A Simplicidade das Coisas — Augusto Martini

setembro 9, 2016

Mel, insetos e outros bichos

Desde que me conheço por gente lembro que gosto de mel. Minhas irmãs e a Cida, uma prima-irmã que morou conosco por muitos anos trabalharam em uma “fábrica” em Rio Claro/SP, que beneficiava mel e seus derivados. Lá havia aquele “mel de tira”, em saquinhos plásticos. Muitas vezes alguns defeituosos eram trazidos para casa. Mel puro, mel com geleia real… Também tinha o mel do sítio de meus avós. Esse vinha em litros.

carolmel

Em minha casa de infância sempre apareciam enxames de abelhas que escolhiam um lugar para fazer suas colmeias. Quando o tempo esquentava – o que é muito comum em Rio Claro – elas saiam em revoada. E nós, crianças, não tínhamos medo (como os medos das crianças de hoje em dia – que têm medo até de formiga!).

Quando criança brincava com insetos, matava formigas e outros insetos…, mas não as abelhas.  Se invadiam a casa, dávamos um jeito de pegá-las e devolver para o quintal, para irem polinizar as flores.

Achava fascinante o fato delas fabricarem o mel. Ficava observando-as “beijarem” as flores do quintal, prenderem pólen com as patinhas, entrarem na colmeia e fabricar mel. Você sabia que as abelhas morrem logo depois de dar uma ferroada? Se você não sabe é isso o que acontece. Ao picar alguém ela morre em seguida.

mel

Ah, quando menino os insetos povoavam as minhas brincadeiras. É por isso que hoje não tenho medo de quase nada. Tenho medo de cobras por conta de um incidente com uma Cascavel com a qual fiquei frente a frente no sítio de meu avô. Mas essa é outra história. Conto outro dia.

As minhocas na horta do meu pai faziam parte de minhas brincadeiras. Procurava tatu bola nos cantos dos muros, sob pedras e cascas de árvores. Caçava besouros e borboletas, grilos e vaga-lumes. Amarrava Içá em um fio de barbante para vê-lo ficar voando.

Com os amigos caçava aranhas –  íamos nos lotes vazios munidos de barbante e chicletes mascados, o qual prendíamos na ponta do barbante e lançávamos nas tocas das aranhas. Também caçávamos escorpiões que ficavam debaixo das telhas e tijolos depositados em terrenos baldios ou no fundo do quintal.

Matávamos taturanas e bigatos. Gostava de amassar com os pés ou uma pedra para ver aquela gosma verde sair de dentro dos bichos. Baratas eu matava com a bomba de Flitz que meu tinha para matar pernilongos. E as lagartixas? Essas saiam a noite. Gostava de cortar-lhes o rabo só para ver ele pulando no chão. Medo do perigo? Não tinha! Sabia que que uma picada de escorpião ou aranha poderia ser fatal, mas o medo passava longe disso.

E você, tem medo de algum inseto? Conte-me!

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