A Simplicidade das Coisas — Augusto Martini

setembro 30, 2019

Programa SP Amigo do Idoso: o que é

Fonte: http://www.desenvolvimentosocial.sp.gov.br/portal.php/programas_spamigodoidoso

No Estado de São Paulo a transformação na estrutura etária populacional já é uma realidade. Hoje a população idosa representa 13,19% da população total (cerca de 5,6 milhões de pessoas), segundo dados de 2015 da Fundação SEADE – Fundação Sistema Estadual de Análises de Dados. Em algumas regiões, os índices de envelhecimento são bastante elevados como as regiões Noroeste, Baixada Santista e Grande São Paulo.

Para enfrentar esse desafio, o Governo do Estado de São Paulo instituiu pelo Decreto nº 58.047 de 15 de maio de 2012, o Programa que desenvolve ações intersecretariais baseadas no conceito do envelhecimento ativo da Organização Mundial de Saúde distribuídas em quatro eixos: proteção, educação, saúde e participação da população idosa do Estado.

Como funciona

– São 11 Secretarias de Estado envolvidas e o Fundo Social de São Paulo, sob a coordenação da Secretaria de Desenvolvimento Social.

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setembro 28, 2019

Café moído na hora

Cheiro de café lembra infância ou casa de vó. Minha avó paterna, Virgínia Rosin Calore Martini tinha um pequeno cafezal no sítio Boa Vista, onde morou até o início dos anos 70. Era um pedaço do paraíso. E era o nosso mundo. Meu, de minhas irmãs e primos. Era a porção do mundo mais distante de nossa casa que conhecíamos naquela época da infância.

O nosso mundo era ali, no meio daqueles pés de café, laranjeiras, mangueiras, e que, na época, para nós, tinham a altura de edifícios gigantescos. Pertinho da casa tinha um terreiro onde os grãos eram secados. Depois de colhido os grãos descansavam no terreiro e quando íamos para o sítio disputávamos para ver quem iria mexê-lós com o rastelão de café. Ficávamos agoniados quando víamos uma nuvem se aproximando, querendo trazer chuva, pois precisavam ser cobertos com uma lona. Mas o ponto alto era a torragem dos grãos no fogão a lenha e depois a moagem. Depois de torrado – sim, a vó Virgínia era responsável por todo o processo – fazíamos fila para moer os grãos. Mais do que qualquer outro cheiro, é o café moído ali, na hora, o meu melhor cheiro de infância e de casa de vó.

Hoje o sítio não pertence mais aos Martini. E nem é mais como antanho. Ali jazem alguns dos anos mais felizes da minha vida. O velho torrador não sei se ficou com alguém da família. Gostaria de saber. Mas o moinho está comigo. Estava empoeirado aqui em meu apartamento, em São Paulo. Quando batia a saudade do sítio era só ir até um móvel que o acomoda como peça de decoração e ficar uns minutinhos olhando para ele. Eu juro, dá até para sentir aquele cheiro de café moído, vindo direto da minha infância.

Mas hoje ele voltou a funcionar. Ganhei de Felix Franco, um hóspede e amigo do Airbnb, um pacote de grãos de um excelente café do seu país de origem. A Colômbia.

Limpei o moedor, o prendi na pedra da mesa da cozinha, transformei parte dos grãos em pó, coloquei na cafeteira italiana e fiz um dos melhores cafés que já tomei na vida. Para quem gosta de café, super recomendo: os grãos são do Norte de Santander, município de Cucutilla, Fazenda Atuesta e o cafeicultor é o Sr. Antonio Atuesta. Tem aroma e sabor que lembra laranja, avelã e chocolate. Uma delícia!

www.caffacolombia.com  

@caffacolombia

www.colombiabrasil.com/destinos

@colombiabrasil

setembro 23, 2019

É primavera!

Hoje, dia 23 de setembro, às 4h50, nesta nossa parte do mundo deu-se o início da Primavera. No ritmo das estações, tudo começa a ficar com maior viço. O canto dos passarinhos fica mais forte e mais bonito, as plantas começam a verdejar e, a despeito de todas as dores e lutas, também as pessoas parecem florescer mostrando-se mais alegres.

Jacarandá Mimoso

Um dia, num passado bem distante, os povos do norte invadiram essa “Terra Brasilis” e soterraram a cultura autóctone, trazendo um novo Deus e santos desconhecidos. A caminhada através dos tempos já tratou de mostrar que na profusão de deuses e deusas que co-existem nas mais variadas culturas, o que fica como certeza final é de que esta terra é sagrada e cabe a nós cuidar para que ela siga firme, com saúde, e que nós somos os responsáveis dela ser um lugar bom de viver. Essa é a Eko Porã do povo Guarani (terra boa e bonita para todos).

Virgínia Rosin Calore Martini – minha avó paterna e suas Rainhas Margaridas

Esse tempo ainda não chegou – pois proliferam as guerras, os povos precisam migrar de um lado para outro buscando sobreviver em meio à destruição causada pelo capital. Mas, em cada ser que vive e brilha a indefectível esperança. Esperemos que chegue um dia em que todos poderão dançar para Pacha Mama, Viracocha, Inti, Quetzalcoalt, Istsá Natlehi, Wakan Tanka, Krisna, Jesus, de braços dados, como irmãos. E a terra será bela, e o banquete repartido.

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setembro 22, 2019

As ervas medicinais e os dons de meu pai como erveiro

Em homenagem ao Dia da Árvore, ao meu pai, e à natureza!

Quem já passou pelo “A Simplicidade das Coisas” conhece minhas origens, a história de minha família, toda ligada com a imigração italiana do final do século XIX e minha identidade e paixão pela natureza, grande parte dela herdada de meu pai, Antonio Martini, que congregava saberes sobre centenas de plantas medicinais. O trabalho com as ervas medicinais tradicionais era um de seus objetivos de vida. Sua história foi registrada desde sempre pelo convívio com as pessoas mais velhas e mais velhos bebendo desses aprendizados nos sítios e fazendas onde nasceu, cresceu e viveu grande parte de sua existência.

Meu pai, Antonio, com o xará dele, o Tony – quando dei esse nome ao cão foi o maior blá-blá-blá lá em casa!

A mais clara lembrança de infância que tenho é de um quintal sempre florido e onde não havia uma flor ou planta que não servisse como remédio. Era uma cultura  tradicional que destacava a importância da aliança entre a ciência e o saber tradicional. Hoje penso que devemos cobrar a maior valorização para os erveiros que tanto contribuem para a saúde e o registro dos saberes ancestrais.

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setembro 19, 2019

Fontaneto d’Agogna – a terra dos Grazioli

MUNICIPALIDADE DE FONTANETO D’AGOGNA

Fontaneto d’Agogna é uma comuna italiana da região do Piemonte, província de Novara, com cerca de 2.741 habitantes. Estende-se por uma área de 21 km², tendo uma densidade populacional de 121 hab/km². Faz fronteira com Borgomanero, Cavaglietto, Cavaglio d’Agogna, Cavallirio, Cressa, Cureggio, Ghemme, Romagnano Sesia, Suno.

Brasão de Fontaneto d”Agogna

Nome dos residentes : Fontanetesi
Número de habitantes : 2741
Altitude : 0 msldm;
Área : 21 km²
Festival do Santo Padroeiro : 15/8/2019
Site oficial Sant’Alessandro : http://www.comune.fontaneto.no.it

HISTÓRIA E TERRITÓRIO

Os primeiros assentamentos remontam, na era neolítica, na Baragge del Monteregio, ao longo das colinas e cursos de água e, na época romana, ao longo dos rios Sizzone e Agogna. O nome de Fontaneto deriva de fontanili. Entre os destaques do lugar temos: a fundação se deu por volta de 908, oriunda de um castro e mosteiro beneditino; o sinodo per la condanna della pataria (movimento contra a corrupção eclesiástica); a construção em 1412 de um novo castelo pelos Visconti que, desde 1524 e por mais de cem anos, foi o epicentro das lutas entre espanhóis e franceses, até sua destruição em 1638 pelos espanhóis e nova reconstrução na segunda metade dos anos 1600. No século XVIII, o território passou para o comando dos Savoy. No século XIX, as propriedades do Visconte chegaram até os ramos da família e várias obras foram realizadas, como o cemitério.
Centro agrícola com muitas fazendas, no século XX, com o desenvolvimento industrial, sua estrutura produtiva e social mudou. Hoje se vê a presença de várias pequenas e médias empresas, algumas das quais também são de importância internacional no setor de alimentos e hidro-termo-sanitários.
Uma vila com áreas montanhosas e de várzea, é atravessada pelas torrentes dos rios Sizzone e Agogna e é rica em muitas nascentes.

PATRIMÔNIO E EMBLEMAS
Na colina fica a Torre del Mirasole datada do século XIX. Na vila, o castelo do século X, redefinido no século 15 e depois restaurado no século 18, cercado por um fosso; ao lado do Oratório dos Santos Fabiano e Sebastiano, reconstruídos no século XVII, está a abadia original em cujas paredes há vários murais. Há muitas igrejas: como a monumental BV Assunta, construída como uma capela do cemitério noa anos Mil e ampliada em nos 1800, com um painel do século XVI de Sperindio Cagnola, uma tela de Tanzio da Varallo e o scurolo neoclássico de Antonelli; a Anunciação reconstruída em 1751, com afrescos de 1516; S. Rocco (1514), com afrescos e um modelo de altar desenhado por Antonelli; S. Martino, já mencionada em 1347 e ampliada em 1800, vinculada ao culto da água por conta de uma fonte próxima.
É um município que faz parte da Reserva Naturale delle Baragge.
Fontaneto d’Agogna está incluída nos itinerários temáticos: arqueológicos, castelos, palácios, vilas e jardins históricos do século XVII na área de Novara, Antonelliani, com passeios a pé pelas colinas de Novara, trilhas da R Reserva Naturale delle Baragge, com pontos de observação de aves.
Os alimentos e vinhos produzidos na região incluem gorgonzola, mel, ensopados, tapulon, frituras, batatas da vinha e a produção de vinhos da linha Colline Novaresi DOC. No início do verão, acontece o tradicional festival de “Fontaneto Arte Sapori”.

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setembro 9, 2019

Egesp lança programa ‘Saber Fazer’

A Escola de Governo do Estado de São Paulo (Egesp) lançou o “Saber Fazer”, um programa de entrevistas em vídeo que foi desenvolvido para restaurar o conhecimento prático de profissionais da administração pública do Estado de São Paulo.

O diretor da Egesp, Rodrigo Bezerra, conta que a ideia do programa surgiu com a necessidade de registrar os conhecimentos tácitos de servidores com grande experiência na Secretaria da Fazenda e Planejamento e em outros órgãos do Estado. “São pessoas que ocupam ou já ocuparam funções-chave e que adquiriram um entendimento que não está nos livros ou manuais”.

O objetivo é também discutir questões emergentes que estão em pauta na Sefaz e na gestão pública de modo geral: “sempre a partir do olhar do profissional que sabe como a ‘máquina’ funciona. Além disso, este conhecimento crítico tem que ser recuperado e disseminado para as novas gerações”, completou Bezerra.

O programa tem a periodicidade mensal e é exibido no canal da Escola de Governo no YouTube. As gravações ocorrem nos estúdios da Egesp e a escolha dos entrevistados é feita visando pessoas com grande experiência e destaque em sua área de atuação. Profissionais que tem uma vivência e conseguem também refletir sobre os desafios e perspectivas para o futuro da administração pública.

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setembro 8, 2019

Assis – a cidade de São Francisco

Em fevereiro desse ano realizei um de meus maiores sonhos: ir até Assis, na Itália. De Perúgia, fui para lá de trem até a frazione Santa Maria degli Angeli. E lá tem a basílica de Santa Maria degli Angeli  – a qual é uma basílica papal situada numa planície no sopé de uma colina em Assis. Foi construída em estilo maneirista entre 1569 e 1679 à volta de uma pequena igreja do século IX, a Porciúncula, o local mais sagrado para os franciscanos, pois foi nela que o jovem Francisco de Assis compreendeu sua vocação e renunciou o mundo para viver em pobreza entre os pobres, iniciando o movimento franciscano. Mas, sobre a Porciúncula e Santa Maria degli Angeli falarei em outro post. Agora gostaria de centrar sobre a Basílica de São Francisco de Assis.

Visitar a Basílica é uma experiência inesquecível. Talvez porque ela seja rodeada de paisagens espetaculares ou porque, nela, a gente sente a presença do santo em cada canto.

A igreja foi tombada como patrimônio da humanidade pela Unesco e está construída no mesmo local onde São Francisco quis ser sepultado: uma colina que, na época medieval, era chamada de Collis Inferni (Colina do Inferno), pois ali eram enterrados os corpos dos condenados à morte. Depois de ser colocada a primeira pedra para a construção da basílica, a colina foi rebatizada de Collis Paradisi (Colina do Paraíso).

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setembro 2, 2019

Negroni – meu drink preferido

Filed under: alimentação,cozinha,Gastronomia,Geografia,História,Uncategorized — Augusto Jeronimo Martini @ 8:40
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Para comemorar ou simplesmente para relaxar, o Negroni é o meu drink preferido. Ele é preparado com doses iguais de Campari, Vermute rosso e Gim, levando cascas ou uma rodela de laranja (eu gosto de colocar umas três) para decorar. Conta-se que o drink foi criado por um conde de Florença, na Itália, em janeiro de 1919. Assim, neste ano, o coquetel completou 100 anos.

A história conta que o conde Camillo Negroni era frequentador assíduo do aristocrático Caffè Casoni onde costumava tomar Americano, outro drink italiano clássico criado em 1860 e feito com Campari, vermute e água com gás.

Um dia ele pediu para substituir a água pelo gim, em homenagem às suas últimas viagens para Londres. No começo, a bebida ficou conhecida como Americano à moda do conde Negroni e, em seguida, se popularizou apenas como Negroni.

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