A Simplicidade das Coisas — Augusto Martini

junho 27, 2018

Escuta o cheiro!

“Vozinha Virgínia: em meio a plantas, em meio a flores como se uma delas fosse!”

A senhorinha das fotos é minha avó paterna, Virgínia Rosin Calore Martini, filha de italianos, de Padova, Itália, de quem acabei de lembrar. Quando ela estava na cozinha, com suas panelas no fogão, ou colhendo as flores que cultivava no quintal, e eu chegava por perto dizia: “Gusto, escuta que cheiro!” (em italiano, “Gusto, ascolta l’lodore!”).

Lembro-me, como se fosse hoje, das histórias que ela contava. A maioria delas eram histórias verídicas, fatos que ela havia vivido e que ela contava e recontava diversas vezes, como se fossem inéditas a cada nova conversa. E eu sempre as ouvia com muita atenção e admiração, afinal, ela foi um referencial na vida para mim e para todos os que com ela conviveram. 

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Foi ela, o meu avô e meus pais quem me ensinaram sobre o que é ser íntegro, sempre respeitar os mais velhos e batalhar para ser alguém na vida.

Minha avó sempre usava como exemplo histórias de fracasso – de pessoas muito próximas, amigos ou geralmente membros da nossa família, que ela tentou aconselhar, ajudar e dar um direcionamento, mas que foram teimosos e que em algum momento colheu os frutos ruins de sua teimosia, de não terem-na ouvido.

Eu e muita gente da família a teve como parâmetro nos meus referenciais de retidão. Eu, durante muito tempo, pelo menos desde minha infância até o início da minha adolescência.
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junho 14, 2018

Os muros pintados de Lyon

Cada distrito de Lyon tem sua própria identidade que foi forjada ao longo de mais de dois mil anos de história. Quais mídias, melhor do que os afrescos pintados em paredes revelariam os grandes momentos da cidade, as realizações, as descobertas e a atmosfera?

São centenas de pinturas em muros de Lyon, sendo que os principais são: Le Fresque des Lyonnais (com personalidades mundialmente famosas que nasceram em Lyon, como o chef Paul Bocuse, além do escritor do livro “O Pequeno Príncipe” e os irmãos Lumière; o “Murs des Canuts” que retrata a vida de operários franceses em Lyon (é o maior da Europa e provavelmente o mais famoso); e o “La Biblioteque de la Cité”, que representa lindamente uma biblioteca e é bem realista. As pinturas são comuns pela cidade e vale a pena explorá-las!

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Tais pinturas são parte integrante da paisagem urbana e tão reais que a gente custa a perceber que, na verdade, são pinturas. São muitas espalhadas por todos os cantos da cidade. Muita gente visita o local sem saber que eles existem e acaba não dando atenção a essas obras de arte tão típicas. (more…)

Preservação do nosso patrimônio arquitetônico de São Paulo

Há anos destruíram um edifício maravilhoso (Cine República). O local foi estacionamento por décadas e agora construíram uma caixa de vidro.
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Cine República

Infelizmente a especulação imobiliária, a falta de respeito pela nossa memória e pela nossa paisagem urbana e a indiferença levaram à destruição de inúmeros monumentos arquitetônicos da cidade de São Paulo. E o pior é que até hoje, prédios da maior relevância continuam a ser destruídos todos os dias.

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A única maneira de evitar que isso continue acontecendo é fazendo com que a sociedade comece a se interessar e a participar das questões de preservação do nosso patrimônio arquitetônico. Que tal se começarmos agora mesmo?

Leia mais sobre o Cine República

junho 13, 2018

Santo Antonio, o casamenteiro

Você sabe por que Santo Antônio é considerado o santo casamenteiro?

Batizado de Fernando Bulhões, Santo Antônio era um frade franciscano, nascido em 1195, em Portugal, mas viveu durante a maior parte de sua vida em Pádua, na Itália. Apesar de não ter em seus sermões nada específico sobre casamentos, Santo Antônio ficou conhecido como o santo que ajuda mulheres a encontrarem um marido por conta da ajuda que dava a moças humildes para conseguirem um dote e um enxoval para o casamento.

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Igreja de Santo Antônio, em São Paulo/SP

Reza a lenda que, certa vez, em Nápoles, havia uma moça cuja família não podia pagar seu dote para se casar. Desesperada, a jovem – ajoelhada aos pés da imagem de Santo Antônio – pediu com fé a ajuda do Santo que, milagrosamente, lhe entregou um bilhete e disse para procurar um determinado comerciante. O bilhete dizia que o comerciante desse à moça moedas de prata equivalentes ao peso do papel. Obviamente, o homem não se importou, achando que o peso daquele bilhete era insignificante. Mas, para sua surpresa, foram necessários 400 escudos da prata para que a balança atingisse o equilíbrio. Nesse momento, o comerciante se lembrou que outrora havia prometido 400 escudos de prata ao Santo, e nunca havia cumprido a promessa. Santo Antônio haviera fazer a cobrança daquele modo maravilhoso. A jovem moça pôde, assim, casar-se de acordo com o costume da época e, a partir daí, Santo Antônio recebeu – entre outras atribuições – a de “O Santo Casamenteiro”. (more…)

Participe do concurso “Minha Arte na Capa”, da Secretaria Estadual de Educação

  • Primeira fase da iniciativa vai até 3 de agosto;
  • Vencedores terão suas obras nas capas do Kit Escolar – 2019

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O Secretário Estadual de Educação, João Cury, considerando a necessidade de construção de políticas públicas de forma participativa, promove o Concurso de Desenho #MinhaArteNaCapa e convida alunos e servidores da rede pública estadual a participarem no processo de ilustração/diagramação do Kit Escolar – 2019. O concurso é uma ação de integração dos projetos Gestão Democrática e Cozinheiros da Educação.

– Clique aqui e leia o regulamento completo

A primeira fase da iniciativa se encerra em 3 de agosto, quando a escola será responsável pelo encaminhamento dos desenhos selecionados, devidamente embalados, sem enrolar ou dobrar, à Diretoria de Ensino, acompanhados dos anexos necessários (veja explicação no regulamento).

São dois temas, e a escolha fica a cargo do próprio participante: CIDADANIA EM AÇÃO – Compreensão da importância da participação social; e ALIMENTAÇÃO CONSCIENTE – Compreensão de todos os aspectos que englobam uma alimentação adequada, saudável e consciente, com base nas diretrizes preconizadas pelo Guia Alimentar da População Brasileira. (more…)

junho 8, 2018

Lyon e seus mistérios

O Parque da Tête d’Or abriu seus gramados para a visitação em 1857. Para os aficionados da caça ao tesouro, reza a lenda que uma cabeça de Cristo em ouro está enterrada no local, o que lhe rendeu o nome. Mas não vá sair cavando pelo parque que você poderá ser preso!

Os irmãos Buhler, paisagistas suíços, deram ao ambiente um aspecto de jardim inglês ornado de um jardim botânico, um jardim zoológico e um lago, além de muitos outros edifícios, como as grandes estufas, o velódromo, o chalé dos guardas. Mais tarde, um memorial aos mortos foi erguido na ilha dos Cygnes. Os apreciadores de rosas nunca deixam de visitar o roseiral, que conta com mais de 30 mil roseiras de 350 diferentes variedades.

O parque da Tête d’Or é o lugar favorito dos lionenses de todas as gerações para caminhadas e piqueniques. Cada visitante desfrutará do melhor do parque segundo suas preferências: passeios românticos pelo lago, aulas de ioga no gramado, caminhadas entre os canteiros de flores, piqueniques gourmet à sombra dos cedros do Líbano, corridas de bicicleta…

Parc de la Tête d’Or
69006 Lyon

Fone: +33 (0)4 72 10 30 30

O Velho Lyon

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Aos pés da colina de Fourvière, o Velho Lyon tem o nome bem apropriado, pois o bairro data da idade média. Foi naquela época que as primeiras traboules (passagens de pedestres) foram construídas para facilitar o transporte de mercadorias das praias do Ródano até as casas sobre pilotis. (more…)

junho 6, 2018

Lyon – a cidade das luzes

Com a proteção Nossa Senhora de Fourvière, entre os rios Ródano e Saône, a poucas horas dos Alpes e do Mar Mediterrâneo, Lyon, também conhecida como a cidade das luzes ,convida para uma viagem pelos séculos de sua história e a descoberta de suas riquezas ao sabor dos passeios que oferece.

Testemunha de uma história tumultuada, de mais de 2.000 anos, orgulho da Renascença, basta mergulhar na Vieux Lyon (Velha Lyon) para sentir todas as inspirações multiculturais da cidade. Flanar, se perder nos traboules (passagens típicas entre os prédios) de Croix-Rousse e, por um momento, imaginar o ritmo alucinante dos artesãos de seda, os célebres Canuts (trabalhadores têxteis). Lembrar-se também das brincadeiras lendárias de Guignol e do delicioso aroma que escapa das marmitas das “mães de Lyon”. Esta é Lyon… Com seus bouchons, cervejarias e restaurantes estrelados, Lyon é a capital da gastronomia francesa e seus inúmeros chefes brilham no firmamento da grande cozinha. O Bocuse d’Or – em referência a Paul Bocuse, seu embaixador mais ilustre, falecido em janeiro de 2018 (um dia antes de minha chegada na cidade) – agora premia a experiência culinária do mundo inteiro.

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Esta cativante cidade apresenta também muitas outras facetas, tão refinadas quanto excepcionais. As Bienais e os Festivais vão se sucedendo ao longo do ano: a dança contemporânea flerta com os shows de rock, enquanto as artes são expostas no Museu das Confluences. No verão, o lume das estrelas é parte integrante dos shows de rock Noites de Fourvière, e no inverno, a Festa das Luzes abraça a noite com seus movimentos de mil brilhos. Na Rive Gauche (margem esquerda), o espírito criativo é mais do que nunca expressado nas paredes dos imóveis, que se revestem de murais gigantes, ilustrando a história local passada e contemporânea. Cidade sede da Eurocopa 2016, vários jogos foram disputados em seu novíssimo Estádio das Luzes. (more…)

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