A Simplicidade das Coisas — Augusto Martini

junho 13, 2019

Polenta é comida de pobre?

Filed under: Uncategorized — Augusto Jeronimo Martini @ 15:28

Não é a comida que espera por você. Você é que tem de esperar por ela.” Frase do chef italiano Sauro Scarabotta

Para mim, polenta é uma daquelas comidas que têm gosto de casa, que lembram a infância. Minha avó paterna, Virgínia Rosin Calore Martini, faleceu com 93 anos. E mesmo com a idade avançada ainda fazia questão de preparar a polenta à moda italiana – o prato cremoso feito com farinha de milho. Italiana, cuja família é oriunda de Pádua, Itália, herdou a receita da mãe, que por sua vez a aprendeu com a avó e assim por diante.

Minha avó, Virgínia Rosin Calore Martini e as rainhas margarida que plantava

Assim como para os colonos que imigraram para o Brasil, a simples polenta – papa à base de farinha de milho, sal e água – foi por muito tempo um alimento básico para a população mais pobre na Itália.

Originário da América Central, o milho foi levado para a Espanha por Cristóvão Colombo e de lá foi introduzido ao norte da Itália entre os séculos 16 e 17. Na ilha de Torcello, que fica ao norte da Lagoa de Veneza, e em outras terras vênetas, o grão era cultivado em grandes quantidades, sendo sua farinha, misturada a outros cereais, usada na fabricação de pão e também exportada.

Da direita para a esquerda: meu avô paterno Primo Martini e minha avó – Virgínia Rosin Calore Martini

No período de declínio que se iniciou na República de Veneza com a queda do Império Bizantino, o milho foi um alimento utilizado contra a fome. Dado o alto custo para a importação de cereais, a farinha de milho passou a ser consumida sozinha, em forma de polenta.

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