A Simplicidade das Coisas — Augusto Martini

junho 22, 2016

Dia Internacional do Yoga

“O Yoga não é para te tornar bonzinho e ter voz mansa. O Yoga não é para aceitar tudo. Não há Yoga sem revolução interna. Não há Yoga sem questionamentos. Não há Yoga sem mexer fundo nos relacionamentos. Às vezes, o Yoga não te torna calmo, mas furioso. Por que é o despertar da consciência. Às vezes, o Yoga traz o caos. E da fúria desse caos vem a renovação” – Mumukshu

Ontem, dia 21/06, foi comemorado o Dia Internacional do Yoga. A data foi oficializada na 69ª assembleia geral da ONU, em dezembro de 2014 e recebeu a mais alta taxa de aprovação até então recebida em uma assembleia da ONU, com votos a favor por 175 nações.

yoga

A adoção da data visa conscientizar sobre os benefícios do Yoga – prática ancestral nascida na Índia que visa a ampliação da consciência e espiritualidade – para um melhor estilo de vida individual e para desenvolver a saúde global.

O dia 21 de junho marca o Solstício* de Verão no hemisfério Norte e o Solstício de Inverno no hemisfério Sul. É dia mais longo do ano (no hemisfério Norte e a noite mais longa do ano no hemisfério Sul)  e tem significado especial em muitas partes do mundo. Diversas culturas antigas, que de um modo geral a associavam simbolicamente a aspectos como o nascimento ou renascimento.

*Solstício (sol + sistere, que não se mexe, em latim) consiste no instante em que o Sol atinge maior declinação em latitude em relação à linha do Equador, fato que provoca maior intensidade de radiação solar em um dos hemisférios, caracterizando o solstício de verão (dia maior que a noite). Nesse momento, o outro hemisfério estará em solstício de inverno (quando a noite é maior que o dia).

Na perspectiva do Yoga, o Solstício marca a transição para o Dakshinayana. Além disso, a primeira lua cheia após o solstício é chamada de Guru Poornima, onde é celebrado o Guru Purnima Puja (ritual em que são homenageados os Gurus, que são os transmissores do conhecimento do Yoga). De acordo com a tradição yogi, a primeira transmissão do conhecimento do Yoga foi feita neste dia por Shiva, o primeiro Guru. O solstício também é considerada uma data especial, quando as influências cósmicas tornam favoráveis as práticas espirituais.(Via: Wikipedia)

Yoga é união, encontro. É uma filosofia prática que nos liberta de limitações físicas, mentais e espirituais. Nos coloca em contato direto com a nossa essência.

“O Yoga deve ser conhecido por meio do Yoga; o Yoga manifesta-se mediante o Yoga. Aquele que se aplica sem descanso ao Yoga, no final encontra no Yoga uma alegria permanente” Vyása, Yoga Bháshya, III:6.

É para todas as pessoas que buscam autoconhecimento, bem estar, qualidade de vida e saúde, independentemente de idade, sexo, religião ou condicionamento físico. O Yoga incentiva a autorreflexão para encontrar a paz interior.

“O objetivo e apogeu do yoga é o vislumbre da alma, mas ele tem vários efeitos colaterais que são a saúde, a felicidade, a paz e o equilíbrio. ” BKS Iyengar

O sábio Patanjali, codificador dos Yoga Sutras (maior trabalho contendo aforismos de sabedoria prática e filosófica com relação à prática de Yoga) descreve o sistema Asthanga Yoga (oito partes do Yoga):

1) Yamas: conduta moral e ética: “Compreende a abstenção da violência, da mentira, do roubo, da perversão sexual e da possessividade”;

2) Niyamas: conduta disciplinar: “Pureza, alegria, austeridade, auto estudo e devoção são as disciplinas do yogi”;

3) Asanas: posturas psicofísicas;

4) Pranayamas: práticas respiratórias, fortalecem o sistema nervoso, regulam o metabolismo e nos ajudam a manter sob controle as emoções, atitudes e pensamentos.

“Quando estamos relaxados no asana, nos movemos para fora mas ao mesmo tempo estamos centrados; a execução é externa, e a penetração, interna. Foi isso que Patanjali quis dizer no segundo sutra sobre o asana, ao afirmar: ‘Atinge- se a perfeição quando o esforço para executá-lo se torna sem esforço e o ser infinito interior é alcançado.’” B.K.S. Iyengar

5) Pratyahara : abstenção dos sentidos, para nos desvincularmos dos impulsos externos;

6) Dharana: concentração, limita a atividade da consciência;

7) Dhyana: meditação, parar o fluxo de pensamento;

8) Samadhi:  iluminação, união com seu Eu Maior, com o Todo, Atman.

“Realmente, não há mérito maior que o Yoga. Não há bem mais elevado que o Yoga. Não há sutileza mais fina que o Yoga. Não há nada mais excelso que o Yoga. ” (Yogashikha Upanishad, I:67)

Gratidão a todos os mestres que passam os ensinamentos e trabalham na evolução da consciência através do Yoga!

Namastê!

Texto adaptado de: http://flordediamante.com.br/
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1 Comentário »

  1. Olá, indiquei você para o Prêmio Dardos, dá uma passadinha lá para conferir 🙂
    https://serameninadosteusolhos.wordpress.com/2016/06/23/premio-dardos/

    Curtir

    Comentário por Ser à Menina dos Teus Olhos — junho 23, 2016 @ 12:39 | Responder


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