A Simplicidade das Coisas — Augusto Martini

abril 16, 2019

Stonehenge: eu fui!

Stonehenge, no sul da Inglaterra, está entre os sítios arqueológicos mais emblemáticos do mundo e um de seus maiores enigmas. O círculo megalítico na Planície de Salisbury inspira temor e fascinação – mas também intenso debate, cerca de 4.600 anos depois de ter sido construído por antigos britânicos que não deixaram nenhum registro escrito. Em minhas últimas férias estive visitando o local, acompanhado de Carlos André dos Santos e Luíza, sua filha, que gentilmente apresentaram-me o lugar fantástico e cheio de energia!

O misterioso passado do monumento gerou inúmeras histórias e contos. Segundo o folclore, Stonehenge foi criado por Merlin, o mago da lenda arturiana, que transportou magicamente as pedras maciças da Irlanda, e seres gigantes montaram o círculo. Outra lenda diz que os dinamarqueses invasores ergueram as pedras, e outra teoria diz que eram as ruínas de um templo romano. As interpretações modernas não são menos fantasiosas: alguns argumentam que Stonehenge é uma área de pouso de espaçonaves para alienígenas, e ainda mais dizem que é um símbolo gigante de fertilidade na forma de genitália feminina.

A investigação arqueológica do local remonta à década de 1660, quando foi pesquisada pela primeira vez por John Aubrey. Aubrey, que atribuiu erroneamente a Stonehenge aos celtas, acreditando ser um centro religioso presidido por padres druidas.

Foram séculos de trabalho de campo desde que o monumento construído, começando há 5.000 anos como um banco de terra circular e vala. Um padrão complicado de postes de madeira foi substituído por volta de 2600 aC por 80 doleritos do País de Gales, que foram rearranjados pelo menos umas três vezes depois que as pedras maiores foram acrescentadas centenas de anos depois. Estes enormes blocos de arenito, cada um pesando cerca de 25 toneladas, foram transportados por cerca de 30 km para criar um círculo exterior contínuo com cinco trilitros (pares de montantes com um lintel por cima) formando uma ferradura na parte interior. Estima-se que levou mais de 20 milhões de horas para Stonehenge ser construída.

O debate moderno sobre o significado do monumento tem duas vertentes principais: aqueles que o vêem como um local sagrado e outros que acreditam que ele representa um observatório científico. Ambas vertentes baseiam suas teorias na influência celeste do local, com alinhamentos ao sol e à lua como evidência de rituais ligados às estações do ano em mudança e aos solstícios de verão e inverno. Alternativamente, alinhamentos identificados particularmente com estrelas apontam para um calendário megalítico usado para elaborar datas ou para refletir ou prever eventos astronômicos como eclipses solares.

Recentemente, surgiu uma nova teoria radical – que Stonehenge serviu como uma “Lourdes pré-histórica”, onde as pessoas foram curadas. Essa ideia gira em torno dos pequenos pedriscos, que, segundo os pesquisadores, devem ter sido atingidos por poderes mágicos e foram flutuados, arrastados e transportados a 233 quilômetros do oeste do País de Gales. Uma equipe liderada por Tim Darvill, da Universidade de Bournemouth, no Reino Unido, anunciou em 2005 que havia localizado o local do qual onde os arenitos vieram, possivelmente movidas pelas geleiras glaciais. Escavações em Stonehenge co-dirigidas por Darvill, em 2008, reforçaram a hipótese, baseada em vários esqueletos da Idade do Bronze descobertos na área que mostram sinais de deformidades ósseas.

Competindo para resolver esse enigma pré-histórico tão duradouro está Mike Parker Pearson, da Universidade de Sheffield, co-líder do Stonehenge Riverside Project, que é parcialmente financiado pela National Geographic Society. As descobertas da equipe do projeto apoiaram a afirmação de Parker Pearson de que Stonehenge era um centro de adoração ancestral ligado pelo rio Avon e duas avenidas cerimoniais para um círculo de madeira correspondente em Durrington (é uma vila e paróquia civil em Wiltshire, Inglaterra. A aldeia fica a cerca de 2 milhas ao norte da cidade de Amesbury, 10 milhas norte-nordeste da cidade de Salisbury, e 2 milhas a nordeste do monumento Stonehenge).
Durrington Walls é uma estrutura antiga que abrange 0,17 quilômetros quadrados a apenas 3,2 quilômetros a nordeste de Stonehenge. O banco e vala possuem em torno de 3 metros de altura e 5,5 metros de profundidade. Ele continha dois círculos de madeira com mais ou menos o tamanho de Stonehenge que os arqueólogos acreditam ter sido assentamentos temporários para os construtores da Stonehenge. Logo ao sul de Durrington Walls estava outro círculo de madeira chamado Woodhenge, pouco conhecido pelos turistas. Os dois círculos com suas estruturas temporárias e permanentes representavam, respectivamente, os domínios dos vivos e dos mortos, segundo Parker Pearson.

“Stonehenge não é um monumento isolado”, diz ele. “Na verdade, é um de um par – um em pedra, um em madeira. A teoria é que Stonehenge é uma espécie de lar espiritual para os ancestrais.”

2 Comentários »

  1. Deve ter uma energia muito forte, um dos lugares que me fascina

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    Comentário por Eder Oelinton Santos — maio 14, 2019 @ 12:13 | Responder

    • Olá Eder.
      Sim, a energia do local é perceptível, além de ser um local incrível.
      Abraços.
      Augusto

      Curtir

      Comentário por Augusto Martini — maio 14, 2019 @ 13:53 | Responder


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