A Simplicidade das Coisas — Augusto Martini

fevereiro 28, 2018

Cracóvia – uma grande surpresa!

Escolhi a cidade de Cracóvia como meu primeiro destino nessas férias, por ser uma das mais antigas cidades da Polônia. Segundo reza a lenda, foi construída em cima de uma caverna de um dragão que o mítico rei Krak matou. No entanto, a primeira menção oficial do nome da cidade foi feita em 966 por um mercador judeu da Espanha, que a descreveu como um centro importante na Europa eslava.

Foi capital do governo geral nazista durante a II Guerra Mundial. Tanto o centro histórico como o bairro judeu estão repletos de cafés, lojas e “pubs” e a Praça do Mercado, enorme, é um verdadeiro banquete medieval para os sentidos.

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Situada nas margens do rio Vístula, a cidade remonta ao século VII. Tradicionalmente um dos principais centros da vida acadêmica, cultural e artística da Polônia e um dos polos econômicos mais importantes, foi Capital Europeia da Cultura no ano 2000.

Há muito para ver e fazer em Cracóvia. Pode-se visitar monumentos seculares impressionantes, deliciar-se com vistas encantadoras, obras de arte fantásticas e curiosidades impressionantes.

Perca-se pela Cidade Velha em Stare Miasto, o centro histórico da Cracóvia com as suas igrejas góticas e a gigantesca Praça do Mercado (Rynek Glówny), uma das maiores praças urbanas na Europa.

Visite Kazimierz, berço da cultura judaica, e em Wawel, o Castelo Real, casa de três dinastias dos reis da Polônia, e a Catedral de Wawel, um impressionante santuário nacional da Polônia e uma das joias de Cracóvia.

Cracóvia possui parques públicos, incluindo a floresta Las Wolski sobre o conjunto de colinas. Tem também o anel Planty, com cerca de 30 jardins, que circundam o bairro histórico da Cidade Velha. O jardim botânico de Cracóvia foi criado em 1779 e hoje possui cerca de cinco mil plantas. Situado no centro da cidade, dizem ser um verdadeiro oásis, mas, por ser inverno, estava fechado nos dias que lá estive.

A Basílica de Santa Maria (Kosciól Mariacki), fica num dos cantos da grande praça do mercado de Cracóvia, a Rynek Glowny. A fachada em tijolos aparentes com duas torres assimétricas, pode não parecer espetacular, mas o seu interior é deslumbrante. A nave é um festival de sensações, com dezenas de capelas, altares, púlpitos e colunas encimadas por um teto estrelado. De hora em hora, um toque de trompa pode ser ouvido vindo da torre mais alta. A melodia é cortada abruptamente, em memória de um homem cuja garganta foi atravessada por uma flecha tártara ao tentar avisar a cidade sobre a iminente invasão.

O Centro Velho da Cracóvia e o seu casario medieval, repleto de igrejas históricas, é um dos pontos altos dessa parte da Europa e a maior atração turística no Sul da Polônia. Foi declarado Património da Humanidade pela Unesco em 1978. O local ideal para iniciar um passeio é a ampla e agradável Praça do Mercado, a Rynek Glowny. No interior do edifício central, em seu interior encontram-se diversas e variadas lojas de recordações.

Vale a pena conhecer também o Barbican – uma torre defensiva que protegia uma das portas da cidade, a de São Floriano –, a igreja gótica de Corpus Christi, o templo barroco de Pedro e Paulo e a escura igreja de Santo Estanislau, o primeiro santo polaco. Nesta última, um pouco fora do centro, encontra-se um tipo de panteão nacional, onde estão as tumbas de várias figuras nacionais de renome.

Durante séculos, os judeus da Cracóvia foram segregados e viveram na então vila de Kazimierz, fundada no século XIV. Com a expansão da cidade, o local tornou-se um bairro da cidade e lar de uma grande comunidade. Ali construíram lojas de comércio, casas e sinagogas, até chegar a II Guerra Mundial, que destruiu tudo e todos.

Para conhecer um pouco da História e o sofrimento dos judeus, vale uma visita ao Museu Judaico, na antiga sinagoga, a mais remota de seu gênero na Polônia, datada do século XV. Ali foram rodadas muitas cenas do filme “A Lista de Schindler”, de Steven Spielberg.

É preciso de pelo menos meio dia para se encantar pelo Castelo Wawel, embora todas as atenções estejam voltadas para a catedral e a área do palácio, que contém os Apartamentos Reais Privados e os Salões de Estado.

A magnífica catedral é o local de repouso final de uma infinidade de importantes religiosos e antigos monarcas polacos. Destaque para a capela de Sigismundo, que guarda o corpo dos Reis Sigismundo I e II, e o mausoléu de Santo Estanislau. Capital do país de 1038 a 1569, ali estão os restos de 39 dos 45 monarcas do país e também alguns heróis nacionais, como Tadeusz Kosciuszko, e poetas, como Adam Mickiewicz.

Já a área do palácio é um “tour” por uma série de aposentos com uma serena decoração. Muito além da simples ostentação, os amplos e claros salões que envolvem o grande pátio dão uma clara noção de nobreza e poder.

A igreja e santuário de Skalka, em estilo barroco, é considerada uma das mais sagradas, não só da Cracóvia, mas de toda a Polônia. Oficialmente chamada de Igreja de São Miguel Arcanjo, Santo Bispo e Mártir Estanislau e Mosteiro de São Paulo Eremita, a sua História está intimamente ligada a Estanislau, executado pelo tirano monarca Boleslau II, em 1079. Enquanto o rei foi exilado, o bispo viria a ser canonizado, tornando-se santo padroeiro dos polacos. Tornou-se, então, um ritual entre os reis deste país a peregrinação a Skalka, trazendo consigo um pedido de perdão sobre os crimes do seu predecessor. No século XIX, parte de alguns dos mais ilustres cidadãos polacos passaram a ser sepultados na cripta, uma espécie de panteão nacional.

Próximo à igreja, também pode-se ver o exterior do mosteiro, junto ao rio Vístula, uma fonte de águas sulfurosas e o altar do terceiro milênio, onde se encontram sete pilares com imagens de santos e católicos, ícones da história local, como o Papa João Paulo II, antigo cardeal da região.

A Polônia é considerado um país muito seguro, mas nunca é demais tomar cuidado nos locais particularmente movimentados e com grandes aglomerados.

Por toda a parte turística você verá muito âmbar do báltico, presente na cultura e na arte da Polônia desde o começo dos tempos. É impossível recomendar uma joalharia para comprar peças com âmbar, pois a variedade é imensa e todas têm artigos muito bonitos. Se não procura âmbar e joias, há ótimas lojas onde encontrará o melhor do artesanato polaco. É sempre bom saber que  na Polônia é proibido o consumo de álcool nos lugares públicos, tais como parques, praças, largos, ruas.

Personalidades famosas:

  • Faustina Kowalska, santa católica e impulsionadora da devoção à Divina Misericórdia
  • Karol Józef Wojtyła (Papa João Paulo II), foi bispo auxiliar (1958-1964) e Arcebispo de Cracóvia (1964-1978)
  • Bronisław Malinowski (1884-1942)
  • O Dragão de Wawel
  • Robert Kubica (automobilista)
  • Agnieszka Radwańska (jogadora de ténis)
  • Stefan Banach (matemático)
  • Robert Gadocha (ex-futebolista)
  • Ludwig Gumplowicz
  • Wojciech Has
  • Josef Hofmann
  • Stanislaus Hosius
  • Roman Ingarden
  • Franciszek Macharski
  • Jan Matejko
  • Jerzy Stuhr
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1 Comentário »

  1. DO DESESPERO. O VÔMITO SE ESPALHA
    > https://gustavohorta.wordpress.com/2018/02/28/do-desespero-o-vomito-se-espalha/

    É isso mesmo.
    Sombras do transparente. O sonho em pesadelo. O esforço daquele que força. Esforço da força.
    Opressão. Ô pressão. Pressão. Baionetas afiadas. Baionetas afinadas. Balas adocicadas. De borracha. Sombras. Sombras da transparência.
    Sadios são. Idiotas são. Manipulados são. Idiotizados são. Doentes terminais, cura não há. Evidentemente terminais é o fim….

    Curtir

    Comentário por gustavo_horta — março 1, 2018 @ 3:56 | Responder


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