A Simplicidade das Coisas — Augusto Martini

janeiro 5, 2016

Budapeste – a rainha do Danúbio!

A intenção era começar esse post falando sobre como foi programada a minha viagem de férias de fim de ano (sempre muito econômica), dando dicas sobre as empresas low cost que utilizei, passeios programados, etc.. Mas, algo ficou martelando em minha cabeça – Budapeste – a “Rainha do Danúbio”,  cidade que me surpreendeu!

“Localizada na Europa Central, nas margens do rio Danúbio, Budapeste nem sempre foi o que é hoje. Segundo dados históricos, os primeiros registos de povoamento remontam ao Paleolítico, mas foi o Império Romano que fundou a primeira cidade nesta zona de curva e estreitamento do rio, um dos mais importantes “caminhos” comerciais da História da Europa. A região foi depois ocupada por Godos, Lombardos, Ávaros e, finalmente, os Magiares, que chegaram à região no Séc. IX. Budapeste não era ainda uma cidade conjunta nem havia qualquer ponte fixa sobre o rio. A primeira dinastia húngara não tinha capital, pelo que foi Béla IV que mandou construir um castelo na colina que hoje é Buda. A nova capital do reino prosperou e cresceu sob o domínio de Mátyás Corvinus, no Séc. XV. Entretanto, foi quase totalmente destruída pelos turcos do Império Otomano, retomando o seu esplendor depois da dura reconquista por parte dos Habsburgos, em 1686. A monarquia absolutista garantiu o desenvolvimento econômico de Buda e Peste e, em 1867, é constituído o Império Austro-Húngaro, logo depois da união das duas cidades numa só e da construção da emblemática Ponte das Correntes.

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Depois da Primeira Guerra Mundial, a monarquia caiu e o desejo dos húngaros recuperarem os territórios perdidos levou-os a associarem-se à Alemanha, na Segunda Grande Guerra. Mais tarde, foram invadidos pela Rússia, que impôs um regime comunista até à Queda da Cortina de Ferro.

A dura e instável História de Budapeste reflete-se nas pessoas e nas ruas da cidade. De uma das capitais mais importantes da Europa, no século XV, passando pelo brilho e pela grandiosidade dos edifícios dos séculos XVII, XVIII e XIX, até às ruas de hoje, quase abandonadas por um comércio que caiu juntamente com o sistema comunista, Budapeste é uma cidade incompreendida, de grandes diferenças sociais e culturais, que ainda procura o seu “lugar ao sol” na Europa.

Não tão turística como Praga ou intocável como Viena, a capital da Hungria é uma fascinante cidade de contrastes, por entre ruelas e edifícios históricos de uma dimensão inimaginável, polvilhados com cúpulas, pormenores coloridos e muita páprica”.

Fonte: Revista Digital A Próxima Viagem.

Cheguei a  Budapeste em uma tarde no início do inverno. Logo depois de me acomodar no apartamento que aluguei pelo Airbnb, comecei um passeio errante pelas ruas, com um olhar deslumbrado para as construções e avenidas. Em princípio não fiquei preso a nenhum mapa. Foi uma caminhada de deslumbramento.

Nos dias seguintes todos os minutos passaram a contar, pois esse primeiro circuito, a esmo, me fez perceber a quantidade de edifícios e lugares fantásticos para ver. E quase todos os circuitos que fiz foram feitos a pé,  pois não queria perder nada. Tudo tinha que ser visto. Mas é claro, em um dos dias experimentei o segundo metrô mais antigo do mundo – a linha amarela de Budapeste, uma das três existentes na cidade.

A Casa do Terror ou o Museu do Terror, que fica na Rua Andrássy, foi a sede do Partido Nazi Húngaro até 1944 e abrigou a polícia secreta do Partido Comunista depois da Segunda Guerra Mundial, servindo agora de memorial do que foi viver na Hungria durante 50 anos, quando 40% da população húngara foi dizimada, antes de passarem para o domínio soviético. O museu possui um acervo de fotos de vítimas do terror, instrumentos bélicos, documentos, vídeos, salas de tortura, celas de prisão, tudo mostrando como esse passado é recente, e quanta gente sofreu e sucumbiu a esses horrores.

No fim da Rua Andrássy encontra-se a Praça dos Heróis (Hösök Tere), um dos marcos turísticos de Budapeste. Nela estão representadas as figuras dos reis húngaros e outros vultos famosos das guerras da independência, além de estátuas representando a guerra, paz, conhecimento e glória. No topo da coluna central de 36 metros de altura está situado o anjo Gabriel. E, logo atrás desse monumento está o Parque da Cidade, onde se encontram os Banhos Széchenyi e o fabuloso castelo Vajdahunyad – um dos lugares mais bonitos da cidade. Mas dizer o que é mais bonito em Budapeste é difícil – tem o Palácio Gresham, atualmente um hotel da cadeia Four Seasons, em frente à Ponte das Correntes, a Basílica de Santo Estêvão, onde, na capela por detrás do santuário, conserva-se a relíquia mais importante da cristandade húngara: a mão mumificada do primeiro rei da Hungria (Santo Estêvão), a Sinagoga, considerada a mais monumental da Europa e a segunda maior do mundo, as suas pontes, o Café Gerbeaud, o Mercado Municipal, etc.

Muitos consideram Budapeste como “a Paris de leste”, e também a comparam com Viena pelos seus surpreendentes edifícios e grandiosas avenidas. Em muitos casos isso parece ser verdade.

Segundo o Sr. Lacy Laslo, meu amigo e vizinho, que é de lá, Budapeste é uma cidade que caiu e que se levantou. Que também assistiu a diversas destruições ao longo da sua história. Ele conta que a Ponte dos Leões foi projetada por um inglês, William Tierney Clark, e construída por um escocês, Adam Clarke – que dá nome à praça que fica bem em frente à ponte no lado Buda. Os leões são uma espécie de vigias da ponte e foram esculpidos por János Marschalkó. O fato é que durante sua inauguração, o povo fez de tudo para ver a língua dos leões, mas elas não estavam aparentes. Então János, com o desgosto, teria se atirado no Danúbio, não sobrevivendo às forças da corrente.

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5 Comentários »

  1. Adorei! Parabéns vcs merecerem!

    Curtido por 1 pessoa

    Comentário por Paula — janeiro 5, 2016 @ 17:10 | Responder

  2. Amo Budapeste!

    Curtido por 1 pessoa

    Comentário por Alessandro Paiva — janeiro 6, 2016 @ 1:23 | Responder

  3. Deve ser encantador !!!

    Curtir

    Comentário por maisonlaboutique — janeiro 8, 2016 @ 7:02 | Responder


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