A Simplicidade das Coisas — Augusto Martini

janeiro 10, 2016

Dicas para uma viagem econômica

Prometi – e estou sendo cobrado! (rs) de que iria falar sobre como faço o planejamento de minhas viagens – sempre muito econômicas. Então vamos para algumas dicas.

Roteiro da viagem de final de ano

São Paulo/Milão – 08/12, com chegada em 09/12
Milão/Budapeste – entre 09/12 a 14/12
Berlim – 14 a 20/12 (dia 18 Potsdam)
Milão – 20 a 29/12 (dia 24 – Lago de Como e dia 28 – Bérgamo)
Veneza –  bate e volta 26 e 27/12
Milão/São Paulo – 30/12

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Começando pela passagem aérea – que representa grande parte dos custos da viagem e onde invisto grande parte do planejamento.
Minhas férias são de 30 dias e sempre as divido em dois blocos de 15 – um na metade do ano e outro no final do ano. Sempre procuro tirá-las perto de um feriado e assim ganho dias a mais. Os roteiros sempre são feitos com muita antecedência. Entre doze a 6 meses. Começo a pesquisar preços de passagens em sites confiáveis. Assino o blog Melhores Destinos que sempre tem dicas e pesquisas excelentes! Por exemplo – em 2013 viajei para a Itália pela Ibéria, por cerca de R$ 800,00 reais! (ida e volta, já com as taxas em pesquisa divulgada no site). Portanto, comece a pesquisar os preços e roteiros com bastante antecedência e quando surgir, seja rápido na compra. Dica – o Melhores Destinos tem aplicativos para Iphone e Android.

Na viagem passada, considerei voar nas empresas aéreas de baixo custo,  o que nunca tinha experimentado e conto como foi a experiência logo abaixo.

Meu roteiro foi o seguinte: as passagens foram compradas com 8 meses de antecedência pela Air Europa, São Paulo/Milão, com escala em Madri (tripulação simpática, comida boa, mas leve seus fones de ouvido, pois eles não dão. Vendem por 3 euros!).

Cheguei em Malpensa, peguei um ônibus que me levou para o aeroporto de Orio Al Sério (passagens de ônibus também compradas pela internet, três meses antes). Desse aeroporto, segui para Budapeste pela Rayanair. Chegando no aeroporto de Budapeste já tinha o transfer de ida e volta garantido e também adquirido com antecedência até o apartamento que aluguei pelo Airbnb. Depois, de Budapeste segui para Berlim pela Easyjet. Do aeroporto até o apartamento, que aluguei pelo Booking, fui de trem e metrô. Além de Berlim, conheci Potsdam (cerca de uma hora de trem). De Berlim, de Easyjet retornei para Milão (apartamento alugado pelo Airbnb). Do aeroporto segui de trem até a estação Centrale e de lá, de metrô até a parada mais próxima do apartamento. Fiz três passeios: de trem até Veneza, onde fiquei dois dias e os outros, de um dia, para o Lago de Como e para Bérgamo. Todas as passagens foram compradas com pelo menos três meses de antecedência. Para que tenham ideia – de Milão para Budapeste, o preço foi de 19 euros. De Budapeste para Berlim, 12,50 euros. Se tivesse deixado para comprar no dia da viagem o custo não seria menor que 100 euros. Então, vale muito a pena se programar. A experiência, nas duas empresas de baixo custo, foi excelente. Pessoal atencioso e simpático. Boas aeronaves. A questão da mala, que muitos reclamam, não foi empecilho. Desde o Brasil, viajei com a roupa do corpo, duas blusas nas mãos (na chegada estava frio), na mala tinha mais uma calça, três camisetas, cuecas, meias e mais uma blusa grossa. O tamanho da mala de 55x40x20cm precisa ser respeitado. Caso contrário a mala precisa ser despachada e aí sim tudo fica mais caro. Respeitando isso, super tranquilo. Em todos os apartamentos que aluguei tinha máquina de lavar. Assim, lavar as roupas não foi problema.

A questão de alugar apartamentos é algo que faço sempre quando viajo. Além de ser mais barato que a estadia em hotel,  tenho mais liberdade nas acomodações e ainda posso cozinhar. O modo mais seguro de fazer isso é utilizando as agências virtuais especializadas (uso sempre o Airbnb, onde também alugo, para turistas, uma suíte aqui do meu apartamento!), que se certificam que os proprietários atendem aos requisitos mínimos para esse serviço.

Sempre que possível levo dinheiro em espécie, que é a opção que paga menos IOF. Pesquiso as melhores opções de câmbio na hora de comprar a moeda e também com muita antecedência, aproveitando as oportunidades quando a moeda baixa. Vou comprando as pouquinhos e faço uma reserva

Quase nunca uso o cartão de crédito, pois trazem o risco da variação cambial, já que valerá a cotação do dólar do dia do pagamento da fatura, além do IOF. Mas, as vezes, não tem outro jeito e é preciso usá-lo para compras emergenciais.
Já saio do Brasil com o roteiro dos passeios já formado, tomando cuidados com as distâncias e os melhores horários para aproveitar cada atração. Mas, sempre tenho um tempo livre para poder aproveitar algo que não tenha sido planejado. A maioria dos museus cobram a entrada, o que geralmente não é barato. Mas muitos deles têm um dia da semana em que a entrada é grátis! Mas, se tiver que comprar entradas, compre-as com antecedência e fuja das filas.

Nunca ando de táxi. Ando muito a pé, e quando preciso, privilegio o transporte público. Em quase todos os países da Europa o trem e o metrô chegam aos principais lugares de interesse turístico. Nessa minha viagem o Google Maps foi um importante aliado para traçar rotas a pé e para achar a melhor alternativa de transporte público. Passes múltiplos de metrô em Milão, por exemplo, trouxeram uma boa economia (lá, uma viagem de metrô custa 1,50 Euro).

A primeira coisa que faço quando chego no apartamento alugado pelo Airbnb –  abasteço a geladeira com água e outros itens comprados no supermercado mais próximo. Todos os dias tomo um café da manhã reforçado, para o almoço preparo lanches com queijos e embutidos, levo frutas, água e uma bebida. E estou abastecido para todos os passeios do dia. Na Europa, com o Euro na proporção a quase 1×5 em relação ao nosso minguado Real, é difícil você descobrir restaurantes com preços competitivos. Alguns restaurantes possuem um menu do dia com entrada, prato principal e bebida ou sobremesa, mas, por exemplo, em Milão, não encontrei nada por menos que 20 Euros.

Assim, nessas caminhadas, um piquenique também é uma boa opção. Os parques e praças são lindos e convidativos. Você encontrará muitos turistas fazendo o mesmo.

Todas os jantares foram feitos no apartamento, nunca em restaurantes! E durante os passeios, a  garrafa de água que está na mochila pode ser abastecida  nos locais que visitei. Mas a água é o de menos. Certamente será o item mais barato de sua viagem – isso se a comprar em supermercados, claro! Muitas cidades possuem sistemas de fornecimento de água muito seguros, que permitem beber água da torneira sem preocupação. Em Milão, há bebedouros públicos espalhados por toda a cidade.

É comum a conta de telefone trazer surpresas após viagens internacionais. Por isso, antes de embarcar, desabilitei os dados do celular. Lembre-se: receber torpedos é gratuito, mas enviar é caro. Para me comunicar utilizei o Skype, WhatsApp, Viber, Hangouts e Facetime. Pelo Skype, por exemplo e se for imprescindível, é possível ligar para telefones fixos e móveis no Brasil, com um custo menor do que uma ligação local.

Sobre o seguro de viagem. Muitos cartões têm algum tipo de seguro para viagens e extravio de bagagens, que geralmente são acionados quando a passagem de avião ou as diárias são pagas com ele. Alguns cartões permitem emitir o Certificado de Schengen (necessário para viagens pelo Europa, mas útil para qualquer viagem) pela internet. Dependendo do seu cartão esse serviço é gratuito. Caso não tenha esse serviço grátis, avalie as condições específicas de cada seguro antes de viajar, pois algumas coberturas podem ser parciais.

Mas a melhor dica é – compre somente o imprescindível. Seja seletivo e lembre-se que a nossa economia está bem ruim. Muitas vezes a diferença de preço não compensa em função do câmbio atual.

Lendo isso você pode questionar:  mas o Augusto vai para esses lugares todos e não visita os Museus? Visito sim, quando o bolso está melhor guarnecido. É indiscutível que visitar o Louvre,  o Museu do Vaticano e outros tantos pontos de interesse ofereçam uma experiência incrível, porém, em tempos de grana curta, a Europa é um continente fantástico e você não precisa necessariamente gastar dinheiro com entradas. Você poderá conhecer as inúmeras construções milenares, caminhando pelas ruas – e estará pisando sobre a cultura e sobre a história da mesma forma que ao visitar os Museus. Ver todas as esculturas e monumentos espalhados pelas cidades já lhe dará um grande panorama da beleza e riqueza do lugar. Entre nas igrejas (a maioria delas não cobra a entrada), muitas delas possuem obras de arte de grandes artistas.

Outra dica importante – muitos turistas de primeira viagem acham que na Europa tudo é perto e querem fazer um tour por vários países. Saiba que essa não é a forma mais econômica de viajar pelo velho continente. Quando se viaja para lá, o importante é ter um foco. E essa é uma maneira de economizar. E não só isso – ficando mais tempo em uma cidade conhecerá melhor os pontos de interesse. O querer conhecer vários lugares ao mesmo tempo, além de perder tempo nos deslocamentos, você gastará mais com comidas, bebidas, etc.

O importante é ter sempre em mente que quem não planeja a viagem acaba pagando caro por isso.

Abraços.

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2 Comentários »

  1. EU ADMIRO MUITO VOCES , FAZEM TUDO MUITO BEM PLANEJADO .. QUE VENHAM MUITAS OUTRAS VIAJENS POR AI BJOS .

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    Comentário por IVONE VERONICA . — janeiro 16, 2016 @ 23:39 | Responder

    • Obrigado, Ivone. Beijos

      Em sábado, 16 de janeiro de 2016, A Simplicidade das Coisas — Augusto

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      Comentário por Augusto Martini — janeiro 17, 2016 @ 9:20 | Responder


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