A Simplicidade das Coisas — Augusto Martini

novembro 25, 2017

Tiradentes/MG e seu queijo premiado na França!

Uma das melhores coisas de Tiradentes são os moradores. Todos muito simpáticos, adoram conversar, são prestativos em dar informações e sempre com o delicioso e típico sotaque mineiro, uai!

Nos cinco dias que estive lá, fui convidado para tomar café, bati longos papos com pessoas na rua e nas lojas de comércio.

Uma dessas conversas foi com a Lúcia Maria Resende, que é produtora do queijo “Sabores do Sítio”, em Tiradentes, na Região de Campos das Vertentes, e que ganhou a medalha de Bronze no “Mondial du Fromage”, em Paris, França. Seu queijo tem a característica suave, textura macia, todo feito com leite do rebanho do gado Jersey.

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Ela disse que em 2016 conquistou o seu primeiro prêmio: o primeiro lugar em um concurso estadual em Minas (desbancou os deliciosos queijos da Canastra). E, neste ano, na primeira participação em um concurso mundial, conseguiu a Medalha de Bronze. Cerca de 80% do queijo que produz é vendido na Feirinha da Estação do Trem, em Tiradentes, mas o produto também tem destino certo, como Barbacena e Belo Horizonte.

Lúcia Resende faz queijos artesanalmente, com o seu pequeno rebanho, com o qual convive desde criança.

Logo que cheguei na Rodoviária de São João Del Rei, fui recepcionado pelos donos da casa que aluguei pelo Airbnb – o Marcus e a Silvana. Gentilmente levaram-me até a casa em Tiradentes. Pelo caminho fomos conversando e perguntei sobre queijos. Disseram sem pestanejar: “você tem que provar o Queijo da Lúcia!” – e foram logo contando da premiação.  Mas o nome oficial do queijo é “Sabor da Serra”, do Sítio da Conquista. Se você tiver sorte é possível que consiga pegar alguns queijos de maturação mais longa, de até 30 ou 50 dias. São deliciosos.

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Foto de Bruno Agostini

Foto de Bruno Agostini

Foto de Bruno Agostini

Foto de Bruno Agostini

Li no site Viagem com Farofa que quem quiser ver as  vaquinhas da Lúcia, e sua pequena e limpíssima estrutura, pode ir até o sítio, que fica a poucos minutos do Centro Histórico de Tiradentes.

Lúcia disse ao site “– Quando ganhei o prêmio eu tinha só seis vacas, muito pouco. Quase não participei, porque tinha que mandar algumas amostras, e eu estava quase sem queijo. Não achei que ia dar em nada, e nem fui até Belo Horizonte. Até que me ligaram, dando a notícia. Queria sair voando até lá” – conta ela, que mostrou visão de empresária, pois logo nos dias seguintes à premiação mandou o filho até o Paraná, para comprar mais vacas. “– Hoje tenho 40, e estou ampliando pasto e a estrutura de produção, mas não muito, porque não quero crescer, acho que assim vai ficar de bom tamanho” – diz Lúcia, que ensina a clientela a continuar a maturação em casa, deixando o queijo protegido de insetos, e virando-o a cada dia.

Em nossa conversa, com sua deliciosa simplicidade, contou como foi lindo para ela conhecer Paris e outras regiões da França, tomar contato com produtores de queijos e apreciar a linda arquitetura.

 

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