A Simplicidade das Coisas — Augusto Martini

outubro 3, 2018

Como minha mãe dizia: o que é do gosto, regalo da vida!

Hoje, vindo para o trabalho, vi uma cena muito estranha que prefiro não descrever aqui. Mas que fez eu lembrar de um jargão que minha mãe sempre repetia nas mais variadas situações: “O que é do gosto, regalo da vida!”

Minha mãe era uma sagitariana simples, trabalhadora, muito inteligente e sábia! Já naquela época eu andava lado a lado com minha tradicional ansiedade existencial, entrava em discussões desgastantes com meu pai, pois ainda eu não sabia o quão parecido eu era com ele em meu modo de agir. Discussões normais em uma família onde todos têm personalidade forte. Então lá vinha minha mãe com a frase:

– “Dinho, o que é do gosto, é regalo da vida! Não discuta com seu pai!”

Eu levei um certo tempo para concordar com minha mãe. Típico de quem se preocupa com o mundo, eu queria que tudo ficasse bem. O olhar dela, me acompanhou por muito tempo. Acredito que ela via em mim, um taurino turrão, nascido no primeiro dia do signo e com ascendente em leão, algo que ela aprendera a controlar, mas eu não. Sabia como lidar com as pessoas, sabia como agradar. Isso  é natural em pessoas deste signo.

Este slideshow necessita de JavaScript.

Hoje tenho este ditado popular como alerta que soa em meus ouvidos, com a voz de minha mãe, em tom sonoro e claro! Sempre que sinto dificuldade em entender um comportamento humano, a escuto. Então, respiro fundo três vezes, e tento silenciar.

Assim como eu decido minha vida, tento aprender a todo instante a respeitar, mesmo que não aceitando, a decisão das pessoas que na maioria das vezes, “dão com os burros na água” – outro ditado popular. Isso é muito difícil para mim, pois, como sempre digo, não sou turrão – tenho razão. Sempre! Rs.

Minha morreu jovem –  com apenas 64 anos de idade (em 1993), e isso eu  lembro bem! No fim de sua vida, (a tenho como exemplo de persistência) suas atitudes já eram silenciosas. Seu olhar era cheio de interesse, mas sua atitude se transformara em recolhimento.

Tenho cinquenta e nove anos, mas não me sinto com tanto! Mas, meu olhar, tal qual o dela, absorve os mínimos detalhes da vida ao meu redor. Sou a pessoas mais observadora que conheço. E olhe que não me conheço tão bem assim! Tudo que acontece, tanto próximo à mim, quanto uma notícia lá do outro lado do planeta, ou ainda notícias da descoberta de um novo planeta, traz esta frase, com uma verdade assustadora: “O que é do gosto, regalo da vida!”

Mesmo que o conhecimento científico não pare de avançar, a atitude humana bate de frente com a verdade individual e o grau de evolução de cada ser, dá as regras para a totalidade da vida neste planeta!

Assim navego nos dias de hoje. Observador que sou, e juro por tudo que acredito, tentando ser silencioso. Minha mente deleta o que não é importante – isso levando em consideração o que está dentro da minha verdade. Tornar o meu Eu, o Augusto contemplativo, não faz parte do químico altamente mutante que forma minha pessoa, mas, também neste quesito estou me tornando frente de resistência.

Busco com ansiedade, respirando profundamente quinhentas vezes por dia, entender e tornar interessante viver neste planeta. Gosto de cuidar de minhas plantas e ervas, no quintal da casa de Rio Claro – espaço que quase não tem mais lugar para plantar uma árvore. Adoro fazer chás, gostaria de ter mais mudas de ervas, ter meu “canteiro de cura”, como o que meu pai tinha no quintal, idem minha avó, tios e tias. Plantavam, doavam para as pessoas. Os vizinhos iam sempre em busca de algo para o chá. Isso é algo que aprendi com meus antepassados – principalmente meu pai. A conhecer as ervas, plantas e árvores. Mas esse assunto ficará para um próximo post.

Gosto de fazer um pouco de tudo. Leio, conserto, pinto, cultivo, pratico meditação, Yôga, abro meu tarô vez ou outra, enfim, atendo o meu oráculo, escuto o som da natureza, falo com vocês neste blog.

E ainda consciente da tremenda verdade do ditado, início deste post, fico aqui, tentando ser quietinho, aceitando a evolução lenta, doidamente lenta, da sociedade humana atual.

Na grande maioria das vezes, minha mente, mesmo em meio ao barulho doido e ensurdecedor da Megalópole que é São Paulo, se recolhe nas alturas das montanhas, onde lobo que sou, se mistura com o falcão que também sou, em seu voo solitário!

Vamos lá, outubro começando, logo será novembro e depois dezembro. E em seguida um novo ano, no qual vislumbro minha aposentadoria do trabalho de regras para depois da metade do ano. Arrumarei outro ou outros novos trabalhos, com certeza, mas sem a obrigação da “bateção de ponto”. E com a minha nova idade e novo estilo de vida, estarei sempre e cada vez mais aprendendo a viver. Te aconselho a fazer o mesmo. Faça a tua parte, e quando estiver com a idade que estou hoje, ainda assim você será a soma de ti mesmo!

Que você tenha um lindo outubro! E um doce novembro… e….

Anúncios

Deixe um comentário »

Nenhum comentário ainda.

RSS feed for comments on this post. TrackBack URI

Obrigado por assinar o meu blog! Espero que goste!

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

Crie um website ou blog gratuito no WordPress.com.

%d blogueiros gostam disto: