A Simplicidade das Coisas — Augusto Martini

julho 16, 2015

Igreja da Ordem Terceira do Carmo, em São Paulo e o dia de Nossa Senhora do Carmo

Há quatorze anos passo diariamente na frente da igreja da Ordem Terceira do Carmo que fica ao lado da Secretaria da Fazenda de São Paulo, onde trabalho. A construção é uma joia rara colonial em meio ao barulho e a fuligem do centro da cidade. E que  descansa quase sufocada pelo grande prédio da Secretaria da Fazenda. Na entrada, a data de construção surpreende 1632, e dentro encontramos um dos últimos exemplares do barroco paulista do período com obras do Padre Jesuíno do Monte Carmelo. Nascido em Santos em 1764, Jesuíno Francisco de Paula Gusmão mudaria o nome para Jesuíno do Monte Carmelo ao seguir a vida religiosa depois de ficar viúvo em 1793. Foi pintor, arquiteto, escultor, músico, poeta e entalhador. No entanto como padre só rezaria sua primeira missa em 1798 como “ex defectu natalium” expressão em latim que quer dizer “defeito de nascença” por ser mulato, vejam que absurdo!  As obras presentes na igreja do Carmo em São Paulo foram realizadas por volta de 1796 e redescobertas por Mário de Andrade em texto publicado em 1942 quando estudou a obra do artista. Mas o achado mais importante viria do próprio Mário que aquela época desconfiou que a pintura do teto ocultasse algo maior já que apenas a lateral apresentava obras do artista. E foi assim que em 2007 foi descoberta no teto abaixo de uma pintura menor uma imagem de Nossa Senhora do Carmo, com as mãos ao peito e cercada de anjos. Não houve dúvidas, quanto à autoria, quando se analisou o traço do pincel; ali estava um autêntico Jesuíno do Monte Carmelo.

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Hoje, durante meu horário de almoço, assisti uma missa solene, em homenagem a Nossa Senhora do Carmo – 16 de julho é o seu dia! O majestoso órgão se fez ouvir entre louvores e preces ora em português, ora em latim. E, ao final, quem nunca recebeu o escapulário de Nossa Senhora do Carmo formou longa fila onde o padre fez a benção de centenas deles e a imposição.
Localizada no centro histórico da criação da cidade de São Paulo a igreja do Carmo esteve presente no cotidiano da colônia e do Império onde se firma a visita do então Imperador Pedro II e da Imperatriz Teresa Cristina em 12 de abril de 1846, ocasião em que houve procissão até o Pátio do Colégio. As festas ali realizadas são lembradas no famoso livro de Antonio Egidio Martins, São Paulo Antigo, que narra a seguinte passagem:

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Cidadania Italiana – um longo caminho a percorrer!

E tudo começou com Luigi Martini, quando emigrou para o Brasil, em abril de 1886. Chegou com seus pais e irmãos e contava com 16 anos. Um século e 3 anos mais tarde (em 1989) comecei minha saga para saber em que Comune nasceu, pois somente tinha a informação que era da região de Treviso, norte da Itália. Nenhum documento documento italiano havia sido preservado pela família. Nada. Apenas informações desencontradas dos parentes mais velhos. Muitas cartas foram enviadas para Paróquias e Arquivos da região de Treviso. Muito dinheiro foi gasto com idas e vindas em busca das certidões aqui no Brasil.

luigi martini

Cirillo Calore

Somente em 2002 consegui localizar sua origem: Cornuda, cidadezinha pequena (é uma comuna italiana da região do Vêneto, província de Treviso, com cerca de 5.732 habitantes. Estende-se por uma área de 12 km², tendo uma densidade populacional de 478 hab/km².). Mas, os registros documentais da localidade foram destruídos e queimados durante bombardeios da primeira guerra mundial.

Luigi Martini

Luigi Martini

 

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