formais e a troca da guarda em si ocorrem na Plaza de la Constituición sob os comandos de um oficial. Os membros que estão para assumir o posto iniciam uma marcha que parte do Paseo Bulnes. (more…)

Atavos resgata a memória e a cultura negra

 

Estou em férias na capital do Chile – Santiago, e hoje vi uma exposição linda e toda embasada em cultura e tradição do Brasil, que com um olhar para o futuro, lembra um dos mais negros períodos históricos do país – a escravidão. Tudo graças à lente da fantástica fotógrafa chilena de grande prestígio, Pola Fernandez.

Atavos que foi o nome dado ao projeto, é a visão  particular de uma chilena que em 1979 deixou o país para se instalar no Brasil, onde se consolidou como uma especilista em fotografia. As 22 imagens que apreciei hoje no salão Joaquín Edwards Bello do centro cultual Estação Mapocho são impactantes.

O projeto ATAVOS buscou iluminar as memórias e a cultura negra por meio de registros fotográficos feitos no século XIX e de registros recentes de mulheres negras com mais de 50 anos. Para tanto, a fotógrafa Pola Fernandez apresentou fotografias do século XIX de escravas de origem africana ao grupo de mulheres negras da terceira idade da cidade de Salto e cada uma livremente escolheu uma foto com que se identificasse e que possuísse características semelhantes às de suas ancestrais. Posteriormente, cada mulher do grupo foi fotografada por Pola Fernandez próxima ao registro do século XIX escolhido. O visitar a exposição convida a uma reflexão acerca da trajetória da população negra brasileira. O resultado do trabalho de Fernandez foi uma reunião emocional entre duas gerações, uma que viveu sob a opressão, chicotes e as correntes, e outra versão que não esquece seu legado.

junho 1, 2016

RefugiArte

Meninos e meninas que perderam seus pais; famílias separadas; a viagem obrigatória; as redes de tráfico e escravidão; o desejo de paz e esperança. Estes são somente alguns dos temas abordados por 25 autores sul americanos que, através dessas ilustrações nos convidam a fazer parte da travessia atual que realizam milhões de pessoas refugiadas, obrigadas a deixar seus países e solicitarem asilo em busca de uma vida melhor, livre de perseguição e abusos.

Esta exposição que está aberta para a visitação no Centro Cultural Estación Mapocho em Santiago, Chile, busca promover uma reflexão mais profunda em torno da responsabilidade da comunidade internacional frente à proteção dos refugiados e com o compromisso de todos e todas no processo de integração das pessoas  que têm sido forçavas a mudarem de pais.

julho 3, 2014

Messi, o filme!

O filme “Messi”, dirigido por Álex de la Iglesia, que mostra a vida do astro argentino eleito quatro vezes melhor jogador do mundo, foi exibido ontem, no Rio de Janeiro, pela primeira vez no mundo em meio a enorme expectativa da mídia e da presença de seu co-escritor, o argentino ex futebolista Jorge Valdano.

O filme, com características de documentário, conta a história de Lionel Messi desde que ele nasceu em Rosário, Argentina, com locações passando por Barcelona e Buenos Aires.

Nele vários personagens que marcaram a vida do atacante argentino discutem a trajetória do jogador. (more…)

junho 11, 2014

“Amigos de Aluguel: você vai viajar? “Alugue” um morador local e fuja dos roteiros turísticos comuns!

O site Rent a local friend foi criado em 2010 pela carioca Alice Moura, que morava em Lisboa e costumava levar amigos e conhecidos para passear pela cidade.

 Se você é desses viajantes que gosta de fugir de roteiros habituais dos turista, como visitas guiadas, com filas enormes, nos museus, vai gostar dessa novidade novidade: o projeto Rent a Local Friend nasceu para incentivar quem viaja a alugar uma pessoa pra passar umas horas na cidade, em programas alternativos.

[vimeo http://vimeo.com/55903175]

Usá-lo é simples. Disponível em inglês, alemão, francês, italiano, espanhol e, claro, português, o site tem uma base de pessoas dispostas a serem guias por um dia em todos os continentes. Há “amigos locais” em lugares como Indonésia, Austrália, África do Sul, México, Estados Unidos, Noruega, Itália, Portugal e Brasil, isso para pontuar apenas alguns lugares. Para conseguir o guia especializado, que estará pronto para mostrar os espaços fora dos pontos turísticos tradicionais, é preciso enviar um e-mail com o pedido e o destino.  (more…)

abril 4, 2014

Mapas do Brasil e do Mundo – saiba como eram os países no século XVII

Vejam que interessante! A internet e o suporte digital não servem apenas para os mapas cheios de tecnologias inovadoras. Procurando, você pode encontrar muitas raridades na rede. Os internautas já podem saber como eram os seus países no século XVII, através de uma coleção de mapas históricos, disponível no Google Maps. O projeto, desenvolvido pelo colecionador norte-americano David Rumsey e pela Google, pretende mostrar as alterações dos países desde o século XVIII.

mapa_brasil_1842

Mapa do Brasil, em 1842

David Rumsey é um cara que coleciona mapas históricos há mais de 20 anos. Em 1999, ele lançou um site com alguns de seus itens digitalizados. Naquela época eram 2.000 documentos. Hoje são mais de 48.000!

O site possibilita você a procurar mapas por tema (como clima, rios ou religião), pela data ou pela localidade, entre outras opções. Além disso, a página oferece navegadores visuais para vasculhar a coleção de Rumsey. (more…)

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